24.3.09

Matéria do Jornal do Senado

Educação
Círculo vicioso detém crescimento do mercado de livros
 
Brasil tem baixo nível de leitura, que se reflete no pequeno número de livrarias à disposição da população, especialmente nas pequenas cidades
 
 
Em 2007 foram comercializados no país mais de 329 milhões de livros, com um faturamento superior a R$ 3 bi. Mas o brasileiro ainda lê pouco: são, em média, 2,4 livros por ano
O mercado de livros do país vive um dilema: como escapar do círculo vicioso em que os pontos-de-venda para os cerca de 2 mil títulos lançados mensalmente pelas editoras vêm diminuindo, o que conduz a tiragens cada vez menores – com exceção de poucos best-sellers –, e, consequentemente, preços mais altos e menos leitores. Entidades do setor e senadores entendem que é preciso incentivar o hábito da leitura, como ponto de partida para mudar esse cenário.
 
Divulgada no fim do ano passado, sob o patrocínio conjunto do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pesquisa revelou que houve crescimento discreto nas vendas em 2007, mesmo com uma redução do número de títulos publicados. Porém, um dado mostra a fragilidade do mercado consumidor: quase metade dos exemplares produzidos foi vendida ao governo, para atendimento aos vários programas de livro didático, científico etc.
 
O brasileiro lê bem menos que os habitantes dos países desenvolvidos. Aqui, são, em média, 2,4 livros por ano, contra dez nos EUA e 15 em países como Suécia e Dinamarca. E apenas 0,9 desses 2,4 livros anuais lidos não são obras didáticas. As diferenças regionais brasileiras também conspiram contra o crescimento do hábito da leitura, já que só havia livrarias em 30% dos 5.564 municípios.
 
Não é exato o número de livrarias porque é fácil se obter um registro de funcionamento, mesmo que o negócio principal não seja livros. Mas é seguro afirmar-se que o Brasil tem hoje menos de 2.700 livrarias, 70% das quais são de pequeno e médio porte. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), esse número é pequeno para um país com 190 milhões de pessoas.
 
Segundo Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), um número razoável seria de 4.900 livrarias. A ANL avalia que faltam incentivos para que mais livrarias sejam abertas e profissionalização para as já existentes.
 
– O Brasil é responsável por 50% da produção de livros da América Latina. O ideal seria o funcionamento de no mínimo 10 mil livrarias para atender de maneira razoável à população. No entanto, 89% dos municípios brasileiros não têm livrarias. É um quadro dramático que constrange aqueles que têm uma visão de nação – lamenta o senador Tião Viana (PT-AC).
 
Segundo a pesquisa da CBL e do Snel, em 2007 foram comercializados mais de 329 milhões de livros no país, gerando um faturamento que, pela primeira vez, rompeu a barreira dos R$ 3 bilhões. Levantamento mais recente pode indicar que o setor obteve resultado melhor em 2008. Ouvidas pela ANL, as livrarias apostam que o setor pode ter crescido 10,46%. Se a crise não atrapalhar, esperam repetir o desempenho este ano.
 
– O aquecimento do setor deve-se ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro e às diversas campanhas e políticas de difusão do livro, muitas delas por iniciativas governamentais, que estimularam a leitura, principalmente a infanto-juvenil, segmento que mais cresceu. Não podemos deixar de destacar, ainda, a desoneração do PIS/Confins, que ajudou a manter o preço médio do livro abaixo da inflação – avalia o presidente da ANL, Vitor Tavares.

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Agora, imaginem que um país aonde eu já chegeui a ver em TV dizerem que 2/3 dos alunos são analfabetos funcionais (aqueles que mal sabem ler e escrever o próprio nome), frutos de um sistema de ensino que adota a aprovação automática, nõa existe prova, não existe reprovação, o professor não tem nenhuma autoridade em sala de aula. Num país aonde se vira bandido porque a vida não deu chnaces de estudar, ou porque a vida deu muitas chances de estudo.

Num país aonde parte-se do princípio que o sistema não precisa de pessoas que saibam resolver problemas, mas que os problemas acontecem e se resolvem por geração expontânea.

Numa sociedade aonde mais importância tem que tem a maior bunda e não quem tem o maior QI, aonde a verdade é apenas uma mentira contada várias vezes.

Em um mundo globalizado aonde o conhecimento e a cultura é a maior riquesa de um povo. Aonde quanto maior e melhor o conhecimento de uma sociedade, maior é a capacidade dela produzir tecnologias, produtos e soluções para os problemas existentes, imagine o tamanho do prejuízo que essa sociedade imbecilizadora e escravocrata do intelecto contrai para si mesma.

Esse texto fala apenas de mercado editorial, mas a questão se reflete também na produção cultural, intelecutal, tecnológica, comercial, institucional, jurídica, econômica, ecológica, moral e social desse país.

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