9.6.05

Mais uma analise profissional...

Tem gente que acha que pra se dar bem no mercado é preciso, antes de mais nada e acima de tudo ser um tremendo vendedor. Acreditando que somente tendo lábia, esperteza, marcando território e COMPRANDO o seu cliente você vai fazer com que você não precise fazer trabalhos à dez reau a baciada.
Eu já não concordo exatamente com essa idéia.

Eu me considero um péssimo vendedor, embora seja extrovertido. Vai de malícia, muitas vezes, o fato do carinha vender qualquer porcaria. Isso não só relacionado à ilustração, tem gente que percebe o que uma pessoa precisa e vende pelo preço que quiser. Tem gente que tem uma lábia incrível, é capaz de fazer com que um cliente acabe acreditando que precisa de uma coisa que não precisa. Uma vez eu vi um ilustrador que com sua lábia estava conseguindo convencer um editor a fazer uma revista para poder vender suas ilustras, só porque o seu estilo não se encaixava com a linha editorial da revista que o cara editava.

Também tem o lance do cara fazer um meio de campo bom, participando de festinha e oba-oba adoidado, dando presentinho, mandando email toda hora, ligando sempre pra querer saber se o cliente tá bem e por aí vai. Acontece que pra fazer isso é preciso ter uma boa dose de cara de pau, mesmo porque pode ser que essa tática dê resultado contrário ao esperado.

Se você quiser agir assim, vai precisar saber COMO agir assim, não basta simplesmente sair ligando pra contato, mandando espelhinho e cercando os caras. Se você não tiver simancol vai acabar passando por mala sem alça e adeus contato...
E aqueles que pagam bola, oferecem bola; um gorda porcentagem do valor a ser cobrado pelo trabalho para que consiga manter e conquistar o cliente? Esse conseguem geralmente fechar contratos maravilhosos, cobrar beeem. Dizem que argumentam e fazem com que o cliente se conscientize da sua argumentação. Tudo mentira! A única argumentação que vale é a da grana fácil e farta! Quem pega um cliente só porque o suborna, corre o risco de jamais pegar algum trabalho no dia que não puder pagar bola. Já quem não faz isso, pega um trabalho no mérito, único e verdadeiro. Esse é o verdadeiro profissional, esse é o cara que ensina o mercado a ter valor, e é esse o cara que eu espero um dia ser.

Pra mim, garantido mesmo é fazer um trabalho bom, negociar de maneira responsável, cumprir prazos, trabalhar com qualidade, procurar compreender as necessidades do cliente, não discutir, demonstrar profissionalismo, colocar limitas e regras, argumentando o porquê delas existirem; demonstrar que você quer é resolver o problema do cliente e não vender sua ilustração nem o seu estilo a qualquer custo, não fazer rolo com o cliente, entregar as artefinais com asseio, emitir nota fiscal própria com depósito em conta corrente no nome da empresa, demonstrando seriedade, praticidade e profissionalismo.

Se mesmo assim, o cliente preferir o sobrinho que faz um desenhinho no guardanapo de papel assoado, que só faz cacareco rabiscado de qualquer jeito sem nenhum profissionalismo, mas que cobra déz reau, então eles se merecem. Ninguém precisa perder tempo querendo reter cliente ruim.

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