23.11.05

Aos misticos

Eu não acredito em milagres!

Eu acredito em esforço, em trabalho, estudo, em reconhecimento pelo mérito.
Eu acredito em merecimento, eu acredito em doação, em humildade, em boa vontade.
Eu acredito na lógica, na inteligência, no raciocínio, no bom senso.
Eu acredito em quem ama e sabe porque ama, em quem ajuda e sabe como ajudar.
Eu acredito an caridade aliada à inteligência, a bondade daqueles que sabem as conseqüências de seus atos.
Eu acredito na inteligência como marco absoluto do universo, questão principal e maior de tudo o que existe.
Eu acredito que o universo é nada mais nada menos do que a união de todas as mais absolutas formas de inteligência interagindo em nome de uma única força: Deus.

E não esse deuzinho sem vergonha de barba, em cima de um trono, em cima das nuvens que vê tudo, que castiga uns e premia outros. É vergonhoso saber que ainda hoje algumas pessoas confundem Deus com Zeus.

Eu não acredito que no Universo só exista nós, seria um desperdício um Universo tão belo e vasto sem vida inteligente habitando nela.

Eu também não acredito no Diabo. Se ele existisse é porque Deus o fez. Se Deus o fizesse ele seria mal. Se Deus fosse mal, não seria perfeito. E não seria Deus...

Eu não acredito em santos, nem em anjos. Eu acredito na igualdade dos seres.

Eu acredito que somente não somos iguais porque uns são mais preguiçosos que outros.
Eu acredito no futuro. Eu acredito na vida. Eu não tenho medo do que possa vir a acontecer. Mesmo se muitas desgraças assolarem a humanidade.

Aliás, eu até mesmo anseio o dia em que a humanidade prepotente e falida começar a colher os muitos séculos e séculos de egoísmo e orgulho.

E se eu sucumbir também?
Não tem problemas, se eu sucumbir é porque eu também mereço. À cada um segundo suas obras.

É engraçado, mas o ser humano tem o péssimo hábito de querer em tudo mandar, em tudo controlar, quer porque quer ser o máximo, a força mais poderosa e sábia do Universo. Quer até mesmo ditar o que Deus é e o que gosta, o que é bom e o que é ruim.

Pena que o tempo passa e com o tempo também mudam os conceitos humanos e aquilo que para muitos era tido como vontade de Deus passa a ser apenas a expressão birrenta de um menino mimado.

Aliás a humanidade é exatamente isso, um bando de moleque mimado, ranhento, birrento e todo sujo de merda sem capacidade de limpar suas próprias fraldas.

Mas as pessoas de fé acreditam que algum milagre irá acontecer e quem sabe assim a humanidade se regenere....

Milagre???? Eu não acredito em milagres.

Eu acredito que um dia nós aprendamos, eu acredito que um dia a humanidade chegue a idade adulta. Pelo seu próprio esforço, pelo seu próprio trabalho e pelo seu próprio mérito. Nem que pra isso nós tenhamos que sofrer muitos castigos e tomar muitas palmadas.

Não é feitiçaria, é tecnologia!

21.11.05

Dias Dificeis

Eu ultimamente ando me perguntando se realmente vale a pena lutar tanto para colocar na cabeça de pretensos profissionais da área de ilustração algum juízo, sendo que eu já cansei de ver muitos desses mesmos "pretensos profissionais" empacamentos e birras, do tipo batendo o pé, esperneando e tudo mais porque querem de qualquer jeito, a qualquer custo, ganhar o seu, defender o seu sustento, não querem estudar, não querem se desenvolver, não querem se preparar para atuar no mercado ne maneira mais completa, mais eficiente, com mais consciência do seu papel e da sua utilidade, com um trabalho mais consitente, mais forte e que dê mais retorno, e que dessa maneira faça de você um profissional com mais poder de negociação.

Qualquer um sabe que a nossa época é difícil, que é desumano passar por tantas privações e quanto precisamos ter paciência para chegarmos ao nível profissional ideal para que, somente depois disso tudo, se comece a atuar profissionalemtne no mercado.
Acontece que quando o iniciante olha somente o seu lado e não vê o todo, não encherga que aquilo que pode resolver uma necessidade imediata tem grande chance de se transformar numa ameaça para o seu próprio futuro profissional. E de quebra acaba com o futuro profissional dos seus colegas de profissão.

Um ilustrador tem uma carreira muito longa se comparado à um Diretor de Arte, por exemplo, com a vantagem de que quanto mais tempo de profissão o ilustrador tiver, maior aprimoramento técnico ele terá e melhor será o seu trabalho. Acontece que toda essa bagagem de primor técnico e conhecimento artístico tem um valor, que vai muito além da sua simples condição momentânea. Um trabalho de ilustração vale pelo estudo de anos e anos, pelo treinamento que o ilustrador teve durante muito tempo, chegando quase a exaustão para se conseguir chegar nesse graus de qualidade, pelos curso feitos, pelos materiais trabalhados e pelo domínio que o ilustrador tem desses mesmos materiais.

Quem compra uma ilustração, compra junto uma história, uma formação, um ideal, um universo que permitiu que essa mesma ilustração pudesse hoje ser feita e que a insere no contexto geral de todas as outras ilustrações que existem como algo único exclusivo e de valor técnico e artístico.

Quando o ilustrador opta por simplesmente cobrar aquele dinheirinho que no final do mês vai dar pra pagar as suas contas e acabou, ele rompe todo um processo que gera um círculo virtuoso no mercado de ilustração. O ilustrador não tem como bancar pra si mesmo mais estudo, mais pesquisa, melhores instrumentos de trabalhos e ferramentas de melhor qualidade e mais atualizadas, Esse mesmo ilustrador está acabando com a possibilidade de poder ter um estagiário ou assistente que possa aprender decentemente todos os caminhos das pedras e ter maior consciência do mercado e do universo de ilustração pela convivência de um profissional que no futuro será um colega de profissão pronto pra unir forças com você, e não mais um concorrente querendo derrubar o restante da concorrência.

Quando um ilustrador não consegue nem ter um assistente de tão pouco que cobra por seu trabalho, está deixando de orientar um aspirante a ilustrador. Esse aspirante, não vai ter como saber exatamente o que deve desenvolver no seu trabalho para ser um ilustrador melhor, não vai saber qual tipo de estilo e qual tipo de linguagem é melhor indicada para dar o melhor resultado para cada tipo de trabalho, não vai saber quanto vale o seu trabalho, não vai saber como negociar, como abordar um cliente e como agir mediante o mercado e como ser um profissional ético que saiba concorrer no mercado com os demais profissionais sem prejudicar o mercado e a si próprio.

Na verdade, esse aspirante a ilustrador vai ficar mais perdido do que cego em tiroteio. Vai ficar a mercê de qualquer "cliente bonzinho que adora dar uma chance pra que tá começado". Sem contar que esse mesmo aspirante pode, pelo fato de não ter recebido atenção do ilustrador profissional, se transformar em um inimigo de profissão, com vontade de derrubar o seu "desafeto" pelo seu comportamento pouco amistoso de início. Agora, imaginem esse mesmo novato inimigo, tendo em sua atitude profissional a condição de "castigar" o seu antigo desafeto. Qual poderia ser a sua atitude de desforra? Pode ser desvalorizar o estilo do tal sujeito perante os seus clientes mais próximos, prejudicando de quebra outro profissionais com o mesmo tipo de trabalho, ou cobrando mais barato pra passar por cima do seu desafeto atravéz do preço e contribuindo para que o mercado que já não está nem um pouco bom fique pior ainda.

Será que as pessoas não raciocinam? Será que as pessoas são incapazes de prever as conseqüências de seus atos? Toda a vez que eu argumento com outros profissionais a respeito desses problemas eu costumo ver colegas que simplesmente não conseguem compreender essas possíveis conseqüências, outros me ouvem com aquela expressão de quem simplesmente não acreditam em nada disso. Outros, por sua vez até percebem lógica, mas me respondem com a desculpa de que não são assim tão idealistas ou que não são assim tão preocupados com as conseqüências de seus atos.

Eu, sinceramente, começo a acreditar que a humanidade não tem jeito. E tudo isso porque muitos simplesmente preferem pensar em si próprios. Se esquecem que ao se pensar em todos você mesmo se inclui e se beneficia com seus atos, com o diferencial que também beneficia outras pessoas. Existem clientes igualmente irresponsáveis que querem por toda lei tirar o máximo de lucro com o mínimo de gasto para profissionais especializados, como é o caso dos ilustradores. Estão matando a sua galinha dos ovos de ouro. Isso já acontece atualmente no mercado editorial, e se não houver consciência, também irá acontecer no mercado publicitário.

Eu sei que que muita gente pode ler esse texto e me achar uma espécie de profeta catastrófico, agente do apocalipse do mercado de ilustração. Pode achar que na verdade eu sou exagerado, mesmo. A verdade não é nada disso, a verdade é que cada um de nós que fazemos parte do mercado que envolve ilustração é responsável pelo futuro da ilustração no mercado, como instrumento útil e artístico dos meios de comunicação, como ponte indispensável de comunicar um conceito, uma ideía ou um produto para o público geral. Todos temos responsabilidade no resultado geral.

Acontece que atualmente os próprios ilustradores tem em suas mãos a condição de regenerar o mercado com suas atitudes ou afundar o mercado de vez.

Um exemplo claro disso tudo é o que acontece no mercado editorial. Pagam mal? Pagam! Então o que a gente faz? Nada. Absolutamente nada. Não trabalha pra eles. No dia que alguma editora me chamar pra fazer um trabalho, ou paga o que o trabalho vale, ou vai ter um trabalho que valha o que eles pagam e pronto!

Eu já vi Editor de Arte com a cara de pau de pedir publicamente que se a gente quiser ganhar melhor, que a gente se esforce para fazer trabalhos cada vez com mais qualidade, com mais detalhes para vender mais livros e aí, quem sabe as editoras remunerem melhor os ilustradores.

No dia que só aceitar trabalhar pelo salário de miséria do mercado editorial ilustrador chumbrega que não é capaz de acrescentar nenhuma qualidade ao produto final porque os profissionais bons simplesmente não aceitam trabalhar pelos valores ridículos do mercado editorial, aí, as editoras vão começar a arranjar verba rapidinho. E do nada!

O importante é os ilustradores se esforçarem para que a profissão seja regulamentada, reconhecida, que tenha uma formação própria e direcionada, que haja uma ordem capaz de orientar os profissionais e os iniciantes, ter profissionais responsáveis com o mercado e com os profissionais. Dessa forma poderemos forçar o mercado a se adaptar a profissionais mais capacitados de maneira mais natural, poderemos com o tempo também transmitir ao público em geral uma consciência maior de quem somos, do que fazemos e da importância do que fazemos.

Vamos, todos nós, procuremos nos esforçar, procuremos fazer, tentar para conseguir. Só assim nós iremos virar o jogo, que atualmente não tem vencedores, só perdedores.

8.11.05

Resposta para a mensagem de uma amiga

Outro dia, uma amiga, me havia perguntado por email como haiva sido o meu começo como ilustrador.

A resposta que eu enviei, eu reproduzo agora na íntegra, pois acredito que seja de conteúdo importante para as pessoas que queiram seguir uma carreira. não importa se como ilustrador ou não.

Segue abaixo a mensagem:

Olá *****, desculpa a demora, essa semana anda corrida e eu quase não consegui te responder.

Eu trabalho a mais ou menos quinze anos como ilustrador, vim de Sorocaba pra cá com uma mala na mão e um colchão enrolado nas costas tentar a sorte. Meu primeiro emprego foi numa produtora de vídeo, eu fiquei lá uns seis meses e depois perdi o emprego. Foi uma das fases difíceis da minha vida, eu fiquei mais de um ano desempregado.

Depois dessa época eu entrei na MacCann Erickson e lá eu fiquei por quase cinco anos. Foi aonde eu aprendi a ser ilustrador de verdade, fiz muitas amizades e aprendi muito mesmo.

Aí eu amarguei um período sem emprego que eu custei pra aceitar que deveria trabalhar como freelancer. Nessa época eu fiquei uns dois anos me revezando de momentos com trabalho e momentos sem coisa nenhuma. Tanto nessa fase, quanto na primeira vez eu cheguei a passar fome, mas dessa vez era mais difícil, porque eu já tinha algumas contas pra pagar e me endividei muito. Mas eu não sei porque cargas d'água eu ainda insistia em continuar. Eu acredito que qualquer pessoa nas minhas condições já teria entregado os pontos...

Foi nessa época que eu comecei a me envolver com trabalhos pra Internet, eu peguei justamente o Boom do mercado de internet, fiz muita coisa e fiz muitos amigos nesse meio. Atualmente muitos desses meus amigos são donos ou diretores de produtoras de internet.

Infelismente depois que esse a bolha do mercado de Internet estourou, eu percebi que se continuasse nessa área, eu iria acabar com muitas dificuldades pra me manter. Então, depois de dois anos que eu não mais havia trabalhado com ilustração resolvi partir pro tudo ou nada.

Graças à Deus eu tive sorte e logo depois de um mês eu estava contratado na Carillo Pastore, que na época era a quinta maior agência do país, só que eu não cheguei a ficar nem seis meses lá.

Depois de tudo isso, eu resolvi me assumir como freelancer e desde então venho conseguindo me manter com meu trabalho, sem muitas ambições, mas com responsabilidade no trabalho.

Ainda mais hoje, com o meu trabalho mediúnico de pintura, eu começo a entender porque eu nunca desistia. Talvez isso era pra acontecer, talvez eu tivesse que com todas as dificuldades me burilar, me reformar para que um dia eu pudesse fazer o que eu faço.

Hoje em dia eu acredito que conseguir é questão de antes de mais nada persistir e jamais desistir. Todas as pessoas que eu conheço e que conseguiram alguma coisa, somente conseguiram porque continuaram, mesmo nos momentos mais difíceis da vida. Existem muitas pessoas que me conheceram nos meus momentos de vacas magras que ao me verem hoje em dia custam acreditar que depois de tantos problemas, tudo passou e enfim, eu consegui.

A única coisa capaz de manter um homem vivo, é a capacidade de sonhar. Não deixe os sonhos para trás, continue, persista, insista, tenha fé e confie. Não há conquista sem esforço, e por mais que o esforço seja duro e custoso, a recompensa sempre vale a pena. Hoje eu sou muito agradecido a Deus por tudo que eu já passei, bom ou ruim, todas as dores, todas as provações fazem de mim a pessoa que atualmente eu consigo ser. E eu espero, sinceramente, poder sempre melhorar a mim mesmo, corrigir os meus defeitos para que jamais eu volte a precisar sofrer privações para merecer uma vida melhor.

Chega um momento na vida da gente que muito da nossa ambição de outrora se transforma em aceitação. Aí a gente começa somente a desejar aquilo que de bom podemos ter ou dar, sem nada mais. Então tudo meio que se transforma a nossa volta. Aquelas coisas que sempre quisemos e que antes pareciam tão difíceis de conseguir começam a se tornar realidade. Tudo isso só porque não mais desejamos, mas porque aceitamos, e começamos e compreender que tudo que nos é dado nos traz sempre uma grande responsabilidade.

Espero um dia poder passar um pouco da minha experiência pras pessoas, para que elas aprendam sem ter que sentir na pele todas as provações que eu senti, para que consigam sem sofrer tanto. Se um dia eu consegui aplainar o caminho de outras pessoas, eu posso me dar por satisfeito.

[]'s
Flavio Roberto Mota

Ilustrador
11 3276 2956
11 9634 6856
http://www.flaviomota.com.br
http://ph0bia.blogspot.com
ICQ 61641833
AIM flaviormota
MSN flaviormota@hotmail.com

26.10.05

Ensaio sobre a Verdade

Hoje eu me dei ao trabalho de perder algumas horas pra compreender o que acontece com as pessoas ditas "esclarecidas". A maioria se julga detentora da verdade absoluta e faz questão de tratar aos demais como imbecis.

Como se o fato ser saber a verdade desse à essas pessoas o direito de tratar todo mundo como se fossem idiotas. Eu, sinceramente, duvido muito que a verdade esteja assim tão intimamente ligada à arrogância e a prepotência. Me parece que as pessoas aos adquirirem algum conhecimento acabam na mesma medida perdendo a educação.

Foi então que eu tive uma sacada. Dessas coisas que "vem" e faz com que a gente de repente adquira uma dose de bom senso, coisa que anda raro de acontecer nos dias de hoje.

Eu, de repente compreendi uma coisa: o verdade, é meio que uma entidade, não é uma propriedade.
Ninguém a detém, apenas a conhece, e como não a tem, não a adapta ao seu gosto pessoal. Quando a conhecemos, nos libertamos de nosso próprio julgo, deixando também de julgar aos que ainda não a conhecem.

Porque a verdade não se descobre, não se dá e não se rouba. É uma coisa que não está escondida, está no mundo, à vista de todos nós, ao alcance de todos. mas não a vemos, não a tocamos, não a vislumbramos.

E porque isso?
Simplesmente porque a verdade somente chega para nós se nos esforçarmos para merecê-la. Se evoluirmos, se estudarmos e trabalharmos para começar a senti-la.

Outra coisa que acontece conosco quando a conhecemos é compreendermos aqueles que ainda não a possuem, pois percebemos nos erros dos outros o reflexo que nós mesmos um dia cometemos na nossa busca incansável pela verdade. E ainda mais: percebemos que esses que ainda não têm ciência da verdade, que um dia irão compreender e ver o que hoje ainda não vêem e não compreendem.

Percebemos que cada um compreende aquilo que tem capacidade para compreender. E não os tratamos como se fossem imbecis e nem brigamos ou forçamos para que eles compreendam aquilo que não conseguem. Adquirimos serenidade e plenitude.

Também compreendemos Deus na sua infinita superioridade e percebemos que toda definição humana de Deus não passa de mera brincadeira de criança mimada.

Perdemos os nossos medos, perdemos a nossa pressa, perdemos nosso mal humor, perdemos os nossos sonhos, perdemos as nossa aspirações. Apenas vivemos o todo, estamos em sintonia com o Universo a nossa volta, não precisamos conquistar mais nada. Começamos a sentir que nós não "temos", mas que nós "somos".

A único conselho que podemos dar quando conhecemos a verdade, é que não tenha pressa, não brigue, não se coloque acima de ninguém e não se encoste. Apenas, viva, ame e trabalhe. Um dia a verdade chegará ao seu conhecimento.

28.9.05

Links de Ilustração

Alô turma, pra compensar o tempo que eu fiquei sem postar nada, estou enviando uma lista de sites de Ilustradores e outros sites relacionados à Ilustração.

Ilustradores

http://www.montalvomachado.com.br/
http://www.jlbenicio.com.br/
http://www.catani.com.br/
http://www.rosso.com.br/
http://50.sites.uol.com.br/
http://www.shuman.com.br/
http://www.jean-cris.com.br/
http://www.ailhadoceu.com.br/
http://www.wilsoncara.com.br/
http://www.tuco.art.br/
http://www.ziraldo.com.br/
http://www.nelves.com/
http://www.popcultureshock.com/timm/
http://www.achillesuperbi.it/
http://www.alexrossart.com/
http://www.billsienkiewicz.com/
http://www.jamesjean.com/
http://www.kentwilliams.com/
http://www.bobpeak.com/
http://www.frazettaartgallery.com/
http://www.neilgaiman.com/
http://www.milomanara.it/
http://www.crepax.it/
http://www.insidemoebius.com/
http://www.ncwyeth.com/

Relacionados ao Tema

http://www.sib.org.br/
http://www.herrderringe-net.de/kalender/kalender.php3
http://www.illustratorspartnership.org/
http://www.desenholivre.com.br/
http://www.gag.org/
http://www.illustratorworld.com/
http://www.societyillustrators.org/
http://www.illustrator.org.uk/
http://www.bono.no/
http://www.illustrationweb.com/
http://www.theaoi.com/
http://orla.fotoblog.uol.com.br/
http://www.theispot.com/
http://www.illustration-house.com/
http://www.bpib.com/illustra.htm
http://theillustrationconference.org/
http://www.illustrationacademy.com/

Bom Divertimento!

21.9.05

Desarmamento?!?

Um amigo meu me postou uma mensagem que eu já vi muita gente enviando a respeito do projeto de desarmamento.
A mensagem é a seguinte:

Para Refletir.
 
Pra quem não tem arma:
Em Outubro haverá um plebiscito onde você deverá votar (voto obrigatório)
sobre a proibição da venda e comercialização de armas e munições pelo
cidadão brasileiro.
Na prática, será definido se O CIDADÃO BRASILEIRO TERÁ DIREITO À LEGÍTIMA
DEFESA.

Você não tem armas. OK
Você jamais usaria uma arma para atirar em alguém. OK
Você acha perigoso e não quer uma arma em sua casa. OK
Você não pretende ter armas. OK

MAS VAMOS IMAGINAR UMA SITUAÇÃO COMUM EM NOSSAS CIDADES HOJE:
Você vai concordar comigo que no caso de um marginal invadir sua casa no
meio da noite e começar a arrombar sua porta, você ficaria muito feliz que a
policia chegasse imediatamente e o prendesse. Concorda?

Você vai concordar comigo que a policia não tem condições de fato hoje de
atender à todos os chamados e ocorrências no tempo desejado. Concorda?
Você vai concordar comigo que, em geral, a policia chega DEPOIS de o assalto
acontecer. Concorda?

Você concorda comigo que, num caso como este, seu instinto seria de correr
para uma janela a chamar por socorro. Concorda?

Agora lhe pergunto: SE A POSSE DE ARMAS FOR PROIBIDA. DE QUE VAI ADIANTAR
VOCÊ GRITAR POR AJUDA ? NENHUM DE SEUS VIZINHOS PODERÁ LHE AJUDAR!
(presumindo que todos são gente de bem e cumpridoras da lei).
E O BANDIDO SABERÁ DISTO!!!

Agora imagine alguém seguindo sua filha à caminho da faculdade.
Imagine um maníaco a atacando e jogando-a em um terreno baldio. Imagine sua
filha gritando por socorro. E agora, imagine que NINGUEM poderá ajudá-la! (a
não ser telefonar para o 190 e aguardar... aguardar...)
E O BANDIDO SABERÁ DISTO!!!
Sua ÚNICA alternativa será deixar sua família à mercê de bandidos,
estupradores e assassinos enquanto espera pela policia.

O PROBLEMA NÃO É VOCÊ NÃO TER ARMAS, MAS OS CRIMINOSOS SABEREM QUE NINGUÉM
TEM!
Mesmo que você não queira ter armas, ache-as perigosas e tenha receio de
tê-las em casa.

VOCÊ VAI CONCORDAR COMIGO DE QUE É MELHOR QUE OS BANDIDOS NÃO SAIBAM DISSO!
Para ilustrar melhor: Se você realmente é à favor do
desarmamento, antecipe-se e coloque o cartaz abaixo no seu portão.
Cole-o na portaria de seu prédio, fábrica, casa de campo, vidro do carro.
EU SOU DA PAZ NESTA CASA NÃO EXISTEM ARMAS! Não vou reagir.
PARE! PENSE! Você realmente vai querer depender unicamente da ação da
policia como ela é hoje?

PARE! PENSE! Não é estranho que os deputados e senadores que promovem o
desarmamento NÃO SERÃO OBRIGADOS A SE DESARMAR?
Eles aprovaram um texto que permite a eles continuar com suas armas. Ou
seja: A vida da família deles é mais importante que a vida de sua família.
Você concorda com isso????

VOTE NÃO! VOTE NÃO AO DESARMAMENTO DO CIDADÃO DE BEM!
Vamos exigir que a policia tenha condições de trabalho!
Vamos exigir critérios rigorosos para a aquisição e uso das armas!
Vamos exigir exames constantes dos candidatos à compra de armas!
Mas proibir o cidadão de bem de se proteger, enquanto a policia não recebe
condições para fazê-lo, é absurdo!


Pois é. Eu andei refletindo a resolvi mandar uma mensagem para esse meu amigo:

Luis, até você...

Não percebeu que não é o fato de você está armado ou não que impede que você seja assaltado?

O que faz com que os bandidos se apliquem em cometer seus crimes com maior audácia é o sentimento de que eles não serão punidos pelo poder instituído.

Quem tem que andar armado é a polícia, não somos nós. O sistema é que precisa funcionar para que os criminosos sejam punidos, e não as pessoas precisam fazer justiça com suas próprias mãos. Se isso acontecer nós estaremos retrocedendo no tempo, voltando à idade média.

De repente eu vejo muitas pessoas justificando como normal a liberdade legal que cada um tem de poder matar outra pessoa para se defender, isso é igual a quem acredita que uma mulher tem o direito de abortar para preservar a autonomia sobre o seu próprio corpo. Nunca a violência é justificável para defender qualquer coisa, muito menos para defender de outra violência. Se fosse assim o extermínio de judeus na Segunda Guerra seria justificável, o genocídio na Bósnia e nos países africanos em Guerra Civil também.

Se fosse assim, então seria uma ótima idéia exterminar as crianças de rua, os marginais, os sem teto, os sem terra, os desempregados, os ladrões, as prostitutas, os aposentados, os deficientes físicos, os deficientes mentais e os doentes sem cura.

Me parece que esse ponto de vista carece de um pequeno detalhe: Caridade.

A mesma caridade que recomenda a quem tem uma condição financeira melhor não ostente mediante os menos afortunados, se as pessoas agissem dessa maneira, muitos assaltos, seqüestros, roubos seguidos de morte e outras demonstrações menores de inveja seriam evitadas.

Diminuir a nossa luz perante os que sofrem é um ato de caridade que até os espíritos elevados fazem quando estão em contato com os irmãos sofredores, não humilhar pessoas menos abastadas com demonstrações públicas de requesta, inteligência ou cultura também é uma forma de caridade, pois evita que os menores se sintam humilhados e fiquem revoltados.

Talvez ter uma arma em casa seja mais fácil e simples do que nos modificar, só que ao invés de resolver um problema, pode criar outros mais.
[]'s
Flavio Roberto Mota

Ilustrador
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http://www.flaviormota.com.br
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AIM flaviormota
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6.9.05

Ilustração Tapa Buraco

Quem nunca teve alguma experiência com clientes que procuram um ilustrador para fazer um trabalho porque eles não tem verba para usarem foto? Na minha opinião nenhum ilustrador deve pegar um trabalho assim. E se pegar está contribuindo para o agravamento de toda a problemática que já existe no universo da aplicação da ilustração no mercado.

Mesmo porque o cliente não quer uma ilustração, ele quer foto. Ao pegar esse trabalho você dá ao cliente a noção cada vez mais forte de que ilustração é tapa buraco e algo incômodo, do tipo "dos males o menor".

Outra coisa, uma ilustração TEM que servir para ajudar o cliente a ganhar mais dinheiro, TEM que dar retorno. Se não der retorno, então o responsável é você que ilustra, pois você é mal sucedido e não é competente. Isso independente de um ilustrador desenhar bem ou não, ter técnica ou não.
Ilustração agrega valor ao produto, e o valor cobrado pelo ilustrador é compatível com o valor a ser agregado. Se o cliente não tem dinheiro para a ilustração, então ele terá a eficácia que a verba dele permitir.

Ninguém pede uma ilustração somente porque gosta de desenho ou pra fazer caridade pra ilustrador. É negócio, Business! É investimento.
Se o "ilustrador" não conhece o emprego comercial do que faz, ou acha que ilustração é um paliativo sem importância, ou acha que o cliente que te pedir um trabalho pede porque gosta de desenho ou pede pra fazer caridade pra você, não é profissional. Ou melhor, o ilustrador que pensa assim é um perigo para a profissão, é um cara que acaba com a profissão, é um cara despreparado e que deve voltar a lavar pincel em estudio de ilustrador de verdade.

21.7.05

Quando um ilustrador passa a ser profissional?

Quando tem domínio de várias técnicas e estilos, a ponto de poder suprir a necessidade dos clientes.

Quando se torna responsável o suficiente para vestir a camisa dos seus clientes e transmitir a eles a segurança necessária.

Quando aprende a cobrar valores justos ao invés de fazer trabalho na faixa ou em troca de mais trabalho, quando aprende o valor do seu trabalho.

Quando começa a fazer questão de qualidade no seu trabalho e quando percebe que somente com material de qualidade se faz um bom trabalho.

Quando abre empresa própria, paga imposto, emite nota e se regulariza fiscalmente.

Quando começa a encarar o desenho como profissão séria, se torna ilustrador.

Quando aprende a ter ética com relação aos seus companheiros de profissão, sem derrubá-los com concorrência desleal.

6.7.05

Ser Ilustrador, questao de talento ou de estudo?

Quando eu estudava desenho, no finalzinho dos anos 80, comecinho dos anos 90. Eu fazia parte de um grupo de mais de dez carinhas que se matavam de tanto desenhar.
Acontece que eu não era, nem de longe o mais talentoso e nem o melhor de todos, haviam outros alunos muuuito melhores do que eu, caras que só precisavam de um empurrãozinho. Infelismente os mais talentosos, que percebiam que pra eles tudo era mais fácil, eram também os mais preguiçosos.

Eu me lembro de um episódio que a gente um dia conseguiu um única ficha de inscrição para um desses Salões de Humor. Resolvemos preencher a ficha juntos. Todos os caras. Quadriculamos o papel para que em cada uma delas, um carinha fizesse o seu desenho. Eu me lembro que a uma certa altura do negócio, um dos outros alunos de desenho falou: Pô, Flávio! Você leva isso muito a sério! Desencana meu! Logo depois houve uma chiadeira geral, todos concordavam com isso.... Como eu não era nem de longe o melhor da turma, eu logo fui taxado de errado. Eu era o cara que não levava a coisa na brincadeira, de certa forma eu era o chato da turma.

E os caras talentosos não estudavam, não tinham paciência para corrigir os fundamentos de desenho, tinham preguiça de preparar seus trabalhos para as exposicões que eram organizadas, não gostavam de ajudar os novatos, não queriam limpar pincel dos mais experientes. Eles queriam ser tratados iguais ao melhores, mas não tinham humildade suficiente para traçar a mesma trajetória dos mais experientes.

Com o tempo, foram brigando com o professor, foram brigando com os alunos que preferiam estudar e praticar mais, chamavam os caras de caxias, baba ovo e por aí afora. Só que os caras que eram pacientes, estudavam, treinavam, ajudavam os novatos, limpavam os pincéis dos mais experientes, foram aos poucos se aprimorando, aprendendo com os que estavam acima deles e com o professor, e, ao passo de dois ou três anos estavam com o traço tão bom ou até mesmo melhor do que os tais alunos talentosos. Aí aconteceu outra peneira: quem quer se enfiar de cara no mercado de trabalho? A maioria sempre quis vida boa, no interior, ninguém quis arriscar e apostar em São Paulo, só o chato aqui.

Atualmente dessa galera de mais de dez alunos somente eu e outros três trabalhamos com ilustração, sendo que esses três ainda estão no interior, com medo de arriscar, meio que não levando a coisa a sério ainda, e o resto...

28.6.05

Sobre Aborto

Agora pela manhã, eu estava dando uma fuçada no Orkut.
De repente eu vi uma comunidade que se chama "O aborto NÃO deveria ser considerado crime".
Essa comunidade é uma coisa estranha, são pessoas com característica quase fanática defendendo a criminalização contra pessoas com características igualmente quase fanática defendendo a legalização do aborto.

Eu, sinceramente acho isso, um absurdo. Pessoas discutindo friamente se alguém pode viver ou não! Sendo que quem geralmente discute se essa pessoa deve viver ou não é a própira mãe da suposta pessoa.
E para o meu espanto o time dos defensores do aborto é formado por mulheres! As mulhers querem ter o direito de abortarem. Por inúmeros motivos, porque não querem criar uma criança e nem abandonar, preferem matar seus futuros filhos ao invés de evitar fazê-los.

Pior ainda, algumas mulheres preferem matar seur futuros filhos simplesmente por que não querem passar por uma experiência que estrague seu corpo! Isso é doente, nojento! Às vezes você se depara com gente que mata o outro por dinheiro, por poder, mas matar o próprio filho só pra continuar "gostosa" é muita violência por pouco motivo.
No intuito de fazer com que algumas pessoas possam fazer um exame de consciência eu postei nessa comunidade a mensagem que eu reproduzo abaixo:

Como alguém pode saber com certeza quando uma vida se inicia?
Qual é o real motivo de se lagalizar o aborto?
Só pra preservar um corpo bonito?
Só pra não ter que ser obrigado a casar com quem não ama?
Só pra não ser obrigado a criar uma criança indesejada?

Pensem um pouco gente! Uma relação sexual precisa antes de mais nada ser feita com responsabilidade, e, de preferência, com amor.Aliás deveria ser um complemento do amor. Tudo bem, se de repente alguém agiu no impulso, então se previna. Existem muitos métodos anticomcepcionais que server para isso, pílula, camisinha...
Se mesmo com tudo isso, vocês ainda querem abortar, tudo bem. Vão em frente! Lembrem-se que isso pode significar assasssinato. Uma mãe assassinando o seu próprio filho!

E por quê? Porque não quer estragar o corpo? Por que não quer criar uma criança? Pensem bem. Isso é monstruoso!
Vocês afirmam que enquanto o feto não tiver cérebro, não está vivo e pode ser abortado, ou então que se houver má formação no feto, ele deveria ser abortado.
Então me respondam:

-Você acredita que uma pessoa com paralisia cerebral deveria ser assassinada?

-Você acredita que uma pessoa com algum tipo de deficiência mental deveria ser assassinada?

- Ou qualquer pessoa com qualquer tipo de deficiência, física ou mental deveria ser assassinada?

- Você acha que as crianças de rua deveriam ser assassinadas?

- Você acha que uma violência, como um estupro, é motivo mais do que suficiente para se matar uma criança que está pra nascer, sendo que esta mesma criança não tem culpa e nem responsabilidade, muito menos tem como se defender?

- Se você já tem filho, imagine a possibilidade de você mesmo assassiná-lo.

Ao meu ponto de vista, o recurso de abortar uma criança é algo que pra ser feito precisa muito de seriedade e de responsabilidade. Ninguém será capaz de impedir um aborto de quem está disposto à praticá-lo.
Mas entre a opção de vida mesmo com problemas e uma morte pra se resolver (nem que seja só aparentemente) os problemas, eu ainda opto pela primeira.

27.6.05

Mais algumas observações a respeito de ilustradores e seu mercado

O texto que vocês poderão ler abaixo é um resumo (e olha que enorme) das observações que eu já a muito tempo andei fazendo quanto aos problemas relativos ao mercado de ilustração e o procedimento dos ilustradores. Foi postada no Ilustrasite no dia quinze de junho.


1) O mercado de ilustração tem um gargalo horroroso, praticamente só existem dois tipos de clientes: Agências e Editoras. Tudo bem também existem produtoras de vídeo, de animação de web, indústrias, mas o que eu percebo que quando a gente chega pra uma pessoa comum, ninguém sabe o que é ilustração. Pode parecer besteira, mas a ilustração sofre um gargalo imenso por falta de demanda. Exite mercado para história em quadrinho no Brasil? Não. É só meia dúzia. Existe mercado para animação no Brasil? Não. Eu estou falando em termos de consumidor final, povão, gente comum.

Se você tem uma banda, toca gutarra, baixo, bateria, ou se você for ator, mímico, humorista, qualquer um por aí vai saber o que você faz. Pode até achar meio estranho o que você faz, mas sabe. Quando você chega pra alguém, que te pergunta a sua profissão e você responde, geralmente o que você houve é um sonoro: O quê é isso? Lustrador? Ahh, ilustrador.... E ilustrador faz o quê? Nossa! Eu não sabia que isso era profissão! Legal né, desenhar... Vejam que nós não somos conhecidos e a nossa profissão é ignorado por todos. Todo mundo pensa que esse tipo de coisa quem faz é Americano!


2) Por outro lado eu vejo que a ilustração de uma forma geral é extremamente bem vinda em qualquer meio; entre intelectuais é vista como algo diferente, uma coisa que acrescenta; entre o povo é algo que todos conseguem entender e gostar. Então porque o povo não consome mais ilustração? Porque os ilustradores não se mostram pro povo! É verdade! Todo mundo quer mostrar seu trabalho em agência de propaganda pra pegar um filé bem suculento.

O cara vê o seu desenho mas não vê necessidade de utilizá-lo. A gente precisa gerar a necessidade de ilustração. A gente precisa se mostrar pras pessoas. O grande lance do IlustraBrasil é justamente o de poder oferecer pra qualquer pessoal que puser os pés no Senac da Rua Scipião uma pequena amostra do que é ilustração. A gente precisa de mais eventos assim, a gente precisa expor mais o nosso trabalho, em galerias ou museus (a minha parte pra isso eu ando fazendo), a gente também precisa expor em locais populares, em estações de metrô, escolas (já pensou a criançada numa escola babando pelos desenho de mestres como o Benício?), a gente precisa fazer eventos públicos, mostras com alguns de nós pintando desenhando. Já pensou, o que esse tipo de coisa não pode gerar? Muita gente vai começar a procurar por ilustração. Saber o que é ilustração. Nosso trabalho pode servir pra aproximar o público e conseqüentemente vai agregar muito mais valor ao noso trabalho profissional.


3) Um ilustrador é um empresário que trabalha com imagens, fazendo com que elas sirvam para resolver os problemas dos clientes. Não é só problema pequeno, é também problema grande. Qualquer tipo de problema. Pra cada problema, um custo diferente. Probleminha custa menos do que problemão, que custa menos do que problemasso! Tudo significa dinheiro, você se predispõe a resolver o problema do seu cliente e ele resolve o seu, que é grana! O cliente quer conversar tete à tete com você? Ok! Vai pra conta! O cliente quer que você ilustre lá mesmo? Ok, dindin no borso!

O cliente quer um trabalho pra amanhã? Belê, me paga o que eu peço que você vai ter o seu trabalho amanhã! Mas é assim, tudo vale grana! cada um sabe o quanto vale ir até o cliente, cada um sabe o quanto vale trabalhar no cliente, cada um sabe quanto vale varar a noite trabalhando. Ao invés de dizer não, diga sim, cobre por isso (cobre um valor que pague pelo descanso que depois você vai precisar), e se o cliente achar caro ou não faz, ou vai resolver o problema com mais prazo eu com um método de trabalho mais barato. O mais importante é que o cliente saiba que pode contar com você, que você dá conta do recado e se o cliente não quiser pagar, azar o dele! Sempre tem cliente com consciência!


4) Eu acho que existe uma relação íntima entre qualidade, prazo, e preço. Independente da utilização do seu trabalho. A gente tem que saber que um trabalho vai custar tanto se feito naquele estilo e com aquele prazo. Se o prazo diminuiu, então o preço aumenta, ou muda o estilo pra algo mais fácil de ser feito. Aumentou o prazo? Então a gente pode aprimorar mais o estilo do trabalho. Isso vai deixar o cliente muito satisfeito. Cliente satisfeito volta a te passar trabalho. O dinheiro é pouco? Então você vai precisar me dar um prazo bom, porque eu não vou poder ficar fazendo só esse trabalho e dispensar clientes que pagam bem...


5) Esse é meu estilo pronto e acabou! Esse é um erro que, pelo que eu já andei vendo por aí mata muitas das prováveis oportunidades de trabalhos com ilustração. Você imaginem um cliente que queira achar algum ilustrador pra estudar algum tipo de desenho meio diferente, uma coisa que o cara ainda não viu por aí, mas meio parecido com alguma coisa meio assim ou assado, aí o cliente vê que o seu trabalho é um pouco parecido com o que ele quer e te pede pra fazer alguns testes, sendo que ele vai utilizar aquele tipo de trabalho pra uma campanha enorme!

Se você falar que seu estilo é aquele e pronto, você é burro! Deixou de ter trabalho e dinheiro pra trocar o seu carrinho, fazer aquela reforma na casa, viajar ou juntar pro herdeiro que está por vir. Em contrapartida, aquele seu cliente vai pensar "Eu nunca mais vou cogitar fazer um trabalho com ilustração! Eles fcam tentando me empurrar um estilo que eu não quero! Bando de picareta" ...E olha que eu já vi isso acontecer.


6) Você, que tem seu estilo. é muderno, Tá na moda. Aí vem um cliente e te pede pra fazer uma ilustra que foge na sua linha de trabalho, em nada se parece com o que você faz. Aí você pra não perder o cliente diz pro cara: Esse estilo é muito antigo, faz um estilo mais muderno como o meu... Ou pior: Esse tipo de trabalho ninguém mais faz! Todo mundo que ilustrava assim já bateu as botas... Sinceramente!

Você não tem vergonha na cara??? Não percebe que se você faz isso, outro ilustrador que tenha outro estilo e que tem um cliente que queira fazer um trabalho que se encaixe exatamente com o tipo de trabalho que você faz, pode fazer com ele a mesma coisa que você fez com seu cliente? Resultado: não houve trabalho, nem pra você e nem pra ninguém! Se você não souber quem faz o tipo de ilustração que o seu cliente quer é melhor ser sincero e dizer que existe quem faça esse tipo de trabalho, só que você não conhece quem faça.


7) É preciso ter consciência no coletivo, antes de lutar para ter o meu espaço, todos precisamos lutar para termos o NOSSO espaço. Se o mercado for maior, poderá abrigar a todos, Já se continuar sendo essa coisinha em que todos se acotovelam fica quase impossível não haver rivalidades, e é justamente esse tipo de coisa que cada um de nós precisa observar.


9) Existem algumas considerações que devemos ter com relação aos clientes: nosso cliente não é nosso inimigo, se a gente começar a entender qualquer cliente como um inimigo em potencial, vale mais abrir mão do cliente. Devemos tratar nossos clientes como parceiros, sempre! Fornecedor e cliente precisam perceber que fazem parte de um cadeia produtiva, que essa cadeia precisa ter elos fortes, uma corrente com elos fortes não se rompe facilmente.

Se nossos clientes ainda não são cientes disso, cabe a nós mostrarmos esse ponto de vista. É importante haver sinergia entre cliente/fornecedor, se nós estivermos dispostos a atendê-los nas suas necessidade, eles começarão a ter disposição em te pagar o que você pede. Caso contrário, abra mão do cliente.


10)Seu preço é o seu preço, e você tem consciência do quanto vale o seu trabalho. É muito importante valorizar o trabalho pelo dinheiro e junto do trabalho colocar atenção e compromisso com o cliente. Ninguém precisar entrar em guerra com cliente que não quer pagar pelo valor justo. Nossa luta deve ser pautada pela qualidade e pelo equilíbrio de todos. Devemos nos cercar de garantias para que não sejamos enganados e explorados e devemos oferecer aos clientes essas mesmas garantias.



No final de tudo, me parece que essas notas podem ajudar alguma coisa. Se alguma coisa que eu escrevi acima afender alguém, peço desculpas antecipadamente. Minha intenção é de construir e ajudar, se não consegui fazer nem uma coisa e nem outra, é porque ainda me falta competência pra ser mais útil.
[]'s
Flavio Roberto Mota

25.6.05

Refexao

Nós vivemos uma época difícil.

Se bem que eu, sinceramente não acredito que houve algum outro momento na história de humanidade que pudesse ser melhor...
Acontece que hoje nós nos incomodamos mais com o problemas. Então nós de certa forma evoluímos. Se bem que isso não basta!
Pra quê vai servir eu evoluir a ponto de me sentir incomodado com os problemas do mundo, se eu estou cagando e andando pra todos eles? Se eu não me mecho pra modificar as coisas tais quais elas são?
A maioria de nós acha uma série de coisas erradas e fica brigando para que alguém faça alguma coisa, para que alguém conserte algo. Assim num dá! Aonde esse mundo vai parar?

Acontece que somos exatamente nós, que nos incomodamos com os problemas à nossa volta quem temos a obrigação de lutar para que todas as coisas que nos ecomodam mudem. O ser humano ainda não evoluiu o suficinete para ter vontade a ponto de tomar a iniciativa de lutar por um mundo melhor. Se a gente parar pra pensar, nós chegamos à conclusão de que o tanto que todos evoluímos, no fundo é quase nada.

Ainda é insuficiente pra mudar alguma coisa no mundo em que vivemos. Você já parou pra pensar por quê o mundo é tão imperfeito e injusto? Já procurou descubrir por quê existe tanto sofrimento mundo?

Eu já fiz isso. E cheguei à uma conclusão triste: o mundo é assim tão ruim porque nós fazemos o mundo ser ruim! A gente, ness de ficar somente olhando para o nosso rabo, ignorando todos à nossa volta, pensando somente no nosso único e exclusivo bem estar criamos um mundo aonde todos agem assim, ninguém dá nada pra ninguém. Aliás ninguém se importa com ninguém.

Quantas vezes você se preocupa com outra pessao que não seja seu parente ou Amigo? Você se preocupa com alguém que não seja você mesmo?
Se nós não nos esforçarmos pra deixar o nosso egoísmo um pouco de lado, talvez o mundo nunca mude. e quem vai mudar o mundo seremos nós, modificando a nós mesmos!
Enquanto somente tivermos olhos para os nossos problemas, os nossos contratempos, os nossos direitos, os nossos negócios, o nosso conforto, a nossa felicidade, existirão pessoas sofrendo por algum tipo de motivo, que aliás será criação nossa!

Até mesmo as doenças são, no fundo, criações nossas. Sào, na verdade, o esforço que o nosso corpo tem de estirpar pelo físico aquilo de ruim que semeamos no nosso íntimo. Só que nem sempre o nosso corpo é mais forta que as nossas imperfeições.

Pode parecer que esse texto seja somente um grande sermão. Na verdade não era pra ser! Eu gostaria de, na realidade, pedir ra cada um (eu me incluo nessa!) que faça um exame de consciência. Comece a perceber o que tem dentro de si que contribui para que esse mundo seja essa merda toda! Não precisa dizer nada pra ninguém, não precisa se culpar! Ninguém está em condições de apontar o dedo pra ninguém!

Só que eu gostaria que cada um de nós, depois de ver nosso erros, problemas e vícios; procurassemos nos esforçar para, sempre que percebermos que estamos repetindo esses erros, possamos deixar de cometê-los. No começo a gente nem vai conseguir fazer nada diferente, só vai perceber que fez merda depois que a merda estiver feita, mas, aos poucos, iremos perceber que estamos pra fazer alguma besteira e poderemos evitar os nossos erros. Aí, um dia, eu tenho certeza que todos nós não iremos mais pisar na bola.

Não custa nada tentar!

Sinceramente!

Fazendo uma análise séria, eu cheguei à conclusão que eu não vim pra esse mundo de férias.

Eu não vim pra cá pra ficar participando de festinhas e nem de baladas. Eu vim pra trabalhar.
Portanto, se vocês quiserem curtir uma balada, podem aproveitar à vontade, só me deixem trabalhar em paz...

22.6.05

Causo....

A um bom tempo atrás, uma agência havia me pedido pra fazer algumas manchas, mas queria ver meu desenho antes, e me ver desenhando antes.
Eu estranhei, pra quê tanta frescura?

Pois bem, quando cheguei na Agência eu compreendi o porquê.O Diretor de Criação me explicou que ele precisava ter ilustrado umas mulheres, bem ao estilo mulherão, só que estava encontrando um problema. Os "ilustradores" estava fazendo mulherões sim, bem gostosas, com peitão, bundão e cinturinha. Só que o problema era que aquilo mais parecia desenho de quadrinho americano, em nada se assemelha com mulher "de verdade", segundo a opinião do próprio cliente.

Pelo que eu vi, quem fez goza de uma certa notoriedade, porque todos na Agência estava acreditando piamente que ilustração como as que eles precisavam, ninguém mais fazia atualmente, era coisa de ilustrador que já morreu, coisa velha. Ou pelo menos alguém "evangelizou" a cabeça deles pra pensarem dessa forma. Já no traço eles perceberam que eu fazia exatamente o que eles queriam, um desenho com aparência de algo natural, real. Eu somente exliquei que esse tipo de trabalho de mancha, não é coisa de quadrinhos, está mais próximo de Impressionismo do que de HQ. Aí um Diretor de Arte me falou:
- Mas me disseram que esse tipo de coisa não se fazia mais....

Eu não sei quem falou isso, mas certamente esse tipo de informação passou na mão de algum "ilustrador", que não sabe fazer mancha, mas, que pra não perder a boquinha foi capaz de enfiar pela goela abaixo do cliente qualquer desculpa.
Olha a responsabilidade gente! Cada vez que um espertinho faz isso, ao invés de conquistar mais espaço no mercado, fecha portas não só para si, mas para todos os outros. Resumindo, é o velho espertão acabando com a sua profissão!

Se algum cliente te pede um tipo de trabalho que vc não faz, é muuuuuuuito melhor passar pra quem faz do que querer convencer que aquilo ninguém mais faz, estilo é estilo pronto e acabou, não adianta querer melar o entusiasmo do cliente. Isso faz com que o cliente perca o "tesão " de trabalhar com ilustração. Porque na cabeça do cara, ilutração só da dor de cabeça e não atende à minha necessidade, só dá uma adaptada, uma acochambrada, mas isso um Image Bank da vida também faz, e com muito mais praticidade.

Outra coisa, em Agência, fama conta, se um Zé mané com nome fizer um cacareco qualquer, tá pra lá de bom, se um Zé Mané desconhecido pintar o teto da capela sistina, coitadinho, pode até ser bem intencionado, mas não tá antenado na moda, sei lá, mil coisas...