É bastante comum vermos ilustradores que trabalham com certa frequência noite afora, nos finais de semana, sempre em dias e horários que somente malucos trabalhariam.
Alguns inclusive trabalham igual maluco, sem dormir, comer, ficando doentes e tudo mais e depois amargam meses sem um único desenhinho...
Eu tenho uma opinião formada sobre esse tipo de assunto, que pode até mesmo ser uma grande viagem, mas de repente vale apenas expor para que possamos ver se tem alguma procedência o meu modo de pensar.
Para exemplificar melhor a minha idéia, eu vou contar um pequeno causo histórico.
No século XVIII na Inglaterra foram criadas as primeiras fábricas da história, empregando cada vez mais gente para absorver a demanda já que desde aquela época o governo britânico sempre foi muito agressivo quando o assunto era vender seu produto para o mundo todo.
Naquela época qualquer pessoa poderia trabalhar numa linha de produção, qualquer mesmo, homem ou mulher, velho ou criança, saudável ou doente, o que importava era ter alguém que pudesse trabalhar para as fábricas continuarem a produzir.
Também não jornada horária, trabalhava-se 10, 12, 14, ou quantas horas fossem necessárias. Também não havia férias, 13º, fundo de garantia, vale transporte, vale refeição, salário base, licença prêmio ou licença maternidade, cesta básica, carteira de trabalho, aposentadoria ou um sistema de previdência social nem seguro desemprego.
A coisa era simples, você trabalha e ganha tanto. Se você não quiser sai da fila que tem um monte de gente que quer.
Quando a situação foi mudando? Quando, graças à esse sistema várias pessoas trabalhavam até morrer ou então ficarem inválidas e as fábricas simplesmente mandavam embora o inválido e contratava outra pessoa no lugar.
Quando a classe operária ficou cansada, a começaram a desejar trabalhar com uma certa dignidade e se unir para isso.
O resultado todo mundo sabe: salários melhores, previdência social, aposentadoria, férias, 13º, jornadas de trabalho de oito horas diárias, salário mínimo e base salarial, etc..
Hoje em dia muito se critica os socialistas e sindicatos, mas se não fossem eles todo mundo estaria trabalhando como escravo. Aliás, uma boa lição de casa para um ilustrador seria ler a obra de Karl Marx, ao invés de criticar idéias socialistas porque leu o Diogo Mainardi na Veja ou viu a entrevista do empresário sei lá qual na televisão ou leu sei lá quem na folha e repete o que os outros dizem igual papagaio.
Aí, a gente volta para a NOSSA questão... Voilá!
Parecemos os operários do início da revolução industrial. Trabalhamos muito, ganhamos pouco, alguns ficam doente de tanto trabalhar, na hora que o ilustrador entra em parafuso o cliente simplesmente troca de fornecedor como se tivesse trocado de roupa, contrata-se quem trabalha mais para ganhar menos. Varamos noites a fio e não podemos nos dar ao luxo de atrasar um único trabalho.
Ah, e também somos obrigados a pegar um trabalho por qualquer valor, já que se a gente não pegar, vem outro e pega. Sem conta nos maravilhosos CCDAS das editoras que nos tiram TUDO e um pouco mais.
Essa é a nossa realidade. Antigamente os ilustradores trabalhavam dentro das empresas, que tinham os seus estúdios, e lá dentro se aprendia muito, fazia-se uma carreira sólida e parecia que bastava tudo ficar sempre na mesma que ilustrador nunca riria desaparecer ou passar necessidade.
Hoje em dia, vemos que não ficou tudo na mesma, as empresas fecharam seus estúdios, passaram a contratar mão de obra terceirizada, praticamente não existem empresas que fornecem essa mão de obra, mas cada profissional é uma empresa de um único profissional.
Vivemos isolados no mundo, cheios de manias, se batendo contra os concorrentes, brigando por um pedaço de pão amanhecido, com uma rivalidade velada sobre o colega de profissão ao lado, defendendo o direito de se manter isolado, de não virar empresa, de não ter CNPJ, de não ter estúdio, de não ter equipe de trabalho, no máximo botando a família para trabalhar junto, já que parente a gente pode pagar pouco, defendendo o direito de somente pensar na casa, no trabalho esperando que alguma coisa caia do céu e melhore a nossa vida.
Se pegarmos a história de qualquer país, grupo étnico, classe social, profissão, time de futebol, bloco de países, região geográfica, grupo empresarial, grupo de trabalhadores, fabricantes, comerciantes, banda de rock, movimento artístico ou seja lá o que for, veremos que o sucesso de um grupo somente acontece se antes existe uma UNIÃO.
Mas união significa fazer parte de um grupo, mas de um grupo aonde existe participação, existe sinergia entre as pessoas, alguns pensam e muitos agem, aonde as pessoas se unem em torno de uma causa ou objetivo comum e todos trabalham gerando um movimento.
Não existe uma única história em que um grupo tenha sido bem sucedido porque somente uma pessoa, ou meia dúzia fez algo e a maioria está cada um pensando na sua vida. As guerras não são ganhas pelos líderes, mas pelos soldados. Revoluções não são feitas por mentores intelectuais mas por pessoas comuns e anônimas. Tanto é assim que Tiradentes não libertou o Brasil, nem Willian Wallace libertou a Escócia, nem Roosevelt ganhou a segunda guerra sozinho, nem o movimento impressionista foi bem sucedido porque apenas um pintor resolveu montar uma exposição independente.
Para mim esse negócio de trabalhar varando noites a fio, não ter horário pra nada, ser obrigado a aceitar exigências cada vez mais abusivas de clientes, ficar meses sem pegar trabalho é apenas o reflexo da nossa falta de união e participação.
Talvez as pessoas não estejam percebendo que estamos hoje semeando como será a nossa vida no futuro, se hoje eu pego um trabalho que custava 1500,00 para fazer opor 800,00, significa que amanhã eu também irei aceitar fazer o mesmo trabalho por 500,00, ou então alguém irá aceitar.
Se hoje eu aceito trabalhar 14 horas por dia, amanhã eu aceitarei trabalhar por 16 ou 18 horas por dia. Se hoje eu aceito um CCDA liberando tudo, quem não me garante que no futuro eu estarei pagando para colocar essa ilustração dentro de meu portfolio?
Acontece que para isso mudar, não é alguém que precisa fazer algo, mas eu mesmo. Quem tem que mudar sou eu e não o mercado, ilustrador não trabalha à noite porque tem insônia ou é notívago, mas porque aceita trabalhar à noite. Ilustrador sofre não porque é masoquista, mas porque acha que ceder é certo, porque se não pegar um trabalho que vai ficar 15 dias trabalhando em cima igual louco para ganhar 600,00 o cara vai ficar desesperado pensando que tem outro cara que topou pegar o trabalho, ao invés de dar graças à Deus por não ter entrado nessa enrascada.
Quem tem que mudar somos NÓS e não o mercado. Costumamos chamar o mercado de ingrato, de feroz, de injusto, de abusivo. Mercado NÃO existe, quem é ingrato, feros injusto e abusivo somos NÓS.
Entrar em neurose porque eu terei que cobrar menos pelo meu trabalho ou trabalhar igual louco para o trabalho compensar é loucura, insanidade, aí é que a gente realmente não vai ter tempo para fazer coisa alguma, nem participar de lista de discussão, nem de encontro de ilustrador, nem de fim de semana com a família, muito menos de Abipro.
Escolhemos todos os dias os caminhos que tomamos, todo dia damos um passo para qualquer direção, mas não percebemos qual a direção estamos tomando, assumimos uma cegueira que comprova a nossa incapacidade, pelo menos por enquanto, de decidir pelo nosso próprio futuro.
Não devemos ter uma postura de conformismo, mas de vontade de mudar, senão nada irá mudar, todos sabemos muito bem quais são os caminhos que o mercado irá trilhar caso nada aconteça, Todo dia entra mais e mais pessoas querendo ser ilustrador e nós mesmo estamos ensinando para ele que é assim mesmo, que tem mais é que varar noite, ganhar pouco, trabalhar de graça, acreditar em promessas de fama e sucesso, aceitar imposições absurdas, horários completamente for a da realidade, aceitar perder a convivência com nossos familiares e amigos.
Cabe a cada um de nós fazer a sua parte, sem esperar do outro, mas tendo a consciência de que EU estou fazendo isso porque, mesmo que o outro não faça, eu estou me diferenciando do outro, eu estou me postando no mercado de maneira diferenciada, impondo respeito a minha condição de profissional. Não adianta a gente ficar reclamando ou mesmo aceita calado e esperar que um dia algo extraordinário aconteça. Qualquer coisa, seja qual for somente acontece quando temos o mérito pelos nossos esforços. Ninguém irá resolver os nossos problemas e nos dar de presente.
Se esse tipo de coisa, trabalhar à noite, ganhar pouco e aceitar exigências absurdas fosse algo "normal", simplesmente TODAS as profissões em TODAS as partes do mundo já seriam assim.
Estamos com um grau de aceitação do que é normal, infelismente com padrões muito baixos.
Seria bom se todos pudessem refletir e reavaliar nosso padrões sobre o que é normal, o que é um ganho considerado normal para um ilustrador que é na verdade uma empresa, como se trabalha, com qual estrutura, quantas horas por dias e o que ou quanto se ganha por isso.
Refletir, reavaliar, penso eu, seria um ótimo começo.
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12.2.09
19.9.03
Cheiro de Polemica!
CHEIRO DE POLÊMICA!
Segue abaixo tracho retirado de uma matéria que foi publicada na Globo.com:
Importante cardeal do Vaticano sai em defesa do filme de Mel Gibson sobre a Paixão de Cristo
Cena de 'Passion', o filme de Mel Gibson CIDADE DO VATICANO - Um importante cardeal do Vaticano resolveu sair em defesa do polêmico e controverso filme 'The passion', de Mel Gibson. O religioso afirmou que o longa-metragem é um "triunfo da arte" e rejeitou temores de que a obra poderia espalhar uma onda de anti-semitismo. "Eu aceitaria com satisfação vender algumas das homilias que tenho feito sobre a Paixão de Cristo para serem usadas em alguma cena do filme", disse o cardeal Dario Castrillon Hoyos, chefe do departamento do Vaticano que fica a cargo dos padres.
Castrillon Hoyos, que viu uma versão inacabada do filme com previsão de lançamento para o ano que vem, disse à agência de notícias católica Aciprensa que ele aconselharia todos os padres católicos do mundo a assistirem o filme. No mês passado, a Liga Anti-Difamação semita reclamou que o filme retrata as autoridades judaicas e o povo judeu como responsáveis pela decisão de crucificar Jesus, o que poderia provocar ódio dos judeus.
Indagado sobre o medo da onda anti-semitismo, Castrillon Hoyos disse: "Anti-semitismo, como todas as formas de racismo, distorce a verdade para induzir toda uma raça a fazer o mal. Esse filme não faz divisionismo algum, nem chega perto disso."
O rabino Marvin Hier, da sede do Centro Simon Wiesenthal baseado em Los Angeles, disse que a organização tem recebido dezenas de cartas e ligações manifestando ódio contra a propaganda do filme.
Mesmo assim, o cardeal Castrillon Hoyos volta a defender o filme afirmando que a obra "revela o horror do pecado ao mesmo tempo em que mostra o poder do amor e do perdão, sem condenar nenhum grupo específico".........
MINHA OPINIÃO:
É impressionante ver como certas atitudade desumanas do passado conseguem ainda repercutir no presente.
Assim como as atrocidades cometidas pelos Alemães contra os Judeus na Segunda Guerra, as atrocidades cometidas pela Igreja Católica contra os considerados "infiéis" na época da Santa Inquisição e das Cruzadas, as atrocidades cometidas pelo Império Romano aos povos dominados, também o Judeus cometeram um grande erro ao perseguirem, torturarem e crucificarem Cristo. E ainda por cima com a permissão do governo Romano.
Quase que da mesma forma que o Goveno Americano vem fazendo à décadas com os países pobres com a permissão da Onu.
Isso significa que na história da humanidade, até os nossos dias, existem muito mais culpados do que inocentes. Todos nós erramos, uns mais, outros menos, mas todos erramos. E ninguém está suficientemente limpo a ponto de acusar quem quer que seja. Seria o roto falando do rasgado.
Por isso, se formos levar em conta tudo o que se fez de errado no mundo, eu chegaria a conclusão de que eu odeio os Gregos porque massacraram antigas civilizações; odeio os Romanos porque massacraram antigas civilizações; odeio os Egípcios porque massacraram antigas civilizações; odeio os Bárbaros porque massacraram os povos dominados por Roma; odeio os Ingleses porque massacraram os Franceses, os Escoceses, o Irlandeses, os Africanos e os Indianos; odeio os Portugueses, porque eles massacraram os índios, os Brasileiros e os Africanos, odeio os Espanhóis porque massacraram os Aztecas, Incas e os Mouros; odeio os Franceses porque massacraram os Africanos, os Espanhóis, os Alemães e os Russos; odeio os Alemães porque eles massacraram os Franceses, os Ingleses, os Espanhóis, os Poloneses e os Russos; odeio os Judeus porque eles mataram Jesus e massacram os Palestinos; odeio os Palestino porque eles massacram os judeus e os Americanos e odeio os Americanos porque eles massacram o resto do mundo...
Resultado: não resolveu nada!
O simples fato de reconhecer um erro passado já demonstra uma grandeza, ninguém precisa odiar ninguém para fazer atrocidades e dar motivos para que outros nos odeiem.
Um erro serve para exemplificar o que não deve ser feito, somente isso.
Será que já não é mais do que hora da Humanidade conhecer o significado da palavra PERDÃO???
Segue abaixo tracho retirado de uma matéria que foi publicada na Globo.com:
Importante cardeal do Vaticano sai em defesa do filme de Mel Gibson sobre a Paixão de Cristo
Cena de 'Passion', o filme de Mel Gibson CIDADE DO VATICANO - Um importante cardeal do Vaticano resolveu sair em defesa do polêmico e controverso filme 'The passion', de Mel Gibson. O religioso afirmou que o longa-metragem é um "triunfo da arte" e rejeitou temores de que a obra poderia espalhar uma onda de anti-semitismo. "Eu aceitaria com satisfação vender algumas das homilias que tenho feito sobre a Paixão de Cristo para serem usadas em alguma cena do filme", disse o cardeal Dario Castrillon Hoyos, chefe do departamento do Vaticano que fica a cargo dos padres.
Castrillon Hoyos, que viu uma versão inacabada do filme com previsão de lançamento para o ano que vem, disse à agência de notícias católica Aciprensa que ele aconselharia todos os padres católicos do mundo a assistirem o filme. No mês passado, a Liga Anti-Difamação semita reclamou que o filme retrata as autoridades judaicas e o povo judeu como responsáveis pela decisão de crucificar Jesus, o que poderia provocar ódio dos judeus.
Indagado sobre o medo da onda anti-semitismo, Castrillon Hoyos disse: "Anti-semitismo, como todas as formas de racismo, distorce a verdade para induzir toda uma raça a fazer o mal. Esse filme não faz divisionismo algum, nem chega perto disso."
O rabino Marvin Hier, da sede do Centro Simon Wiesenthal baseado em Los Angeles, disse que a organização tem recebido dezenas de cartas e ligações manifestando ódio contra a propaganda do filme.
Mesmo assim, o cardeal Castrillon Hoyos volta a defender o filme afirmando que a obra "revela o horror do pecado ao mesmo tempo em que mostra o poder do amor e do perdão, sem condenar nenhum grupo específico".........
MINHA OPINIÃO:
É impressionante ver como certas atitudade desumanas do passado conseguem ainda repercutir no presente.
Assim como as atrocidades cometidas pelos Alemães contra os Judeus na Segunda Guerra, as atrocidades cometidas pela Igreja Católica contra os considerados "infiéis" na época da Santa Inquisição e das Cruzadas, as atrocidades cometidas pelo Império Romano aos povos dominados, também o Judeus cometeram um grande erro ao perseguirem, torturarem e crucificarem Cristo. E ainda por cima com a permissão do governo Romano.
Quase que da mesma forma que o Goveno Americano vem fazendo à décadas com os países pobres com a permissão da Onu.
Isso significa que na história da humanidade, até os nossos dias, existem muito mais culpados do que inocentes. Todos nós erramos, uns mais, outros menos, mas todos erramos. E ninguém está suficientemente limpo a ponto de acusar quem quer que seja. Seria o roto falando do rasgado.
Por isso, se formos levar em conta tudo o que se fez de errado no mundo, eu chegaria a conclusão de que eu odeio os Gregos porque massacraram antigas civilizações; odeio os Romanos porque massacraram antigas civilizações; odeio os Egípcios porque massacraram antigas civilizações; odeio os Bárbaros porque massacraram os povos dominados por Roma; odeio os Ingleses porque massacraram os Franceses, os Escoceses, o Irlandeses, os Africanos e os Indianos; odeio os Portugueses, porque eles massacraram os índios, os Brasileiros e os Africanos, odeio os Espanhóis porque massacraram os Aztecas, Incas e os Mouros; odeio os Franceses porque massacraram os Africanos, os Espanhóis, os Alemães e os Russos; odeio os Alemães porque eles massacraram os Franceses, os Ingleses, os Espanhóis, os Poloneses e os Russos; odeio os Judeus porque eles mataram Jesus e massacram os Palestinos; odeio os Palestino porque eles massacram os judeus e os Americanos e odeio os Americanos porque eles massacram o resto do mundo...
Resultado: não resolveu nada!
O simples fato de reconhecer um erro passado já demonstra uma grandeza, ninguém precisa odiar ninguém para fazer atrocidades e dar motivos para que outros nos odeiem.
Um erro serve para exemplificar o que não deve ser feito, somente isso.
Será que já não é mais do que hora da Humanidade conhecer o significado da palavra PERDÃO???
12.6.03
Egito
Durante o último mês, eu tive que pesquisar sobre o Egito para as aulas que agora eu estou dando para os meus alunos na Casa do Caminho.
Eles escolheram como tema Arte e dentro desse tema eu resolvi estudar o Egito para explicar para os alunos as peculiaridades da arte egípcia, já que dentre as civilizações antigas ele foi totalmente diferenciada das demais.
O que me surpreeendeu foi a relação intrínceca entre a religião, ciência e arte na Civilização Egípcia.
A história do Egito é dividida em três partes: Primeiro Império, Médio Imperio e Novo Império. A maioria de nós tem conhecimento sobre o Médio e Novo império, que foram as épocas em que o Egito expandiu-se, conquistou outros povos e se tornou grande e dominante império da sua época até que foi dominado pelos Gregos e posteriormente pelos Romanos...
Mas o grande interessante da Civilização Egípcia é justamente o Primeiro Império, ele em nada se assemelha às antigas civilizações.
Em primeiro luga O Primeiro Império foi uma época que durou cerca de mil anos, isso mesmo um milênio, em que o Egito se transformou de um monte de aldeias de agricultores nas margens do rio Nilo na mais organizada e justa civilização da antiguidade.
A primeira característica dessa época é que o Egito nessa época não tinha exército fixo, eles somente organizavam um exército quando algum outro país ameaçava-os.Em conseqüência disso, praticamente não existiam escravos. Os poucos que existiam eram prisioneiros de guerra (lembre-se as guerras,e consequentemente os exércitos Egípcios existiam somente para defesa e nunca para ataque e também nunca com a intenção de domínio da sua supremacia) e que trabalhavam nas pedreiras do Sinai, algumas vezes esse mesmos escravos saiam das pedreiras e iam trabalhar como serviçais nas casas dos nobres Egípcios.
As grandes obras no Primeiro Império foram construídas pelos próprios Egípcios, sendo que eles recrutavam uma parcela da população para trabalhar para o Faraó por seis meses, depois desse período, outra leva de voluntários se encarregavam em trabalhar nas obras. E a população sentia uma enorme satisfação em servir ao Faraó, que para eles era Deus encarnado. Não havia revoltas nas classes inferiores e as classes superiores não abusavam do poder que tinham. A ciência era altamente desenvolvida, muitas técnicas egípicas dessa fase foram se perdendo ao longo das outras eras do próprio Império Egípcio até que hoje em dia nada foi conservado dos seus conhecimentos. Tinham um ensinamento de ordem moral extremamente rígidos, tinham uma noção muito grande de justiça, da conseqüência dos seus atos, eram extremamente organizados, fazendo com que se sentissem mais evoluídos do que os outros povos. Acreditavam na continuidade da vida após a morte e ansiavam pela sua chegada, As Pirâmides são as tumbas dos Faraós desse período, nos outros períodos a construção de pirâmides não foi mantida e sua técnica foi sendo perdida ao longo dos séculos. Existiram algumas pirâmides do Médio Império, mas atualmente elas estão em ruínas, sinal do empobrecimento das técnicas de construção depois do Primeiro Império. Sem contar que as pirâmindes foram construídas de cima para baixo, e isso é tudo o que nós sabemos à respeito de sua construção. Nessa época o Egito viveu um período de paz e prosperidade, de igualdade social (apesar das diferenças entre Nobres, Sacerdotes e colonos) que nunca nenhuma outra civilização antiga viveu.
A continuidade desse assunto e as conclusões do ponto de vista espiritual eu envio em outra mensagem.
Eles escolheram como tema Arte e dentro desse tema eu resolvi estudar o Egito para explicar para os alunos as peculiaridades da arte egípcia, já que dentre as civilizações antigas ele foi totalmente diferenciada das demais.
O que me surpreeendeu foi a relação intrínceca entre a religião, ciência e arte na Civilização Egípcia.
A história do Egito é dividida em três partes: Primeiro Império, Médio Imperio e Novo Império. A maioria de nós tem conhecimento sobre o Médio e Novo império, que foram as épocas em que o Egito expandiu-se, conquistou outros povos e se tornou grande e dominante império da sua época até que foi dominado pelos Gregos e posteriormente pelos Romanos...
Mas o grande interessante da Civilização Egípcia é justamente o Primeiro Império, ele em nada se assemelha às antigas civilizações.
Em primeiro luga O Primeiro Império foi uma época que durou cerca de mil anos, isso mesmo um milênio, em que o Egito se transformou de um monte de aldeias de agricultores nas margens do rio Nilo na mais organizada e justa civilização da antiguidade.
A primeira característica dessa época é que o Egito nessa época não tinha exército fixo, eles somente organizavam um exército quando algum outro país ameaçava-os.Em conseqüência disso, praticamente não existiam escravos. Os poucos que existiam eram prisioneiros de guerra (lembre-se as guerras,e consequentemente os exércitos Egípcios existiam somente para defesa e nunca para ataque e também nunca com a intenção de domínio da sua supremacia) e que trabalhavam nas pedreiras do Sinai, algumas vezes esse mesmos escravos saiam das pedreiras e iam trabalhar como serviçais nas casas dos nobres Egípcios.
As grandes obras no Primeiro Império foram construídas pelos próprios Egípcios, sendo que eles recrutavam uma parcela da população para trabalhar para o Faraó por seis meses, depois desse período, outra leva de voluntários se encarregavam em trabalhar nas obras. E a população sentia uma enorme satisfação em servir ao Faraó, que para eles era Deus encarnado. Não havia revoltas nas classes inferiores e as classes superiores não abusavam do poder que tinham. A ciência era altamente desenvolvida, muitas técnicas egípicas dessa fase foram se perdendo ao longo das outras eras do próprio Império Egípcio até que hoje em dia nada foi conservado dos seus conhecimentos. Tinham um ensinamento de ordem moral extremamente rígidos, tinham uma noção muito grande de justiça, da conseqüência dos seus atos, eram extremamente organizados, fazendo com que se sentissem mais evoluídos do que os outros povos. Acreditavam na continuidade da vida após a morte e ansiavam pela sua chegada, As Pirâmides são as tumbas dos Faraós desse período, nos outros períodos a construção de pirâmides não foi mantida e sua técnica foi sendo perdida ao longo dos séculos. Existiram algumas pirâmides do Médio Império, mas atualmente elas estão em ruínas, sinal do empobrecimento das técnicas de construção depois do Primeiro Império. Sem contar que as pirâmindes foram construídas de cima para baixo, e isso é tudo o que nós sabemos à respeito de sua construção. Nessa época o Egito viveu um período de paz e prosperidade, de igualdade social (apesar das diferenças entre Nobres, Sacerdotes e colonos) que nunca nenhuma outra civilização antiga viveu.
A continuidade desse assunto e as conclusões do ponto de vista espiritual eu envio em outra mensagem.
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