Pergunta: Você acha possível que no Brasil algum dia exista um mercado consumidor de quadrinhos nacionais?
Resposta - Eu acho que sim, só não sei quando. Em termos de tempo fica muito difícil precisar, mas em termos de desdobramento dos fatos, eu poderia arriscar que quando as pessoas envolvidas em quadrinhos resolverem olhar mais para o público, perceber que determinados públicos, em suas faixas etárias e condições sociais podem se interessar por quadrinhos, desde que sigam determinadas orientações para que possam ser produzidos visando esses mesmos públicos, então os quadrinhos encontrarão o seu espaço verdadeiro, pois eu acredito que ainda não foi levado a sério no Brasil a questão de identidade cultural, empatia, afinidade e direcionamento de linguagem visando possíveis públicos para esse mercado.
Os quadrinhos, no Brasil é caracterizado por pessoas que sonham e que procuram realizar seu sonho exatamente da maneira como seus sonhos são na sua cabeça, e deixam de perceber todo um mundo que pode querer coisas diferentes, que possa consumir, gostar e se transformar em público cativo para que seus sonhos possam estar alinhados com os anseios das pessoas que podem consumir o seu sonho.
Certas coisas esbarram meio que numa áura de coisa sagrada. Nossas aspirações artísitcas costumam ser encaradas assim. É nosso filhinho querido, fruto de nossa inspiração, por que defendemos com unhas e dentes, mas que não queremos, de forma alguma fazer com que elas se "poluam"com interferências de ordem econômica, mercadológica e tudo mais.
Lógico que não dá pra ser um vendido, mas é preciso que haja equilibrio, porque uma coisa que visa apenas satisfação pessoal pode não ter qualquer valor coletivo.
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
26.1.11
18.11.10
o Pop é Pop!
Pergunta: O que você acha da cultura pop?
Resposta - Eu acho que é a manifestação do interesse da média das pessoas que vivem em sociedade hoje em dia. Pode não ser a cultura mais vibrante que já existiu, mas se isso acontece é porque nós não nos interessamos por coisas mais interessantes. No entanto a cultura pop é viva e todos nós estamos inseridos nela, cabe a cada um de nós desenvolver a cultura pop para os temas que achamos ser mais úteis/saudáveis.
É preciso entender que tudo aquilo que hoje é considerado clássico, erudito, já foi popular um dia.
A cultura é sempre popular, fruto da realidade das pessoas, do dia a dia delas.
São depois classificadas para que nós possamos compreender a qual é poca estão ligadas e quais era a forma de pensar daquela sociedade e daqueles artistas, o que buscavam e em que acreditavam.
O romantismo já foi pop, o renascimento já foi pop, o realismo já foi pop, o cubismo já foi pop, assim como aquilo que hoje é considerado pop fatalmente será um dia classificado de maneira distinta e futuramente existirá outros padrões em vigor para a cultura pop.
Resposta - Eu acho que é a manifestação do interesse da média das pessoas que vivem em sociedade hoje em dia. Pode não ser a cultura mais vibrante que já existiu, mas se isso acontece é porque nós não nos interessamos por coisas mais interessantes. No entanto a cultura pop é viva e todos nós estamos inseridos nela, cabe a cada um de nós desenvolver a cultura pop para os temas que achamos ser mais úteis/saudáveis.
É preciso entender que tudo aquilo que hoje é considerado clássico, erudito, já foi popular um dia.
A cultura é sempre popular, fruto da realidade das pessoas, do dia a dia delas.
São depois classificadas para que nós possamos compreender a qual é poca estão ligadas e quais era a forma de pensar daquela sociedade e daqueles artistas, o que buscavam e em que acreditavam.
O romantismo já foi pop, o renascimento já foi pop, o realismo já foi pop, o cubismo já foi pop, assim como aquilo que hoje é considerado pop fatalmente será um dia classificado de maneira distinta e futuramente existirá outros padrões em vigor para a cultura pop.
2.5.09
Aprender a ilustrar
É preciso muita coragem para falar sem rodeios sobre o ensino nesse país. Eu digo coragem, pois existe muita gente que vê a realidade e justamente falta é a coragem para mostrar a realidade sem rapapés e sem maquiagem, sendo que a nossa realidade (ou pelo menos aquilo que se encherga facilmente) é resultado de inúmeros interesses sendo colocados à frente do único que ao meu ver deveria ser o interesse que movem as pessoas: o bem coletivo.
Muita gente defende instituições de ensino pois entendem que tiram dela seu sustento e ao ser obrigado a admitir que uma instituição de ensino não ensina coisa alguma, percebe que de onde provém seu sustento, também se ensina quase nada. Só que ao invés de procurar reverter a situação demonstrando hombridade e acima de tudo responsabilidade com o papel que supostamente deve desempenhar na sociedade, a pessoa procura a toda lei calar aquela voz destoante no meio da multidão que acorda a todos dessa hipnose medíocre que a humanidade vive, vendo nele um inimigo ao seu sustento fácil.
Já pensou se todos descobrirem que o que se ensina naquela escola é uma farsa o que pode acontecer? A escola fecharia, ou se não quisesse fechar teria que modificar sua estrutura de maneira radical a começar a ensinar. Só que ensino não dá dinheiro, ensino não permite andar de carro importado, viajar para a Europa todo ano, não permite luxos e nem conforto, e sinceramente, se os donos das instituições de ensino quisessem fazer caridade, iriam montar um orfanato e não uma escola.
Edifícios luxuosos, confortáveis, com ar condicionado, mesas e cadeiras novas costumam pecar pela falta, falta de material igualmente luxuoso confortável e espaçoso para preencher e desenvolver nossos cérebros.
O sistema de ensino no Brasil gera autômatos, os meios de comunicação geram autômatos, os sistemas geram autômatos. Autômatos que vivem na matrix comendo seu Mcdonalds e assistindo novela das oito, felizes da vida. Vão dormir para sonhar com a gostosa do BBB e acordam com R$1000,00 negativos na conta corrente. Trabalham por um belo e gordo pedaço de pão e sonham com o dia em que não terão que fazer nada da vida, somente viver de renda, talvez ganhando na megasena acumulada, talvez arranjando uma boquinha no governo, mamando nas tetas do estado, ou quem sabe escrevendo um livro que exija pouco neurônio, mas que renda muitos dividendos par ao resto da vida.
Bem vindo ao mundo de Marlboro. Venha aonde está o sabor.
Aprender cansa, dói, é chato, não diverte. Sem contar que se eu estudar pelo menos um pouquinho, eu estarei na frente dos trouxas e poderei explorar todos eles, pra que ensinar o outro a pescar, eu pesco meia hora por dia e vendo meu peixe a peso de ouro. Se o outro souber pescar eu morro de fome! Eu é que não me esforçar para aprender, o pouco a mais que eu sei me é suficiente, basta deixar a boiada feliz.
E é assim que todos vivem, como se fosse uma manada, imbecil e sem vontade própria. Acham que cocô na latinha é arte, acha que Ivete Sangalo canta, acha que novela é uma expressão genuína da identidade brasileira em forma de arte. Acredita na Veja, na Folha de São Paulo, acredita em Papai Noel, e em Papai do céu.
É devoto de Santo Expedito. Só fica feliz se tiver tênis Nike e calça da Fórum. Sonha com um carro do ano. Passa o final de semana enfiado no boteco enchendo a cara, ouvindo pagode e música sertaneja ou assistindo Domingão do Faustão e ainda diz: isso que é vida!
Ou então rouba porque nunca pode estudar, melhor virar bandido que dá menos trabalho.
Tem gente então que passa a vida estudando só para poder virar doutor e roubar sossegado o dinheiro alheio.
A vida é curiosa amigo.
Nesse mundinho do cão, ensino superior que não ensina nem o inferior é de menos. Ilustrador morrendo de fome é menos ainda.
Só que esse mundinho cão, feito para a aparência demonstra todos os dias, nas mais diversas áreas, que a matrix dá mais pau do que o Windows. Aí todo mundo percebe que parafraseando o Caetano "alguma coisa tá fora da ordem".
E tá mesmo, até o Caetano já entrou no esquemão... Mas mesmo assim algo fede só que ninguém sabe onde está a porcaria.
E a gente sente o fedô mais forte que nunca, percebendo que pelo menos na nossa área existe mais porcaria do que coisa boa.
Só que a porcaria faz parte do todo.
É o que fede no diploma, é o que fede no curso, é o que fede no cliente que te pede trabalho de graça. É o que fede no concorrente que faz meia boca e cobra mais meia boca ainda.
É o que fede por não querer aprender.
Aprender, estudar, isso torna o ilustrador profissional. E se houver alguma proposta verdadeiramente boa e que vise ensinar as pessoas a se tornarem ilustradores, então eu apoio a iniciativa, seja cursinho, oficina, ou curso superior. Vaja voc6e que não precisa ser obrigatoriamente APENAS um curso superior.
Lógico que haver interesse em criar cursos para formar ilustradores é um bom sinal, a algum tempo percebemos esse interesse. Só que é preciso um certo carinho para que a coisa não caia na vala comum.
Agora curso superior só para virar estatística fantasma, como a mais de dez anos o sistema de ensino brasileiro faz, eu, pelo menos estou fora.
Porcaria por porcaria, fica tudo do jeito que está.
Agora, ser comprometido com "ensinar" é algo que independe de diploma, independe tanto que qualquer curso superior que pretender realmente ensinar e formar uma pessoa ilustrador conseguirá fazer isso. Basta querer.
É nisso que eu aposto.
Emporguei.
Muita gente defende instituições de ensino pois entendem que tiram dela seu sustento e ao ser obrigado a admitir que uma instituição de ensino não ensina coisa alguma, percebe que de onde provém seu sustento, também se ensina quase nada. Só que ao invés de procurar reverter a situação demonstrando hombridade e acima de tudo responsabilidade com o papel que supostamente deve desempenhar na sociedade, a pessoa procura a toda lei calar aquela voz destoante no meio da multidão que acorda a todos dessa hipnose medíocre que a humanidade vive, vendo nele um inimigo ao seu sustento fácil.
Já pensou se todos descobrirem que o que se ensina naquela escola é uma farsa o que pode acontecer? A escola fecharia, ou se não quisesse fechar teria que modificar sua estrutura de maneira radical a começar a ensinar. Só que ensino não dá dinheiro, ensino não permite andar de carro importado, viajar para a Europa todo ano, não permite luxos e nem conforto, e sinceramente, se os donos das instituições de ensino quisessem fazer caridade, iriam montar um orfanato e não uma escola.
Edifícios luxuosos, confortáveis, com ar condicionado, mesas e cadeiras novas costumam pecar pela falta, falta de material igualmente luxuoso confortável e espaçoso para preencher e desenvolver nossos cérebros.
O sistema de ensino no Brasil gera autômatos, os meios de comunicação geram autômatos, os sistemas geram autômatos. Autômatos que vivem na matrix comendo seu Mcdonalds e assistindo novela das oito, felizes da vida. Vão dormir para sonhar com a gostosa do BBB e acordam com R$1000,00 negativos na conta corrente. Trabalham por um belo e gordo pedaço de pão e sonham com o dia em que não terão que fazer nada da vida, somente viver de renda, talvez ganhando na megasena acumulada, talvez arranjando uma boquinha no governo, mamando nas tetas do estado, ou quem sabe escrevendo um livro que exija pouco neurônio, mas que renda muitos dividendos par ao resto da vida.
Bem vindo ao mundo de Marlboro. Venha aonde está o sabor.
Aprender cansa, dói, é chato, não diverte. Sem contar que se eu estudar pelo menos um pouquinho, eu estarei na frente dos trouxas e poderei explorar todos eles, pra que ensinar o outro a pescar, eu pesco meia hora por dia e vendo meu peixe a peso de ouro. Se o outro souber pescar eu morro de fome! Eu é que não me esforçar para aprender, o pouco a mais que eu sei me é suficiente, basta deixar a boiada feliz.
E é assim que todos vivem, como se fosse uma manada, imbecil e sem vontade própria. Acham que cocô na latinha é arte, acha que Ivete Sangalo canta, acha que novela é uma expressão genuína da identidade brasileira em forma de arte. Acredita na Veja, na Folha de São Paulo, acredita em Papai Noel, e em Papai do céu.
É devoto de Santo Expedito. Só fica feliz se tiver tênis Nike e calça da Fórum. Sonha com um carro do ano. Passa o final de semana enfiado no boteco enchendo a cara, ouvindo pagode e música sertaneja ou assistindo Domingão do Faustão e ainda diz: isso que é vida!
Ou então rouba porque nunca pode estudar, melhor virar bandido que dá menos trabalho.
Tem gente então que passa a vida estudando só para poder virar doutor e roubar sossegado o dinheiro alheio.
A vida é curiosa amigo.
Nesse mundinho do cão, ensino superior que não ensina nem o inferior é de menos. Ilustrador morrendo de fome é menos ainda.
Só que esse mundinho cão, feito para a aparência demonstra todos os dias, nas mais diversas áreas, que a matrix dá mais pau do que o Windows. Aí todo mundo percebe que parafraseando o Caetano "alguma coisa tá fora da ordem".
E tá mesmo, até o Caetano já entrou no esquemão... Mas mesmo assim algo fede só que ninguém sabe onde está a porcaria.
E a gente sente o fedô mais forte que nunca, percebendo que pelo menos na nossa área existe mais porcaria do que coisa boa.
Só que a porcaria faz parte do todo.
É o que fede no diploma, é o que fede no curso, é o que fede no cliente que te pede trabalho de graça. É o que fede no concorrente que faz meia boca e cobra mais meia boca ainda.
É o que fede por não querer aprender.
Aprender, estudar, isso torna o ilustrador profissional. E se houver alguma proposta verdadeiramente boa e que vise ensinar as pessoas a se tornarem ilustradores, então eu apoio a iniciativa, seja cursinho, oficina, ou curso superior. Vaja voc6e que não precisa ser obrigatoriamente APENAS um curso superior.
Lógico que haver interesse em criar cursos para formar ilustradores é um bom sinal, a algum tempo percebemos esse interesse. Só que é preciso um certo carinho para que a coisa não caia na vala comum.
Agora curso superior só para virar estatística fantasma, como a mais de dez anos o sistema de ensino brasileiro faz, eu, pelo menos estou fora.
Porcaria por porcaria, fica tudo do jeito que está.
Agora, ser comprometido com "ensinar" é algo que independe de diploma, independe tanto que qualquer curso superior que pretender realmente ensinar e formar uma pessoa ilustrador conseguirá fazer isso. Basta querer.
É nisso que eu aposto.
Emporguei.
24.3.09
Matéria do Jornal do Senado
Educação
Círculo vicioso detém crescimento do mercado de livros
Brasil tem baixo nível de leitura, que se reflete no pequeno número de livrarias à disposição da população, especialmente nas pequenas cidades
Em 2007 foram comercializados no país mais de 329 milhões de livros, com um faturamento superior a R$ 3 bi. Mas o brasileiro ainda lê pouco: são, em média, 2,4 livros por ano
O mercado de livros do país vive um dilema: como escapar do círculo vicioso em que os pontos-de-venda para os cerca de 2 mil títulos lançados mensalmente pelas editoras vêm diminuindo, o que conduz a tiragens cada vez menores – com exceção de poucos best-sellers –, e, consequentemente, preços mais altos e menos leitores. Entidades do setor e senadores entendem que é preciso incentivar o hábito da leitura, como ponto de partida para mudar esse cenário.
Divulgada no fim do ano passado, sob o patrocínio conjunto do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pesquisa revelou que houve crescimento discreto nas vendas em 2007, mesmo com uma redução do número de títulos publicados. Porém, um dado mostra a fragilidade do mercado consumidor: quase metade dos exemplares produzidos foi vendida ao governo, para atendimento aos vários programas de livro didático, científico etc.
O brasileiro lê bem menos que os habitantes dos países desenvolvidos. Aqui, são, em média, 2,4 livros por ano, contra dez nos EUA e 15 em países como Suécia e Dinamarca. E apenas 0,9 desses 2,4 livros anuais lidos não são obras didáticas. As diferenças regionais brasileiras também conspiram contra o crescimento do hábito da leitura, já que só havia livrarias em 30% dos 5.564 municípios.
Não é exato o número de livrarias porque é fácil se obter um registro de funcionamento, mesmo que o negócio principal não seja livros. Mas é seguro afirmar-se que o Brasil tem hoje menos de 2.700 livrarias, 70% das quais são de pequeno e médio porte. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), esse número é pequeno para um país com 190 milhões de pessoas.
Segundo Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), um número razoável seria de 4.900 livrarias. A ANL avalia que faltam incentivos para que mais livrarias sejam abertas e profissionalização para as já existentes.
– O Brasil é responsável por 50% da produção de livros da América Latina. O ideal seria o funcionamento de no mínimo 10 mil livrarias para atender de maneira razoável à população. No entanto, 89% dos municípios brasileiros não têm livrarias. É um quadro dramático que constrange aqueles que têm uma visão de nação – lamenta o senador Tião Viana (PT-AC).
Segundo a pesquisa da CBL e do Snel, em 2007 foram comercializados mais de 329 milhões de livros no país, gerando um faturamento que, pela primeira vez, rompeu a barreira dos R$ 3 bilhões. Levantamento mais recente pode indicar que o setor obteve resultado melhor em 2008. Ouvidas pela ANL, as livrarias apostam que o setor pode ter crescido 10,46%. Se a crise não atrapalhar, esperam repetir o desempenho este ano.
– O aquecimento do setor deve-se ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro e às diversas campanhas e políticas de difusão do livro, muitas delas por iniciativas governamentais, que estimularam a leitura, principalmente a infanto-juvenil, segmento que mais cresceu. Não podemos deixar de destacar, ainda, a desoneração do PIS/Confins, que ajudou a manter o preço médio do livro abaixo da inflação – avalia o presidente da ANL, Vitor Tavares.
--------++++======++++--------
Agora, imaginem que um país aonde eu já chegeui a ver em TV dizerem que 2/3 dos alunos são analfabetos funcionais (aqueles que mal sabem ler e escrever o próprio nome), frutos de um sistema de ensino que adota a aprovação automática, nõa existe prova, não existe reprovação, o professor não tem nenhuma autoridade em sala de aula. Num país aonde se vira bandido porque a vida não deu chnaces de estudar, ou porque a vida deu muitas chances de estudo.
Num país aonde parte-se do princípio que o sistema não precisa de pessoas que saibam resolver problemas, mas que os problemas acontecem e se resolvem por geração expontânea.
Numa sociedade aonde mais importância tem que tem a maior bunda e não quem tem o maior QI, aonde a verdade é apenas uma mentira contada várias vezes.
Em um mundo globalizado aonde o conhecimento e a cultura é a maior riquesa de um povo. Aonde quanto maior e melhor o conhecimento de uma sociedade, maior é a capacidade dela produzir tecnologias, produtos e soluções para os problemas existentes, imagine o tamanho do prejuízo que essa sociedade imbecilizadora e escravocrata do intelecto contrai para si mesma.
Esse texto fala apenas de mercado editorial, mas a questão se reflete também na produção cultural, intelecutal, tecnológica, comercial, institucional, jurídica, econômica, ecológica, moral e social desse país.
Círculo vicioso detém crescimento do mercado de livros
Brasil tem baixo nível de leitura, que se reflete no pequeno número de livrarias à disposição da população, especialmente nas pequenas cidades
Em 2007 foram comercializados no país mais de 329 milhões de livros, com um faturamento superior a R$ 3 bi. Mas o brasileiro ainda lê pouco: são, em média, 2,4 livros por ano
O mercado de livros do país vive um dilema: como escapar do círculo vicioso em que os pontos-de-venda para os cerca de 2 mil títulos lançados mensalmente pelas editoras vêm diminuindo, o que conduz a tiragens cada vez menores – com exceção de poucos best-sellers –, e, consequentemente, preços mais altos e menos leitores. Entidades do setor e senadores entendem que é preciso incentivar o hábito da leitura, como ponto de partida para mudar esse cenário.
Divulgada no fim do ano passado, sob o patrocínio conjunto do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pesquisa revelou que houve crescimento discreto nas vendas em 2007, mesmo com uma redução do número de títulos publicados. Porém, um dado mostra a fragilidade do mercado consumidor: quase metade dos exemplares produzidos foi vendida ao governo, para atendimento aos vários programas de livro didático, científico etc.
O brasileiro lê bem menos que os habitantes dos países desenvolvidos. Aqui, são, em média, 2,4 livros por ano, contra dez nos EUA e 15 em países como Suécia e Dinamarca. E apenas 0,9 desses 2,4 livros anuais lidos não são obras didáticas. As diferenças regionais brasileiras também conspiram contra o crescimento do hábito da leitura, já que só havia livrarias em 30% dos 5.564 municípios.
Não é exato o número de livrarias porque é fácil se obter um registro de funcionamento, mesmo que o negócio principal não seja livros. Mas é seguro afirmar-se que o Brasil tem hoje menos de 2.700 livrarias, 70% das quais são de pequeno e médio porte. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), esse número é pequeno para um país com 190 milhões de pessoas.
Segundo Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), um número razoável seria de 4.900 livrarias. A ANL avalia que faltam incentivos para que mais livrarias sejam abertas e profissionalização para as já existentes.
– O Brasil é responsável por 50% da produção de livros da América Latina. O ideal seria o funcionamento de no mínimo 10 mil livrarias para atender de maneira razoável à população. No entanto, 89% dos municípios brasileiros não têm livrarias. É um quadro dramático que constrange aqueles que têm uma visão de nação – lamenta o senador Tião Viana (PT-AC).
Segundo a pesquisa da CBL e do Snel, em 2007 foram comercializados mais de 329 milhões de livros no país, gerando um faturamento que, pela primeira vez, rompeu a barreira dos R$ 3 bilhões. Levantamento mais recente pode indicar que o setor obteve resultado melhor em 2008. Ouvidas pela ANL, as livrarias apostam que o setor pode ter crescido 10,46%. Se a crise não atrapalhar, esperam repetir o desempenho este ano.
– O aquecimento do setor deve-se ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro e às diversas campanhas e políticas de difusão do livro, muitas delas por iniciativas governamentais, que estimularam a leitura, principalmente a infanto-juvenil, segmento que mais cresceu. Não podemos deixar de destacar, ainda, a desoneração do PIS/Confins, que ajudou a manter o preço médio do livro abaixo da inflação – avalia o presidente da ANL, Vitor Tavares.
--------++++======++++--------
Agora, imaginem que um país aonde eu já chegeui a ver em TV dizerem que 2/3 dos alunos são analfabetos funcionais (aqueles que mal sabem ler e escrever o próprio nome), frutos de um sistema de ensino que adota a aprovação automática, nõa existe prova, não existe reprovação, o professor não tem nenhuma autoridade em sala de aula. Num país aonde se vira bandido porque a vida não deu chnaces de estudar, ou porque a vida deu muitas chances de estudo.
Num país aonde parte-se do princípio que o sistema não precisa de pessoas que saibam resolver problemas, mas que os problemas acontecem e se resolvem por geração expontânea.
Numa sociedade aonde mais importância tem que tem a maior bunda e não quem tem o maior QI, aonde a verdade é apenas uma mentira contada várias vezes.
Em um mundo globalizado aonde o conhecimento e a cultura é a maior riquesa de um povo. Aonde quanto maior e melhor o conhecimento de uma sociedade, maior é a capacidade dela produzir tecnologias, produtos e soluções para os problemas existentes, imagine o tamanho do prejuízo que essa sociedade imbecilizadora e escravocrata do intelecto contrai para si mesma.
Esse texto fala apenas de mercado editorial, mas a questão se reflete também na produção cultural, intelecutal, tecnológica, comercial, institucional, jurídica, econômica, ecológica, moral e social desse país.
Assinar:
Postagens (Atom)