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23.11.10

Conseguindo clientes

Pergunta: Como fazer para que um cliente me contrate?

Resposta - Boa. Melhore a qualidade de seu trabalho.

Melhora a qualidade de seu atendimento aos clientes. Melhores o seu portfolio.

Melhore o seu conceito como profissional. Melhore a sua estrutura profissional e tente de novo.

Se mesmo assim, ainda nenhum cliente te contratar, então repita todo o procedimento.

Faça isso novamente sempre, até que, uma hora, você vai conseguir.

Ah... e não adianta procurar outra receita de sucesso, só essa funciona.

13.4.09

Dinheiro Bom

É inegável que todo mundo pensa em conseguir uma forma de se ganahar dinheiro. Aliás, ganhar dinheiro, fazer sexo e ser notado costumam ser coisas bastante habitada na cabeça das pessoas.

No caso, iremos tratar apenas do primeiro item.

Eu duvido que exista alguém ao estilo Forrest Gump, aonde as coisas acontecem à sua volta e o cara apenas entre de gaiato, e ainda por cima tirando vantagem da situação sem consciência de que está tirando vantagem.

Em geral, a gente costuma depois de uma época de reclusão, inação ou qualquer coisa que o valha, adotar um caminho a seguir levando em consideração o leitinho das crianças.

Na maioria dos casos é uma atividade não exatamente ilegal, somente quando não há possibilidade de encontrar alguma atividade legal que saibamos ou nos interessamos em fazer é que acabamos escolhendo qualquer porcaria ilegal, desde traga dinheiro.

No entanto, mesmo entre as "legais", o que não falta é oportunidade de se fazer a coisa "certa" de maneira "não tão certa".

Aí a gente entra numa questão um pouco mais profunda que não tem ligação com o que "fazer", mas "como fazer".

Você pode ser um comerciante, por exemplo, que tem suas dificuldades para andar nos eixos, pagar suas contas, seus impostos (que são uma barbaridade de altos) empregados, fonecedores, etc. Ou ser um comerciante que para que "compense" continuar na atividade de comerciante perceba que somente isso é possível se adulterar algum controle de caixa, contratar funcionários por umvalor e registrar na carteira outro mais baixo para pagar menos imposto e de vez em quando dar uma canseira nos fornecedores para fazer "saldo médio" no banco.

De certa forma, o segundo comportamento pode ser justificado pelas falha do sistema, a carga tributária pesadíssima, os funcionários que não são assim tão aplicados no trabalho ou a fornecedor que também já mandou embora todos os empregados e agora fabirca na China por menos da metade do custo de produção que tinha antes cobrando a mesma coisa pelo produto.

Aí é aonde reside todo o problema da nossa sociedade e aonde ela se corroe: O erro alheio invariavelmente nos serve de estímulos e desculpa para que cometamos os nossos erros e nos garanta que ninguém, em lugar nenhum nos coloque o dedo na cara.

Vivemos numa época aonde a virtude precisa ser acima de tudo, aparente. mas no frigir dos ovos, quando todos se despem de suas "máscaras" todos estão igualmente na mesma situação deplorável.

O que será que isso pode significar, de verdade?

Eu sugiro que isso nos demonstra alguns pontos:

1- As pessoas não amam o que fazem - apenas amam o resultado daquilo que fazem. Por isso, se em algum momento tiverem a oportunidade de receberem o resultado daquilo que fazem por menos esforço, por se fazer algo até mesmo reprovável, ou se receber mais para fazer qualquer coisa mesmo, a pessoa nem vai pensar duas vezes antes de pular fora. E sem correr o risco de sentir o mínimo peso na consciência por isso.

2- As pessoas não acreditam no mérito pelo esforço - acreditam no dinheiro no bolso e na fama. As vias pelas quais se chega a esse objetivo, é apenas um mísero detalhe.

3- As pessoas não acreditam em bem e mal - não acreditam em Deus, em reencarnação, em Justiça Divina, em Jesus, em Buda, em nada. Morreu acabou. Não tem céu nem inferno. O ser humano dessa maneira pode muito bem se dar ao luxo de ser o mais selvagem animal que já pisou a crosta terrestre, com requintes absurdos de crueldade, pois apenas vale a satisfação de seus desejos, de seus caprichos e que vença o menos trouxa. Sem que percebamos, retrocedemos até a idade da pedra, somos trogloditas em cavernas verticais. Agora, quando somos nós as vítimas...

4- As pessoas acreditam não terem culpa pelos seus erros (cômodo isso, não?) - a culpa é da mãe, do pai, do irmão, tudo começou quando eu era cirança pequena lá em Sorocaba, o mundo me forçou a ser malandro, as pessoas me provocam, o sistema é injusto e me fez ser o que eu sou, se as pessoas fossem diferentes, se o mundo fosse diferente, se o sistema fosse diferente...

Uma coisa é certa, o mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas, nós não somos perfeitos. Mas a coisa acaba por aí. Antes de nescermos o mundo já existia, não é verdade, e quando deixarmos essa terra, quando a gente bater com a alcatra na terra o mundo vai continuar existindo, não é verdade? Como era o mundo quando nele entramos? Como será o mundo quando deixarmso ele? Aliás, quando deixarmos, será que podemos percebem qual a contribuição demos a ele? Por nossa causa o mundo será melhor ou pior? Eu não estou querendo saber se o mundo vai reconhecer meu esforço, muito menos se eu serei uma espécie de manda chuva global, porque TODOS constroem ou destroem um pouco o mundo, só que alguns tem a chance de ciusar maior impacto, outros causam impacto menor.

Tanto eu, você, o presidente da república, o mendigo lá fora, o vnededor de cachorro quente, o grande mepresário, a dona de casa... TODOS estamos mudando o mundo. Sempre! Enquanto estivermos respirando, estamos interagindo e resultando um mundo diferente.

Se melhor ou pior, aí é problema da gente.

Pois na maioria das vezes pensamos no dinheiro, que paga nossas contas, nos permite comer uma pizza no final de semana, comprar uma roupa nova, ter conforto na vida. Mas, o que fazemos para conseguir comer a pizza do final de semana? E quantas vezes encontramos alguém que não consegue comer uma pizza de final de semana e pensamos: esse aí é trouxa?

Acontece que, embora pensar no dinhero que irá nos auxiliar o sustento, muito justo, na grande maioria das vezes despresamos algumas pequenas características como: Esse dinheiro foi gerado pelo suor de um trabalho honesto? Foi gerado pela discórdia e pela mágoa de pessoas que se sentiram lesadas? Foi fruto de uma atividade que trouxe alívio para aquelas pessoas que dispenderam desse dinheiro? Qual é a energia que esse dinheiro traz?

Aliás, qual pode ser a consequência da energia que esse dinheiro tem impregnado nele?

Quanta fortuna fruto de desavenças, carregadas de ódio e mágoa não trazem, junto consigo, coincidentemente doença, desavenças familiares e pequenos incômodos que nos tirar a o equilíbrio, e, as vezes noites de sono?

Fazer o bem, se levado por esse ângulo toma um caráter aonde nossa responsabilidade vai mais além, não basta simplesmente falar palavrinhas de conforto, ser educado, mas é preciso que até mesmo nos atos que nos garantem o sustendo e a estabilidade financeira estejamos munidos de ações construtivas, e não somente construtivas para nós, mas para quantas forem as pessoas em quem esse dinheiro terá esbarrado.

Dinheiro ganho com trabalho feito com reclamação, queixas e murmúrios parace não durar muito, assim como dinheiro vindo de alguma atividade que insuflou inveja, raiva e revolta parece trazer consigo o germem da não prosperidade, mas das desavenças, dos desentendimentos.

Eu demorei para entender um pouco sobre isso, quanto trabalho me trouxe preocupações mil e o dinheiro, embora farto foi fluído e não perdurou em meu poder, quanto trabalho, embora tenho podido me sustentar o suficiente para não passar fome, me trouxe vitalidade, ânimo de vida; quanto trabalho por mais insignificante que me parecesse não me fez um bem danado, me trazendo inclusive outros trabalhos?

Quantos trabalhos grandes sucitaram apenas a inveja de pesoas gananciosas e não me trouxeram qualquer benefício, nem mesmo material...

O problema é que não apenas mudamos o mundo, mas de acordo da forma como mudamos o mundo, o mundo nos muda. tudo o que está a nossa vlota reflete nossos atos, somos vítimas dos nossos entraves, sofremos pelo mal que semeamos, colhemos os frutos que plantamos sempre. Somos atingido pelos monstros que acreditamos que existem, somos vítimas dos males que alimentamos. Quem tem medo de sofre, curiosamente sofre mais do que aqueles que não se preocupam com isso, simplesmente porque "criam" sofrimento em mais ocasiões do que as pessoas que não estão exatamente ligando para o sofrimento.

Temos tanto medo de perdermos a liberdade, que tolhemos nossa liberdade voluntariamente. Temos tanto medo de sermos sermos passados para trás que nos escondemos e o mundo todo nos passa para trás.

Temos tanto medo de não ter dinheiro que o dinheiro não nos chega, e quando chega, não fica. Temos escrúpulos mil e na maioria das vezes escolhemos ganhar dinheiro fazendo dinheiro sem produzir riquesa, sem produzir arte ou cultura, somente em cima de alguma especulação. Acontece que especulação gera mais especulação, e na contramão disso tudo sofremos as mesmas especulações que nos dilapidam o saldo em nossas contas. Quando produzimos alguma coisa que nos dê dinheiro, mesmo sendo pouco, essa produção justamente nos leva a ter mais produção, nos impele a produzir mais, e o dinheiro acaba sendo uma consequência simples e natural.

Quando o dinheiro nos vem com alguma atividade que engrandece, mais engrandecidos ficamos por perceber que somos protegidos por essa atividade. Quando criamos a oportunidade de uma pessoa sonhar, criar coragem, ter forças, esquecer as dificuldades e continuar, adquirimos essa mesma oportunidade de sonhar, essa coragem e força que empregamos em nosso trabalho de volta.

Podemos, no entanto empregar e doar aquilo que bem entendermos. Precisamos, no entanto, conscientemente escolher se vamos construir ou destruir o mundo, pois uma coisa é certa: se não temos culpa pelo mundo que encontramos, temos pelo mundo que deixamos, e ele irá voltar até nós, pois criamos o mundo a nossa imagem e semelhança. Ele apenas reflete aquilo que somos, por isso merecemos o mundo aonde vivemos.

Para viver em um mundo melhor precisamos criar um mundo melhor, alimentar um mundo melhor, proporcionar o mundo melhor para que esse mundo nos proporcione uma vida melhor.

O bom dinheiro, por isso mesmo, é aquele gerado no exercício de um mundo melhor. Não aquele que tem mais zeros no lado direito.

26.3.09

ControlAR

Esses dias eu entrei no tal site para agendar a inspeção que os caboclos irão fazer no meu carro para ver se ele está desregulado/poluindo ou não.

A questão que eu levanto é que se existe uma preocupação com a emissão de gazes, porque as regras dessa inspeção são tão incompatíveis com essa suposta preocupação?

Antes de mais nada, lendo atentamente às informações contidas no site, vê-se que o agendamento é obrigatório para automóveis fabricado à partir de 2003.

Curiosamente, os automóveis mais recentes são aqueles que já vem de fábrica com uma compleição a se poluir menos, por questões legais e também por uma questão de concorrência, aonde cada fabricante quer ter seu veículo mais "verde" possível.

Enquanto que automóveis que forma fabricado até o final dos anos oitenta não foram fabricados com essa preocupação. Aliás na época, muito pouca preocupação havia nesse sentido.

Então, porque eles não tornam obrigatório justamente a inspeção para veículos antigos?

Curioso....

Ainda mais que quanto mais tempo um carro tem de vida, mais o seu motor vai desregulando, pelo usso mesmo. Ou seja, um veículo fabricado com os mesmos padrões de diminuição de poluentes, o veículo mais antigo, ou o que for mais usado estará provavelmente mais desregulado, consequentemente poluindo mais do que o veículo mais novo ou menos utilizado.

Tudo realmente muito curioso....

Além do mais, tem uma tal de taxa de cinquenta e tantos reais que você é OBRIGADO a pagar, que depois que você fizer a isnpeção, o dinheiro será reembolsado inteirinho para você.

Alguém me diga uma coisa: SE ELES NÃO QUEREM O SEU DINHEIRO, ENTÃO PORQUE ELES TE OBRIGAM A PAGAR PARA FAZER A INSPEÇÃO????

Faz essa merda de graça!!!

Mas, sabe como é, mais de sessneta por cento das pessoas que pagaram o tal boleto não receberam e nem irão receber o reembolso. Pois é, é aquela coisa, poruqe tem que ter informações tudo ali certinho, contendo a conta corrente direitinho, o banco, o banco tem que ser conveniado, aí o cidadão se tiver algum pelo fora do lugar já roda...

O mais engraçado de tudo é que, para pagar não tem exxa burocracia, basta imprimir o boleto e beleza, mas para receber....

Agora, alguém pode com um argumento realmente convincente me explicar o porque dessa inspeção?

Será que SÓ EU percebo essas coisas?

Porque até agora eu não vi um único cidadão reclamar dessa isnpeção?

Até quando o braisleiro vai ser PAMONHA desse jeito?

Eu acho que vou me mudar desse paisinho de merda....

Se bobear, nem a Argentina deve ser tão ruim.

23.3.09

Est Crisis (?)

A coisa mais abestalhada que pode acontecer numa época de crise é o que vemos atualmente.

Empresas grandes que tratam seus clientes com dificuldades de pagar como seres inferiores, aonde a única coisa que interessa é ver a cor do dinheiro desses mal pagadores e aumentando o valor dos seus produtos para os clientes que ainda pagam em dia com a desculpa que o aumentp é justamente por causa da crise.

e

Essas mesmas empresas grandes (que tratam seus fornecedores que precisam que elas, por sua parte, paguem suas contas em dia e continuem os contratando, e, se possível negociando até mesmo um aumento no valor dos serviços contratados, já que a época de crise, se é um argumento para aumentar os seus preços, também é um argumento para que seus fornecedores igualmente aumente seus preços) ficando meses e meses sem pagar pelos serviços contratados, apgando somente quando querem, sendo que seus fornecedores quando são pagos são pagos apenas no valor normal, sem direito a um centavo de multa ou juros, e correndo o risco de, se procurar algum meio de defesa contra a inadimplência nunca mais ser contratada pela empresa, sem contar que muitas dessas mesmas empresas, quando o forncedor pensa em reajustar algum valor, ela simplesmente te dá um pé na bunda e procura outro fornecedor, mesmo que o serviço ou produto desse outro fornecedor seja muito pior do que o seu somente porque ele cobra menos do que você.

Grandes empresas costumam ganhar sempre. primeiro por serem um grupo pequeno de fornecedoras de certos serviços (como telefonia, internet, Tv a cabo, banco) o que obriga você a depender sempre das mesmas, sendo que TODAS elas abusam, TODAS elas, em algum momento te prejudicam, muitas vezes pra lá de injustamente, TODAS elas tem milhares de formas de se defender de você, mesmo quando você não causa nenhum mal para elas, sendo que você, como forncedor dessas mesmas empresas NUNCA consegue um valor justo pelo seu serviço, NUNCA consegue ter qualquer comportamento de fidelidade da empresa, NUNCA consegue ter a garantia que será remunerado e se não for remunerado NUNCA terá qualquer meio legal que te permita receber da empresa, e ainda continuar existindo como fornecedor, mesmo porque as empresas são sempre, as mesmas meia dúzia.

Vivemos um país aonde a industria automobilísitca cresce mais do que qualquer outro país na mesma época de crise, e justamente ela é quem recebe ajuda financeira.

Eu não vi uma única micro, pequena ou média empresa receber ajuda do governo. Eu não vi uma única ajuda indo para profissionais liberais, não existe nenhum programa de ajuda financeira a emprendedores, fornecedores de serviço, não existe uma única linha de crédito visando tirar um empresário pequeno do sufoco, e quando existe somente tem acesso empresários que não tem dívidas.

Agora eu pergunto: se o empresário não tiver dívidas, não estiver em dificuldades financeiras, então PRA QUÊ, ele vai precisar de ajuda???

É a mesma coisa que se os médicos resolvessem somente dar remédio para pessoas saudáveis, enquanto que os doentes fossem todos empilhados num montinho, para ver se esse bando de doente morre logo de uma vez.

Eu estaria sendo tendencioso?

Eu estaria distorcendo os fatos?

Institucionalmente, esse país sofre de uma covardia congênita, de pessoas que jamais apostam em idéias novas, sempre dão oportunidade para quem sempre teve oportunidades, empresas e grandes corporações que somente fazem parcerias com outras empresas e grandes corporações, muitas delas apinhadas de burocratas sem criatividade e sem coragem para apostar em coisa alguma.

Eu nunca vi uma grande empresa de comunicação fazendo parceria com pequenos estúdios, eu nunca vi uma grande empresa nacional ou multinacional fazer algum negócio conjunto com grupos de artistas jovens, você nunca vê bancos realizarem trabalhos conjuntos com novos movimentos artísticos ou populares, somente acontece algo parecido quando a relação é de patrocínio, de dependência do mais forte excercendo pressão sobre o mais fraco e o utilizando como isca para melhorar sua imagem e ter mais lucro, mas nunca vemos uma relação de igual para igual.

Não vemos empresas de informática investindo parcerias com micro emrpesas com idéias novas para que desenvolvam novas tecnologias voltadas para o consumidor final, todos sempre desenvolvem produtos para empresas grandes, pois não tem um sistema de logísitca para o público final, coisa que somente empresas grandes tem, mas não fazem jamais em parceria com pequenas empresas que tenham boas idéias pois, no Brasil uma ídeia não vale nada, o que vale é o dinheiro das grandes corporações.

Aliás, nem empresas de tecnologia, nem indústria química, nem instituições financeiras, nem montadoras de automóveis, nem grandes confecções, nem fábricas de brinquedo, nem empresas de comunicação, nem mesmo o governo.

Eu, pessoalmente imagino que essa crise possa servir para quebrar idéias pré concebidas imecis que a nossa coamda dominante da sociedade tem de jamais se aliar a criatividade, a inventividade, a capacidade de superação que muito brasileiro sem pedigree tem, e que a gente já ouviu tanto dizerem por aí, mais que as elites insistem em querer matar de inanição.

O mais importante não é o dinheiro, é a capacidade de criar; não é o poder, mas a coragem; não é o berço, mas a inteligência; não é o saldo bancário, mas a imaginação; não é o ter, é o acreditar.

Vivemos uma crise porque ninguém acredita, todos apenas querem; ninguém sonha, todos apenas esperam; ninguém olha ao lado, apenas olha para si; ninguém faz, mas espera que em algum lugar um milagre faça tudo o que deve ser feito.

Quantas vezes eu pude ouvir que atualmente as corporações sabem que não podem contar com a capacidade de realização, superação, criatividade, responsabilidade e coragem de seus empregados, diretores e acionistas e a anos se esforçam em montar sistemas aonde as peças são realmente incapazes e o mecanismo corporativo faz a parte cerebral do trabalho de seu corpo diretor, chefia e quadro de empregados, como se todos eles fossem apenas marionetes.

Me parece que a crise que todos falam não é exatamente aquilo que todos falam, mas apenas a manifestação material de um organismo canceroso que a anos vem apodrecendo, sendo que ainda muitos homens "esclarescidos" e formadores de opinião ainda não despertaram para essa hipótese, e mesmo que tenham pensado nisso provavelmente vão fazer questão de não levar essa hipótese à sério.

Só que uma coisa é certa: se o sistema, seguindo os parâmetros e padrões já adotados fosse bom, não estaria desenbocando em uma crise. afinal de contas conhece-se uma árvore pelos seus frutos.

Um comportamento egoísta gera resultados isolados, um comportamento ganancioso gera resultados miseráveis, um comportamento extrativista gera resultados estéreis, ninguém irá conseguir tirar frutos majestosos de uma planta que não for devidamente cuidada, tiver seu solo devidamente adubado, se não for devidamente regada, podada e tratada contra pragas.

É preciso saber cultivar novos comportamentos, para que os resultados no futuro sejam pelo menos, menos dolorosos do que os resultados de hoje.

27.4.05

Vejam Voces!

Uma vez eu e a minha esposa fizemos uma simulação de uma loja, que se tivesse uma margem de lucro de 30% e vendesse cerca de R$100.000,00 em um mês teria um lucro líquido médio de R$10.000,00 já descontando todos os gastos. Só que uma loja pra vender R$100.000,00 precisa ter um estoque de pelo menos três vezes esse valor. Se fosse um comércio com margem de lucro de 10% e movimentasse R$100.000,00, se pagasse tudo o que deve teria um prejuízo de R$10.000,00 no mês.
Será que alguém ainda tem a ilusão de que nesse país o que se paga de imposto não é um absurdo?

21.3.05

Um pequeno (longo) comentario

Temos no Brasil uma população absolutamente perdida, ignorante, sem acesso à nada, que mal sabe escrever seu próprio nome, com uma sociedade sem nenhum valor agregado, onde o cara que tira vantagem sobre os outros é valorizado. Um sistema de educação que não educa ninguém. Um grau insupotável de corrupção em todos os níveis. Com os meios de comunicação mais interessados em viciar as pessoas do que em esclarescer, porque segundo os que estão "por cima" o povo burro é como uma manada que obedece e é beem mansinha.

Agora imaginem se a situação no campo das artes são melhores do que tudo isso? Infelismente não, esse grau caótico de supervalorização do que não tem tanto valor e de subvalorização do que tem valor é apenas um reflexo do resto.
Frazetta é um mestre, assim como tantos, só que alguém o imitou e alguém viu esse cara e achou que ele era o mestre, e o imitou e esse fato se repetiu inúmeras vezes até que a coisa virou uma bagunça. Seria a mesma coisa que tirar uma xerox de uma xerox de uma xerox, na última mal dá pra saber do que se trata o desenho.

No Brasil o que se entende por desenho é o que se vê em televisão e nas bancas de jornais, e o que se vê nesse lugares?? Na televisão, quase nada,
Às vezes até tem algo interessante, mas a quantidade de Dragonball, Superherói e o escambau é esmagadora, hoje em dia nem mesmo um Pato Donald é possível se ver na TV, e olha que se trata de um mísero e simpático Pato Donald. Nas bancas é a mesma coisa, uma enchurrada de mangá, de superheróis marombados e quase nada de resto. Resto é resto. Até que saem algumas coisas legais em algumas revista e principalmente em livros, mas que lê essas coisas? O povão não lê! Afinal, o povão mal sabe assinar o próprio nome.

Então vocês podem pensar: Ah, então vamo fazê merda pro povo comprááá!!!
O povo na verdade é ignorante e não burro. A diferença entre um e outro é que o ignorante não teve oportunidade de aprender e o burro não quer aprender.

Mas mesmo entre os mais toscos e humildes existe uma fascinação pela beleza da arte. Um carinha de favela sabe quando está num lugar bonito e quando está num lugar feio. Sabe quando vê um rabisco e quando vê uma obra de arte.
Sabe quando ouve uma músiquinha do Zezé di Camargo e Luciano e quando ouve Beethoven. A diferença é que esses pobres coitados engolem porcaria todo santo dia e chega uma hora que eles nem sem importam mais com o gosto ruim
da porcaria. No dia que aparecer um prato refinado eles terão problemas de digestão. Eu já tive a oportunidade de ver a magia que uma pessoa humilde vivencia quando ouve uma boa música ou quando se depara com uma obra de arte. É como se estivessem saindo do inferno e indo parar no céu. Faz bem pra eles, eles se sentem leves. É pena que muitos, pelo tanto de inferno que já vivenciaram acreditam que não são merecedores disso tudo.
Ninguém merece! Literalmente.

E é justamente o fato de eu perceber esse "reflexo" que muitas vezes eu me irrito com mulheres peitudas e mangás. É porque entre quem faz algo de bom e as pessoas comuns existem os verdadeiros burros, que decidem o que é bom sem nunca saberem o que é bom, decidem quem vai ser a bola da vez e o resto que morra de fome. É o cara que quer explorar, que quer gastar pouco para ter o máximo de retorno, mas é incapaz de ver qualidade de vida, melhora no padrão de vida das pessoas,é incapaz de ver uma sociedade mais organizada e mais produtiva, pessoas que sabem mais e participam mais, pessoas com ganho maior e com capacidade maior de movimentação da economia e que aonde todos ganham ninguém perde, só que aonde somente alguns ganham, pode ser que ninguém ganhe nada.

Enquanto isso, os garotos e garotas que sonham em um dia desenharem se matam de tanto desenharem heróis marombados e mangás, mas se você analizar a fundo isso foi tudo o que eles puderam conhecer na vida. Nem adianta descer a lenha nos coitados que a parcela de culpa deles são ínfimas. O que nós fazemos e que devemos sempre fazer é: trabalhar, esclarescer, divulgar, nos unir e não desanimar. É um trabalho de formiguinha, eu sei, mas se a gente trabalhar como as formigas trabalham, vocês podem imaginar o tamanho que o nosso trabalho poderá tomar.
[]'s
Flavio Roberto Mota

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