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14.1.13

Rio 2016, me dá um calafrio...

Esses dias eu recebi uma mensagem dizendo que faltava pouco para os participantes do processo seletivo para a criacão do mascote para as olimpíadas do Rio 2016.

De certa forma, o processo todo da Rio 2016 seja bem mais transparente do que todo o processos da copa, mas isso não significa que os termos para criação do mascote das olímpíadas seja justo.

Enumerarei os motivos:

1- Todos os participantes concordam em ceder seu trabalho,
2- Você terá que fazer a criancão do mascote, mais Models Sheet, Style Guide e tudo o mais para concorrer,
3- Você obrigatoriamente tem que ser associado da SIB, ADG, ADAG, e sabe-se lá o que mais,
4- Não existiu uma única menção ao fato de se escolher os profissionais pela qualidade do portfolio,
5- O valor do trabalho é fixo e não é alto.

Na primeira vez que eu vi o edital e baixei, havia os valores. Não me lembro muito bem, mas os valores, se não estiver enganado, seria em torno de 30.000,00. Um valor bom para uma pessoa ou uma empresa pequena, mas insignificante para uma empresa média ou grande.


Outra coisa que me incomoda é o fato de que se houverem 200 concorrentes, e mesmo se 50% deles só fizerem porcaria, eles irão, ao participar, perder os direitos sobre os seus trabalhos (que são trabalhos completos com model sheet e tudo mais, e não apenas um estudo ou uma ilustração do boneco) e nenhum desses participante irão receber um único centavo por todo o trabalho realizado.


Parece que 8 agências forams seleecionadas para a concorrrência final, e cada uma delas irá receber R$10.000,00 por chegar a etapa final. Valor irrisório para "agências". Sem contar que todo mundo que concorreu talvez ganhe um tapinha nas costas. Perderam os direitos pelo seu trabalho, perderam tempo trabalhando de graça, sendo que poderiam estar trabalhando e pagando suas contas eperderam a concorrência.


Qualquer empresa séria no mercado costuma procurar uns 7 ou 8 profissionais, pede que cada um faça uma apresentação do portfolio e sua fiosofia de trabalho, envie um orçamento e um estudo sobre como o trabalho pode ser. Coisa que se investe no máximo dois dias de trabalho.



Agora, criar o mascote, com model sheet e tudo mais, mesmo que o trabalho seja feito nas coxas vai deomrar pelo menos um mês. Eu disse PELO MENOS.

Outra questão que me incomoda e muito é que criar um mascote para s olímpíadas de 2016 não é vitrine, não é escada pra nada.

Qual trabalho melhor que este, ou mais significativo que este, poderia ser conseguido?

Nenhum.

Pra ser uma exposição válida, o trabalho terá que te dar a oportunidade de você ser visto e escolhido por empresas maiores, para realizar trabalhos maiores, mais importantes e que irão te  remunerar mais e melhor justamente por esses motivos.

Fazer trabalho para vitrine, você faz para empresas pequenas para poder ter portfolio, para poder ter a oportunidade de mostrar para o mercado o seu potencial.

Agora, trabalhar para clientes grandes, É o objetivo profissional de qualquer ilustrador.

Não existe nenhuma vantagem ou benefício em se trabalhar de graça para um cliente grande. Se um cliente desses não te pagar bem, quem irá te pagar?

As pessoas estão, me desculpem a franqueza e falta de polidez, mas fazendo papel de idiotas trabalhando para grandes projetos, grandes clientes, que irão ter um retorno gigantesco, em troca de visibilidade.

Alguém acha que irá se fazer como topando esse tipo de coisa? Çobrando para dar entrevista? Cobrando para participar de festas e eventos como atração?

Ninguém vira celebridade porque vai fazer um mascote para as olímpiadas.

Alguém conhece o criador de algum mascote de olimpíadas que não seja o Mariscal, para as olimpíadas de Barcelona? E ele só é conhecido porque já era conhecido… Ah, a Disney também desenvolveu o mascote para as olimpíadas de Los Angeles.

O criador do Misha, mascote das olimpíadas de moscou, alguém sabe que foi?

Alguém saberia dizer se, entre os criadores de mascote para olimpíadas teve um histórico de aumento considerável de trabalhos depois de realizar a criacão desses mascotes? Me parece que não.

O que costuma ocorrer é que ao criar um mascote para esses eventos, o artista será consagrado e não alavancado.

Quando você é um profissional de qualidade, precisa sim ter um trabalho de destaque para que o mercado o consagre, mas consagração é uma espécie de ponto alto na carreira de uma pessoa. Um trabalho com importância, visibilidade, volume, e retorno proporcional a qualidade de quem o realizou.

Eu duvido que o Lúcio Costa e o Niemeyer criaram Brasília em troca de visibilidade. Eu duvido que Leonardo da Vinci faz a Monalisa em troca de visibilidade, nem Michelangelo pintou a capela sistina ou a pietá em troca de visibilidade. Da mesma maneira, Portinari não fez o painel Guerra e Paz para decorar o hall do edifício sede da ONU em troca de visibilidade.

As pessoas precisam acordar. Eu vejo muita gente topando furada esperando que o próximo projeto valha a pena.

Está na hora de dar um basta nisso.

Tem que compensar hoje, agora e não amanhã.

O amanhã nunca irá chegar, quando chega vira hoje. Façamos com que o hoje (que é certo) seja mais importante do que um amanhã improvável.

18.12.12

Direitos Autorais no isntagram

Eu sempre pensei no Instagram como um potencial meio de expor os trabalhos de ilustração, inclusive permitindo de alguma forma que os detentores de suas contas possam ter alguma fonte de renda com seus trabalhos. Existem alguns sites de venda de imagens em gravuras e posteres, inclusive que permitem que usuários do instagram possam vender produtos com fotos do instagram.

Para nós ilustradores, o Instagram nunca chegou a me parecer o serviço ideal, uma vez que ele funciona perfeitamente em câmeras de celulares e iPads, mas não é tão acessível pra você ficar fazendo upload de imagem que está no computador.

Agora, o fato de se ter um conjunto de filtros preselecionados faz com que o instagram seja sim, um serviço mais voltado para o público amador, mesmo entre fotografos, uma vez que profissionais utilizam programas profissionais para correção de imagem.

Outra característica que faz parte do cerne dos serviços nas nuvens é o fato de que esses serviços são naturalmente pensados para o público amador, por melhor que eles sejam. Basta ver que todos eles são gratuitos. Os serviços pagos são relativamente caros e dispõe de um tipo de suporte mais parrudo, além de terem compromisso com a inviolabilidade e direitos autorais.

Nada mais justo.

Já os serviços gratuitos, como esse aqui que estamos utilizando, para obter receita parte de uma fórmula muito simples: como o dinheiro não provém do pagamento dos seus usuários, ele provém da produção dos seus usuários. É como se cada um de nós fossemos colaboradores dos serviços de internet. Fornecemos inúmeros materiais que são utilizados pelos servidores para ganhar dinheiro como nossas preferências pessoais, e como trata-se de um serviço voltado para amadores (amador em princípio é quem não utiliza aquele meio, ofício, esporte ou conhecimento visando o seu sustento), subentende-se que os usuários não precisam ter assegurado nenhuma garantia quanto aquilo que produz, mas o serviço, que precisa de dinheiro para obter uma fonte de renda precisa.

Essa é a base de todo serviço de computação nas nuvens gratuito. É em cima desse princípio que empresas como o Google e Facebook investem milhões todos os anos para viabilizar a computação nas nuvens.

Não existe almoço grátis, e todo mundo se esquece que flerta com o capeta nesse negócio. Quando houver milhares de pessoas criando, desenvolvendo trabalhos, idéias e produzindo coisas de qualidade eles darão o bote de surpresa.

Mas as pessoas, claro, acham que esse tipo de pensamento é apenas uma paranóia.

Aí aparece o Facebook querendo mudar seus termos, um Instagram forçando seus usuários a abrir mão dos direitos autorais ou o Google oferecendo um contrato absurdamente draconiano para usuários de seu navegador e as pessoas, algumas, ficam alertas.

Mas a fórmula já foi, composta. A questão é quando ela entrará em vigor. E a maioria das empresas aposta em colocá-las em vigor quando as pessoas, já acostumadas e dependentes de seus serviços e crentes de que não existe absolutamente qualquer problema em ceder seus direitos para elas, mentalidade perceptível quando percebemos algumas pessoas acharem que chiar por essas questões seja apenas uma atitude de velhos ranhetas (acreditem, hoje em dia muita gente já pensa assim).

Quando essa mentalidade entrar em vigor, as conexões serão em média bem melhores das de hoje, haverá bem menos necessidade de fazer upgrade de máquinas, pois a velocidade de conexão e o espaço disponível para armazenamento de dados em servidores for gigantesco e as máquinas chegarem num patamar de excelência em processamento de imagem e audio, pro exemplo.

Por isso já faz alguns anos que os computadores pararam de evoluir a velocidade de seus processadores da maneira vertiginosa com que evoluíam nos anos 90 (dobravam o clock a cada 6 meses).

Quando tudo isso for realidade, por outro lado os serviços de computação nas nuvens terão uma quantidade quase inesgotável de imagens, textos, música e filmes para que seus assinantes tenham acesso, tudo mediante um pagamento bem modesto pelo serviço (alguém já viu algo semelhante, como os Netflix da vida?).

E aquilo que você fará parte da grande comunidade mundial da nuvem, não será propriedade de ninguém mas terá acesso da humanidade inteira (o velho xaveco da internet, ah, claro que o proprietário será o serviço mas ninguém notará isso). Quando uma agência de propaganda por exemplo quiser usar um vídeo do Youtube para sua campanha mundial de lançamento do mais novo e moderno automóvel do mundo, quem vai ganhar $$ será o Google. Aliás isso já acontece, mas o usuário ganha uns caraminguás.

Para nooooooooossa alegria…..

O problema é que pelo menos na nossa legislação de Direitos Autorais existe sim a possibilidade de um autor cede sua obra para qualquer um, para sempre, e esse item, somente ele é o calcanhar de Aquiles dos Autores.

O pior de tudo é que quase ninguém enxerga isso. São alvos fáceis nas mãos dos interesses das corporações e sempre caem na armadilha, de quando alguém menciona o fim da possibilidade de sessão, pensar logo que não poderá mais baixar aquele filme ou seriado na internet, aquela história em quadrinhos ou a discografia do seu artista preferido. Se esquece que ele mesmo, se por um lado tivesse que desembolsar algo para que seus artistas prediletos sejam recompensados financeiramente, por outro teria a certeza de que receberia uma recompensa em dinheiro pelo reconhecimento de seu próprio trabalho.

O meu esforço, particularmente, sempre foi e sempre será para fazer com que as pessoas enfim abram os olhos para exigir a única coisa da LDA prejudicial aos autores: a cessão total de direitos.

Não importará Instagram, Google, Facebook, Twitter, Blogger, ou o diabo a quatro querer que você ceda os seus direitos se na legislação esse tipo de prática for ilegal.

Enquanto isso, artistas, iniciantes, autores, e usuários brigam com empresas, levando um enorme tempo e um enorme desgaste para  para mudar contratos e atitudes, sendo que poderiam se esforçar e batalhar para modificar uma única coisa, uma única vez.

[]'s

31.10.12

Reflexão Política/Educação

A camada dominante do nosso país a partir de 1964, logo depois do golpe de estado, chegou a uma solução aparentemente milagrosa para controlar a massa: acabar com a qualidade da educação do país. Assim o povo emburrece e uma população burra se controla fácil. O problema é que nada no mundo é previsível com 100% de certeza. Hoje em dia muitos dos que iniciaram esse processo está cada vez mais fora do círculo do poder. Os outros que desde então assumiram o controle do país acharam a idéia muito boa e ainda hoje pouco se fez para melhorar a qualidade da educação. Em alguns casos, o esforço na área da educação foi pra piorar mais ainda a sua qualidade. Hoje em dia a porcaria educacional é informatizada, com internet e acesso ao Facebook para que os alunos tenham a ilusão de que aprendem, tomando seu tempo com discussão de banalidades. Atualmente é fácil ver que as pessoas valorizam demais a presença de computador, tablet e mais um monte de porcaria, como projetor e DVD em sala de aula, baixam trabalhos inteiros da internet sem sequer se dar ao trabalho de mudar a fonte da letra, pegam apresentações de powerpoint em seus pendrives e nunca irão sequer abrir essas porcarias, mas terão uma infinidade de arquivos em seus backups. Em compensação, se vê cada vez menos as pessoas preocupadas em saber o real conteúdo das matérias, em discutir, em questionar, em procurar soluções, em ser lógicos e perceber que lógica é uma coisa universal, uma vez aprendido se utiliza em todos os campos do conhecimento com eficácia. Mas como sempre, nada é 100% previsível e o emburrecido povo continua não obedecendo as tentativas de condução cega daqueles que se consideram esclarecidos, que (ironia do destino), por total falta de parâmetros do que vem a ser realmente um assunto de qualidade, cada vez mais se emburrece também por não mais encontrar incentivo intelectual e assim mergulhamos numa nova idade média, em pleno século XXI... Nesses quase 40 anos de vida eu já cansei de ver as pessoas gastando horas discutindo como se estivessem correndo atrás do rabo sem conseguir sequer vislumbrar soluções que são óbvias, por total falta de capacidade de perceber as coisas a sua volta. Muitas discussões ainda hoje não terminaram e outras tantas foram até esquecidas por total falta de capacidade de perceber suas soluções. Para piorar, as pessoas ao ler relatos como esse que eu estou fazendo, ao invés de despertar suas consciências e se esforçar para sair de seus círculos viciosos, se sentem ofendidas e preferem me atacar. Esse último caso remete ao clássico conceito da besta: animais tão irracionais que avançam até mesmo sobre aqueles que irão alimentá-los, e por isso mesmo são seres incapazes de serem domesticados. E para tornar todo o cenário ainda mais bestial, você percebe que todos aqueles que se esforçaram das tripas coração para tornar nossa sociedade tão lastimável, depois de uma vaga sensação de poder e superioridade, percebem o quanto tudo isso é frágil, pois um belo dia a morte vem e nada mais resta, senão apenas um campo intelectualmente devastado e um ingênua infelicidade de pessoas que, embora ignorantes, ainda tem esperança de que, em algum momento serão libertos de sua pobre condição. Mas como nada é eterno, tudo isso um dia será passado e o esforço para dominar o outro será completamente em vão assim como toda a superficial superioridade de nossos líderes.

6.10.11

Jobs e Eu




Desde a minha infância eu sempre tive duas paixões: desenhar e computador.

Desenhar foi algo que eu sempre fiz, segundo minha mãe antes mesmo de eu saber pegar num lápis.

O computador, no entanto, foi uma paixão que demorou um pouco mais para aparecer em minha vida. Mesmo assim eu admito ser mais sortudo do que a grande maioria das pessoas da minha época e da minha cidade. Eu morava em Sorocaba e somente tive acesso ao computador graças a um tio meu que sempre foi abastado e podia se dar ao luxo de nos permitir conhecer essas coisas, enquanto que o máximo que os meus demais amigos de escola conheciam era uma bicicleta ou uma bola de capotão.

Em 1984 eu enfim conheci meu primeiro computador, embora nem fosse um Macintosh, mas um singelo TK 82-C com incríveis 2KB de memória RAM, sem HD, preto e branco, sem som e que lia arquivos que eram gravados em fita cassete.

Mesmo assim, a partir desse dia eu literalmente comecei a sonhar com computadores que eram super avançados, que permitiam desenhar, pintar, fazer coisas incríveis segundo a minha concepção de criança, embora na época e no Brasil da época tudo isso só poderia mesmo ser um sonho.

Os anos foram se passando e também os modelos de computador que eu cheguei a usar também foram mudando, mas até então computador sempre me pareceu uma coisa completamente distante do desenho, da arte, e, em silêncio, eu ainda sonhava com o dia em que eu conheceria um computador que me permitisse desenhar.

Em 1991, depois que eu me mudei definitivamente para São Paulo para trabalhar, eu um belo dia conheci enfim o Macintosh. Foi num estúdio de um ilustrador.

Me lembro até hoje como foi. Parecia que aquilo era mentira, parecia um sonho. O computador já era perfeito, tinha imagens perfeitas, dava para fazer tanta coisa, imagens perfeitas tal qual eram de verdade. Eu admito que nem mesmo nos meus sonhos mais loucos eu havia imaginado que um computador pudesse fazer aquelas coisas todas.

De lá pra cá eu literalmente viciei em Mac, não compreendia como alguém podeira achar um PC algo bom, era visível (pra mim sempre foi) a diferença entre as duas plataformas.

Um computador era apenas uma calculadora crescida, o outro era o paraíso na Terra.

Aos poucos me foi caindo a ficha de que ilustrar era algo completamente viável de ser feito tendo um Mac como ferramenta básica. Muita gente no entanto achava que o Mac seria na verdade uma espécie de inimigo número 1 dos ilustradores e que em pouco tempo nenhum ilustrador conseguiria trabalho, acho que apenas eu na época acreditava que o compuador poderia ser o meu melhor amigo.

O tempo foi passando e minhas suspeitas foram se confirmando.

Até que um belo dia, no auge da crise da Apple eu conheci a figura de Steve Jobs. Tudo aquilo tinha sido fruto dos esforços de um homem que como poucos conseguia montar uma equipe notável, ter idéias notáveis e fazer produtos notáveis.

Jobs voltou a Apple, e de quebra, o mundo todo ganhou com isso. Eu também ganhei, e ganhei muito com isso, e duvido que eu pudesse desempenhar minha profissão tão bem quanto eu posso desempenhar hoje em dia se não fosse a visão desse homem.

Hoje definitivamente tudo isso é história, talvez não voltemos a ter outro personagem a nos influenciar tão significativamente em nossas vidas quanto Steve Jobs nos influenciou direta e indiretamente. Ele me fez aprender que é possível ir além, é possível pensar e realizar coisas que a grande maioria não pensa ou não acredita. O estúdio que fundamos é também uma forma de colocar esses princípios em prática, por isso Jobs não apenas criou a máquina com a qual eu trabalho mas me ensinou o princípio pelo qual eu utilizo o meu trabalho.

E tanto eu quanto muitas outras pessoas hoje em dia apostam no novo, apostam em quebrar barreiras e paradigmas porque viram nas atitudes de Steve Jobs o exemplo mais perfeito desse princípio.

Hoje eu acredito que saber pensar de maneira diferente e fazer a diferença é o caminho do nosso século, e posso dizer com toda certeza que Jobs não simplesmente nos apresentou o Ipad, o Itunes ou o iPod, ele nos apresentou o futuro.

29.3.11

Contrasenso Ilustrativo

Pergunta: Você não acha um contrasenso, com toda tecnologia voltada para a comunicação como a internet, um ilustrador ao invés de abrir-se para o mundo, se restringir para atuar apenas na sua região?

Resposta - Seria um contrasenso, se regionalmente os ilustradores tivessem um padrão técnico, uma capacidade profissional que os clientes regionais não pudessem suportar por não necessitar a totalidade das potencialidades do ilustrador.

No entanto não é isso o que acontece. As empresas de uma forma geral nem sabem para quê serve o trabalho de um ilustrador, e o ilustradro também não sabe também qual seria a utilidade do seu trabalho para esses clientes.

Aí está o grande furo.

Eu acho que as coisas rolam no sentido de um passo por vez.

Qualquer profissional de ilustração primeiro precisaria conhecer as potencialidades do seu trabalho na sua região, para depois trabalhar, com paciência no sentido de mostrar, provar para o empresariado da sua região os benefícios que o seu trabalho pode trazer para eles.

Trabalhos como criação de persoangens, quadrinhos institucionais, manuais de treinamento, são simples exemplos que podem ser feitos para supermercados, padarias, oficinas mecânicas, lojas, indústrias das mais diversas e esse tipo de empresa existe espalhado em todo o Brasil.

Trabalhos mais expecíficos podem ser propostos para os clientes num segundo momento, desde que nessas empresas já exista uma cultura de utilização de ilustração.

O problema é que o ilustrador costuma pensar apenas em sentar na prancheta e desenhar, e assim não chega a lugar algum.

Quando você opta por sair de sua região, para atuar nos grandes centros urbanos, a probabilidade de conseguir sucesso profissional é muito baixo, demanda muito tempo, muito esforço, e também uma boa dose de sorte.

Se o ilustrador estudar as empresas da sua região, vai demorar o mesmo tempo praticamente, para evangelizar e conquistar clientela, sem contar que estará abrindo novas frentes de mercado que não saturadas (ao contrário do que acontece nos grandes centros) com a vantagem de ter um custo de vida bem mais baixo do que o que se tem nos grandes centros.

Por outro lado, essa idéia de que uma vez que você esteja na internet, terá uma janela aberta para o mundo inteiro é uma injenuidade sem cabimento, desde que estourou a bolha das empresas ponto com, ninguém que trabalhe com internet pensa e nem age assim.

Aliás, houve a bolha justamente porque inúeras empresas invetiram toneladas de dinheiro pensando que iriam dominar o mundo e isso não aconteceu.

Nem o Google, trabalha e pensa assim.

Quem já trabalhou com o Google sabe muito bem que hoje em dia ele procura dispor aos seus clientes mecanismos que aumentam a eficiência das empresas porque justamente procura mostrar as empresas que estão na internet para os seus potenciais clientes que estejam mais próximos.

Qualquer cliente, seja ele quem for, quer clientes bons e que estejam próximos de dele, que permita um contato pessoal, exclusivo, de qualidade. Os clientes que preferem clientes sem esse contato mais personalizado são clientes com perfil qualitativo baixo, e, dependendo do cliente, pode não compensar.

Outra coisa que é preciso levar em conta é que quando se fala "mundo todo" as pessoas pensam em pegar clientes que estejam nos EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Japão, só país de primeiro mundo.

Só que precisa querer focar em países como México, Argentina, Chile, Equador, Emirados Árabes, Turquia, Grécia, Índia, Coréia, Catar, África do Sul.

E é preciso montar todo um sistema de cobrança capaz de trabalhar com todos esses países. Agora, ilustrador não gosta nem de alugar um ponto comercial para ter um estúdio fora de casa, vai querer investir nesse tipo de coisa?

Para se chegar num ponto como esse é preciso primeiro conquistar a sua região. Se o seu trabalho for bom demais para se restringir apenas a sua região, então vale a pena investir nos grandes centros. E se mesmo assim os grandes centros do Brasil for pouco (coisa que nem o 6B estúdio acha) então você deve investir numa carreira internacional.

Outra coisa importantíssima, quando você pensar em concorrer com profissionais de outros países, é preciso também saber se o nível do seu trabalho é igual, inferior ou superior ao dos profissionais do local. Só para se ter uma idéia, o nível dos ilustraodres da Argentina é muito mais alto do que o dos profissionais daqui, e ninguém aqui quer entrar no mercado argentino.

Imagine o nível de profissionais do Japão, França, EUA, Canadá, Alemanha...

23.3.11

O Mercado Pode Melhorar?

Pergunta: Como você acha que o mercado de ilustração pode melhorar?

Resposta - Melhorando o ilustrador, sendo ele um artista com melhor qualidade.

Um profissional mais focado, mais objetivo.

Sendo mais sério quando se trata de negócios, procurando ser um administrador de verdade, um comerciante de verdade.

Precisa querer agregar mais noções, novos princípios de negócio.

Precisa ter vontade de abrir novas frentes de trabalho (volto a insistir) para diminuir a concorrência entre nós.

Precisa agitar mais o intercâmbio de conhecimento, intercâmbio de experiências profissionais difundir princípios práticos de negócios para nossa área que são bem sucedidos e podem ser bem sucedidos.

Coisas que pessoas de outras áreas profissionais fazem constantemente.

17.3.11

Mercado ruim

Pergunta: Você não acha que essa história de que o mercado está ruim é exagerada? Embora eu esteja na área a pouco tempo, não acho que a coisa seja assim tão ruim.

Resposta - Tem uma coisa que eu aprendi nessa vida que tudo é relativo.

Quem está no mercado a apenas 5 ou no máximo 10 anos não conseguiu ver o panorama muito diferente daquele que temos hoje, por isso não consegue compreender que tanto eu reclamo que o mercado está ruim.

Quem tem mais de 15 anos de mercado já consegue saber como ele era anos atrás.

Eu comecei no inicio dos anos 90, alias, em 1990, para ser mais exato.

Embora fosse moleque, eu via que se vivia uma época econômiica péssima no Brasil, era época do Plano Collor, estávamso saindo da maior hiperinflação que esse país teve para o completo arrocho.

Tudo a nossa volta respirava um ar de insegurança quanto ao futuro, só que entre os ilustradores havia um pique, um ânimo, um gás muito maior do que hoje em dia.

Haviam muito menos pessoas no mercado e muito menos pessoas querendo entrar no mercado.

Mesmo com toda crise econômica, muita gente conseguia fazer quadrinhos e acreditava-se sim que era possível viver de quadrinhos para o mercado brasileiro.

No mercado editorial eu não sei como era, pois não tinha contato, mas o mercado publicitário estava prestes a se revolucionar e acabar com os postos de muitos ilustradores, pois foi justamente nessa época que o computador invadiu as agências de propaganda.

Muita gente jurava de pé junto que a profissão de ilustrador iria se extinguir em, no máximo 10 anos.

Mas havia trabalho, eu, mesmo como um mero assitente de arte, responsável por montar anúncios na agência de propaganda que eu trabalhava conseguia pegar bastante trabalho freelancer, isso sem ficar batendo de porta em porta em agências ou editoras.

Uma coisa rara de acontecer hoje em dia.

Eu chegava a ganhar quase 6 vezes mais do que o meu salário, só com freelance, e sem ficar prospectando cliente.

E isso, porque era uma época economicamente ruim.

Naquela época bastava você bater na porta de uma agência ou editora, ligar, marcar uma entrevista e nem precisava assim tanto de indicação, todo mundo te recebia, e quando via o seu trabalho, muitas portas se abriam, porque o pessoal via que a eu não era amador.

Hoje em dia, um cliente qualquer muitas vezes nem conversa por telefone com você se você não for indicado. Te pede para passar um e-mail e nunca mais te retorna.

Quando alguém te procura facilmente, na maioria das vezes é trabalho no risco e mesmo assim tem um monte, mas um monte mesmo de outros ilustradores que seriam capaz de enfiar uma faca no seu bucho para pegar aquele trabalho no risco.

Agora, me digam, será que o mercado atualmente é assim tão bom?

1.3.11

Ilustrar pelo interiorzão

Pergunta: Você acha possível que uma pessoa possa trabalhar como ilustrador em Goiás, no Mato Grosso, Roraima sem ter que vir para os grandes centros? Como?

Resposta - Porque não? O que eu acredito é que nessas regiões exista mercado pronto aonde basta chegar e se instalar.

Mas é preciso que os ilustradores dessas regiões terem uma visão de realidade de seus mercados para que possam adequar o trabalho de ilustração as demandas regionais.

Primeira coisa que existe é a memória da sua região. Isso por si só já traz uma necessidade de resgate da memória e da história de cada lugar desse país.

Existe tanto na indústria automotiva, química, petrolífera, mineração, de tecidos, de vestuário, calçados, no comércio segmentado ou popular, nas empresas de prestação de serviços como o de telefonia móvel, internet, midia indoor, imprensa, televisão, nas ações sociais e nos meios sociais inúmeras oportundiade de se trabalhar com ilustração.

Oportunidades essas que são desperdiçadas diariamente, porque os ilustradores pensam somente me fazer ilustração para livro, revista e historia em quadrinhos.

É preciso trabalhar para que cada região tenha o hábito de trabalhar as suas formas de comunicação com ilustração, isso gerará a demanda necessária a absorção da mão de obra excessiva de trabalho em ilustração e poderá, a seu tempo fazer com que a profissão seja naturalmente reconhecida, aceita e respeitada.

O caminho que temos atualmente é igualmente espinhoso, não oferece qualquer perpectiva de melhora ou aumento de demanda de trabalho e a muitos anos gera os resultados que vemos de cada vez menos se pagar menos, cada vez mais haver concorrência desleal e desgasta a ilustração por excesso de oferta de mão de obra.

Uma pessoa que resolva trabalhar para a sua região pode levar de dez a quinze anos para ter sucesso, mas se resolver arriscar nos grandes centros urbanos, a probabilidade de sucesso também gira por volta de dez a quinze anos.

17.2.11

Ilustradores Unidos

Pergunta: Por que você defende tanto a união de ilustradores para formar estúdios?

Resposta - É quase inconcebível na minha cabeça ilustradores que dominam tecnicas, mercados diferentes fiquem isolados enquanto que todos poderiam se unir, realizar trabalhos maiores, se lançar com mais afinco no mercado, se fortalecer.

A união é uma forma de somar além da simples progressão aritmética.

Numa equipe aonde existem duas pessoas em sintonia, pensando em com objetivos semelhantes, o resultado não é igual ao resultado de dois ilustradores, mas de três ou até mesmo de quatro.

Muita gente se priva de vivenciar esse tipo de conquista para si.

Deveriam arriscar um pouco mais.

Existe chance de car errado? Claro, tudo no mundo é assim. Da mesma forma como ficando sozinho a chance continuará existindo.

A única coisa que eu defendo é uma união não só de indivíduos, mas de ideais, de princípios e de interesses.

4.2.11

Rigidez é tudo de ruim?

A gente, na condição de brasileiro está acostumado, desde muito cedo a lançar mão de recursos alternativos para conseguirmos alcançar os nossos objetivos, uma vez que a conquista de inúmeras coisas são extremamente injustas.

Isso acontece no que diz respeito a educação, cultura, conhecimento tecnológico, conquistas sociais e benefícios das mais variadas naturezas.

Conseguir subir na vida, tanto do ponto de vista social quanto do ponto de vista profissional no Brasil é um verdadeiro parto. Vivemos numa sociedade, infelismente, que não foi talhada para ser uma terra de oportunidades. Vivemos ainda num país aonde existem pessoas afortunadas que nasceram em berço explêndido, com dinheiro, cultura e oportunidades e para essa pessoa, mesmo diante de uma má vontade em se realizar grandes conquistas, se consegue ter êxito com mais facilidade do que aquele que teve a infelicidade de sair das camadas mais humildes da população.

Vivemos numa sociedade muito pautada naquilo que cada um possui, honrarias, conta bancária, currículo, descendência e títulos e não da o devido valor as habilidades, conquistas, talentos, força de vontade e caráter.

Só que nos mais de 500 anos de história, esse país viveu numa realidade aonde estando tudo do jeito em que sempre esteve, nada pode existir de tão preocupante ou ameaçador, afinal de contas nós empre fomos subdesenvolvidos, sempre fomos uma espécie de povo de terceira linha, pessoas que nasceram para obedecer, para sermos servos, peões e, quem sabe, ficar feliz com alguma conquista no futebol.

De repente, de um tempo pra cá, houve, principalmente depois da crise que assolou o mundo em 2008, um panorama de crescimento no Brasil aonde algumas pessoas já começam a acreditar que é possível não apenas ser um obediente país de terceiro mundo, mas algo a mais, com maior independência econômica, tecnológica e cultural. Hoje se percebe que podemos ter uma identidade própria e nos impor no mundo de maneira construtiva.

Curiosamente toda essa tendência veio acompanhada de uma abertura de oportunidades, uma mudança mesmo que inicial da forma como os caminhos a serem traçados para dar a mais pessoas oportunidades de crescer, que devemos entender ainda como não sendo suficiente, e mesmo assim mudando e muito o panorama e a perspectiva de futuro entre cada um de nós.

No entanto, o que briga para que todas essas possibilidades sejam reais, na verdade reside em nós mesmos, na natureza da nossa sociedade. O brasileiro é um povo por natureza solícito, prestativo e amigável, mas falta algumas características importantes para fazer de nosso país algo homogêneo e melhor. Vivemos durante anos nos adaptando as dificuldades, em vários sentidos e nessas adaptações nos tornamos especialistas em encontrar saídas, espaço em excessões. Isso faz com que as pessoas que tenham ou um maior acesso a educação e cultura seja uma excessão, ou uma carga tributária mais justa uma outra excessão, ou maiores oportunidades outra excessão.

E nos esquecemos que ainda a regra geral é muito dura. Uma vez que as nossas necessidades foram resolvidas, não nos importamos se o resto da sociedade não desfruta dos mesmos privilégios que nós. Ainda somos muito egoístas.

Ajudamos com uma certa boa vontade na hora do desespero alheio quando alguém tem sua casa destruída pelas enchentas, mas não presamos para que as casas somente sejam construídas em áreas seguras. Nos indignamos com a criminalidade em bairros carentes aonde não existe acesso a educação, cultura e lazer, principalemtne se o fruto dessa carência for assaltar a nossa casa, mas na verdade nem nos preocupamos em oferecer para essas comunidades o acesso a educação, lazer e cultura.

Temos uma legislação com tantos detalhes para que um estabelecimento seja aberto, paradoxalmente quando abrimos um negócio qualquer procuramos apenas obedecer algo que entendemos o básico. E o pior disso é que qualquer um que queira seguir um pouco além daqui que entendemos ser o básico, aos nossos olhos e aos olhos de muitas outras pessoas são "trouxas".

Erramos pelo excesso de rigidez, pela dificuldade em fazer com que a nossa sociedade seja mais aberta e erramos por excesso de permissividade, aonde acreditamos que nós não precisamos fazer tanto para garantirmos a nossas conquistas.

Em resumo: somos rígidos demais para com o outro e moles demais para conosco mesmos.

E o reflexo é que muita gente pode ter chegado nesse ponto do texto e pensado com seus botões: mas aposto que ele não olha para os defeitos dele!

Gente! Falta humildade geral! Nenhum de nós e nem eu tenho moral para apontar os defeitos alheios, mas alguém e nesse caso sou eu quem está se prestando o papel de expor não o meu nem o seu defeito, mas o nosso.

Esse país será muito melhor no dia em que cada um de nós olhar para o seu próprio rabo e se esforçar para sermos pessoas melhores, ao invés de querer que o outro, que o irmão, que o filho, que o patrão, que o vizinho, que o empregado, que colega do lado seja melhor, enquanto que acreditamos piamente que nós mesmos não temos nada em que precisamos nos melhorar.

Quando algum defeito nosso se torna evidente, a gente sempre tem uma desculpinha pronta: mas eu sou assim mesmo, não vou mudar.

Curiosamente, a gente exige que os outros mudem.

O nosso problema reside em não pensar no conjunto, em deixar de fazer as coisas pensando que vivemos com outras pessoas em nossas casas, nosso bairro, nossa cidade, nosso país. A gente pode até fazer algo por alguém desde que esse algo não nos prive de nada.

A satisfação pessoal vem em primeiro lugar. Deveria ser difrente.

Deveríamos pensar na satisfação coletiva, em atender o interesse de todos, em ao fazer qualquer coisa, por mínima que seja, fazer algo pensando que estamos vivendo em sociedade e que estamos cedendo para tornar a vida de todos melhor e que isso não implica de maneira alguma em prejuízo porque nós fazemos parte da coletividade e que o outro ao seu turno também irá fazer a sua parte.

Isso é civilidade. Isso é educação. Isso é sinal de um país desenvolvido, de uma sociedade desenvolvida.

Enquanto pensarmos em fazer pensando apenas nosso bem estar vai continuar tendo gente que não respeita as regras de trânsito, vai continuar existindo gente jogando lixo no chão, vai continuar existindo gente sonegando imposto, vai continuar existindo gente fazendo esquema para ganhar por fora, vai continuar existindo corrupção, vai continuar existindo exploração, vai continuar a existir incoerência na nossa sociedade.

Acreditamos que ser educado, civilizado, bom e respeitoso é falar sempre palavras doces, açucaradas, é falar em tom baixo, é ser sorridente, é pentear o cabelo e engraxar os sapatos, é ficar quieto e escolher palavras suaves para fazer parte do nosso vocabulário.

No entanto pensamos verdadeiras monstruosidades e quando ninguém está vendo ou ninguém vai te "pegar" você faz coisas do arco da velha, fazendo com que Maquiavel ficasse corado se visse seus atos.

As pessoas aprender a apenas parecer serem sérias, manterem a aparência de profissionais e honestas. Qualquer pessoa que não se enquandre perfeitamente num perfil de bom moço, inteligente, culto, bonito e respeitador é digno de nossa investidas até que essa pessoa possa desaparecer por completo.

Não precisamos ser rigidamente honestos, basta que a gente atenda a alguns requisitos básicos. Assim como na hora de abrir um negócio novo, embora existam muitos regras a serem seguidas, a gente faz um bem bolado e está tudo certo.

Mas vivemos num mundo aonde o mundo inteiro, literalmente é nosso mercado e nosso concorrente, aonde não temos para onde fugir, aonde não adinata aqui não haver oportunidades, porque outros países dão oportunidade para a sua população e eles irão nos devorar sem piedade.

Porque outros países oferecem aos seus cidadão educação de qualidade, cultura e saúde e esses países são e serão mais competitivos do que nós, são e serão melhores mercados do que nós, são e serão os celeiros da tecnologia, da ciencia, da filosofia e serão aqueles que irão comandar o resto do mundo. Eles serão os donos e nós, seremos os "flanelinhas" do planeta.

Sim, é para isso que ainda o nosso país está se preparando, para pegar o que sobrar, talvez para fazer aquilo que ninguém quer fazer.

Isso porque levamos tudo na moleza, precisamos levar o mundo um pouco mais a sério, sermos mais rígidos quanto a nossa estrutura, quanto a nossa formação, quanto a encarar as nossas limitações e defeitos também, em trabalhar para corrigir os nosso problemas sem achar que tudo é ofensa, precisamos ser mais unidos e pensarmos menos apenas em nós mesmos.

Precisamos obedecer mais as leis e as regras, e se elas forem muito rígidas, então que mudemos elas para serem menos rígidas e não simplesmente virar as costas como se as leis e as normas não exsitissem.

Nós deixamos passar um monte de coisa, mas o resto do mundo não deixa e sequer percebemos quantas oportunidade perdemos todos os dias por causa disso. Precisamos de uma vez por todas aprender a valorizar oconhecimento, a cultura, o talento, o caráter das pessoas e a oferecer a essas pessoas mais e melhores oportunidades, a seguir regras, leis, a pensarmos em conjuto, naquilo que é melhor para todos, em ter prazer pelo trabalho, pelo estudo, pela construção de uma realidade melhor para todos.

Vivemos o resultado de mais de 500 anos de egoísmo, corrupção, desrespeito as leis e as instituições e o que temos ainda é muito aquém de uma sociedade boa ou justa.


Devo admitir que a alguns anos muitos passos já foram dados no caminho certo, mas ainda temos muito o que caminhar, e já começamos a esbarrar em defeitos enraizados em nós mesmos, e esses somente com muita força de vontade e um entendimento que é para benefício de todos nós é que poderão ser corrigidos.

Eu podia falar aqui sobre defeitos de ilustradores, defeitos meus, defeitos dos políticos, mas a verdade é que estou falando de defeitos que convivem intimamente com cada um de nós. Muita gente se recusa a aceitar esse tipo de crítica, diz sistematicamente: eu sou honesto! Talvez falte essa rigidez em pesas seus próprios atos.

Ser rígido no que diz respeito a auto crítica não é tudo de ruim, é uma forma de se antecipar a tudo e corrigir seus próprios defeitos.

A rigidez é ruim quando empregada para medir ou julgar os outros, mas para nós é como minha vó dizia: um santo remédio.

20.1.11

O Papel do Ilustrador, novamente

Pergunta: Qual você acha que deve ser o papel do ilustrador?

Resposta - Boa pergunta. Todo mundo cumpre um papel na sociedade, mesmo não querendo, mesmo pensando que não tem um papel a cumprir.

O ilustrador pode ter um papel muito mais abrangente, muito mais importante para a sociedade do que ele pode imaginar.

O ilustrador precisa ter consciência de que seu trabalho pode servir para eslcarescer, alfabetizar, orientar, entreter, animar, alertar, provocar, acalantar, contar histórias, representar idéias, embelezar, e tudo isso de inúmeras formas, com inúmeras aplicações.

Se combinadas, ilustrações, quadrinhos, tiras, caricaturas, pnturas, cenários, maquetes, personagens, cartuns, vinhetas, animações, patterns, composições podem aumentar a visibilidade, aumentar a potência da eficácia na hora de se transmitir uma mensagem.

Pode ainda ser acrescida de história, conceito, temas e princípios, se transformando em material composto útil a muitos tipos de empresa que não apenas de comunicação, mas comércio, prestação de serviço, indústria, ONGs e muito mais.

Os ilustradores precisam, no entanto, levantarem a possibilidade de que aquilo que fazem pode ter um papel construtivo ou destrutivo no mundo.

Enquanto os profissionais não tiverem predisposição para discutir esse tema e propor caminhos e funções para os seus trabalhos, a ilustração será apenas um mero reforço de comunicação comercial.

Ao agregar valores, a ilustração também poderá ser algo mais valioso inclusive na sua utilização comercial.

10.1.11

Regulamentação Ideal

Pergunta: Uma vez você disse que podem existir vários tipos de regulamentação na profissão de ilustrador. Qual o tipo de regulamentação você acha o ideal?

Resposta - Pra mim, a regulamentação ideal passa por uma associação de classe, que possa oferecer treinamento e assistencia aos seus associados, intensificar o intercâmbio entre os associados, oferecer um serviço de registro de ilustração mais adaptado para a realidade do nosso mercado, a criação de um prêmio anual para os profissionais de ilsutração.

Também passa pela criação de métodos de ensino de desenho tanto para alunos do ensino médio, quanto para ensino profissinalizante e superior.

Incentivo a abertura de novos mercados, novas frente de trabalho para a ilustração, análise quantitativa e qualitativa do mercado de ilustração, incentivo a criação de estúdios de ilustração e aproximação com os governos visando criar código CNAE específico para a nossa profissão e o reconhecimento.

No momento eu não vejo motivos para uma regulamentação nos moldes da OAB, por exemplo. No entanto, essa história pode ser facilmente modificada, principalmente com esse pessoal que declara não ser ilustrador continuar participando do mercado reservado a nós de maneira irresponsável.

Eu não concordo com esse tipo de coisa, aliás, acho que se a gente conseguir chegar nos pontos citados antes da regulamentação com registro profissional e o escambau já forçosamente faria com que o mercado pudesse encontrar um ponto de equilíbrio.

23.12.10

Função Social do Ilustrador

Pergunta: Qual a função social de um ilustrador?

Resposta - Deveria ter. Praticamente não tem. Mas nunca se preocupou em ter. É uma grnde falha. mas como os ilustradores não tem o hábito de pensarem em conjunto nunca puderam excercitar a possibilidade de assumirem um papel, uma função social.

Só que existem papéis que os ilustradores, institucionalmente poderiam desempenhar.

Mas para isso é preciso gastar "tutano" e se esforçar.

Quem sabe um dia tenhamos condições para desempenhar uma função social definida?

Eu sei que atualmente a preocupação maior de quase todos nós é em ter mercado, conseguir se manter no mercado, mas um tema como esse é qualitativo e pode, a partir do momento em que nós possamos definir uma ou mais funções sociais aliadas a nossa profissão, dar uma novo impulso profissional.

13.12.10

Influências

Pergunta: Quais os artistas que mais te influenciaram?

Resposta - Essa é tão boa que pode ser que eu não cosiga responder completamente.

Eu, quando criança me influenciei, por incrível que pareça com figuras cômicas. É verdade. Meu primeiros ídolos foram Jerry Lewis, Charlie Chaplin, Ronald Golias, Renato Aragão, Torresmo e Pururuca...

Quando eu cresci e comecei a me interessar por desenho eu me apaixonei pelos desenhos da Disney. Os desenhos animados do Pato Donald, os longa metragens com histórias como A Branca de Neve e os Sete Anões, Bernardo e Bianca, Fantasia, Cinderela, A Bela Adormecida, Você já foi a Bahia? 101 Dálmatas, Mogli e por aí vai. Junto disso eu me interessei pelas aventuras dos quadrinhos da Disney, principalmente os de autoria de Carl Barks.

Depois, mudei e muito a minha vida, influenciadíssimo pelos Beatles. As duas bandas de rock que mais me influenciaram na minha vida foram eles e o Queem. me influenciaram tanto que eu sei ser impossível separar a forma como eu trabalho, vivo e me comporto hoje sem ver em tudo isso influencia dessas duas bandas.

Mais jovem, eu tive a oportunidade de conhecer o trabalho de pintores, a história da arte, pintores com Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Monet, Picasso, Modigliani, Manet, Renoir, da Vinci, Rafael, Miquelangelo, Boticcelli, Goya.

Depois eu conheci os quadrinhistas, Frank Miller, Bill Sienkiewicz, Moebius, Manara, Crepax, Serpieri, Bilal, Uderzo...

Somente quando eu comecei a trabalhar na área eu tive contato com o trabalho de ilustradores, aí eu conheci o trabalho de Normann Rockwell que me influenciou muito e até agora foi o ilustrador que maior influência teve sobre mim.

Acho que é basicamente isso.

10.11.10

Mais uma sobre sucesso

Pergunta: Eu acho que ser ilustrador no Brasil é muito sofrido. Você não acha que demora muito para ter sucesso?

Resposta - Aí depende do que você entende por sucesso. Essa palavra não tem uma definição universal. Sucesso para você é fazer apenas o que você gosta? Então pode esperar sentado. Sucesso significa você descobrir como ganhar dinheiro com ilustração? Então pode até demorar, mas eu acredito ser muito mais rápido você ter sucesso assim do que querendo realizar o seu sonho de infância. O mais importante do que tudo isso, é compreender que qualquer pessoa, de qualquer área, demora e precisa de disciplina, talento, força de vontade, paciência, insistência e sorte para se conseguir o sucesso.

Existe uma frase popular que diz: Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário.

É uma frase porreta, diga-se de passagem. Ninguém chega lá, no centro do universo, no olho do furação, sem ter passado pela periferia, sem ter que lutar para desviar dos perigos, sem vencer obstáculos, corrigindo seus erros, aprendendo e se modificando, para que o objetivo final seja alcançado. Ah, e ninguém chega lá desistindo no meio do caminho.

Vivemos num país ainda pobre, que já foi muito mais pobre do que é hoje em dia, mas que ainda não oferece igualdade de oportunidades para as pessoas. No entanto, não importa qual seja a realidade de nós mesmos para fora de nossa individualidade. O mais importante é a nossa realidade da "porta pra dentro".

Precisamos aprender a encarar o sucesso como um estado de espírito, pois uma pessoa pode ter milhões, ser idolatrada por muitos, ter um poder inacreditável nas mãos, mas se não sentir-se em plenitude, isso tudo de nava irá valer.

Outro dia eu perguntei no Formspring de uma amiga se ela não acha que trabalhar por dinheiro não pode ser também trabalhar por prazer e ela me passou uma resposta irretocável, demonstrando ter uma fortaleza interior exemplar.

Eu tenho certeza que essa moça será bem sucedida, se ela já não for.

Dinheiro, reconhecimento, fama, privilégio, importância, respeito e estabilidade é o resultado, o efeito de uma causa anterior, que é trabalho, dedicação, acreditar naquilo que se faz, humildade para corrigir os defeitos e as falhas no meio do caminho, disciplina e muito desenho.

Não importa se você ainda não tenha colecionado milhões na sua conta corrente, não importa que você ainda não tenha reconhecimento mundial, não importa se você ainda não consegui comprar todas as coisas que sempre quis ou visitar todos os lugares do mundo que você sempre sonhou conhecer, o que vale, sempre no final das contas é o caminho que você traçou para conquistar as coisas que você tem.

Não adianta em nada você fazer tudo que esteja ao seu alcance para conseguir os seus objetivos e, ao olhar para trás ver que deixou um rastro de destruição a sua volta, seu sucesso será efêmero.

É preciso curtir até mesmo as dificuldades, aprender com elas, compreender as oportunidades que as crises pessoais nos oferecem,

Eu poderia dizer, portanto que o sucesso se dá quando se tira coisas boas dos momentos ruins.

5.11.10

Sucesso Profissional

Pergunta: Como saber se um ilustrador tem sucesso profissional?

Resposta - Se os clientes gostam do seu trabalho, te indicam para outros clientes, pagam direitinho sem achar que você está cobrando injustamente, você consegue pagar suas contas, fazer um curso aqui ou ali e ainda ter vida pessoal, isso pra mim é sucesso. O resto...

Existe no mercado muita "lenda" sobre o que vem a ser um profissional bem sucedido. As pessoas fantasiam o sucesso pelo prisma absoluto das pessoas que são famosas, conhecidas, com inúmeros seguidores, fãs, etc.

No entanto, é preciso saber que o ideal para a maioria é ter objetivos acessíveis à maioria. Fama em mídia é uma exceção, principalmente na nossa profissão. Notoriedade é algo que para ser conquistado pode custar muita coisa importante, como amizades, sacrifícios pessoais, profissionais, até mesmo abrir mão de princípios que podem trazer dissabores. Nem todos conseguem a notoriedade às custas de uma conduta reta, e geralmente quando conseguem é porque sua notoriedade foi construída ao longo de anos a fio e um árduo, incessante e paciente trabalho.

O sucesso é fruto de uma vida inteira dedicada ao trabalho com responsabilidade. Existem pessoas que tem mais ou menos talento, mais ou menos sorte, mais ou menos inteligência e o resultado ao longo dos anos refletirá todos esses pontos.

Uma pessoa mais sortuda ou inteligente que outra conquistará o sucesso de maneira mais rápida que as demais, no entanto, como diz o velho ditado "a grama do vizinho é mais verde" muitas pessoas costumam achar que as conquistas dos outros é maior do que a sua própria ou foi menos custosa.

Mas a cada um existe uma conquista, resultado do seu talento e esforço, aquilo que eu conquistar ao longo da minha vida será diferente da conquista do outro, por isso é um erro tentar uniformizar o que vem a ser o sucesso.

A grosso modo eu acredito que o sucesso chega a uma pessoa que consiga antes de mais nada manter um padrão de vida razoável, sem precisar fazer grandes malabarismos, sem precisar de golpes de sorte ou de medidas pouco ortodoxas ou pouco éticas.

Isso não significa ter clientes que sejam importantes em nível nacional ou internacional, nem ter o seu trabalho exposto para milhares de pessoas, ou mesmo ganhar rios de dinheiro.

No meu ponto de vista, o sucesso tem muito mais ligação com a vida tanto profissional quanto pessoal sendo vivida de maneira equilibrada, com prosperidade e harmonia.

30.10.10

Minha Posição Política

Existem algum temas, como futebol, religião e política que eu procuro nunca manter uma posição ou desenvolver asusntos abertamente com as pessoas, pois eu não costumo ver pessoas que gostam de tratar desses assuntos mantendo uma conversa muito civilizada, muito menos pautada num parâmetro lógico razoável.

Por incríviel que pareça esse ano, desde o dia seis de janeiro eu venho sendo sistematicamente impelido por muitas pessoas para chafurdar na lama dos sensacionalismos políticos.

No dia seis de janeiro eu recebi uma suposta mensagem de um suposto doutor sei lá que, sei lá de onde, que se dizia grnade sabedor das coisas se ser acima da média em capacidade intelectual querendo analizar os dois principais candidatos.

Desde aquele dia eu já havia percebido que esse ano seria o mais chato no que se diz respeito a camapnha polític, pirncipalmente depois do advento da internet, as pessoas simplesmente se sentiram no direito de se tornarem a nossa consicência a ponto de ficar, dia sim, dia também, mandando mensagens e mais mensagens de cunho político tantanto se passar pelo meu senso de verdade e justiça que, aliás, é bem menos pentelho, porque não fica me atormentando tanto ao longo de um dia.

Apesar do extremo inconveinete que é receber dezenas de mensagens de teor político/eleitoreiro, o que mais me foi irritando foi ver que a quase totalidade desse conteúdo era de difamação, e não de propostas em prol do desenvolvimento do país.

Então eu me lembrei que no final do ano passado eu havia recebido uma newsletter de um meio de comunicação especializado em propaganda e marketing dizendo que o partido de oposição havia planejado uma campanha baseada nas mídias sociais e na internet, com estratégia de marketing de guerrilha, visando diminuir o prestígio do governo para ter chances nas eleições para presidente desse ano.

Em resumo: antes mesmo do jogo começar eu sabia que tudo isso que TODOS aqueles que estão lendo esse post agora passaram durante esses anos já era previsto. E o pior: apenas com o objetivo de tirar um partido do poder e colocar outro.

No início, eu procurei ser bastante imparcial e não me expor. Pra ser sincero eu perdi alguns dias procurando entre os candiadtos quem tivesse propostas, planos de governo para estudar e analizar por mim mesmo o que mais me agradava, para que o meu voto fosse baseado apenas naquilo que me interessa: propostas.

Curiosamente, os dois principais candidatos não tinham uma proposta sequer. No partido do governo haiva apenas um download do programa que havia sido eleito em 2006, e no da oposição nem isso, havia. Muito pelo contrário, havia uma comunidade que você entraria para que você dissesse o que você quer que o candidato faça.

Em compensação, eu econtrei um programa bastante bacana com propostas que eram muito similares ao meu modo de pensar no site do PV e a partir de então, por mais baixaria e imbecilidades gratuitas que eu ouvia e lia todo o santo dia pela internet, já sabia aonde eu depositaria o meu voto.

No entanto, essa eleição está sendo decidida no segundo turno, entre situação e oposição, e eu preciso ter uma posição.

Entre os dois, eu tenho uma natural predisposição para o atual governo em detrimento da gestão passada, por um motivo muito simples: a atual gestão me permitiu ter uma casa, família, prosperidade e me firmar profissionalmente, enquanto na gestão anteiror eu vivia sem perspectiva de qualquer tipo de estabilidade, não tinha trabalho, emprego, dinheiro e não vislumbrava um futuro na minha vida.

Mesmo assim, eu procurei colocar na balança as duas candidaturas.

Ambas sempre me pareceram muito semelhantes, as diferenças basicamente são que o PT defendem aquilo que sempre defenderam em suas linhas gerais, e o PSDB começou a defender princípios que nunca foram nem defendidos e nem executados em suas gestões, como valorização das empresas estatais, investimento no funcionalismo público, aumento do salário mínimo acima da inflação, aumento do salário dos funcionários públicos acima da inflação, aumento para aposentados acima da inflação...

Como um partido que nunca fez isso em suas gestões tanto em nível federal quanto em nível estadual pode defender isso? Como um partido pode defender princípios básicos que vão contra tudo aquilo que eles por décadas defendem e aplicam?

A impressão mais lógica que eu tenho é de que certas propostas são feitas mais para agradar ao eleitorado do que uma forma de expressão da sua forma de governar. Em resumo: mentira para enganar eleitor.

No entanto o grosso de toda a campanha política forma kilos e mais kilos de tudo quanto é tipo de denúncia e escândalo contra a gestão do PT.

Pelo menos pra mim, iss não teve qualquer peso, principlamente porque na minha família existe pelo menso meia dúzia de funcionários públicos do estado de São Paulo, e todos eles unanimimente são inimigos do PSDB. Desses meu familiares, que inclui uma irmã e a minha mãe, eu já ouvi histórias de tanta podridão que fica quase impossível ter algum traço de simpatia por uma gestão do PSDB.

Por outro lado, eu também conheço alguns funcionários públicos federais, e a visão que esses funcionários tem de seu patrão, que é o governo do PT é completamente diferente da visão que os estaduais tem do PSDB. Todos os funcionários federais que eu conheço gostam de ser empregados do Lula.

Aí, de um tempo pra cá, começou a borbulhar na mída e nas campanhas denúncias e escândalos de igual teor contra o Serra e sua turma.

Em contrapartida, o programa do PT que parecia apenas ser uma espécie de continuidade, e apenas isso do programa de governo de 2006, agora também tem um programa de governo, embora falte e muito detalhamento sobre como se chegar as metas propostas, mas ainda assim tem mais material que o PSDB.

Sem contar que as propostas do programa da Dilma são pelo menos coerentes com aquilo que o PT fez em sua gestão nos últimos oito anos.

Diante de tudo isso, fica muito difícil ver algo de positio em José Serra e sua trupe, Admitam ou não, os oito anos de FHC foram sofríveis perto dos oito anos de Lula, ambos os governos forma recheados de escândalos, só que na gestão anterior eles eram sumariamente abafados, e nem por isso deixaram de acontecer.

O que seria uma janelinha para o futuro, ao meu ver, eram as proposta da Marina Silva, que me pareceram mais modernas, e uma evolução natural do que o PT já fez, que eu admito é uma evolução antural do programa original do PSDB.

No entanto, o PSDB parece que ainda não percebe que não consegue propor uma evolução natural e o PT tá seguindo aquilo que tem planejado.

Mas na verdade o que anda me irritando sobremaneira na campanha do PSDB e isso eu faço questão de ressaltar, tanto é que é por causa disso que eu, nessa reta final acabei por me posicionar totalmente contra o PSDB é o comportamento horroroso que os PSDBistas desenvlveram ao longo desses meses em seus esforços para a tacar o PT.

Eu ando vendo pessoas se colocando como seres superiores ao resto da população, pessoas que se auto intitula, esclarescidos e que sistematicamente considera aqueles que não pensam como eles pessoas ignorantes, subdesenvolvidas e seres humanos de segunda categoria.

Se grande parte do eleitorado do PSDB é de pessoas com maior poder aquisitivo e melhor formação escolar, é de extremo nojo se colocarem como elite superior do país, que tem o dever moral de guiar os seres inferiores, pobres, pretos e nordestinos ao desenvolvimento e a verdade.

Isso é derivado de uma filosofia de superioridade de raça que durante séculos foi utilizada por povos para justificar a escravização de outros povos, para justificar a subjugação de algumas raças sobre as demais e foi capaz das maiores atrocidades que a humanidade já viu.

Eu pensei que esse tipo de modo de pensar tivesse sido enterrado em definitivo da humanidade desde a segunda guerra mundial. e ver partidários de um candidato que não pensa assim tomarem uma postura como essa é de extremo desgosto.

Não ter um norte político para mim é uma falha de orientação grave em um partido, deixar de tentar convencer as pessoas que as suas propostas são melhores do que as propostas adversárias tantando convencer o eleitor a votar em você porque o seu adversário é pior do que você é no mínimo, infantil. Mas tratar as pessoas que não pensam como você, não agem como você quer e gosta e não te obedecem como seres humanos de segunda linha, raça inferior, é o cúmulo da falta de valores éticos e morais.

Eu espero, sinceramente, pelo bem das elites desse país, da economia e da ordem social que os representantes e pensadores do PSDB, depois do episódio que acabará amanhã reavalie com muito cuidado, e com um mínimo de humildade para que não possam num futuro qualquer serem pivôs de uma grande desgraça nacional.

Rivalidade tem limites.

30.9.10

A Mosca

Eu sou a mosca que pouso em sua sopa
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar
Eu sou a mosca que perturba o seu sono
Eu sou a mosca no seu quarto a zumbizar...

E não adianta vir me detetizar
Pois nem o seu DDT pode assim me exterminar
Porque você mata uma e vem outra em meu lugar...

Tá vendo amiguinho?

O que te desiquilibra não são minhas palavras, mas o fato é que minhas palavras estão recheadas de verdades que sua consciência vive te apontando, mas você ignora.

Minhas palavras são apenas o eco daquilo que você não pode esconder. E vive querendo esconder.

O tempo passa, a verdade vai aparecendo, e o pior, vai se destacando.

Eu não preciso fazer nada para que a realidade desponte, não vou perder meu tempo.

Mas saiba, eu sei quem você é.

Não sou seu inimigo.

Não tenho raiva de você.

Eu apenas sinto pena, de tanto rancor, tanto preconceito, tanto orgulho e vaidade que existe em seu coração.

Você fica doente cada vez que corre o risco de ser descoberto em público na sua verdadeira essência, por isso não consegue se controlar.

Seria muito mais útil para você conhecer sesu próprios defeitos para que, com força de vontade, você se aplique em transformá-los em qualidades.

Eu te perdôo, pois sei que eu também não sou perfeito. Eu tenho meus defeitos, são muitos e erro constantemente.

Mas procuro aprender com meus erros.

Até hoje eu não sei porque você é tão legal com todos, mas age sempre como se quisesse ser meu inimigo, meu maior inimigo.

Minha pessoa te incita inveja?

Minha presença te incomoda?

O fato de eu existir é motivo para sua infelicidade íntima?

Porque você quer tanto me destruir e destruir todas as coisas que eu construo com tanto afinco?

Eu sou, por acaso, algum câncer que precisa ser extirpado?

Eu sou, por acaso, algum animal selvagem?

Esse é o meu perfil?

Ou será que você enxerga em mim aquilo que você vive escondendo em você mesmo?

Eu não desejo o seu mal, mas isso não significa que eu vou começar a passar a mão em sua cabeça.

Eu não vejo em você uma ameaça a minha existência nem aos meus interesses, pois eles são sinceramente desprovidos de egoísmo.

Mas você não acredita em mim.

Não tem importância, eu não sou obrigado a provar nada para você.

Apenas aceite a minha personalidade como eu sou, da mesma maneira como eu aceito a sua.

Eu, sinceramente agradeço a Deus pela sua existência, pois toda tentativa que você faz para me prejudicar é uma prova para que eu saiba o que é realmente importante nessa vida, para que mesmo com pessoas que me odeiam, eu não envenene o meu coração.

Mesmo assim, minhas orações muitas vezes são endereçadas para você, pois deve ser muito sofrido ter o coração assim tão envenenado por sentimentos tão pouco nobres.

Mas eu tenho certeza que um dia tudo isso será passado, eu tenho certeza que um dia você será uma pessoa diferente. Um dia ainda haverá amor no seu coração.

E você então vai ver que eu nunca estive errado, nunca quis seu mal.

Eu não farei mal algum, mesmo quando você fizer coisas que permitam eu te atacar, eu te desmoralizar, eu não farei isso, pois eu não quero seu mal.

Você já deu inúmeras oportunidades para ser desmascarado, desmoralizado na frente das pessoas, mas eu nunca quis fazer nada de ruim para você, e não fiz.

Você ainda acha que manda nas pessoas, na consciência das pessoas, que a sua palavra é a última palavra, é a sentença final, mas não é.

Muitas pessoas olham para o seu comportamento com pena de seu ego, e apenas permitem que você se manifeste com toda sua imponência, todo seu preconceito, toda sua arrogância com dó. Você, na sua cegueira não percebe que todos estão vendo seus defeitos escancarados, acha que todos admiram seu peito inchado e seu coração vazio.

As pessoas percebem que quando você ataca alguém, falta em você respeito ao próximo, você é capaz de chafurdar na lama, não demonstra piedade de ninguém, em atitude típica de bárbaros.

Diz para mim que eu sempre acabo estragando tudo, mas quem acaba estragando tudo, afinal de contas?

Não vê que age exatamente da mesma maneira como você diz que as outras pessoas agem?

No entanto, eu não tenho raiva de você. Sei que você precisa de uma mão, de um amigo, pois eu sei que você não os tem.

Uma pessoa que age dessa maneira pode ser cercada de admiradores, mas eu espero que um dia você perceba que a maioria deles apenas esperam um momento de descuido seu para lhe aplicar um golpe pelas costas.

Porque você faz por merecer isso. Mas ainda é tempo de modificar isso tudo.

Se desarme.

Eu não estou aqui para te fazer mal algum.

Eu estou aqui para cumprir meu papel.

Papel esse que você não compreende.

Eu sei disso, e sei que é justamente pelo fato de você não compreender que você sempre procura me fazer tanto mal.

Mas um dia você irá despertar.

E sua consciência será sua verdadeira inimiga, e não eu.

Quando isso acontecer, provavelmente eu nada ou quase nada poderei fazer. Mas tenha certeza que se eu puder fazer alguma coisa, jamais será um golpe de misericórdia em você.

Fica com Deus.

26.8.10

Detalhes singelos sobre o Universo do Direito Autoral

Em meio as discussões sobre as possíveis mudanças na Lei de Direitos Autorais, um detalhe povoa a minha mente e me tira o sono: Os ilustradores sentem todo o santo dia que muito mais empresas pagam e tratam melhor e destinam mais trabalho para empresas que ilustram do que pessoas físicas que fazem ilustração, exceto as empresas que já tradicionalmente trabalham com ilustração, como por exemplo as editoras; sendo que um ilustrador, ao abrir uma empresa terá, obrigatoriamente que “abrir mão” de ser autor, porque não fazer com que, através da LDA, seja permitido ao ilustrador abrir uma empresa responsável por gerenciar seus direitos, como um empresa destinada a gerenciar os Direitos de Autor de seus sócios?

Aí que a coisa ferve.

Não existe, até o momento, NENHUMA argumentação capaz de rebater essa pergunta.

Ao levantar esse questionamento no grupo de representantes de associações que redigiram o material a ser entregue a um representante do Ministério da Cultura, a advogada do grupo respondeu a seguinte coisa:

“Para esclarecimento de todos, autor sempre é (e será) uma pessoa física, pois uma pessoa jurídica não cria nada. Não pode haver confusão entre autor e titularidade. Autor é toda pessoa física que cria algo e titularidade é aquele que detém os direitos sobre esse bem. Assim, no caso de uma ilustração, a autoria da obra sempre é de uma pessoa física, que poderá ser o titular ou não dos direitos sobre a obra que criou. Por que? Porque o autor, pessoa física, pode transmitir essa titularidade a uma outra pessoa física ou a uma pessoa jurídica.

O que está previsto na lei autoral vigente e no artigo 2 do Anteprojeto de alteração da lei autoral NAO DEVE SER ALTERADO OU ACRESCIDO, pois no caput do artigo 2, foi mencionada a pessoa física, que como criadora, é titular dos direitos autorais sobre a obra criada e quanto à pessoa jurídica, embora não seja criadora de uma obra intelectual, pode DETER A TITULARIDADE de uma obra, a qual se dá por meio de contrato de cessão de direitos e em conseqüência, como titular, gozará da mesma proteção que a lei outorga aos criadores de obras intelectuais,ou seja, será detentora de todos os direitos sobre essa obra, inclusive os autorais.”

Isso significa para mim, que uma grande empresa de comunicação pode através da cessão de direitos negociar o meu trabalho, mas eu não posso. Ou então eu terei que, a cada trabalho que eu fizer, redigir um contrato de cessão de direitos para a minha empresa dando a ela plenos poderes para negociar o meu trabalho.

Será que está escrito: Babaca na minha testa?

Se a cessão realmente for acatada pelo Minc, como a MINHA empresa poderá ter poderes para negociar os direitos do MEU trabalho?

Aliás, se eu posso ceder os direitos de meus trabalhos cedendo eles por contrato, cada vez que eu realizar um contrato, porquê não criar um mecanismo automático para isso, como uma empresa, com código CNAE que faça isso automaticamente?

Eu sou o banana da história?

Desde que a Lei de Direitos Autorais entrou em vigor, aliás, desde antes disso, as empresas contratam “empresas” para realizar seus trabalhos de ilustração, quadrinhos institucionais, etc.

Por que essas empresas contratam empresas?

Porque empresas emitem nota fiscal. Uma nota fiscal relativo a uma história em quadrinhos institucional que custou R$ 25.000,00 entra na contabilidade de uma empresa numa boa, como se fosse a compra de equipamentos, móveis, etc. é encarada como uma aquisição ou investimento da empresa em benefício próprio.

Agora, um autor não emite nota fiscal. Curioso é que até aonde eu sei o único imposto que um autor não paga é ISS. O fato de não pagar ISS ao meu ver não é justificativa para não emitir nota fiscal. Na verdade um autor não emite nota fiscal porque ele não pode ser empresa.

Aí a mesma empresa vai aceitar apenas um simples recibo no valor de R$ 25.000,00 pelo mesmo trabalho? alguém acha que uma empresa vai conseguir justificar junto ao seu departamento fiscal que torrou essa grana com uma pessoa física?

Ao querer que um ilustrador tome a atitude de bater o pé para que a cada grande projeto que ele puder pegar a empresa que o contrate aceite apenas um recibo de pessoa física está forçando o mesmo ilustrador a perder o trabalho e o cliente para sempre. Estamos forçando o mercado a ser cada vez menos profissional. Os ilustradores se restringirão a fazer trabalhinhos menores, consequentemente que paguem menos, não conseguir manter uma estrutura profissional muito especializada e retroagir todo o seu processo profissional. Não haverá mais estúdios de ilustração, com estagiário, assistente de arte, secretária, etc. Somente será viável ser ilustrador se o mesmo trabalhar dentro de casa.

Esse é o caminho do profissionalismo? Esse é o caminho que os ilustradores precisam para serem profissionais com mais preparo para atender o mercado? Esse é o perfil que as empresas que contratam serviços de ilustração precisam e se sentem mais confortável de contratar um ilustrador?

Existe uma coisa chamada evolução. E o sistema adotado e pregado por advogados, juristas e “especialistas” na LDA, mas que não vivem dela, incentiva justamente o contrário.

Como querer que profissionais como nós sejamos cada vez mais profissionais, cada vez mais preparados, cada vez mais especializados se a principal forma de incentivar esse aumento de profissionalismo que é permitindo que autores abram empresas para gerenciar os direitos autorais de seus trabalhos de maneira que essa possibilidade não seja repleta de burocracia não é sequer levada em conta?

Agora, outra coisa que me tira o sono: por que uma grande rede de televisão pode negociar os direitos autorais de minhas obras e eu não posso ter uma empresa para isso?

Por que um grande grupo editorial pode negociar os meus direitos autorais e eu não posso ter uma empresa para isso?

Por que uma empresa de grande destaque no mercado de entretenimento tem poder para negociar as minhas obras e eu não posso?

Por que empresas que não tenham sequer sócios que sejam autores pode negociar direitos autorais e eu não posso ser sócio de uma empresa que negocie apenas os MEUS direitos autorais?

Será que o meu ponto de vista é absurdo?

Será que eu estou criando uma tempestade num copo d'água?

Por favor, se você que ler esse meu texto concordar ao todo ou em partes com as meus questionamentos, eu peço, encarecidamente que não deixe essa discussão morrer.

Continue a questionar, comigo e com outras pessoas, porque é de extrema importância que esse vácuo possa ser devidamente preenchido. Toda questão que não seja devidamente esclarecida pode ser utilizada contra o nosso benefício.

Nossos clientes poderiam utilizar os nossos trabalhos com muito mais qualidade se pudermos trabalhar como autores e empresas, poderíamos nos aprimorar em desenvolver soluções mais completas, trabalhos mais bem acabados não só em termos técnicos, artísticos, mas também mercadológicos, poderíamos desenvolver trabalhos mais especializados em questões pontuais de empresas e em questões pontuais para a sociedade.

Será que manter uma coisa por um princípio lógico que na prática já não se insere no dia a dia da maior parte dos ilustradores e que impede a capacidade de evolução de nossos profissionais seria legítimo?

25.8.10

LDA e o nosso futuro como autores

Nessa semana temos o dever de consciência de focar as nossas atenções para algo muito raro, talvez nunca na história do Brasil houve algo similar e que influencia diretamente não somente ilustradores, mas também outros tipos de artistas, como escritores, músicos, compositores, etc. que é a possibilidade de influenciar a modificação da Lei de Direitos Autorais do Brasil.

Sabemos e sentimos na pele de alguma maneira que vivemos em um país aonde quase sempre as cartas já foram marcadas para que grupos de possuidores de um determinado poder perpetuem seu poder e ganhem com essa perpetuação sobre a energia de outras pessoas, mesmo quando essa outra pessoa seja detentora de criatividade e capacidade acima do comum.

Sabemos também que a atual Lei de Direitos Autorais, embora seja justa, contém uma falha prática que permite que grande grupos de comunicação se apropriem do trabalho de artistas inexperientes ou necessitados em conseguir trabalho ou divulgar sua arte através da sessão total por tempo indeterminado de sua obra, podendo assim ganhar inúmeras vezes sobre o trabalho do autor sem precisar repassar qualquer quantia ao verdadeira merecedor do trabalho e sem sequer consultar ao autor sobre a forma como será explorada a sua obra.

Paradoxalmente a nossa atual lei não permite de maneira alguma que nós, que trabalhamos criando e desenvolvendo arte, entretenimento e cultura possamos ter um empresa própria para gerenciar os nossos direitos de autor.

Segundo o meu ponto de vista esses são os dois principais problemas da LDA e vejo que o momento permite que possamos, caso cada um de nós entendamos ser de nosso interesse e para nosso benefício nos manifestarmos, solicitarmos, reivindicarmos mudanças que atendam aos nosso interesses e nos protejam garantindo que cada ilustrador, quadrinhista, cartunista, escritor, roteirista, compositor, arranjador ou produtor possa, caso em algum momento de sua vida crie uma obra de grande destaque, garantir que possa ele ter seu sustento garantido como forma objetiva e material de reconhecimento pelo seu mérito.

Devemos estarmos atentos a duas coisas nesse momento:

- A primeira é o endereço eletrônico da proposta do Ministério da Cultura de Modificação da Lei de Direitos Autorais, lendo, conhecendo a nova proposta, sugerindo modificações que visem beneficiar a nossa profissão e apoiando as propostas existentes que sejam a nosso favor. O endereço do site é: http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/

- A segunda coisa que precisamos fazer é reservar a manhã de sexta feira, 27 de Agosto para, às 9h00 estarmos todos presentes no Senac da Lapa, na Rua Scipião, 67, participando do evento que está marcado para ser a entrega do documento final de inúmeras entidade representantes de artistas visuais: ABIPRO, SIB, ACB, AEL-IJ, CEBEC, APROARTES e Sindicato dos Artistas Plásticos junto ao MinC.

Nosso foco principal é extinguir definitivamente a cessão total de direitos. Se você concordar com nosso ponto de vista, eu peço que se junte a nós.

Precisamos mostrar que nossos Direitos são apoiados pelos nosso profissionais e pelas pessoas que entendem que o autor precisa ser devidamente valorizado e protegido, para que a cultura de nosso país cresça e auxilie o surgimento de uma nação mais justa, culta, íntegra, com oportunidade para todos e com qualidade daquilo que se produz também culturalmente.

Se quiser, envie esse texto para quantas pessoas quiser!

Reserve a manhã dessa sexta-feira para uma boa causa, A cultura de um país inteiro agradece.