É muito engraçado ver como o pessoal acostumado a trabalhar com quadrinhos batendo uma cabeça fortíssima para se achar no mercado de quadrinhos, aliás, os quadrinhos no Brasil são completamente desencontrados.
Falta, de forma mais do que profunda encontrar uma identidade nacional. Sempre quando se vê uma discussão sobre isso, costuma-se voltar com sugestões maravilhosas como se criar personagens como a Super Mula-sem-Cabeça ou Cangaceiro Atômico. Isso é o ridículo do ridículo, é pedir por favor não se sinta identificado com o que eu faço.
Primeiro porque essa história babaca de achar que um caboclo só porque voa e usa cueca por cima das calças, tem um físico de go go boy e fala igual a Xuxa em seu programa infantil colabora somente para aumentar a diferença entre o mundo que vivemos com a ficção que pode ser produzida nos quadrinhos.
Segundo porque uma história, precisa ser boa, basicamente, com um enredo interessante, e, para ser sincero, se essa história for contada em uma história em quadrinhos é apenas porque a história foi roteirizada para isso. Uma vez que entre fazer um vídeo, animação, um filme ou uma HQ, a produção mais barata é sem sombra de dúvidas a última opção. Só isso. Quadrinhos na verdade costuma ser uma forma de viabilizar histórias que se fossem produzidas em outras mídias teria um custo muito alto, e correria o risco muito grande lançar uma história que não se sabe qual seria sua aceitação. HQ é basicamente uma mídia que minimiza riscos.
Só que nem pra isso os quadrinhos no Brasil servem, isso porque as editoras compram material principalemtne norte americano por um valor absurdamente baixo, abaixo do custo de produção de algum estúdio nacional, com a vantagem que as revistas já vem com consumidores que são formados pela produção dessas editoras não só pelos quadrinhos, como também através de desenhos animados, e agora também pela internet.
O que aumenta a minha estranheza é ver que existem estudos e pesquisas apontando os quadrinhos como uma forma barata é eficaz de se ensinar e comunicar as pessoas, e mesmo se baseando em resultados de pesquisas sérias, não existe praticamente investimento em se produzir quadrinhos no Brasil. Agora é preciso ver se sso também não acontecem porque uma parcela grande de quadrinhistas também não tem o menor interesse em produzir quadrinhos para um determinado público.
Porque o que é produzido no Brasil para ser comercializado no mercado brasileiro, para consumidores brasileiros, em sua grande maioria são histórias de interesse somente do autor. O complicado é justamente que o autor não se importa nem um pouco se o trabalho que ele faz é de interesse de mais alguém. O que é mais espantoso ainda é que entre os autores de quadrinhos, pensar assim é considerado normal, anormal e protituído é pensar em fazer um quadrinho levando em consideração afinidades de algum público.
Não temos público consumidor. Não temos roteiristas especializados em quadrinhos. A maior parte dos desenhistas de quadrinhos buscam trabalhar no mercado norte americano. Grande parte deles aceita trabalhar mais por bem menos dinheiro do que um americano aceitaria, e ainda acha isso normal. Muitos acabam tendo alguma síncope, problema de saúde, que algumas vezes o força a abandonar sua profissão prematuramente.
Também causa estranheza ver que os quadrinhistas brasileiros sabem que não existe um mercado consumidor de quadrinhos no Brasil e mesmo assim não acham isso estranho. Ainda mais estranho é ver quadrinhistas não muito familiarizados com a linguagem cinematrogáfica.
O curioso nessa história toda é que no meu entender os quadrinhos funcionam como um ensaio para o cinema, ou seja, é um modo mais barato em se dar vida a uma história, sendo que muitas histórias em quadrinhos bem sucedidas viram filme.
Só que no Brasil os quadrinhos estão a quilômetros de distância do cinema, e olha que o nosso cinema já conseguiu um lugarzinho ao sol mesmo não sendo assim uma mídia tradicionalmente rica ou considerada bem sucedida.
Seja sincero, você assistiria ao filme da Super Mula-sem-Cabeça? Você assistiria um filme do Super-Caipira? Ou então do Cangaceiro Atômico?
A resposta é simples e clara, ninguém vai perder tempo com essa m$#&!
Porque a idéia é ruim, ridícula, imbecil. E tem gente que acha que para quadrinhos a Super Mula-sem-Cabeça pode pegar.
Que falta de bom senso, que falta de bom gosto, que falta de história para contar.
Uma história em quadrinhos é apenas uma forma mais complexa de se contar uma história aonde o desenho é tão importante quanto a história. Eu acho que trechos desse próprio texto já demonstram isso.
Só que com história babaca, não tem desenho que dê jeito.
No Brasil existem heróis sim, mas o nosso mundo é diferente coisa da porrada, da coisa dos personagens cheios de músculos e vazios de neurônios.
No Brasil não tem Rambo, tem Ayrton Senna; não tem Vingador do Futuro, tem Pelé, não tem Batman, tem Santos Dumont, tem Getúlio Vargas, tem JK, tem Padre José de Anchieta, tem Frei Damião, tem Chico Xavier, tem Irmã Dulce, tem Bento Gonçalves, tem Chico Buarque, tem Tom Jobim, tem Betinho, e outros tantos heróis de um povo sofrido, heróis de verdade.
A idéia de heróis nesse nosso Brasil é diferente dos EUA, lá para ser herói é preciso músculo e muito chumbo, aqui é preciso coração e muita mão na massa.
O nosso mundo é diferente, nossa realidade é diferente.
O desafio é se encontrar sem ser ridículo, é ser natural, brasileiro.
Quem sabe um dia alguém por aqui não consegue?
28.4.09
27.4.09
Ética?
É comum ver ilustradores, quadrinhistas, chargistas que falham ainda na qualidade de seus trabalhos, rebaterem críticas, dando exemplos, de outros chargistas renomados e que não tinham um desenho lá muito agradável pela estética bunitinha das coisas. Um exemplo disso é o Henfil. Mesmo assim, muita gente não sabe que aquel estilinho minimalista não veio do dia pra noite, foi algo construído, amadurecido.
É comum ver críticas de iniciantes que ainda não estão no ponto serem rebatidas como se as críticas fossem antiéticas. O complicado disso tudo é que se alguém me pedir a minha opinião, significa que a pessoa quer saber o que eu penso sobre alguma coisa. Aí, se eu pensar alguma barbaridade, não posso expor isso? Mesmo se não fui EU quem tive a iniciativa dizer o que penso? Se EU achar algo ruim, por princípio pessoal, irei reservar a minha opinião para mim mesmo, se eu perceber que o meu julgamento for duro ou pesado demais. Agora, ao ser interpelado, não quero de forma alguma ser forçado a mentir, a prevalecer uma farsa para sustentar um suposto clima de “amistosidade”.
É comum também ver pessoas ligadas ao mercado de ilustração dizendo que uma charge, por exemplo, exige que o ilustrador tenha uma idéia, enquanto que, num trabalho para um cliente qualquer, você é apenas uma mão que anda. Quando se trata de uma charge, não basta só o desenho, é o desenho com a idéia. Geralmente acha-se com os demais ilustradores essa questão não existe, porque o cliente já pede uma idéia pronta.
Mentira. O cliente nunca sabe ao certo o que quer, se você se fiar no que o cliente está dizendo, corre o risco de refazer muitas vezes o mesmo trabalho. Agora se você utilizar as informações do cliente para compor a idéia, certamente tem uma grande chance de acertar na primeira. Mesmo que pra deixar o desenho ok seja necessário horas de trabalho.
Vamos analisar o caso da charge do Henfil, que não foi conhecido por ilustrações de anúncios (aliás, nem sei se algum dia ele ilustrou anúncios), mas foi único nas suas charges.
No caso do Henfil, ele teve que amadurecer seu desenho, e isso levou tempo. Digo mais, ele somente amadureceu seu traço porque teve como referencial outros desenhistas. E isso acontece com qualquer um de nós. A simples convivência com outros desenhistas, ilustradores e chargistas servem como impulso para o progresso da nossa técnica, a gente aprende um pouquinho aqui, outor pouquinho ali, e assim sempre se evolui.
E isso não é privilégio de quem trabalha fazendo charge ou quadrinhos. Todos tem a oportunidade desse privilégio. Eu mesmo posso me considerar um cara bastante sortudo, pois tive a oportunidade de ver o Brasílio desenhando e depois o Pedro Mauro. E sinceramente, quanto eu aprendi com eles. Aliás, não somente com eles mas com inúmeros outros ilustradores que eu pude olhar, ver como trabalhavam.
No caso das pessoas que estão iniciando, elas precisam aprender com profissionais que já sabem o que fazer, mas não é isso o que acontece, essa molecada não encontra os profissionais, quando encontram querem trabalhar de qualquer jeito, porque estão sem grana, porque o pai, a mãe e sei lá mais quem fica buzinando na orelha do cara, que esse negócio de desenho não da futuro, ou o moleque traz dinheiro em casa ou nada feito. Só que ninguém aprende a desenhar fazendo um curso de quatro anos, muito menos num curso de seis meses.
Aí, o caboclo pega sua pastinha, cheio de homem aranha e desenhinho de mangá, enfia debaixo do suvaco e sai por aí, bate em porta de Editora e mostra que já faz uns rabiscos. Aí o editor vê no moleque uma grande vítima em potencial, aquele que vai fazer um montão de desenho por dez reau com um prazo absurdo e diz pro carinha que o preço é tabelado, todo lugar é assim. Ainda diz: Você não precisa aprender nada, esquece essa coisa, bi bi bi, bo bo bó, be be bé... E por aí vai.
Pronto, já estragou o carinha! Agora o caboclo não quer mais ser assistente de outro ilustrador, ele acha que é profissional.
Agora, isso não é antiético? Estragar um monte de iniciante, com atitudes pouco camaradas é ético? Antiético é falar mal do trabalho de um moleque com trabalho fraco?
Seria, por acaso ético fechar as portas de seu estúdio e se recusar em dar uma orientação para um iniciante que quer ser um profissional equilibrado, em conformidade com as necessidades e a realidade do mercado? Se o iniciante se transformar em um profissional sem parâmetros decentes de comportamento profissional ou técnicas e estilo, pode ser que haja nesse tipo de coisa muito mais responsabilidade de TODOS nós do que apenas a culpa do moleque por ele ter tomado o rumo profissional que apareceu na sua frente.
Pelamordedeus, gente. Ética é uma coisa muuuito grande, não se resume a falar ou não falar mal do trabalho de um desenhista em público, mesmo que seja um iniciante. Fazer um comentário de crítica, por mais maldade que haja no comentário, é muito mais construtivo para o criticado, desde que não seja melindroso, aproveitar a crítica para fazer trabalhos melhores.
Antiético é dar tapinhas nas costas e depois apunhalar a pessoa. Antiético é fingir-se de amigo, para com calma, tempo, puxar o tapete de uma pessoa. Antiético é enganar, é mentir, é fingir, é simular.
É comum ver críticas de iniciantes que ainda não estão no ponto serem rebatidas como se as críticas fossem antiéticas. O complicado disso tudo é que se alguém me pedir a minha opinião, significa que a pessoa quer saber o que eu penso sobre alguma coisa. Aí, se eu pensar alguma barbaridade, não posso expor isso? Mesmo se não fui EU quem tive a iniciativa dizer o que penso? Se EU achar algo ruim, por princípio pessoal, irei reservar a minha opinião para mim mesmo, se eu perceber que o meu julgamento for duro ou pesado demais. Agora, ao ser interpelado, não quero de forma alguma ser forçado a mentir, a prevalecer uma farsa para sustentar um suposto clima de “amistosidade”.
É comum também ver pessoas ligadas ao mercado de ilustração dizendo que uma charge, por exemplo, exige que o ilustrador tenha uma idéia, enquanto que, num trabalho para um cliente qualquer, você é apenas uma mão que anda. Quando se trata de uma charge, não basta só o desenho, é o desenho com a idéia. Geralmente acha-se com os demais ilustradores essa questão não existe, porque o cliente já pede uma idéia pronta.
Mentira. O cliente nunca sabe ao certo o que quer, se você se fiar no que o cliente está dizendo, corre o risco de refazer muitas vezes o mesmo trabalho. Agora se você utilizar as informações do cliente para compor a idéia, certamente tem uma grande chance de acertar na primeira. Mesmo que pra deixar o desenho ok seja necessário horas de trabalho.
Vamos analisar o caso da charge do Henfil, que não foi conhecido por ilustrações de anúncios (aliás, nem sei se algum dia ele ilustrou anúncios), mas foi único nas suas charges.
No caso do Henfil, ele teve que amadurecer seu desenho, e isso levou tempo. Digo mais, ele somente amadureceu seu traço porque teve como referencial outros desenhistas. E isso acontece com qualquer um de nós. A simples convivência com outros desenhistas, ilustradores e chargistas servem como impulso para o progresso da nossa técnica, a gente aprende um pouquinho aqui, outor pouquinho ali, e assim sempre se evolui.
E isso não é privilégio de quem trabalha fazendo charge ou quadrinhos. Todos tem a oportunidade desse privilégio. Eu mesmo posso me considerar um cara bastante sortudo, pois tive a oportunidade de ver o Brasílio desenhando e depois o Pedro Mauro. E sinceramente, quanto eu aprendi com eles. Aliás, não somente com eles mas com inúmeros outros ilustradores que eu pude olhar, ver como trabalhavam.
No caso das pessoas que estão iniciando, elas precisam aprender com profissionais que já sabem o que fazer, mas não é isso o que acontece, essa molecada não encontra os profissionais, quando encontram querem trabalhar de qualquer jeito, porque estão sem grana, porque o pai, a mãe e sei lá mais quem fica buzinando na orelha do cara, que esse negócio de desenho não da futuro, ou o moleque traz dinheiro em casa ou nada feito. Só que ninguém aprende a desenhar fazendo um curso de quatro anos, muito menos num curso de seis meses.
Aí, o caboclo pega sua pastinha, cheio de homem aranha e desenhinho de mangá, enfia debaixo do suvaco e sai por aí, bate em porta de Editora e mostra que já faz uns rabiscos. Aí o editor vê no moleque uma grande vítima em potencial, aquele que vai fazer um montão de desenho por dez reau com um prazo absurdo e diz pro carinha que o preço é tabelado, todo lugar é assim. Ainda diz: Você não precisa aprender nada, esquece essa coisa, bi bi bi, bo bo bó, be be bé... E por aí vai.
Pronto, já estragou o carinha! Agora o caboclo não quer mais ser assistente de outro ilustrador, ele acha que é profissional.
Agora, isso não é antiético? Estragar um monte de iniciante, com atitudes pouco camaradas é ético? Antiético é falar mal do trabalho de um moleque com trabalho fraco?
Seria, por acaso ético fechar as portas de seu estúdio e se recusar em dar uma orientação para um iniciante que quer ser um profissional equilibrado, em conformidade com as necessidades e a realidade do mercado? Se o iniciante se transformar em um profissional sem parâmetros decentes de comportamento profissional ou técnicas e estilo, pode ser que haja nesse tipo de coisa muito mais responsabilidade de TODOS nós do que apenas a culpa do moleque por ele ter tomado o rumo profissional que apareceu na sua frente.
Pelamordedeus, gente. Ética é uma coisa muuuito grande, não se resume a falar ou não falar mal do trabalho de um desenhista em público, mesmo que seja um iniciante. Fazer um comentário de crítica, por mais maldade que haja no comentário, é muito mais construtivo para o criticado, desde que não seja melindroso, aproveitar a crítica para fazer trabalhos melhores.
Antiético é dar tapinhas nas costas e depois apunhalar a pessoa. Antiético é fingir-se de amigo, para com calma, tempo, puxar o tapete de uma pessoa. Antiético é enganar, é mentir, é fingir, é simular.
17.4.09
Ilustradores/designers
Não sei se vocês já perceberam, mas a alguns anos temos visto muitos ilustradores/designers no mercado vendendo o diferencial de que não são nem ilustradores e nem designers, mas são exatamente "ilustradores/designers".
Algumas pessoas tiveram um a oportunidade de falar a respeito do mercado de ilustração, dizendo que o mercado morreu, o ilustrador morreu, que o futuro é ser bi combustível, flex, ilustrador/designer.
Eu, pelo menos acho uma declaração para lá de infeliz.
Olha, eu já a algum tempo venho notando as coisas de algumas pessoas que se vendem no mercado dessa maneira.
Quem analisar um pouco a trajetória do pessoal que vende esse peixe irá perceber que eles são caras antenados nas tendências, e que procuram aproveitá-las da melhor forma possível.
Ou seja, eles não são exatamente pessoas que brigam para que o mercado seja assim ou assado, ele simplesmente percebem o correnteza e seguem rio abaixo.
Pois existem dois tipos de pessoa, aquela que interage com os sistema, contribuindo para que ele se modifique, regenere ou degenere, e aquele que apenas vê como as coisa são e aproveitam o mundo, como se fosse índios extrativistas.
Na verdade, não precisa ser especialista para perceber que a profissão de ilustrador está hoje em dia na marca do pênalti. Mas a questão vai mais fundo do que simplesmente dizer de peito estufado que a profissão já morreu. O problema ao meu ver é outro.
Eu vou explicar dando um exemplo comparativo:
Vamos supor que você tenha algum inimigo que queira te destruir, e este inimigo é um cara bastante influente a ponto de ficar no seu encalço, aí ele descobre que você tem várias dívidas que simplesmente não foram executadas.
Como o cara é influente, ele consegue com alguma negociação comprar as duplicatas da sua dívida e manda executar.
Você não tem dinheiro para pagar todas aquelas dívidas e muito provavelmente irá passar por muitos maus bocados, indo a bancarrota e tendo que começar do zero se quiser um dia, ter a chance de se ver em uma situação favorável.
Só que a primeira coisa que vem na sua cabeça é o desespero, como ter forças para dar a volta por cima? Como as pessoas irão lidar com você?
-Lá vai o fracassado! Lá vai o incapaz – pensa você.
Só de pensar nas humilhações que poderá passar, na vergonha que terá de enfrentar, ainda mais ao ver seu arqui-inimigo tripudiando em cima do que restou de você, a vontade que você tem é de sumir, você tem vontade de nunca ter sequer existido.
Isso mesmo, suicídio! Até nisso você pensa.
Aí, você se lembra de um amigo distante que já passou por situações financeiras muito difíceis, mas que deu a volta por cima e hoje tem uma vida relativamente confortável.
Então você procura esse amigo distante e resolve contar toda a sua história para pedir algum conselho, ouvir alguma coisa que possa te elevar o moral.
Só que o seu amigo responde:
Sinceramente, se eu fosse você e estivesse no seu lugar, eu pegaria um trezoitão e metia uma bala nos cornos!
--xxx--
É assim que eu vejo esse tipo de declaração, ao invés do cara tentar puxar para uma solução, uma saída, o cara fala: nós vamos pro buraco mesmo, eu já comprei o meu caixão e você?
O problema é que uma declaração como esta pode ser responsável por inúmeras desistências na profissão de gente que queira ser ilustrador. Pelo menos quando o assunto é desistência, eu preferia que fosse mais pela pessoa perceber que não tema finidade com a profissão. Muito talento poderá virar pasteleiro, vendedor de calçado, açougueiro ou caixa de banco depois de ler um texto de algum designer/ilustrador da moda que diz que o mundo vai acabar em CD da Ivete Sangalo pirateado na China.
Até outro dia tinha gente falando em se fazer uma campanha de valorização da profissão, coisa que eu aliás concordo em gênero, número e grau.
Como querer valorizar uma coisa que um diz que vai morrer, outro diz que não tem futuro e outro diz que acabou?
Ninguém valoriza algo que está com os dias contados.
Você já viu alguém investir dinheiro numa empresa que está à beira da falência pensando no retorno financeiro?
Alguém já viu a família de um senhor que está entubado com câncer em estado terminal à beira da morte fazendo planos "para onde nós vamos levar o vovô passear no Reveillon?"
Eu acredito na ilustração, eu acredito na solução. Eu, pelo menos eu, mesmo se estiver sozinho no mundo, sei que a ilustração tem valor, agrega valor é útil, de várias formas, ajuda a vender um produto e uma idéia. No mundo todo é assim, engraçado que no Brasil, e só no Brasil a ilustração está à beira da morte.
Será que o mundo todo está errado e nós estamos certos?
Será que no Brasil em se plantando, tudo afunda?
Me choca ver, por exemplo declarações de designers/ilustradores dizendo que uma ilustração precisa ser boa para "maquiar" um design ruim. E sem perceber a pessoas acaba inconsciente dizendo que se o design for bom, a ilustração pode ser uma m$%#@!
Pra piorar a situação, hoje em dia tem muito bambambam acreditando que a coisa é por aí mesmo.
Eu sinceramente não vejo fundamento nas argumentações de pessoas, sendo que algumas nem são designer/ilustradores, mas ilustradores, cartunistas, pessoas que se julgam de sucesso e que vendem o apocalipse; embora reconheça que eles aproveitam bem o momento para ter seu espaço, mas a um custo funesto a longo prazo. Por acaso somente hoje em dia um design precisa ser bom para vender? Será que nunca foi preciso saber fazer direção de arte bem feita para ser diretor de arte? Que nunca foi preciso fazer design bem feito para ser designer?
Outra coisa, quer dizer que antigamente se usava ilustração para "disfarçar" o péssimo design das coisas?
Eu conheço algumas dúzias de grandes mestres da Direção de Arte, da propaganda, do design, que vão morrer de infarto quando lerem esse tipo de coisa. Muita gente que teve tantos prêmios internacionais e dominavam tão bem suas artes, conhecem tanto a teoria quanto a prática, muito mais do que o pessoal de hoje em dia, que não sabe a diferença entre Rough e Layout; e que sempre adoraram trabalhar com ilustração. Gente que são verdadeiras bibliotecas ambulantes, mestres com que eu aprendi a utilidade daquilo que eu faço e que nenhum deles, nunca na minha vida, eu ouvi falar tamanha bobagem, se bobear, muitos inclusive que devem ter dado aula para esses designers/ilustradores, ou deram aula para os professores deles.
Estamos fritos, desculpem-me.
Estamos fritos ao dar ouvidos para pessoas que não percebem que as regras que determinam se uma coisa é visualmente agradável ou não, se vai atrair, repelir, chamar a atenção, provocar, passar tranqüilidade, agitação, força, confusão, rapidez, plenitude, paz, anarquia e as mais diversas emoções e sensações são universais e atemporais.
Ninguém vai descobrir uma nova regra, é como se algum dia algum cientista dissesse que a lei da gravidade está com os dias contados.
O que muda com o tempo é a forma de as utilizar, de manipular, aumentando o domínio que temos sobre as ferramentas que manipulam essas leis.
Uma imagem que foi feita no século XIV e que na época causava impacto pela beleza, vai causar o mesmo impacto enquanto ela existir. Não importa quanto tempo leve, pois ela segue, sempre seguiu e sempre seguirá regras universais e atemporais para causar o impacto que causa.
Uma coisa eu digo, se a ilustração um dia deixar de existir, é por culpa dos ilustradores que assim acreditaram, que perderam as suas raízes, a sua lógica e não fizeram com que a ilustração deles mantivesse o valor e agregasse as novas necessidades. E deixaram pra trás os motivos que a fizeram ser uma arte, e uma arte com utilidade.
Se um dia o ilustrador morrer, é porque ouviu e acreditou naquilo que não devia.
É impressionante como um ilustrador, ao ver a oportunidade de falar algo na imprensa sempre se reveste da túnica do mensageiro do apocalipse.
Faz tempo que eu não vejo um ilustrador valorizar sua arte, valorizar sua profissão. Faz tempo que eu não vejo um ilustrador demonstrar publicamente que acredita naquilo que faz.
Como então querer que os outros te reconheçam, te valorizem, se ele mesmo é incapaz de fazer isso consigo mesmo?
Algumas pessoas tiveram um a oportunidade de falar a respeito do mercado de ilustração, dizendo que o mercado morreu, o ilustrador morreu, que o futuro é ser bi combustível, flex, ilustrador/designer.
Eu, pelo menos acho uma declaração para lá de infeliz.
Olha, eu já a algum tempo venho notando as coisas de algumas pessoas que se vendem no mercado dessa maneira.
Quem analisar um pouco a trajetória do pessoal que vende esse peixe irá perceber que eles são caras antenados nas tendências, e que procuram aproveitá-las da melhor forma possível.
Ou seja, eles não são exatamente pessoas que brigam para que o mercado seja assim ou assado, ele simplesmente percebem o correnteza e seguem rio abaixo.
Pois existem dois tipos de pessoa, aquela que interage com os sistema, contribuindo para que ele se modifique, regenere ou degenere, e aquele que apenas vê como as coisa são e aproveitam o mundo, como se fosse índios extrativistas.
Na verdade, não precisa ser especialista para perceber que a profissão de ilustrador está hoje em dia na marca do pênalti. Mas a questão vai mais fundo do que simplesmente dizer de peito estufado que a profissão já morreu. O problema ao meu ver é outro.
Eu vou explicar dando um exemplo comparativo:
Vamos supor que você tenha algum inimigo que queira te destruir, e este inimigo é um cara bastante influente a ponto de ficar no seu encalço, aí ele descobre que você tem várias dívidas que simplesmente não foram executadas.
Como o cara é influente, ele consegue com alguma negociação comprar as duplicatas da sua dívida e manda executar.
Você não tem dinheiro para pagar todas aquelas dívidas e muito provavelmente irá passar por muitos maus bocados, indo a bancarrota e tendo que começar do zero se quiser um dia, ter a chance de se ver em uma situação favorável.
Só que a primeira coisa que vem na sua cabeça é o desespero, como ter forças para dar a volta por cima? Como as pessoas irão lidar com você?
-Lá vai o fracassado! Lá vai o incapaz – pensa você.
Só de pensar nas humilhações que poderá passar, na vergonha que terá de enfrentar, ainda mais ao ver seu arqui-inimigo tripudiando em cima do que restou de você, a vontade que você tem é de sumir, você tem vontade de nunca ter sequer existido.
Isso mesmo, suicídio! Até nisso você pensa.
Aí, você se lembra de um amigo distante que já passou por situações financeiras muito difíceis, mas que deu a volta por cima e hoje tem uma vida relativamente confortável.
Então você procura esse amigo distante e resolve contar toda a sua história para pedir algum conselho, ouvir alguma coisa que possa te elevar o moral.
Só que o seu amigo responde:
Sinceramente, se eu fosse você e estivesse no seu lugar, eu pegaria um trezoitão e metia uma bala nos cornos!
--xxx--
É assim que eu vejo esse tipo de declaração, ao invés do cara tentar puxar para uma solução, uma saída, o cara fala: nós vamos pro buraco mesmo, eu já comprei o meu caixão e você?
O problema é que uma declaração como esta pode ser responsável por inúmeras desistências na profissão de gente que queira ser ilustrador. Pelo menos quando o assunto é desistência, eu preferia que fosse mais pela pessoa perceber que não tema finidade com a profissão. Muito talento poderá virar pasteleiro, vendedor de calçado, açougueiro ou caixa de banco depois de ler um texto de algum designer/ilustrador da moda que diz que o mundo vai acabar em CD da Ivete Sangalo pirateado na China.
Até outro dia tinha gente falando em se fazer uma campanha de valorização da profissão, coisa que eu aliás concordo em gênero, número e grau.
Como querer valorizar uma coisa que um diz que vai morrer, outro diz que não tem futuro e outro diz que acabou?
Ninguém valoriza algo que está com os dias contados.
Você já viu alguém investir dinheiro numa empresa que está à beira da falência pensando no retorno financeiro?
Alguém já viu a família de um senhor que está entubado com câncer em estado terminal à beira da morte fazendo planos "para onde nós vamos levar o vovô passear no Reveillon?"
Eu acredito na ilustração, eu acredito na solução. Eu, pelo menos eu, mesmo se estiver sozinho no mundo, sei que a ilustração tem valor, agrega valor é útil, de várias formas, ajuda a vender um produto e uma idéia. No mundo todo é assim, engraçado que no Brasil, e só no Brasil a ilustração está à beira da morte.
Será que o mundo todo está errado e nós estamos certos?
Será que no Brasil em se plantando, tudo afunda?
Me choca ver, por exemplo declarações de designers/ilustradores dizendo que uma ilustração precisa ser boa para "maquiar" um design ruim. E sem perceber a pessoas acaba inconsciente dizendo que se o design for bom, a ilustração pode ser uma m$%#@!
Pra piorar a situação, hoje em dia tem muito bambambam acreditando que a coisa é por aí mesmo.
Eu sinceramente não vejo fundamento nas argumentações de pessoas, sendo que algumas nem são designer/ilustradores, mas ilustradores, cartunistas, pessoas que se julgam de sucesso e que vendem o apocalipse; embora reconheça que eles aproveitam bem o momento para ter seu espaço, mas a um custo funesto a longo prazo. Por acaso somente hoje em dia um design precisa ser bom para vender? Será que nunca foi preciso saber fazer direção de arte bem feita para ser diretor de arte? Que nunca foi preciso fazer design bem feito para ser designer?
Outra coisa, quer dizer que antigamente se usava ilustração para "disfarçar" o péssimo design das coisas?
Eu conheço algumas dúzias de grandes mestres da Direção de Arte, da propaganda, do design, que vão morrer de infarto quando lerem esse tipo de coisa. Muita gente que teve tantos prêmios internacionais e dominavam tão bem suas artes, conhecem tanto a teoria quanto a prática, muito mais do que o pessoal de hoje em dia, que não sabe a diferença entre Rough e Layout; e que sempre adoraram trabalhar com ilustração. Gente que são verdadeiras bibliotecas ambulantes, mestres com que eu aprendi a utilidade daquilo que eu faço e que nenhum deles, nunca na minha vida, eu ouvi falar tamanha bobagem, se bobear, muitos inclusive que devem ter dado aula para esses designers/ilustradores, ou deram aula para os professores deles.
Estamos fritos, desculpem-me.
Estamos fritos ao dar ouvidos para pessoas que não percebem que as regras que determinam se uma coisa é visualmente agradável ou não, se vai atrair, repelir, chamar a atenção, provocar, passar tranqüilidade, agitação, força, confusão, rapidez, plenitude, paz, anarquia e as mais diversas emoções e sensações são universais e atemporais.
Ninguém vai descobrir uma nova regra, é como se algum dia algum cientista dissesse que a lei da gravidade está com os dias contados.
O que muda com o tempo é a forma de as utilizar, de manipular, aumentando o domínio que temos sobre as ferramentas que manipulam essas leis.
Uma imagem que foi feita no século XIV e que na época causava impacto pela beleza, vai causar o mesmo impacto enquanto ela existir. Não importa quanto tempo leve, pois ela segue, sempre seguiu e sempre seguirá regras universais e atemporais para causar o impacto que causa.
Uma coisa eu digo, se a ilustração um dia deixar de existir, é por culpa dos ilustradores que assim acreditaram, que perderam as suas raízes, a sua lógica e não fizeram com que a ilustração deles mantivesse o valor e agregasse as novas necessidades. E deixaram pra trás os motivos que a fizeram ser uma arte, e uma arte com utilidade.
Se um dia o ilustrador morrer, é porque ouviu e acreditou naquilo que não devia.
É impressionante como um ilustrador, ao ver a oportunidade de falar algo na imprensa sempre se reveste da túnica do mensageiro do apocalipse.
Faz tempo que eu não vejo um ilustrador valorizar sua arte, valorizar sua profissão. Faz tempo que eu não vejo um ilustrador demonstrar publicamente que acredita naquilo que faz.
Como então querer que os outros te reconheçam, te valorizem, se ele mesmo é incapaz de fazer isso consigo mesmo?
13.4.09
Dinheiro Bom
É inegável que todo mundo pensa em conseguir uma forma de se ganahar dinheiro. Aliás, ganhar dinheiro, fazer sexo e ser notado costumam ser coisas bastante habitada na cabeça das pessoas.
No caso, iremos tratar apenas do primeiro item.
Eu duvido que exista alguém ao estilo Forrest Gump, aonde as coisas acontecem à sua volta e o cara apenas entre de gaiato, e ainda por cima tirando vantagem da situação sem consciência de que está tirando vantagem.
Em geral, a gente costuma depois de uma época de reclusão, inação ou qualquer coisa que o valha, adotar um caminho a seguir levando em consideração o leitinho das crianças.
Na maioria dos casos é uma atividade não exatamente ilegal, somente quando não há possibilidade de encontrar alguma atividade legal que saibamos ou nos interessamos em fazer é que acabamos escolhendo qualquer porcaria ilegal, desde traga dinheiro.
No entanto, mesmo entre as "legais", o que não falta é oportunidade de se fazer a coisa "certa" de maneira "não tão certa".
Aí a gente entra numa questão um pouco mais profunda que não tem ligação com o que "fazer", mas "como fazer".
Você pode ser um comerciante, por exemplo, que tem suas dificuldades para andar nos eixos, pagar suas contas, seus impostos (que são uma barbaridade de altos) empregados, fonecedores, etc. Ou ser um comerciante que para que "compense" continuar na atividade de comerciante perceba que somente isso é possível se adulterar algum controle de caixa, contratar funcionários por umvalor e registrar na carteira outro mais baixo para pagar menos imposto e de vez em quando dar uma canseira nos fornecedores para fazer "saldo médio" no banco.
De certa forma, o segundo comportamento pode ser justificado pelas falha do sistema, a carga tributária pesadíssima, os funcionários que não são assim tão aplicados no trabalho ou a fornecedor que também já mandou embora todos os empregados e agora fabirca na China por menos da metade do custo de produção que tinha antes cobrando a mesma coisa pelo produto.
Aí é aonde reside todo o problema da nossa sociedade e aonde ela se corroe: O erro alheio invariavelmente nos serve de estímulos e desculpa para que cometamos os nossos erros e nos garanta que ninguém, em lugar nenhum nos coloque o dedo na cara.
Vivemos numa época aonde a virtude precisa ser acima de tudo, aparente. mas no frigir dos ovos, quando todos se despem de suas "máscaras" todos estão igualmente na mesma situação deplorável.
O que será que isso pode significar, de verdade?
Eu sugiro que isso nos demonstra alguns pontos:
1- As pessoas não amam o que fazem - apenas amam o resultado daquilo que fazem. Por isso, se em algum momento tiverem a oportunidade de receberem o resultado daquilo que fazem por menos esforço, por se fazer algo até mesmo reprovável, ou se receber mais para fazer qualquer coisa mesmo, a pessoa nem vai pensar duas vezes antes de pular fora. E sem correr o risco de sentir o mínimo peso na consciência por isso.
2- As pessoas não acreditam no mérito pelo esforço - acreditam no dinheiro no bolso e na fama. As vias pelas quais se chega a esse objetivo, é apenas um mísero detalhe.
3- As pessoas não acreditam em bem e mal - não acreditam em Deus, em reencarnação, em Justiça Divina, em Jesus, em Buda, em nada. Morreu acabou. Não tem céu nem inferno. O ser humano dessa maneira pode muito bem se dar ao luxo de ser o mais selvagem animal que já pisou a crosta terrestre, com requintes absurdos de crueldade, pois apenas vale a satisfação de seus desejos, de seus caprichos e que vença o menos trouxa. Sem que percebamos, retrocedemos até a idade da pedra, somos trogloditas em cavernas verticais. Agora, quando somos nós as vítimas...
4- As pessoas acreditam não terem culpa pelos seus erros (cômodo isso, não?) - a culpa é da mãe, do pai, do irmão, tudo começou quando eu era cirança pequena lá em Sorocaba, o mundo me forçou a ser malandro, as pessoas me provocam, o sistema é injusto e me fez ser o que eu sou, se as pessoas fossem diferentes, se o mundo fosse diferente, se o sistema fosse diferente...
Uma coisa é certa, o mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas, nós não somos perfeitos. Mas a coisa acaba por aí. Antes de nescermos o mundo já existia, não é verdade, e quando deixarmos essa terra, quando a gente bater com a alcatra na terra o mundo vai continuar existindo, não é verdade? Como era o mundo quando nele entramos? Como será o mundo quando deixarmso ele? Aliás, quando deixarmos, será que podemos percebem qual a contribuição demos a ele? Por nossa causa o mundo será melhor ou pior? Eu não estou querendo saber se o mundo vai reconhecer meu esforço, muito menos se eu serei uma espécie de manda chuva global, porque TODOS constroem ou destroem um pouco o mundo, só que alguns tem a chance de ciusar maior impacto, outros causam impacto menor.
Tanto eu, você, o presidente da república, o mendigo lá fora, o vnededor de cachorro quente, o grande mepresário, a dona de casa... TODOS estamos mudando o mundo. Sempre! Enquanto estivermos respirando, estamos interagindo e resultando um mundo diferente.
Se melhor ou pior, aí é problema da gente.
Pois na maioria das vezes pensamos no dinheiro, que paga nossas contas, nos permite comer uma pizza no final de semana, comprar uma roupa nova, ter conforto na vida. Mas, o que fazemos para conseguir comer a pizza do final de semana? E quantas vezes encontramos alguém que não consegue comer uma pizza de final de semana e pensamos: esse aí é trouxa?
Acontece que, embora pensar no dinhero que irá nos auxiliar o sustento, muito justo, na grande maioria das vezes despresamos algumas pequenas características como: Esse dinheiro foi gerado pelo suor de um trabalho honesto? Foi gerado pela discórdia e pela mágoa de pessoas que se sentiram lesadas? Foi fruto de uma atividade que trouxe alívio para aquelas pessoas que dispenderam desse dinheiro? Qual é a energia que esse dinheiro traz?
Aliás, qual pode ser a consequência da energia que esse dinheiro tem impregnado nele?
Quanta fortuna fruto de desavenças, carregadas de ódio e mágoa não trazem, junto consigo, coincidentemente doença, desavenças familiares e pequenos incômodos que nos tirar a o equilíbrio, e, as vezes noites de sono?
Fazer o bem, se levado por esse ângulo toma um caráter aonde nossa responsabilidade vai mais além, não basta simplesmente falar palavrinhas de conforto, ser educado, mas é preciso que até mesmo nos atos que nos garantem o sustendo e a estabilidade financeira estejamos munidos de ações construtivas, e não somente construtivas para nós, mas para quantas forem as pessoas em quem esse dinheiro terá esbarrado.
Dinheiro ganho com trabalho feito com reclamação, queixas e murmúrios parace não durar muito, assim como dinheiro vindo de alguma atividade que insuflou inveja, raiva e revolta parece trazer consigo o germem da não prosperidade, mas das desavenças, dos desentendimentos.
Eu demorei para entender um pouco sobre isso, quanto trabalho me trouxe preocupações mil e o dinheiro, embora farto foi fluído e não perdurou em meu poder, quanto trabalho, embora tenho podido me sustentar o suficiente para não passar fome, me trouxe vitalidade, ânimo de vida; quanto trabalho por mais insignificante que me parecesse não me fez um bem danado, me trazendo inclusive outros trabalhos?
Quantos trabalhos grandes sucitaram apenas a inveja de pesoas gananciosas e não me trouxeram qualquer benefício, nem mesmo material...
O problema é que não apenas mudamos o mundo, mas de acordo da forma como mudamos o mundo, o mundo nos muda. tudo o que está a nossa vlota reflete nossos atos, somos vítimas dos nossos entraves, sofremos pelo mal que semeamos, colhemos os frutos que plantamos sempre. Somos atingido pelos monstros que acreditamos que existem, somos vítimas dos males que alimentamos. Quem tem medo de sofre, curiosamente sofre mais do que aqueles que não se preocupam com isso, simplesmente porque "criam" sofrimento em mais ocasiões do que as pessoas que não estão exatamente ligando para o sofrimento.
Temos tanto medo de perdermos a liberdade, que tolhemos nossa liberdade voluntariamente. Temos tanto medo de sermos sermos passados para trás que nos escondemos e o mundo todo nos passa para trás.
Temos tanto medo de não ter dinheiro que o dinheiro não nos chega, e quando chega, não fica. Temos escrúpulos mil e na maioria das vezes escolhemos ganhar dinheiro fazendo dinheiro sem produzir riquesa, sem produzir arte ou cultura, somente em cima de alguma especulação. Acontece que especulação gera mais especulação, e na contramão disso tudo sofremos as mesmas especulações que nos dilapidam o saldo em nossas contas. Quando produzimos alguma coisa que nos dê dinheiro, mesmo sendo pouco, essa produção justamente nos leva a ter mais produção, nos impele a produzir mais, e o dinheiro acaba sendo uma consequência simples e natural.
Quando o dinheiro nos vem com alguma atividade que engrandece, mais engrandecidos ficamos por perceber que somos protegidos por essa atividade. Quando criamos a oportunidade de uma pessoa sonhar, criar coragem, ter forças, esquecer as dificuldades e continuar, adquirimos essa mesma oportunidade de sonhar, essa coragem e força que empregamos em nosso trabalho de volta.
Podemos, no entanto empregar e doar aquilo que bem entendermos. Precisamos, no entanto, conscientemente escolher se vamos construir ou destruir o mundo, pois uma coisa é certa: se não temos culpa pelo mundo que encontramos, temos pelo mundo que deixamos, e ele irá voltar até nós, pois criamos o mundo a nossa imagem e semelhança. Ele apenas reflete aquilo que somos, por isso merecemos o mundo aonde vivemos.
Para viver em um mundo melhor precisamos criar um mundo melhor, alimentar um mundo melhor, proporcionar o mundo melhor para que esse mundo nos proporcione uma vida melhor.
O bom dinheiro, por isso mesmo, é aquele gerado no exercício de um mundo melhor. Não aquele que tem mais zeros no lado direito.
No caso, iremos tratar apenas do primeiro item.
Eu duvido que exista alguém ao estilo Forrest Gump, aonde as coisas acontecem à sua volta e o cara apenas entre de gaiato, e ainda por cima tirando vantagem da situação sem consciência de que está tirando vantagem.
Em geral, a gente costuma depois de uma época de reclusão, inação ou qualquer coisa que o valha, adotar um caminho a seguir levando em consideração o leitinho das crianças.
Na maioria dos casos é uma atividade não exatamente ilegal, somente quando não há possibilidade de encontrar alguma atividade legal que saibamos ou nos interessamos em fazer é que acabamos escolhendo qualquer porcaria ilegal, desde traga dinheiro.
No entanto, mesmo entre as "legais", o que não falta é oportunidade de se fazer a coisa "certa" de maneira "não tão certa".
Aí a gente entra numa questão um pouco mais profunda que não tem ligação com o que "fazer", mas "como fazer".
Você pode ser um comerciante, por exemplo, que tem suas dificuldades para andar nos eixos, pagar suas contas, seus impostos (que são uma barbaridade de altos) empregados, fonecedores, etc. Ou ser um comerciante que para que "compense" continuar na atividade de comerciante perceba que somente isso é possível se adulterar algum controle de caixa, contratar funcionários por umvalor e registrar na carteira outro mais baixo para pagar menos imposto e de vez em quando dar uma canseira nos fornecedores para fazer "saldo médio" no banco.
De certa forma, o segundo comportamento pode ser justificado pelas falha do sistema, a carga tributária pesadíssima, os funcionários que não são assim tão aplicados no trabalho ou a fornecedor que também já mandou embora todos os empregados e agora fabirca na China por menos da metade do custo de produção que tinha antes cobrando a mesma coisa pelo produto.
Aí é aonde reside todo o problema da nossa sociedade e aonde ela se corroe: O erro alheio invariavelmente nos serve de estímulos e desculpa para que cometamos os nossos erros e nos garanta que ninguém, em lugar nenhum nos coloque o dedo na cara.
Vivemos numa época aonde a virtude precisa ser acima de tudo, aparente. mas no frigir dos ovos, quando todos se despem de suas "máscaras" todos estão igualmente na mesma situação deplorável.
O que será que isso pode significar, de verdade?
Eu sugiro que isso nos demonstra alguns pontos:
1- As pessoas não amam o que fazem - apenas amam o resultado daquilo que fazem. Por isso, se em algum momento tiverem a oportunidade de receberem o resultado daquilo que fazem por menos esforço, por se fazer algo até mesmo reprovável, ou se receber mais para fazer qualquer coisa mesmo, a pessoa nem vai pensar duas vezes antes de pular fora. E sem correr o risco de sentir o mínimo peso na consciência por isso.
2- As pessoas não acreditam no mérito pelo esforço - acreditam no dinheiro no bolso e na fama. As vias pelas quais se chega a esse objetivo, é apenas um mísero detalhe.
3- As pessoas não acreditam em bem e mal - não acreditam em Deus, em reencarnação, em Justiça Divina, em Jesus, em Buda, em nada. Morreu acabou. Não tem céu nem inferno. O ser humano dessa maneira pode muito bem se dar ao luxo de ser o mais selvagem animal que já pisou a crosta terrestre, com requintes absurdos de crueldade, pois apenas vale a satisfação de seus desejos, de seus caprichos e que vença o menos trouxa. Sem que percebamos, retrocedemos até a idade da pedra, somos trogloditas em cavernas verticais. Agora, quando somos nós as vítimas...
4- As pessoas acreditam não terem culpa pelos seus erros (cômodo isso, não?) - a culpa é da mãe, do pai, do irmão, tudo começou quando eu era cirança pequena lá em Sorocaba, o mundo me forçou a ser malandro, as pessoas me provocam, o sistema é injusto e me fez ser o que eu sou, se as pessoas fossem diferentes, se o mundo fosse diferente, se o sistema fosse diferente...
Uma coisa é certa, o mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas, nós não somos perfeitos. Mas a coisa acaba por aí. Antes de nescermos o mundo já existia, não é verdade, e quando deixarmos essa terra, quando a gente bater com a alcatra na terra o mundo vai continuar existindo, não é verdade? Como era o mundo quando nele entramos? Como será o mundo quando deixarmso ele? Aliás, quando deixarmos, será que podemos percebem qual a contribuição demos a ele? Por nossa causa o mundo será melhor ou pior? Eu não estou querendo saber se o mundo vai reconhecer meu esforço, muito menos se eu serei uma espécie de manda chuva global, porque TODOS constroem ou destroem um pouco o mundo, só que alguns tem a chance de ciusar maior impacto, outros causam impacto menor.
Tanto eu, você, o presidente da república, o mendigo lá fora, o vnededor de cachorro quente, o grande mepresário, a dona de casa... TODOS estamos mudando o mundo. Sempre! Enquanto estivermos respirando, estamos interagindo e resultando um mundo diferente.
Se melhor ou pior, aí é problema da gente.
Pois na maioria das vezes pensamos no dinheiro, que paga nossas contas, nos permite comer uma pizza no final de semana, comprar uma roupa nova, ter conforto na vida. Mas, o que fazemos para conseguir comer a pizza do final de semana? E quantas vezes encontramos alguém que não consegue comer uma pizza de final de semana e pensamos: esse aí é trouxa?
Acontece que, embora pensar no dinhero que irá nos auxiliar o sustento, muito justo, na grande maioria das vezes despresamos algumas pequenas características como: Esse dinheiro foi gerado pelo suor de um trabalho honesto? Foi gerado pela discórdia e pela mágoa de pessoas que se sentiram lesadas? Foi fruto de uma atividade que trouxe alívio para aquelas pessoas que dispenderam desse dinheiro? Qual é a energia que esse dinheiro traz?
Aliás, qual pode ser a consequência da energia que esse dinheiro tem impregnado nele?
Quanta fortuna fruto de desavenças, carregadas de ódio e mágoa não trazem, junto consigo, coincidentemente doença, desavenças familiares e pequenos incômodos que nos tirar a o equilíbrio, e, as vezes noites de sono?
Fazer o bem, se levado por esse ângulo toma um caráter aonde nossa responsabilidade vai mais além, não basta simplesmente falar palavrinhas de conforto, ser educado, mas é preciso que até mesmo nos atos que nos garantem o sustendo e a estabilidade financeira estejamos munidos de ações construtivas, e não somente construtivas para nós, mas para quantas forem as pessoas em quem esse dinheiro terá esbarrado.
Dinheiro ganho com trabalho feito com reclamação, queixas e murmúrios parace não durar muito, assim como dinheiro vindo de alguma atividade que insuflou inveja, raiva e revolta parece trazer consigo o germem da não prosperidade, mas das desavenças, dos desentendimentos.
Eu demorei para entender um pouco sobre isso, quanto trabalho me trouxe preocupações mil e o dinheiro, embora farto foi fluído e não perdurou em meu poder, quanto trabalho, embora tenho podido me sustentar o suficiente para não passar fome, me trouxe vitalidade, ânimo de vida; quanto trabalho por mais insignificante que me parecesse não me fez um bem danado, me trazendo inclusive outros trabalhos?
Quantos trabalhos grandes sucitaram apenas a inveja de pesoas gananciosas e não me trouxeram qualquer benefício, nem mesmo material...
O problema é que não apenas mudamos o mundo, mas de acordo da forma como mudamos o mundo, o mundo nos muda. tudo o que está a nossa vlota reflete nossos atos, somos vítimas dos nossos entraves, sofremos pelo mal que semeamos, colhemos os frutos que plantamos sempre. Somos atingido pelos monstros que acreditamos que existem, somos vítimas dos males que alimentamos. Quem tem medo de sofre, curiosamente sofre mais do que aqueles que não se preocupam com isso, simplesmente porque "criam" sofrimento em mais ocasiões do que as pessoas que não estão exatamente ligando para o sofrimento.
Temos tanto medo de perdermos a liberdade, que tolhemos nossa liberdade voluntariamente. Temos tanto medo de sermos sermos passados para trás que nos escondemos e o mundo todo nos passa para trás.
Temos tanto medo de não ter dinheiro que o dinheiro não nos chega, e quando chega, não fica. Temos escrúpulos mil e na maioria das vezes escolhemos ganhar dinheiro fazendo dinheiro sem produzir riquesa, sem produzir arte ou cultura, somente em cima de alguma especulação. Acontece que especulação gera mais especulação, e na contramão disso tudo sofremos as mesmas especulações que nos dilapidam o saldo em nossas contas. Quando produzimos alguma coisa que nos dê dinheiro, mesmo sendo pouco, essa produção justamente nos leva a ter mais produção, nos impele a produzir mais, e o dinheiro acaba sendo uma consequência simples e natural.
Quando o dinheiro nos vem com alguma atividade que engrandece, mais engrandecidos ficamos por perceber que somos protegidos por essa atividade. Quando criamos a oportunidade de uma pessoa sonhar, criar coragem, ter forças, esquecer as dificuldades e continuar, adquirimos essa mesma oportunidade de sonhar, essa coragem e força que empregamos em nosso trabalho de volta.
Podemos, no entanto empregar e doar aquilo que bem entendermos. Precisamos, no entanto, conscientemente escolher se vamos construir ou destruir o mundo, pois uma coisa é certa: se não temos culpa pelo mundo que encontramos, temos pelo mundo que deixamos, e ele irá voltar até nós, pois criamos o mundo a nossa imagem e semelhança. Ele apenas reflete aquilo que somos, por isso merecemos o mundo aonde vivemos.
Para viver em um mundo melhor precisamos criar um mundo melhor, alimentar um mundo melhor, proporcionar o mundo melhor para que esse mundo nos proporcione uma vida melhor.
O bom dinheiro, por isso mesmo, é aquele gerado no exercício de um mundo melhor. Não aquele que tem mais zeros no lado direito.
7.4.09
Perdi um Mestre
Nessa vida é tão difícil encontrar pessoas com inteligência, moral, coerência e firmesa, que quando aparece algum pessoa com o mínimo de capacidade intelectual, temos a impressão de que encontramos um ser de outro mundo, quanto mais quando por algum motivo qualquer temos a sorte de encontrar em nossa vida algum ser realmente excepcional, muitas vemos sequer percebemos que essas pessoas a são.
Na minha vida, até hoje, eu considero quatro pessoas com quem eu tive a oportunidade de cruzar o meu destino como excepcionais, somente não gostaria no momento de dizer os nomes, acredito que essas pessoas sabem que eu as considero mestres, pois foram pessoas que me mostraram muitas coisas, pessoas com quem eu muito aprendi e, se hoje eu posso ser considerado alguma coisa que preste, eu posso dizer com toda certeza que essas pessoas muito contribuiram para as qualidades que eu possa pelo menos hipoteticamente ter.
Só que hoje, eu perdi a oportunidade de continuar a ter contato fisicamente com um desses mestres. Foi o último mestre que eu tive, uma pessoa que me ensinou tanto, mais tanto conhecimento, tanta coisa, uma pessoa que proporcionou tanto aprendizado nos últimos anos a ponto de eu conhecer muito mais sobre mim, sobre o mundo, sobre as coisas, sobre as leis que regem o universo, sobre os mistérios da vida, de Deus e dos homens no que em todos os anos de minha vida.
Com esse mestre eu tive acesso ao último segredo da humanidade, o segredo sobre si próprio, seu destino, sua origem, sobre o objetivo e sobre como aprender a aprender.
Uma pessoa rara, como poucos na terra são. Uma pessoa bastante dura quando se conhece logo de início, mais parece uma rocha intransponível, alguém que ao ouvir uma frase sua é capaz de gritar “Burro!!” e depois te provar por A mais B , de acordo com as mais variadas teorias e ciências o porque ele está te chamando de burro a ponto de você apenas admitir que é realmente burro.
Muitas pessoas que se consideram grandes doutores, sabedores de muita ciência e filosofia foram chamadas de burro por esse mestre, que sempre provou a todos os “burros” que cruzaram o seu caminho que eles eram ainda muito menos do que aquilo que eles acreditavam ser, e por isso mesmo foi odiado por tantos.
Um ser de rara inteligência, mas em alguns momentos incapaz de conviver com mentes simplesmente comuns, tal era o seu grau de capacidade. Um homem capaz de se fazer o mais reles materialista para não ofender nem o mais reles materialista, capaz de se fazer o mais reles capitalista para não ofender nem o mais reles capitalista, capaz de se fazer um reles preconceituoso para não ofender o mais reles preconceituoso, capaz de se fazer um reles mortal para não ofender nem mesmo o mais reles mortal.
Mas o fato é que ele amava as situações simples da vida, amava as amizades fáceis e sinceras, amava a vida com todos os problemas que ela contém, a ponto de inclusive criar problemas somente para que eles existam, sem mesmo saber porque ele os criava.
Respondia, quando interpelado “porque você faz isso?" apenas com um “sei lá, frescura...” Acontece que essas frescuras dele, o fazia um ser único, capaz de ir aos Estados Unidos só para comprar cueca e ter uma cueca nova para mostrar aos amigos de futebol no vestiário.
Pois ele sempre foi assim, embora a princípio se parecesse um grande mal humorado, agressivo e misantropo, ao conhecê-lo mais de perto, ele se revelava um verdadeiro amante da vida, da vida boa, da vida simples, da vida plena, uma verdadeira criança num corpo de mais de setenta anos, uma criança que corre de carro, uma criança que gosta de barco, uma criança que bebe, que fuma, que joga, que ri, que conta piada, que tem humor e que nunca fez a mínima questão em se parecer inteligente, sensível, honesto. Para ele bastava ser, não mostrar aos outros que era.
Quanto temos que aprender com pessoas assim, e quanto tempo irá demorar para voltar a encontrar alguém assim.
Minha preocupação agora é em saber se ele está bem, se será possível continuar o seu caminho sem maiores sofrimentos e se os seus podem se sentir confortados pela dor de sua perda.
Lamento apenas pelas poucas palavras, pensamentos e raciocínios que deixou escrito, pois o fruto de sua razão é ouro puro, o mais puro e mais valioso, pois nunca perece e ninguém irá um dia roubar.
Todos os que tiveram a sorte e o encontrar e de receber dele a maior riquesa que poderia dar a uma pesssoa, que é a sua inteligência, sua presença de espírito; continuarão, agora não mais como alunos ou aprendizes, mas pessoas que tentarão viver, agir e ensinar tudo o que dele pode nos oferecer.
Como ele mesmo nunca gostou e nem admitiu elogios, a ponto de muitas vezes se transformar no bicho mais selvagem que pode existir somente para provar que nunca foi merecedor de qualquer elogio, vou terminando aqui meu texto.
Mas, não sem antes dizer:
Obrigado, Paulo Oliveira.
Na minha vida, até hoje, eu considero quatro pessoas com quem eu tive a oportunidade de cruzar o meu destino como excepcionais, somente não gostaria no momento de dizer os nomes, acredito que essas pessoas sabem que eu as considero mestres, pois foram pessoas que me mostraram muitas coisas, pessoas com quem eu muito aprendi e, se hoje eu posso ser considerado alguma coisa que preste, eu posso dizer com toda certeza que essas pessoas muito contribuiram para as qualidades que eu possa pelo menos hipoteticamente ter.
Só que hoje, eu perdi a oportunidade de continuar a ter contato fisicamente com um desses mestres. Foi o último mestre que eu tive, uma pessoa que me ensinou tanto, mais tanto conhecimento, tanta coisa, uma pessoa que proporcionou tanto aprendizado nos últimos anos a ponto de eu conhecer muito mais sobre mim, sobre o mundo, sobre as coisas, sobre as leis que regem o universo, sobre os mistérios da vida, de Deus e dos homens no que em todos os anos de minha vida.
Com esse mestre eu tive acesso ao último segredo da humanidade, o segredo sobre si próprio, seu destino, sua origem, sobre o objetivo e sobre como aprender a aprender.
Uma pessoa rara, como poucos na terra são. Uma pessoa bastante dura quando se conhece logo de início, mais parece uma rocha intransponível, alguém que ao ouvir uma frase sua é capaz de gritar “Burro!!” e depois te provar por A mais B , de acordo com as mais variadas teorias e ciências o porque ele está te chamando de burro a ponto de você apenas admitir que é realmente burro.
Muitas pessoas que se consideram grandes doutores, sabedores de muita ciência e filosofia foram chamadas de burro por esse mestre, que sempre provou a todos os “burros” que cruzaram o seu caminho que eles eram ainda muito menos do que aquilo que eles acreditavam ser, e por isso mesmo foi odiado por tantos.
Um ser de rara inteligência, mas em alguns momentos incapaz de conviver com mentes simplesmente comuns, tal era o seu grau de capacidade. Um homem capaz de se fazer o mais reles materialista para não ofender nem o mais reles materialista, capaz de se fazer o mais reles capitalista para não ofender nem o mais reles capitalista, capaz de se fazer um reles preconceituoso para não ofender o mais reles preconceituoso, capaz de se fazer um reles mortal para não ofender nem mesmo o mais reles mortal.
Mas o fato é que ele amava as situações simples da vida, amava as amizades fáceis e sinceras, amava a vida com todos os problemas que ela contém, a ponto de inclusive criar problemas somente para que eles existam, sem mesmo saber porque ele os criava.
Respondia, quando interpelado “porque você faz isso?" apenas com um “sei lá, frescura...” Acontece que essas frescuras dele, o fazia um ser único, capaz de ir aos Estados Unidos só para comprar cueca e ter uma cueca nova para mostrar aos amigos de futebol no vestiário.
Pois ele sempre foi assim, embora a princípio se parecesse um grande mal humorado, agressivo e misantropo, ao conhecê-lo mais de perto, ele se revelava um verdadeiro amante da vida, da vida boa, da vida simples, da vida plena, uma verdadeira criança num corpo de mais de setenta anos, uma criança que corre de carro, uma criança que gosta de barco, uma criança que bebe, que fuma, que joga, que ri, que conta piada, que tem humor e que nunca fez a mínima questão em se parecer inteligente, sensível, honesto. Para ele bastava ser, não mostrar aos outros que era.
Quanto temos que aprender com pessoas assim, e quanto tempo irá demorar para voltar a encontrar alguém assim.
Minha preocupação agora é em saber se ele está bem, se será possível continuar o seu caminho sem maiores sofrimentos e se os seus podem se sentir confortados pela dor de sua perda.
Lamento apenas pelas poucas palavras, pensamentos e raciocínios que deixou escrito, pois o fruto de sua razão é ouro puro, o mais puro e mais valioso, pois nunca perece e ninguém irá um dia roubar.
Todos os que tiveram a sorte e o encontrar e de receber dele a maior riquesa que poderia dar a uma pesssoa, que é a sua inteligência, sua presença de espírito; continuarão, agora não mais como alunos ou aprendizes, mas pessoas que tentarão viver, agir e ensinar tudo o que dele pode nos oferecer.
Como ele mesmo nunca gostou e nem admitiu elogios, a ponto de muitas vezes se transformar no bicho mais selvagem que pode existir somente para provar que nunca foi merecedor de qualquer elogio, vou terminando aqui meu texto.
Mas, não sem antes dizer:
Obrigado, Paulo Oliveira.
3.4.09
Aos Iniciantes
Algumas vezes eu vejo, nesse mercado de ilustração, tão vilipendiado por ilustradores dos naipes mais esdrúxulos que se pode haver, algumas iniciativas isoladas de pessoas com intenções puras.
Algumas vezes eu me surpreendo com o fruto de iniciantes com o vigor e a inocência da primeira idade, que ainda não foram contaminados pelo câncer do egocentrismo e nutrem em si sonhos socializados de socializar o acesso, o conhecimento, a informação, o debate e o desenvolvimento do mercado de ilustração pelos ilustradores.
Invariavelmente, costumam trombar com as figuras já conhecidas, macacos velhos que vivem de marketing pessoal, se auto intitulando salvadores da pátria que “vendem” suas iniciativas (muitas delas, que nem própria é) como a solução definitiva para todos os problemas.
A solução, antes de mais nada, se faz necessário dizer que de maneira absoluta está mais fácil de ser uma quimera do que uma realidade, porque um mercado é feito de pessoas, indivíduos, e ainda mais quando se fala em ilustração, o indivíduo se sente e se faz cada vez mais “indivíduo” mesmo, pois não consegue ter disciplina e grandiosidade de caráter para deixar de ser uma pessoa, um artista, “o cara” para ser apenas parte de um grupo.
Vemos todos os dias pulularem manifestações de grupos de indivíduos, mas com extrema dificuldade vemos manifestações de grupos, pessoas anônimas que juntos fazem a diferença. E o ilustrado, no fundo não quer ser anônimo, que ser apontado, admirado, reconhecido, quer ter seu ego massageado e fazer parte de uma “colméia” seria a morte de sua individualidade como “abelha rainha”.
Temos um exército de “abelhas rainhas”, algumas abelhas rainhas maiores, mais forte, outras abelhas já são mais mirradinhas, mas todas são rainhas.
Eu mesmo confesso que essa dificuldade em formar um grupo, aonde cada um contribua diariamente para colocar o seu tijolinho e construir alguma coisa aonde méritos e culpas sejam de todos me fez afastar me por completo de qualquer aglomeração. No entanto, eu observo, com olhos que não são meus, mas ainda assim aguardo o momento em que uma geração regenerada um dia apareça, disposta a simplesmente trabalhar. Colocar a mão na massa independente de quem vai levar a fama por ter feito o quê.
E ainda hoje vejo, algumas iniciativas, pessoas bem intencionadas, com sinceridade, mas que falta a elas a experiência, o conhecimento, a vivência. No final das contas, apesar da boa vontade elas se ajudam, se esclarecem e aos poucos se fortalecem, mas ainda falta o apoio, a visão, o contato com o passado, com algumas tradições, a história do profissão, o porque da origem das coisas, como técnicas, estilos, e demandas de mercado.
Também falta (e como falta), sempre faltou na verdade, uma visão ou uma oportunidade para que os ilustradores que se aventuram nesse mercado ingrato tenham domínio não somente da parte técnica e artística da profissão, mas da parte prática. Como administrar? Como tomar conta das nossas contas? Como gerir seu trabalho como uma empresa? Como ser empreendedor? Como abrir mercado? Como analisar o mercado, suas tendências, saber se antecipar aos acontecimentos e estar a frente, ditando regras, tendências, ao invés de simplesmente aceitar as regras que alguém um dia impôs para você?
Como fazer para ser um vendedor, uma administrador, um gerenciador, uma pessoa que trabalha com recursos, com elementos, que precise escolher as melhores peças para se montar um quebra cabeça de acordo não só com a realidade de mercado, mas a realidade dos clientes?
A falta de ouvir preocupações como essa me fez e ainda me faz afastar de muitos colegas de profissão. A coisa mais insuportável que existe é você ver um bando de marmanjos reclamando da vida, e ninguém tendo idéias, analisando possíveis soluções. O pior de tudo, é que, quando alguém aparece com uma possível solução, ninguém acredita nessa pessoa, tão aficionados essas pessoas estão em focar no problema. Isso quando a própria pessoa por si só já não desacredita nas suas idéias.
Já é tão difícil ouvir um sim, num país aonde as pessoas estão acostumadas a acreditar que a coisa é ruim, o sistema é injusto, a corrupção sempre existiu e sempre existirá, e dessa maneira todos vivem suas vidas simplesmente se adaptando a “regras” em que a esperança, o esforço e a confiança no futuro somente se faz presente em pessoas que encontram alguma grande fonte estatal de recurso para se encostar.
É um comportamento herdado dos primatas, pois esses nossos parentes distante, tem um medo tremendo de água, de ar, até do chão. Somente se sentem confortáveis me cima de galhos, aonde podem ver tudo o que acontece, fazem qualquer coisa, inclusive provocam animais mais fortes do que ele, mas tem a opção de se esconderem atrás da folhagem ou pular para outro galho, caso a coisa fique preta.
Parece que nesse país, estamos ainda mais próximos dos chimpanzés, pois vemos invariavelmente esse tipo de comportamento se repetindo, e muitas pessoas sem que saibam, revivem o comportamento dos seus ancestrais mais remotos.
Entre ilustradores isso se amplifica, basta ver quando muitos ilustradores se juntam.
Nada contar o encontro em si, um encontro é apenas um encontro, mas é inegável o clima de primitividade, oriunda do comportamento tão pouco humano de algumas pessoas.
E porque um comportamento tão pouco humano em coletividade? Talvez porque o animal (não me refiro aos chimpanzés e nem aos gorilas) em questão seja, na verdade avesso ao relacionamento harmonioso em grupo, preferem resgatar instintos primitivos em coletividade manifestando-se da forma descrita, quem sabe mesmo por suspeitarem que se vestissem a pele daquilo que são na verdade, talvez demonstrassem ser animais muito mais selvagens.
Alegria é sempre bom, diversão sempre é bom, mas alegria demais inebria o cérebro. É preciso rir da vida, rir da gente, mas o suficiente para descansar, retomar o fôlego, recobrar as forças e voltar a encarar a realidade, interagindo se possível de maneira positiva no mundo real. e depois da refrega, uma diversão e alegria para compensar os esforços de batalha.
Isso, se analisarmos bem, é muuuito primitivo, mas ainda assim é um comportamento de seres humanos.
Aliás, o ser humano só chegou aonde chegou porque soube se organizar, se aliar, equilibrar forças para derrotar as dificuldades do ambiente. Se hoje o ser humano subjuga o planeta a ponto de poder destruí-lo se utilizar sua força sem sabedoria, essa capacidade só se deve porque o ser humano soube, através do tempo se unir e se organizar.
Não como bando de símios, e nem como tribos nômades, mas como seres capazes de analisar o ambiente, agir em conjunto, tomar decisões e agir de acordo com as decisões tomadas.
O que eu espero, é que os novatos, não se recolham ao primitivismo simiesco da atividade, mas continuem preservando a boa vontade de discutir e auxiliar. Para vocês, eu manifesto minha vontade de conhecê-los todos e quem sabe, ter um dia, com bastante tempo para poder.
Não nos iludamos, a sofisticação de certos ambientes apenas maquiam os instintos animalizados do ser, o fato de alguém ter um carro assim ou assado, de se vestir assim ou assado, de falar com inúmeros rapapés não escondem os instintos do ser. A simplicidade ainda é o único caminho para a verdade, para as grandes conquistas. Quem tem aversão a simplicidade, tem medo que em vivendo a simplicidade revelem ao mundo sua verdadeira natureza.
Novatos, não se seduzam pelo luxo, nem pelos ouros de tolo da fama, da divulgação fácil e do trabalho para grandes clientes; não queiram ser mais do que são, se esforcem, trabalhem, estudem, desenhem, ilustrem, pintem, tenham idéias, ponham elas em prática, conheçam mais do que as coisas que apenas fazem parte das pranchetas, façam cada um de você a sua parte sem esperar que o outro faça a dele, pois o coletivo é feito de indivíduos e corrigindo o individuo o coletivo se corrigirá; e espero que saibam que é com grande prazer que eu quero conhecer vocês e poder trocar as minhas experiências com as suas, pois talvez eu tenha algo a acrescentar, fruto mais da vivência do que da capacidade, mas atualmente acredito ter muito mais a aprender.
Pois me corta o coração ver vocês, iniciantes bem intencionados, com fome e sede de conhecimento, de orientação e de união não serem levados a sério.
O mercado se um dia se regenerar, será porque faz parte dele uma maioria de pessoas conscientes e sérias. Se hoje o mercado está degenerado, é porque a maioria dos ilustradores que fazem parte dele são igualmente degenerados. Me incluo no bolo, mas sinceramente desejo mudar essa realidade.
Algumas vezes eu me surpreendo com o fruto de iniciantes com o vigor e a inocência da primeira idade, que ainda não foram contaminados pelo câncer do egocentrismo e nutrem em si sonhos socializados de socializar o acesso, o conhecimento, a informação, o debate e o desenvolvimento do mercado de ilustração pelos ilustradores.
Invariavelmente, costumam trombar com as figuras já conhecidas, macacos velhos que vivem de marketing pessoal, se auto intitulando salvadores da pátria que “vendem” suas iniciativas (muitas delas, que nem própria é) como a solução definitiva para todos os problemas.
A solução, antes de mais nada, se faz necessário dizer que de maneira absoluta está mais fácil de ser uma quimera do que uma realidade, porque um mercado é feito de pessoas, indivíduos, e ainda mais quando se fala em ilustração, o indivíduo se sente e se faz cada vez mais “indivíduo” mesmo, pois não consegue ter disciplina e grandiosidade de caráter para deixar de ser uma pessoa, um artista, “o cara” para ser apenas parte de um grupo.
Vemos todos os dias pulularem manifestações de grupos de indivíduos, mas com extrema dificuldade vemos manifestações de grupos, pessoas anônimas que juntos fazem a diferença. E o ilustrado, no fundo não quer ser anônimo, que ser apontado, admirado, reconhecido, quer ter seu ego massageado e fazer parte de uma “colméia” seria a morte de sua individualidade como “abelha rainha”.
Temos um exército de “abelhas rainhas”, algumas abelhas rainhas maiores, mais forte, outras abelhas já são mais mirradinhas, mas todas são rainhas.
Eu mesmo confesso que essa dificuldade em formar um grupo, aonde cada um contribua diariamente para colocar o seu tijolinho e construir alguma coisa aonde méritos e culpas sejam de todos me fez afastar me por completo de qualquer aglomeração. No entanto, eu observo, com olhos que não são meus, mas ainda assim aguardo o momento em que uma geração regenerada um dia apareça, disposta a simplesmente trabalhar. Colocar a mão na massa independente de quem vai levar a fama por ter feito o quê.
E ainda hoje vejo, algumas iniciativas, pessoas bem intencionadas, com sinceridade, mas que falta a elas a experiência, o conhecimento, a vivência. No final das contas, apesar da boa vontade elas se ajudam, se esclarecem e aos poucos se fortalecem, mas ainda falta o apoio, a visão, o contato com o passado, com algumas tradições, a história do profissão, o porque da origem das coisas, como técnicas, estilos, e demandas de mercado.
Também falta (e como falta), sempre faltou na verdade, uma visão ou uma oportunidade para que os ilustradores que se aventuram nesse mercado ingrato tenham domínio não somente da parte técnica e artística da profissão, mas da parte prática. Como administrar? Como tomar conta das nossas contas? Como gerir seu trabalho como uma empresa? Como ser empreendedor? Como abrir mercado? Como analisar o mercado, suas tendências, saber se antecipar aos acontecimentos e estar a frente, ditando regras, tendências, ao invés de simplesmente aceitar as regras que alguém um dia impôs para você?
Como fazer para ser um vendedor, uma administrador, um gerenciador, uma pessoa que trabalha com recursos, com elementos, que precise escolher as melhores peças para se montar um quebra cabeça de acordo não só com a realidade de mercado, mas a realidade dos clientes?
A falta de ouvir preocupações como essa me fez e ainda me faz afastar de muitos colegas de profissão. A coisa mais insuportável que existe é você ver um bando de marmanjos reclamando da vida, e ninguém tendo idéias, analisando possíveis soluções. O pior de tudo, é que, quando alguém aparece com uma possível solução, ninguém acredita nessa pessoa, tão aficionados essas pessoas estão em focar no problema. Isso quando a própria pessoa por si só já não desacredita nas suas idéias.
Já é tão difícil ouvir um sim, num país aonde as pessoas estão acostumadas a acreditar que a coisa é ruim, o sistema é injusto, a corrupção sempre existiu e sempre existirá, e dessa maneira todos vivem suas vidas simplesmente se adaptando a “regras” em que a esperança, o esforço e a confiança no futuro somente se faz presente em pessoas que encontram alguma grande fonte estatal de recurso para se encostar.
É um comportamento herdado dos primatas, pois esses nossos parentes distante, tem um medo tremendo de água, de ar, até do chão. Somente se sentem confortáveis me cima de galhos, aonde podem ver tudo o que acontece, fazem qualquer coisa, inclusive provocam animais mais fortes do que ele, mas tem a opção de se esconderem atrás da folhagem ou pular para outro galho, caso a coisa fique preta.
Parece que nesse país, estamos ainda mais próximos dos chimpanzés, pois vemos invariavelmente esse tipo de comportamento se repetindo, e muitas pessoas sem que saibam, revivem o comportamento dos seus ancestrais mais remotos.
Entre ilustradores isso se amplifica, basta ver quando muitos ilustradores se juntam.
Nada contar o encontro em si, um encontro é apenas um encontro, mas é inegável o clima de primitividade, oriunda do comportamento tão pouco humano de algumas pessoas.
E porque um comportamento tão pouco humano em coletividade? Talvez porque o animal (não me refiro aos chimpanzés e nem aos gorilas) em questão seja, na verdade avesso ao relacionamento harmonioso em grupo, preferem resgatar instintos primitivos em coletividade manifestando-se da forma descrita, quem sabe mesmo por suspeitarem que se vestissem a pele daquilo que são na verdade, talvez demonstrassem ser animais muito mais selvagens.
Alegria é sempre bom, diversão sempre é bom, mas alegria demais inebria o cérebro. É preciso rir da vida, rir da gente, mas o suficiente para descansar, retomar o fôlego, recobrar as forças e voltar a encarar a realidade, interagindo se possível de maneira positiva no mundo real. e depois da refrega, uma diversão e alegria para compensar os esforços de batalha.
Isso, se analisarmos bem, é muuuito primitivo, mas ainda assim é um comportamento de seres humanos.
Aliás, o ser humano só chegou aonde chegou porque soube se organizar, se aliar, equilibrar forças para derrotar as dificuldades do ambiente. Se hoje o ser humano subjuga o planeta a ponto de poder destruí-lo se utilizar sua força sem sabedoria, essa capacidade só se deve porque o ser humano soube, através do tempo se unir e se organizar.
Não como bando de símios, e nem como tribos nômades, mas como seres capazes de analisar o ambiente, agir em conjunto, tomar decisões e agir de acordo com as decisões tomadas.
O que eu espero, é que os novatos, não se recolham ao primitivismo simiesco da atividade, mas continuem preservando a boa vontade de discutir e auxiliar. Para vocês, eu manifesto minha vontade de conhecê-los todos e quem sabe, ter um dia, com bastante tempo para poder.
Não nos iludamos, a sofisticação de certos ambientes apenas maquiam os instintos animalizados do ser, o fato de alguém ter um carro assim ou assado, de se vestir assim ou assado, de falar com inúmeros rapapés não escondem os instintos do ser. A simplicidade ainda é o único caminho para a verdade, para as grandes conquistas. Quem tem aversão a simplicidade, tem medo que em vivendo a simplicidade revelem ao mundo sua verdadeira natureza.
Novatos, não se seduzam pelo luxo, nem pelos ouros de tolo da fama, da divulgação fácil e do trabalho para grandes clientes; não queiram ser mais do que são, se esforcem, trabalhem, estudem, desenhem, ilustrem, pintem, tenham idéias, ponham elas em prática, conheçam mais do que as coisas que apenas fazem parte das pranchetas, façam cada um de você a sua parte sem esperar que o outro faça a dele, pois o coletivo é feito de indivíduos e corrigindo o individuo o coletivo se corrigirá; e espero que saibam que é com grande prazer que eu quero conhecer vocês e poder trocar as minhas experiências com as suas, pois talvez eu tenha algo a acrescentar, fruto mais da vivência do que da capacidade, mas atualmente acredito ter muito mais a aprender.
Pois me corta o coração ver vocês, iniciantes bem intencionados, com fome e sede de conhecimento, de orientação e de união não serem levados a sério.
O mercado se um dia se regenerar, será porque faz parte dele uma maioria de pessoas conscientes e sérias. Se hoje o mercado está degenerado, é porque a maioria dos ilustradores que fazem parte dele são igualmente degenerados. Me incluo no bolo, mas sinceramente desejo mudar essa realidade.
30.3.09
Porque eu não assisto novela
Muita gente costuma falar que a novela é uma forma de expressão cultural popular genuinamente brasileira, que é uma grande conquista perante o mundo existir as novelas brasileiras, como se elas fossem um marco de padrão de qualidade.
Bem, eu discordo em grande parte desse ponto de vista que as pessoas tem sobre as novelas (ou pelo menos posso dizer com toda tranquilidade que as novelas não expressam o mundo que eu vivo), e vou procurar explicar o porquê.
Antes de mais nada, a minha análise sobre as novelas não signifcam que novelas produzidas no México, Colômbia e outros paraísos da teledramaturgia, por exemplo sejam melhores, aliás, se as produções nacionais já não são aquela coisa, para mim essas novelas mexicanas e companhia limitada são muito piores, seria comparar um carro do ano com um fusca ano 67.
O problema é que não basta ser carro do ano, muitas vezes precisamos ter modelos esportivos, de luxo, off road, etc.
E o problema que as novelas brasileiras embora sjema tudo carro do ano, são carros com motor 1.0, sem nenhum opcional.
Vamos enumerar os defeitos que me fazem não querer ver novela nem por milagre:
1- Ninguém trabalha em novela, no máximo tem emprego (ocupação quase sempre improdutiva, em se falando de novela e sonho profissional de muitos), mas pegar no breu que é bom, ninguém pega. Eu já cansei de ver médico que nunca se sensibiliza com casos mais cabeludos dos hospitais (coisa que está cheia no nosso sistema de saúde). Você nunca vê um advogado advogando, nunca aparece algum caso sobre como um advogado de novela faz para defender um acusado por exemplo.
Vendedor, nunca vende. Tá sempre de papo pro ar. Diretor de empresa, então, nem se fala. Coça o saco o dia inteiro, é um tal de ligar pra mulher, pra namorada, pra amante, pro capanga, pro pai, é um tal de sair daqui pra lá, e por mais que esse povo seja atarefado, sempre tem tempo para uma horinha para afogar o ganso. E ninguém nunca é mandado embora.
2- Pobre de novela é mais rico que rico da vida real. Favela de novela só falta chofer.... Todo pobre mora em casa que embora seja antiga, é grande e arejada, tem uma mesa bem grande a farta aonde a família inteira se refestela até o fiofó fazer bico. Bairro de periferia nunca tem um véio escroto que briga com todo mundo, nunca tem uma vizinha biscate, nunca tem um bando de moleque mal educado que faz um zona nas redondezas, não tem bêbado, não tem cachorro vira lata cagando na rua, não tem crente te enchendo o saco domingo pela manhã e não tem mendigo dormindo em marquise de fábrica fechada.
3- Aula de novela é a coisa mais escrota que eu já vi. Assim como cerimônia de casamento. Por exemplo, seja qual for a cerimônia de casamento, os rapapé, as frescurices, o palavrório é uma coisa que nem nerd decora. Mas em novela não, você vê aquele noivo todo emperequetado falando aquele monte de asn.. quer dizer, aquele monte de quaisquaisquais sem errar uma única palavra e sem ter o padre do lado assoprando pro cara o que ele deve fazer. Com direito do ator poder fazer aquela cara de canastrão....
E dentro de sala de aula? Professor fala de Revolução Francesa como se fosse um assunto tão corriqueiro quanto o jogo do curintia do final do semana ou a escalação da seleção. E o pior é que sempre tem um aluno (que não é nerd) que sempre trata do assunto com muito mais naturalidade ainda, como se comesse livros de fisica quântica no café da manhã, filosofia e sociologia no almoço e administração, informática e trigonometria na janta.
4- Quem consegue gostar de novela vendo o que acontece em reuniões assembléias e manifestações públicas? Sempre tem um imbecil comandando, outro coió (que é personagem da trama) para interagir, e talvez outro personagem para discordar ou aumentar o "realismo" da cena. Enquanto que dezenas, centenas ,quicá milhares de figurantes ficam ali, só mechendo a cabeça, para fazer de conta que estão fazendo alguma coisa. Igualzinho a esses cachorrinhos bregas que são vendidos em barraca de camelô.
5- Merchandising forçado pra caramba. Os caras tem o dom de quando vão fazer o merchandising de algum produto, colcam o logo estourando na tela, o imbecil do ator falando com TODA A NATURALIDADE DO MUNDO sobre o produto, aquela coisa que qualquer um faz todo dia por aí... só falta pack shot.
6- E quando resolvem fazer ficção científica em novela? Pelamordedeus aqueles "defeito especial". Cara, é muito ruim, nem croma key sai bem feito, aí fica neguinho querendo colocar figura em 3D feita igual ao fiofó da vó que não consegue mais limpar a bunda direito.
7- Ou quando resolvem colocar em uma novela referências de algum filme clássico, por exemplo? Só falta colocar em letras garrafais "ESTE TRECHO DA TRAMA É BASEADO NO FILME CASABLANCA"(quando não é a novela inteira). O pior de tudo é que fica uma cópia sempre piorada, ao invés dos caras somente utilizarem a referência para ambientar a situação, colocam o cenário no mesmo ângulo, os atores com a mesma roupa, e inclusive a mesma música que foi tema do filme de fundo, logicamente já devidamente traduzida e cantada pela Sandy, pela Simone ou qualquer um que se predispor a pagar esse mico musical.
8- Novelas ambientadas no interior ou no nodeste costumam ter as personalidades mais imbecis do mundo. Depois de Sinhozinho Malta e Viúva Porcina, não existe mais personagem, apenas caricaturas a serem exploradas ao máximo nas telinhas de TV. Todo mundo tem trejeitos exagerados, todo mundo tem tique, todo mundo arrasta a fala, ou se entorta na hora de falar alguma coisa. Você vê personagens que muitas vezes seriam donos de grandes negócios se comportando como portadores de graves doenças degenerativas do cérebro. Se houver pessoas com os trejeitos dos personagens, todas elas devem estar fazendo tratamento psiquiátrico, tomando Lexotan ou Gardenal e dormindo com camisa de força.
9- O PIOR MOTIVO DE TODOS. Como uma novela termina? A resposta em 100% dos casos é assim: num sei quem fica com num sei quem, num sei quem fica com num sei quem e num sei quem fica com num sei quem. Que merda meu, ninguém vai a falência, ninguém fica rico, ninguém resolve nenhum mistério (excessão aos "quem matou Salomão Aiala" da vida), ninguém tira ninguém da cadeia provando a inocência de ninguém, ninguém descobre porcaria nenhuma, ninguém muda de ramo profissional, ninguém fica doente, ninguém se cura de doença, é só: num sei quem fica com num sei quem, num sei quem fica com num sei quem e num sei quem fica com num sei quem.
Agora, como passar por cima de itens tão , tão, tão, tão, tão insignificantes e conseguir ter um final de tarde e começo de noite com algum entretenimento? A impressão que eu tenho, é que ao assitir essas novelas, a televisão está enviando uma mensagem subliminar dizendo o seguinte: Você é burro! Você gosta de assistir video show! Você gosta de ouvir Zezé di Camargo e Luciano! Você acha que pensar da muito trabalho.....
Bem, eu discordo em grande parte desse ponto de vista que as pessoas tem sobre as novelas (ou pelo menos posso dizer com toda tranquilidade que as novelas não expressam o mundo que eu vivo), e vou procurar explicar o porquê.
Antes de mais nada, a minha análise sobre as novelas não signifcam que novelas produzidas no México, Colômbia e outros paraísos da teledramaturgia, por exemplo sejam melhores, aliás, se as produções nacionais já não são aquela coisa, para mim essas novelas mexicanas e companhia limitada são muito piores, seria comparar um carro do ano com um fusca ano 67.
O problema é que não basta ser carro do ano, muitas vezes precisamos ter modelos esportivos, de luxo, off road, etc.
E o problema que as novelas brasileiras embora sjema tudo carro do ano, são carros com motor 1.0, sem nenhum opcional.
Vamos enumerar os defeitos que me fazem não querer ver novela nem por milagre:
1- Ninguém trabalha em novela, no máximo tem emprego (ocupação quase sempre improdutiva, em se falando de novela e sonho profissional de muitos), mas pegar no breu que é bom, ninguém pega. Eu já cansei de ver médico que nunca se sensibiliza com casos mais cabeludos dos hospitais (coisa que está cheia no nosso sistema de saúde). Você nunca vê um advogado advogando, nunca aparece algum caso sobre como um advogado de novela faz para defender um acusado por exemplo.
Vendedor, nunca vende. Tá sempre de papo pro ar. Diretor de empresa, então, nem se fala. Coça o saco o dia inteiro, é um tal de ligar pra mulher, pra namorada, pra amante, pro capanga, pro pai, é um tal de sair daqui pra lá, e por mais que esse povo seja atarefado, sempre tem tempo para uma horinha para afogar o ganso. E ninguém nunca é mandado embora.
2- Pobre de novela é mais rico que rico da vida real. Favela de novela só falta chofer.... Todo pobre mora em casa que embora seja antiga, é grande e arejada, tem uma mesa bem grande a farta aonde a família inteira se refestela até o fiofó fazer bico. Bairro de periferia nunca tem um véio escroto que briga com todo mundo, nunca tem uma vizinha biscate, nunca tem um bando de moleque mal educado que faz um zona nas redondezas, não tem bêbado, não tem cachorro vira lata cagando na rua, não tem crente te enchendo o saco domingo pela manhã e não tem mendigo dormindo em marquise de fábrica fechada.
3- Aula de novela é a coisa mais escrota que eu já vi. Assim como cerimônia de casamento. Por exemplo, seja qual for a cerimônia de casamento, os rapapé, as frescurices, o palavrório é uma coisa que nem nerd decora. Mas em novela não, você vê aquele noivo todo emperequetado falando aquele monte de asn.. quer dizer, aquele monte de quaisquaisquais sem errar uma única palavra e sem ter o padre do lado assoprando pro cara o que ele deve fazer. Com direito do ator poder fazer aquela cara de canastrão....
E dentro de sala de aula? Professor fala de Revolução Francesa como se fosse um assunto tão corriqueiro quanto o jogo do curintia do final do semana ou a escalação da seleção. E o pior é que sempre tem um aluno (que não é nerd) que sempre trata do assunto com muito mais naturalidade ainda, como se comesse livros de fisica quântica no café da manhã, filosofia e sociologia no almoço e administração, informática e trigonometria na janta.
4- Quem consegue gostar de novela vendo o que acontece em reuniões assembléias e manifestações públicas? Sempre tem um imbecil comandando, outro coió (que é personagem da trama) para interagir, e talvez outro personagem para discordar ou aumentar o "realismo" da cena. Enquanto que dezenas, centenas ,quicá milhares de figurantes ficam ali, só mechendo a cabeça, para fazer de conta que estão fazendo alguma coisa. Igualzinho a esses cachorrinhos bregas que são vendidos em barraca de camelô.
5- Merchandising forçado pra caramba. Os caras tem o dom de quando vão fazer o merchandising de algum produto, colcam o logo estourando na tela, o imbecil do ator falando com TODA A NATURALIDADE DO MUNDO sobre o produto, aquela coisa que qualquer um faz todo dia por aí... só falta pack shot.
6- E quando resolvem fazer ficção científica em novela? Pelamordedeus aqueles "defeito especial". Cara, é muito ruim, nem croma key sai bem feito, aí fica neguinho querendo colocar figura em 3D feita igual ao fiofó da vó que não consegue mais limpar a bunda direito.
7- Ou quando resolvem colocar em uma novela referências de algum filme clássico, por exemplo? Só falta colocar em letras garrafais "ESTE TRECHO DA TRAMA É BASEADO NO FILME CASABLANCA"(quando não é a novela inteira). O pior de tudo é que fica uma cópia sempre piorada, ao invés dos caras somente utilizarem a referência para ambientar a situação, colocam o cenário no mesmo ângulo, os atores com a mesma roupa, e inclusive a mesma música que foi tema do filme de fundo, logicamente já devidamente traduzida e cantada pela Sandy, pela Simone ou qualquer um que se predispor a pagar esse mico musical.
8- Novelas ambientadas no interior ou no nodeste costumam ter as personalidades mais imbecis do mundo. Depois de Sinhozinho Malta e Viúva Porcina, não existe mais personagem, apenas caricaturas a serem exploradas ao máximo nas telinhas de TV. Todo mundo tem trejeitos exagerados, todo mundo tem tique, todo mundo arrasta a fala, ou se entorta na hora de falar alguma coisa. Você vê personagens que muitas vezes seriam donos de grandes negócios se comportando como portadores de graves doenças degenerativas do cérebro. Se houver pessoas com os trejeitos dos personagens, todas elas devem estar fazendo tratamento psiquiátrico, tomando Lexotan ou Gardenal e dormindo com camisa de força.
9- O PIOR MOTIVO DE TODOS. Como uma novela termina? A resposta em 100% dos casos é assim: num sei quem fica com num sei quem, num sei quem fica com num sei quem e num sei quem fica com num sei quem. Que merda meu, ninguém vai a falência, ninguém fica rico, ninguém resolve nenhum mistério (excessão aos "quem matou Salomão Aiala" da vida), ninguém tira ninguém da cadeia provando a inocência de ninguém, ninguém descobre porcaria nenhuma, ninguém muda de ramo profissional, ninguém fica doente, ninguém se cura de doença, é só: num sei quem fica com num sei quem, num sei quem fica com num sei quem e num sei quem fica com num sei quem.
Agora, como passar por cima de itens tão , tão, tão, tão, tão insignificantes e conseguir ter um final de tarde e começo de noite com algum entretenimento? A impressão que eu tenho, é que ao assitir essas novelas, a televisão está enviando uma mensagem subliminar dizendo o seguinte: Você é burro! Você gosta de assistir video show! Você gosta de ouvir Zezé di Camargo e Luciano! Você acha que pensar da muito trabalho.....
26.3.09
começando... mais na querência do que na potência!
Faz tempo que quero escrever alguma coisa, colocar pra fora todas as ideias (agora é com acento ou sem?)que ficam calcificando em meu cérebro desde que abandonei a arte e fui atrás do dinheiro - apesar dos meus mais sinceros e intensos esforços, ambos nunca "ornaram" em minha vida. Então resolvi aproveitar este convite do Flávio para começar a postar alguma coisa no Ph0bia, que é um projeto que temos desde antes de sonharmos com algo parecido com internet. E ver se tiro um pouco da ferrugem de minha criatividade e habilidade em me expressar.
Não tenho a pretensão de falar sobre o mercado de Ilustração, do qual já estou afastado há mais de uma década, e no qual nunca fui exatamente um "expoente", mas dar minha opinião, fazer um contraponto em alguns tópicos e, talvez, divertir uma pouco a quem me lê.
Não gosto de chegar em nenhum lugar sem me apresentar, mas as apresentações ficam para um próximo post. A luta pelo dinheiro tem me consumido muito tempo, e apesar de QUERER muito escrever, POSSO dispor de pouco tempo para isso. Mas espero dar minha contribuição. Um vasto amplexo a todos, e espero em breve me apresentar melhor e contribuir com algo que preste para este blog.
ControlAR
Esses dias eu entrei no tal site para agendar a inspeção que os caboclos irão fazer no meu carro para ver se ele está desregulado/poluindo ou não.
A questão que eu levanto é que se existe uma preocupação com a emissão de gazes, porque as regras dessa inspeção são tão incompatíveis com essa suposta preocupação?
Antes de mais nada, lendo atentamente às informações contidas no site, vê-se que o agendamento é obrigatório para automóveis fabricado à partir de 2003.
Curiosamente, os automóveis mais recentes são aqueles que já vem de fábrica com uma compleição a se poluir menos, por questões legais e também por uma questão de concorrência, aonde cada fabricante quer ter seu veículo mais "verde" possível.
Enquanto que automóveis que forma fabricado até o final dos anos oitenta não foram fabricados com essa preocupação. Aliás na época, muito pouca preocupação havia nesse sentido.
Então, porque eles não tornam obrigatório justamente a inspeção para veículos antigos?
Curioso....
Ainda mais que quanto mais tempo um carro tem de vida, mais o seu motor vai desregulando, pelo usso mesmo. Ou seja, um veículo fabricado com os mesmos padrões de diminuição de poluentes, o veículo mais antigo, ou o que for mais usado estará provavelmente mais desregulado, consequentemente poluindo mais do que o veículo mais novo ou menos utilizado.
Tudo realmente muito curioso....
Além do mais, tem uma tal de taxa de cinquenta e tantos reais que você é OBRIGADO a pagar, que depois que você fizer a isnpeção, o dinheiro será reembolsado inteirinho para você.
Alguém me diga uma coisa: SE ELES NÃO QUEREM O SEU DINHEIRO, ENTÃO PORQUE ELES TE OBRIGAM A PAGAR PARA FAZER A INSPEÇÃO????
Faz essa merda de graça!!!
Mas, sabe como é, mais de sessneta por cento das pessoas que pagaram o tal boleto não receberam e nem irão receber o reembolso. Pois é, é aquela coisa, poruqe tem que ter informações tudo ali certinho, contendo a conta corrente direitinho, o banco, o banco tem que ser conveniado, aí o cidadão se tiver algum pelo fora do lugar já roda...
O mais engraçado de tudo é que, para pagar não tem exxa burocracia, basta imprimir o boleto e beleza, mas para receber....
Agora, alguém pode com um argumento realmente convincente me explicar o porque dessa inspeção?
Será que SÓ EU percebo essas coisas?
Porque até agora eu não vi um único cidadão reclamar dessa isnpeção?
Até quando o braisleiro vai ser PAMONHA desse jeito?
Eu acho que vou me mudar desse paisinho de merda....
Se bobear, nem a Argentina deve ser tão ruim.
A questão que eu levanto é que se existe uma preocupação com a emissão de gazes, porque as regras dessa inspeção são tão incompatíveis com essa suposta preocupação?
Antes de mais nada, lendo atentamente às informações contidas no site, vê-se que o agendamento é obrigatório para automóveis fabricado à partir de 2003.
Curiosamente, os automóveis mais recentes são aqueles que já vem de fábrica com uma compleição a se poluir menos, por questões legais e também por uma questão de concorrência, aonde cada fabricante quer ter seu veículo mais "verde" possível.
Enquanto que automóveis que forma fabricado até o final dos anos oitenta não foram fabricados com essa preocupação. Aliás na época, muito pouca preocupação havia nesse sentido.
Então, porque eles não tornam obrigatório justamente a inspeção para veículos antigos?
Curioso....
Ainda mais que quanto mais tempo um carro tem de vida, mais o seu motor vai desregulando, pelo usso mesmo. Ou seja, um veículo fabricado com os mesmos padrões de diminuição de poluentes, o veículo mais antigo, ou o que for mais usado estará provavelmente mais desregulado, consequentemente poluindo mais do que o veículo mais novo ou menos utilizado.
Tudo realmente muito curioso....
Além do mais, tem uma tal de taxa de cinquenta e tantos reais que você é OBRIGADO a pagar, que depois que você fizer a isnpeção, o dinheiro será reembolsado inteirinho para você.
Alguém me diga uma coisa: SE ELES NÃO QUEREM O SEU DINHEIRO, ENTÃO PORQUE ELES TE OBRIGAM A PAGAR PARA FAZER A INSPEÇÃO????
Faz essa merda de graça!!!
Mas, sabe como é, mais de sessneta por cento das pessoas que pagaram o tal boleto não receberam e nem irão receber o reembolso. Pois é, é aquela coisa, poruqe tem que ter informações tudo ali certinho, contendo a conta corrente direitinho, o banco, o banco tem que ser conveniado, aí o cidadão se tiver algum pelo fora do lugar já roda...
O mais engraçado de tudo é que, para pagar não tem exxa burocracia, basta imprimir o boleto e beleza, mas para receber....
Agora, alguém pode com um argumento realmente convincente me explicar o porque dessa inspeção?
Será que SÓ EU percebo essas coisas?
Porque até agora eu não vi um único cidadão reclamar dessa isnpeção?
Até quando o braisleiro vai ser PAMONHA desse jeito?
Eu acho que vou me mudar desse paisinho de merda....
Se bobear, nem a Argentina deve ser tão ruim.
24.3.09
Matéria do Jornal do Senado
Educação
Círculo vicioso detém crescimento do mercado de livros
Brasil tem baixo nível de leitura, que se reflete no pequeno número de livrarias à disposição da população, especialmente nas pequenas cidades
Em 2007 foram comercializados no país mais de 329 milhões de livros, com um faturamento superior a R$ 3 bi. Mas o brasileiro ainda lê pouco: são, em média, 2,4 livros por ano
O mercado de livros do país vive um dilema: como escapar do círculo vicioso em que os pontos-de-venda para os cerca de 2 mil títulos lançados mensalmente pelas editoras vêm diminuindo, o que conduz a tiragens cada vez menores – com exceção de poucos best-sellers –, e, consequentemente, preços mais altos e menos leitores. Entidades do setor e senadores entendem que é preciso incentivar o hábito da leitura, como ponto de partida para mudar esse cenário.
Divulgada no fim do ano passado, sob o patrocínio conjunto do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pesquisa revelou que houve crescimento discreto nas vendas em 2007, mesmo com uma redução do número de títulos publicados. Porém, um dado mostra a fragilidade do mercado consumidor: quase metade dos exemplares produzidos foi vendida ao governo, para atendimento aos vários programas de livro didático, científico etc.
O brasileiro lê bem menos que os habitantes dos países desenvolvidos. Aqui, são, em média, 2,4 livros por ano, contra dez nos EUA e 15 em países como Suécia e Dinamarca. E apenas 0,9 desses 2,4 livros anuais lidos não são obras didáticas. As diferenças regionais brasileiras também conspiram contra o crescimento do hábito da leitura, já que só havia livrarias em 30% dos 5.564 municípios.
Não é exato o número de livrarias porque é fácil se obter um registro de funcionamento, mesmo que o negócio principal não seja livros. Mas é seguro afirmar-se que o Brasil tem hoje menos de 2.700 livrarias, 70% das quais são de pequeno e médio porte. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), esse número é pequeno para um país com 190 milhões de pessoas.
Segundo Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), um número razoável seria de 4.900 livrarias. A ANL avalia que faltam incentivos para que mais livrarias sejam abertas e profissionalização para as já existentes.
– O Brasil é responsável por 50% da produção de livros da América Latina. O ideal seria o funcionamento de no mínimo 10 mil livrarias para atender de maneira razoável à população. No entanto, 89% dos municípios brasileiros não têm livrarias. É um quadro dramático que constrange aqueles que têm uma visão de nação – lamenta o senador Tião Viana (PT-AC).
Segundo a pesquisa da CBL e do Snel, em 2007 foram comercializados mais de 329 milhões de livros no país, gerando um faturamento que, pela primeira vez, rompeu a barreira dos R$ 3 bilhões. Levantamento mais recente pode indicar que o setor obteve resultado melhor em 2008. Ouvidas pela ANL, as livrarias apostam que o setor pode ter crescido 10,46%. Se a crise não atrapalhar, esperam repetir o desempenho este ano.
– O aquecimento do setor deve-se ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro e às diversas campanhas e políticas de difusão do livro, muitas delas por iniciativas governamentais, que estimularam a leitura, principalmente a infanto-juvenil, segmento que mais cresceu. Não podemos deixar de destacar, ainda, a desoneração do PIS/Confins, que ajudou a manter o preço médio do livro abaixo da inflação – avalia o presidente da ANL, Vitor Tavares.
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Agora, imaginem que um país aonde eu já chegeui a ver em TV dizerem que 2/3 dos alunos são analfabetos funcionais (aqueles que mal sabem ler e escrever o próprio nome), frutos de um sistema de ensino que adota a aprovação automática, nõa existe prova, não existe reprovação, o professor não tem nenhuma autoridade em sala de aula. Num país aonde se vira bandido porque a vida não deu chnaces de estudar, ou porque a vida deu muitas chances de estudo.
Num país aonde parte-se do princípio que o sistema não precisa de pessoas que saibam resolver problemas, mas que os problemas acontecem e se resolvem por geração expontânea.
Numa sociedade aonde mais importância tem que tem a maior bunda e não quem tem o maior QI, aonde a verdade é apenas uma mentira contada várias vezes.
Em um mundo globalizado aonde o conhecimento e a cultura é a maior riquesa de um povo. Aonde quanto maior e melhor o conhecimento de uma sociedade, maior é a capacidade dela produzir tecnologias, produtos e soluções para os problemas existentes, imagine o tamanho do prejuízo que essa sociedade imbecilizadora e escravocrata do intelecto contrai para si mesma.
Esse texto fala apenas de mercado editorial, mas a questão se reflete também na produção cultural, intelecutal, tecnológica, comercial, institucional, jurídica, econômica, ecológica, moral e social desse país.
Círculo vicioso detém crescimento do mercado de livros
Brasil tem baixo nível de leitura, que se reflete no pequeno número de livrarias à disposição da população, especialmente nas pequenas cidades
Em 2007 foram comercializados no país mais de 329 milhões de livros, com um faturamento superior a R$ 3 bi. Mas o brasileiro ainda lê pouco: são, em média, 2,4 livros por ano
O mercado de livros do país vive um dilema: como escapar do círculo vicioso em que os pontos-de-venda para os cerca de 2 mil títulos lançados mensalmente pelas editoras vêm diminuindo, o que conduz a tiragens cada vez menores – com exceção de poucos best-sellers –, e, consequentemente, preços mais altos e menos leitores. Entidades do setor e senadores entendem que é preciso incentivar o hábito da leitura, como ponto de partida para mudar esse cenário.
Divulgada no fim do ano passado, sob o patrocínio conjunto do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pesquisa revelou que houve crescimento discreto nas vendas em 2007, mesmo com uma redução do número de títulos publicados. Porém, um dado mostra a fragilidade do mercado consumidor: quase metade dos exemplares produzidos foi vendida ao governo, para atendimento aos vários programas de livro didático, científico etc.
O brasileiro lê bem menos que os habitantes dos países desenvolvidos. Aqui, são, em média, 2,4 livros por ano, contra dez nos EUA e 15 em países como Suécia e Dinamarca. E apenas 0,9 desses 2,4 livros anuais lidos não são obras didáticas. As diferenças regionais brasileiras também conspiram contra o crescimento do hábito da leitura, já que só havia livrarias em 30% dos 5.564 municípios.
Não é exato o número de livrarias porque é fácil se obter um registro de funcionamento, mesmo que o negócio principal não seja livros. Mas é seguro afirmar-se que o Brasil tem hoje menos de 2.700 livrarias, 70% das quais são de pequeno e médio porte. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), esse número é pequeno para um país com 190 milhões de pessoas.
Segundo Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), um número razoável seria de 4.900 livrarias. A ANL avalia que faltam incentivos para que mais livrarias sejam abertas e profissionalização para as já existentes.
– O Brasil é responsável por 50% da produção de livros da América Latina. O ideal seria o funcionamento de no mínimo 10 mil livrarias para atender de maneira razoável à população. No entanto, 89% dos municípios brasileiros não têm livrarias. É um quadro dramático que constrange aqueles que têm uma visão de nação – lamenta o senador Tião Viana (PT-AC).
Segundo a pesquisa da CBL e do Snel, em 2007 foram comercializados mais de 329 milhões de livros no país, gerando um faturamento que, pela primeira vez, rompeu a barreira dos R$ 3 bilhões. Levantamento mais recente pode indicar que o setor obteve resultado melhor em 2008. Ouvidas pela ANL, as livrarias apostam que o setor pode ter crescido 10,46%. Se a crise não atrapalhar, esperam repetir o desempenho este ano.
– O aquecimento do setor deve-se ao aumento do poder aquisitivo do brasileiro e às diversas campanhas e políticas de difusão do livro, muitas delas por iniciativas governamentais, que estimularam a leitura, principalmente a infanto-juvenil, segmento que mais cresceu. Não podemos deixar de destacar, ainda, a desoneração do PIS/Confins, que ajudou a manter o preço médio do livro abaixo da inflação – avalia o presidente da ANL, Vitor Tavares.
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Agora, imaginem que um país aonde eu já chegeui a ver em TV dizerem que 2/3 dos alunos são analfabetos funcionais (aqueles que mal sabem ler e escrever o próprio nome), frutos de um sistema de ensino que adota a aprovação automática, nõa existe prova, não existe reprovação, o professor não tem nenhuma autoridade em sala de aula. Num país aonde se vira bandido porque a vida não deu chnaces de estudar, ou porque a vida deu muitas chances de estudo.
Num país aonde parte-se do princípio que o sistema não precisa de pessoas que saibam resolver problemas, mas que os problemas acontecem e se resolvem por geração expontânea.
Numa sociedade aonde mais importância tem que tem a maior bunda e não quem tem o maior QI, aonde a verdade é apenas uma mentira contada várias vezes.
Em um mundo globalizado aonde o conhecimento e a cultura é a maior riquesa de um povo. Aonde quanto maior e melhor o conhecimento de uma sociedade, maior é a capacidade dela produzir tecnologias, produtos e soluções para os problemas existentes, imagine o tamanho do prejuízo que essa sociedade imbecilizadora e escravocrata do intelecto contrai para si mesma.
Esse texto fala apenas de mercado editorial, mas a questão se reflete também na produção cultural, intelecutal, tecnológica, comercial, institucional, jurídica, econômica, ecológica, moral e social desse país.
23.3.09
Est Crisis (?)
A coisa mais abestalhada que pode acontecer numa época de crise é o que vemos atualmente.
Empresas grandes que tratam seus clientes com dificuldades de pagar como seres inferiores, aonde a única coisa que interessa é ver a cor do dinheiro desses mal pagadores e aumentando o valor dos seus produtos para os clientes que ainda pagam em dia com a desculpa que o aumentp é justamente por causa da crise.
e
Essas mesmas empresas grandes (que tratam seus fornecedores que precisam que elas, por sua parte, paguem suas contas em dia e continuem os contratando, e, se possível negociando até mesmo um aumento no valor dos serviços contratados, já que a época de crise, se é um argumento para aumentar os seus preços, também é um argumento para que seus fornecedores igualmente aumente seus preços) ficando meses e meses sem pagar pelos serviços contratados, apgando somente quando querem, sendo que seus fornecedores quando são pagos são pagos apenas no valor normal, sem direito a um centavo de multa ou juros, e correndo o risco de, se procurar algum meio de defesa contra a inadimplência nunca mais ser contratada pela empresa, sem contar que muitas dessas mesmas empresas, quando o forncedor pensa em reajustar algum valor, ela simplesmente te dá um pé na bunda e procura outro fornecedor, mesmo que o serviço ou produto desse outro fornecedor seja muito pior do que o seu somente porque ele cobra menos do que você.
Grandes empresas costumam ganhar sempre. primeiro por serem um grupo pequeno de fornecedoras de certos serviços (como telefonia, internet, Tv a cabo, banco) o que obriga você a depender sempre das mesmas, sendo que TODAS elas abusam, TODAS elas, em algum momento te prejudicam, muitas vezes pra lá de injustamente, TODAS elas tem milhares de formas de se defender de você, mesmo quando você não causa nenhum mal para elas, sendo que você, como forncedor dessas mesmas empresas NUNCA consegue um valor justo pelo seu serviço, NUNCA consegue ter qualquer comportamento de fidelidade da empresa, NUNCA consegue ter a garantia que será remunerado e se não for remunerado NUNCA terá qualquer meio legal que te permita receber da empresa, e ainda continuar existindo como fornecedor, mesmo porque as empresas são sempre, as mesmas meia dúzia.
Vivemos um país aonde a industria automobilísitca cresce mais do que qualquer outro país na mesma época de crise, e justamente ela é quem recebe ajuda financeira.
Eu não vi uma única micro, pequena ou média empresa receber ajuda do governo. Eu não vi uma única ajuda indo para profissionais liberais, não existe nenhum programa de ajuda financeira a emprendedores, fornecedores de serviço, não existe uma única linha de crédito visando tirar um empresário pequeno do sufoco, e quando existe somente tem acesso empresários que não tem dívidas.
Agora eu pergunto: se o empresário não tiver dívidas, não estiver em dificuldades financeiras, então PRA QUÊ, ele vai precisar de ajuda???
É a mesma coisa que se os médicos resolvessem somente dar remédio para pessoas saudáveis, enquanto que os doentes fossem todos empilhados num montinho, para ver se esse bando de doente morre logo de uma vez.
Eu estaria sendo tendencioso?
Eu estaria distorcendo os fatos?
Institucionalmente, esse país sofre de uma covardia congênita, de pessoas que jamais apostam em idéias novas, sempre dão oportunidade para quem sempre teve oportunidades, empresas e grandes corporações que somente fazem parcerias com outras empresas e grandes corporações, muitas delas apinhadas de burocratas sem criatividade e sem coragem para apostar em coisa alguma.
Eu nunca vi uma grande empresa de comunicação fazendo parceria com pequenos estúdios, eu nunca vi uma grande empresa nacional ou multinacional fazer algum negócio conjunto com grupos de artistas jovens, você nunca vê bancos realizarem trabalhos conjuntos com novos movimentos artísticos ou populares, somente acontece algo parecido quando a relação é de patrocínio, de dependência do mais forte excercendo pressão sobre o mais fraco e o utilizando como isca para melhorar sua imagem e ter mais lucro, mas nunca vemos uma relação de igual para igual.
Não vemos empresas de informática investindo parcerias com micro emrpesas com idéias novas para que desenvolvam novas tecnologias voltadas para o consumidor final, todos sempre desenvolvem produtos para empresas grandes, pois não tem um sistema de logísitca para o público final, coisa que somente empresas grandes tem, mas não fazem jamais em parceria com pequenas empresas que tenham boas idéias pois, no Brasil uma ídeia não vale nada, o que vale é o dinheiro das grandes corporações.
Aliás, nem empresas de tecnologia, nem indústria química, nem instituições financeiras, nem montadoras de automóveis, nem grandes confecções, nem fábricas de brinquedo, nem empresas de comunicação, nem mesmo o governo.
Eu, pessoalmente imagino que essa crise possa servir para quebrar idéias pré concebidas imecis que a nossa coamda dominante da sociedade tem de jamais se aliar a criatividade, a inventividade, a capacidade de superação que muito brasileiro sem pedigree tem, e que a gente já ouviu tanto dizerem por aí, mais que as elites insistem em querer matar de inanição.
O mais importante não é o dinheiro, é a capacidade de criar; não é o poder, mas a coragem; não é o berço, mas a inteligência; não é o saldo bancário, mas a imaginação; não é o ter, é o acreditar.
Vivemos uma crise porque ninguém acredita, todos apenas querem; ninguém sonha, todos apenas esperam; ninguém olha ao lado, apenas olha para si; ninguém faz, mas espera que em algum lugar um milagre faça tudo o que deve ser feito.
Quantas vezes eu pude ouvir que atualmente as corporações sabem que não podem contar com a capacidade de realização, superação, criatividade, responsabilidade e coragem de seus empregados, diretores e acionistas e a anos se esforçam em montar sistemas aonde as peças são realmente incapazes e o mecanismo corporativo faz a parte cerebral do trabalho de seu corpo diretor, chefia e quadro de empregados, como se todos eles fossem apenas marionetes.
Me parece que a crise que todos falam não é exatamente aquilo que todos falam, mas apenas a manifestação material de um organismo canceroso que a anos vem apodrecendo, sendo que ainda muitos homens "esclarescidos" e formadores de opinião ainda não despertaram para essa hipótese, e mesmo que tenham pensado nisso provavelmente vão fazer questão de não levar essa hipótese à sério.
Só que uma coisa é certa: se o sistema, seguindo os parâmetros e padrões já adotados fosse bom, não estaria desenbocando em uma crise. afinal de contas conhece-se uma árvore pelos seus frutos.
Um comportamento egoísta gera resultados isolados, um comportamento ganancioso gera resultados miseráveis, um comportamento extrativista gera resultados estéreis, ninguém irá conseguir tirar frutos majestosos de uma planta que não for devidamente cuidada, tiver seu solo devidamente adubado, se não for devidamente regada, podada e tratada contra pragas.
É preciso saber cultivar novos comportamentos, para que os resultados no futuro sejam pelo menos, menos dolorosos do que os resultados de hoje.
Empresas grandes que tratam seus clientes com dificuldades de pagar como seres inferiores, aonde a única coisa que interessa é ver a cor do dinheiro desses mal pagadores e aumentando o valor dos seus produtos para os clientes que ainda pagam em dia com a desculpa que o aumentp é justamente por causa da crise.
e
Essas mesmas empresas grandes (que tratam seus fornecedores que precisam que elas, por sua parte, paguem suas contas em dia e continuem os contratando, e, se possível negociando até mesmo um aumento no valor dos serviços contratados, já que a época de crise, se é um argumento para aumentar os seus preços, também é um argumento para que seus fornecedores igualmente aumente seus preços) ficando meses e meses sem pagar pelos serviços contratados, apgando somente quando querem, sendo que seus fornecedores quando são pagos são pagos apenas no valor normal, sem direito a um centavo de multa ou juros, e correndo o risco de, se procurar algum meio de defesa contra a inadimplência nunca mais ser contratada pela empresa, sem contar que muitas dessas mesmas empresas, quando o forncedor pensa em reajustar algum valor, ela simplesmente te dá um pé na bunda e procura outro fornecedor, mesmo que o serviço ou produto desse outro fornecedor seja muito pior do que o seu somente porque ele cobra menos do que você.
Grandes empresas costumam ganhar sempre. primeiro por serem um grupo pequeno de fornecedoras de certos serviços (como telefonia, internet, Tv a cabo, banco) o que obriga você a depender sempre das mesmas, sendo que TODAS elas abusam, TODAS elas, em algum momento te prejudicam, muitas vezes pra lá de injustamente, TODAS elas tem milhares de formas de se defender de você, mesmo quando você não causa nenhum mal para elas, sendo que você, como forncedor dessas mesmas empresas NUNCA consegue um valor justo pelo seu serviço, NUNCA consegue ter qualquer comportamento de fidelidade da empresa, NUNCA consegue ter a garantia que será remunerado e se não for remunerado NUNCA terá qualquer meio legal que te permita receber da empresa, e ainda continuar existindo como fornecedor, mesmo porque as empresas são sempre, as mesmas meia dúzia.
Vivemos um país aonde a industria automobilísitca cresce mais do que qualquer outro país na mesma época de crise, e justamente ela é quem recebe ajuda financeira.
Eu não vi uma única micro, pequena ou média empresa receber ajuda do governo. Eu não vi uma única ajuda indo para profissionais liberais, não existe nenhum programa de ajuda financeira a emprendedores, fornecedores de serviço, não existe uma única linha de crédito visando tirar um empresário pequeno do sufoco, e quando existe somente tem acesso empresários que não tem dívidas.
Agora eu pergunto: se o empresário não tiver dívidas, não estiver em dificuldades financeiras, então PRA QUÊ, ele vai precisar de ajuda???
É a mesma coisa que se os médicos resolvessem somente dar remédio para pessoas saudáveis, enquanto que os doentes fossem todos empilhados num montinho, para ver se esse bando de doente morre logo de uma vez.
Eu estaria sendo tendencioso?
Eu estaria distorcendo os fatos?
Institucionalmente, esse país sofre de uma covardia congênita, de pessoas que jamais apostam em idéias novas, sempre dão oportunidade para quem sempre teve oportunidades, empresas e grandes corporações que somente fazem parcerias com outras empresas e grandes corporações, muitas delas apinhadas de burocratas sem criatividade e sem coragem para apostar em coisa alguma.
Eu nunca vi uma grande empresa de comunicação fazendo parceria com pequenos estúdios, eu nunca vi uma grande empresa nacional ou multinacional fazer algum negócio conjunto com grupos de artistas jovens, você nunca vê bancos realizarem trabalhos conjuntos com novos movimentos artísticos ou populares, somente acontece algo parecido quando a relação é de patrocínio, de dependência do mais forte excercendo pressão sobre o mais fraco e o utilizando como isca para melhorar sua imagem e ter mais lucro, mas nunca vemos uma relação de igual para igual.
Não vemos empresas de informática investindo parcerias com micro emrpesas com idéias novas para que desenvolvam novas tecnologias voltadas para o consumidor final, todos sempre desenvolvem produtos para empresas grandes, pois não tem um sistema de logísitca para o público final, coisa que somente empresas grandes tem, mas não fazem jamais em parceria com pequenas empresas que tenham boas idéias pois, no Brasil uma ídeia não vale nada, o que vale é o dinheiro das grandes corporações.
Aliás, nem empresas de tecnologia, nem indústria química, nem instituições financeiras, nem montadoras de automóveis, nem grandes confecções, nem fábricas de brinquedo, nem empresas de comunicação, nem mesmo o governo.
Eu, pessoalmente imagino que essa crise possa servir para quebrar idéias pré concebidas imecis que a nossa coamda dominante da sociedade tem de jamais se aliar a criatividade, a inventividade, a capacidade de superação que muito brasileiro sem pedigree tem, e que a gente já ouviu tanto dizerem por aí, mais que as elites insistem em querer matar de inanição.
O mais importante não é o dinheiro, é a capacidade de criar; não é o poder, mas a coragem; não é o berço, mas a inteligência; não é o saldo bancário, mas a imaginação; não é o ter, é o acreditar.
Vivemos uma crise porque ninguém acredita, todos apenas querem; ninguém sonha, todos apenas esperam; ninguém olha ao lado, apenas olha para si; ninguém faz, mas espera que em algum lugar um milagre faça tudo o que deve ser feito.
Quantas vezes eu pude ouvir que atualmente as corporações sabem que não podem contar com a capacidade de realização, superação, criatividade, responsabilidade e coragem de seus empregados, diretores e acionistas e a anos se esforçam em montar sistemas aonde as peças são realmente incapazes e o mecanismo corporativo faz a parte cerebral do trabalho de seu corpo diretor, chefia e quadro de empregados, como se todos eles fossem apenas marionetes.
Me parece que a crise que todos falam não é exatamente aquilo que todos falam, mas apenas a manifestação material de um organismo canceroso que a anos vem apodrecendo, sendo que ainda muitos homens "esclarescidos" e formadores de opinião ainda não despertaram para essa hipótese, e mesmo que tenham pensado nisso provavelmente vão fazer questão de não levar essa hipótese à sério.
Só que uma coisa é certa: se o sistema, seguindo os parâmetros e padrões já adotados fosse bom, não estaria desenbocando em uma crise. afinal de contas conhece-se uma árvore pelos seus frutos.
Um comportamento egoísta gera resultados isolados, um comportamento ganancioso gera resultados miseráveis, um comportamento extrativista gera resultados estéreis, ninguém irá conseguir tirar frutos majestosos de uma planta que não for devidamente cuidada, tiver seu solo devidamente adubado, se não for devidamente regada, podada e tratada contra pragas.
É preciso saber cultivar novos comportamentos, para que os resultados no futuro sejam pelo menos, menos dolorosos do que os resultados de hoje.
6.3.09
Ser Reconhecido
Todos nós lutamos muuuito todo o santo dia para sermos apenas reconhecidos.
Seja você um ladrão, um santo, um homem de negócios, um artista ou seja lá o que for, o que TODOS nós queremos sempre, no final de tudo, é sempre a mesma coisa: RECONHECIMENTO.
Aí começam os problemas, pois todos se matam para que TODO MUNDO o veja da maneira como você quer que todo mundo o veja. Só que enquanto cada um de nós lutamos todo santo dia para criar o NOSSO espaço ao sol, não estamos tão interessados em reconhecer o esforço do outro que igualmente luta igual a um burro de carga para igualmente ser reconhecido.
Quando você começa a perceber esse princípio, então você dá uma parada e vai aos poucos prestando atenção nas coisas que os outros fazem, para de contrapartida forçar essas mesmas pessoas que você está notando a te notar.
Mas na verdade você quer é que te notem.
Daí surgem todas as politicagens e intrigas possíveis e imagináveis, pois um objetivo como o de ser notado, reconhecido, é apenas uma coisa sem nenhuma base ética, moral ou comprometimento com algo necessariamente bom ou positivo, apenas se você, por algum motivo, chegar à conclusão de que defender uma bandeira ética, moral ou simplesmente boa irá te fazer ser mais notado do que a maioria das pessoas.
Então cada um de nós começamos a defender princípios, e no início é sempre somente para que as pessoas prestem atenção em nós e assim nos sintamos admirados, valorizados, reconhecidos. Mesmo que depois quando nós tivermos a oportunidade de não estarmos sob holofotes, então nos despimos do ser "bonzinho" para sermos apenas "nós mesmos".
O que não percebemos é que desempenhando esse papel de seres "bonzinhos", tão querido e amados por todos, estamos na verdade apenas criando uam pessoa que todos reconhecem, mas essa pessoa não é você.
Você vive uma mentira.
A não ser que você se decida um dia, em se tornar aquela pessoa admirada.
Mas aí, todo dia, toda hora você terá que se esforçar ao máximo a ser 100% aquela pessoa gente fina que todos amam. Não haverá uma única oportunidade ser que você era, porque você está se comprometendo em ser alguém melhor do que você, um belo dia percebeu que era, e nunca mais voltar atrás e viver uma mentira novamente.
Por isso quem quer que seja que venha nos cobrar coerência de atos coroando nossos discursos não está de forma alguma errado e nenhum de nós tem o direito de achar ruim ou se sentir ofendido quando alguém nos coloca contra a parede.
Precisamos disso, sermos coerentes.
Toda vez que dizemso A para as pessoas e fazemos B, sabe o que conseguimoes realmente? Provar não que ser A é bom ou é o certo mas que para que você possa ser B com sucesso, precisa fingir que é A e que o mundo seja A por fora, para ser B por dentro.
Então o mundo inteiro será uma farsa.
Será que não é esse o mundo que muito de nós, sem mesmo perceber, construímos?
Não era para a gente perceber desde pequeno que o mundo do faz de conta é apenas uma forma de nos embriagarmos e esquecermos os verdadeiros problemas da vida e os verdadeiros propósitos que realmente nos realizam?
Por que, de uma vez por todas criamos "cascas", redes de influências inúmeras para "armar" uma realidade, como se a vida fosse um enorme circo?
Só que um dia o espetáculo acaba. O circo se fecha, as barracas se desarmam o a verdade aparecerá.
Ninguém ira conseguir impedir. Um dia nós não estaremos mais aqui, o fato de alguém reconhecer ou não, não terá absolutamente importância alguma.
A não ser que, ao invés de assumirmos papéis, assumamos ser pessoas reais, com propósitos reais e atitudes reais, realmente interessadas em modificar o mundo para melhor, não apenas maquear o mundo em troca de um mísero e fugaz "reconhecimento"?
Essa vida que vivemos, ou acreditamos viver é feita antes de mais nada de oportunidades de escolha. e precisamos estar o quanto antes atentos para percebemos se escolhemos algo real, mesmo que sej algo difícil de ser vivido, que nos exija esforço ou se escolhemos uma ilusão linda, mas falsa, capaz de se dissolver aos ventos da mudança do mundo.
A mudança sempre vem, quando temos a sorte de presenciarmos crises econômicas, desastres e outras descgraças não terminamos nossa ilusões com o peso da morte, que nem sequer poderão nos oferecer a oportunidade de recomeçarmos do zero, sem cometer os mesmos erros.
Podemos escolher não somente vivermos uma mentira, mas também sermos simplesmente que nós somos verdadeiramente, correndo o risco de quem sabe alguém, algum dia nos dê algum valor ou também nos esforçarmos para sermos melhores, pessoas com mais valores, com esperança, que teima em ser alguém melhor para, em sendo melhor, agir no mundo de maneira a fazer com que o mundo seja melhor como reflexo de nosso atos como pessoas mais responsáveis, mais conscientes, não para sermos reconhecidos, mas para sermos simplesmente melhores, sermos coerentes, sermos verdadeiros.
Você pode se perguntar, se o destino de todos é o mesmo, então porque sermos alguém assim ou assado? E eu retorno perguntando: e quem pode garantir que o destino de todos nós é realmente este que a maioria acredita ser? e Se for diferente? E se o nosso destino estiver intimamente ligado a nossa vida? E se não existir nada mesmo?
Bom, seja qual for a hipótese que você defende, a resposta é sempre a mesma: deixe e se esforçe por não querer apenas ser reconhecido, mas por ter mérito em ser reconhecido, se esforce em ser alguém melhor, mesmo se você não conseguir ser reconhecido, pelo menos uma coisa você terá no final de tudo, você terá vivido uma vida real, e não uma mentira.
Seja você um ladrão, um santo, um homem de negócios, um artista ou seja lá o que for, o que TODOS nós queremos sempre, no final de tudo, é sempre a mesma coisa: RECONHECIMENTO.
Aí começam os problemas, pois todos se matam para que TODO MUNDO o veja da maneira como você quer que todo mundo o veja. Só que enquanto cada um de nós lutamos todo santo dia para criar o NOSSO espaço ao sol, não estamos tão interessados em reconhecer o esforço do outro que igualmente luta igual a um burro de carga para igualmente ser reconhecido.
Quando você começa a perceber esse princípio, então você dá uma parada e vai aos poucos prestando atenção nas coisas que os outros fazem, para de contrapartida forçar essas mesmas pessoas que você está notando a te notar.
Mas na verdade você quer é que te notem.
Daí surgem todas as politicagens e intrigas possíveis e imagináveis, pois um objetivo como o de ser notado, reconhecido, é apenas uma coisa sem nenhuma base ética, moral ou comprometimento com algo necessariamente bom ou positivo, apenas se você, por algum motivo, chegar à conclusão de que defender uma bandeira ética, moral ou simplesmente boa irá te fazer ser mais notado do que a maioria das pessoas.
Então cada um de nós começamos a defender princípios, e no início é sempre somente para que as pessoas prestem atenção em nós e assim nos sintamos admirados, valorizados, reconhecidos. Mesmo que depois quando nós tivermos a oportunidade de não estarmos sob holofotes, então nos despimos do ser "bonzinho" para sermos apenas "nós mesmos".
O que não percebemos é que desempenhando esse papel de seres "bonzinhos", tão querido e amados por todos, estamos na verdade apenas criando uam pessoa que todos reconhecem, mas essa pessoa não é você.
Você vive uma mentira.
A não ser que você se decida um dia, em se tornar aquela pessoa admirada.
Mas aí, todo dia, toda hora você terá que se esforçar ao máximo a ser 100% aquela pessoa gente fina que todos amam. Não haverá uma única oportunidade ser que você era, porque você está se comprometendo em ser alguém melhor do que você, um belo dia percebeu que era, e nunca mais voltar atrás e viver uma mentira novamente.
Por isso quem quer que seja que venha nos cobrar coerência de atos coroando nossos discursos não está de forma alguma errado e nenhum de nós tem o direito de achar ruim ou se sentir ofendido quando alguém nos coloca contra a parede.
Precisamos disso, sermos coerentes.
Toda vez que dizemso A para as pessoas e fazemos B, sabe o que conseguimoes realmente? Provar não que ser A é bom ou é o certo mas que para que você possa ser B com sucesso, precisa fingir que é A e que o mundo seja A por fora, para ser B por dentro.
Então o mundo inteiro será uma farsa.
Será que não é esse o mundo que muito de nós, sem mesmo perceber, construímos?
Não era para a gente perceber desde pequeno que o mundo do faz de conta é apenas uma forma de nos embriagarmos e esquecermos os verdadeiros problemas da vida e os verdadeiros propósitos que realmente nos realizam?
Por que, de uma vez por todas criamos "cascas", redes de influências inúmeras para "armar" uma realidade, como se a vida fosse um enorme circo?
Só que um dia o espetáculo acaba. O circo se fecha, as barracas se desarmam o a verdade aparecerá.
Ninguém ira conseguir impedir. Um dia nós não estaremos mais aqui, o fato de alguém reconhecer ou não, não terá absolutamente importância alguma.
A não ser que, ao invés de assumirmos papéis, assumamos ser pessoas reais, com propósitos reais e atitudes reais, realmente interessadas em modificar o mundo para melhor, não apenas maquear o mundo em troca de um mísero e fugaz "reconhecimento"?
Essa vida que vivemos, ou acreditamos viver é feita antes de mais nada de oportunidades de escolha. e precisamos estar o quanto antes atentos para percebemos se escolhemos algo real, mesmo que sej algo difícil de ser vivido, que nos exija esforço ou se escolhemos uma ilusão linda, mas falsa, capaz de se dissolver aos ventos da mudança do mundo.
A mudança sempre vem, quando temos a sorte de presenciarmos crises econômicas, desastres e outras descgraças não terminamos nossa ilusões com o peso da morte, que nem sequer poderão nos oferecer a oportunidade de recomeçarmos do zero, sem cometer os mesmos erros.
Podemos escolher não somente vivermos uma mentira, mas também sermos simplesmente que nós somos verdadeiramente, correndo o risco de quem sabe alguém, algum dia nos dê algum valor ou também nos esforçarmos para sermos melhores, pessoas com mais valores, com esperança, que teima em ser alguém melhor para, em sendo melhor, agir no mundo de maneira a fazer com que o mundo seja melhor como reflexo de nosso atos como pessoas mais responsáveis, mais conscientes, não para sermos reconhecidos, mas para sermos simplesmente melhores, sermos coerentes, sermos verdadeiros.
Você pode se perguntar, se o destino de todos é o mesmo, então porque sermos alguém assim ou assado? E eu retorno perguntando: e quem pode garantir que o destino de todos nós é realmente este que a maioria acredita ser? e Se for diferente? E se o nosso destino estiver intimamente ligado a nossa vida? E se não existir nada mesmo?
Bom, seja qual for a hipótese que você defende, a resposta é sempre a mesma: deixe e se esforçe por não querer apenas ser reconhecido, mas por ter mérito em ser reconhecido, se esforce em ser alguém melhor, mesmo se você não conseguir ser reconhecido, pelo menos uma coisa você terá no final de tudo, você terá vivido uma vida real, e não uma mentira.
27.2.09
Alguém Tem Que Fazer Alguma Coisa!!
É impressionante ver como entre as pessoas, não importa qual seja a sua profissão, não importa qual seja a sua origem, não importa qual seja a sua raça, o seu estado civil, a sua religião, a sua formação ou a sua região aonde more, uma coisa é certa: Ninguém gosta de fazer a sua parte para contribuir na melhora do mundo em que vivemos, apenas se a "sua parte" se limitar a algo bem fácil e simples, caso contrário, que o mundo morra.
E o curioso também é ver que apesar dessa postura bastante "confortável", na hora em que as injustiças do mundo aparecem, invariavelmente, ao invés de relfetir e perceber que apenas está sofrendo as consequências de sua própria indiferença, as pessoas que se comportam assim começam a levantar burburinhos, reclaminhos, protestos e indignação, e, uma vez na vida, essas pessoas percebem que são "macho" e ensaiam alguma ação de ser humano responsável. Mas, claro, até a página dois...
Pois sempre, no auge da indignação, quando todos aqueles que veem a situação de fora pensa que essas pessoas irão se levantar e, enfim, depois de um looooongo e tenebroso inverno irão empunhar ferramentas e colocar as mãos na massa, ei sque esse seres umbralinos dizem quase em coro: ALGUÉM TEM QUE FAZER ALGUMA COISA!
E continuam, dizas e dias, passam inclusive noites em claro, chamam a TV, rádio, internet, criam campanhas "caprichadinhas" e levam o lema "Alguém tem que fazer alguma coisa!" até os anais da história (anal mesmo, uma m$#@!).
Então vemos um tremenda mobilização, muita gente seguindo líderes de segunda linha empunhando a bandeira de liberdade, justiça e prosperidade. Movem céus e terras, mostram ao mundo um desfile de boas intenções e um suposto novo estilo de vida, até que aos poucos, cada um pela sua autopromoção arranjam grandes propostas de emprego, ou uma graninha legal para garantir que fiquem todos quietinhos, isso, quando no meio deles não aparece algum doido realmente sincero, que não irá aceitar desviar seu objetivo, mas que será facilmente tirado de circulação por alguma bala de chumbo ou alguma ruína financeira.
E, passado a tempestade, todos se realocam felizes e satisfeitos em seu quinhão de vida, de acordo com o mérito e sordidez ou renúncia de cada um e o que realmente muda?
NADA.
E porque tudo isso (supostamente) acontece dessa forma?
Porque ALGUÉM TEM QUE FAZER ALGUMA COISA, mas na verdade ninguém faz.
E o curioso também é ver que apesar dessa postura bastante "confortável", na hora em que as injustiças do mundo aparecem, invariavelmente, ao invés de relfetir e perceber que apenas está sofrendo as consequências de sua própria indiferença, as pessoas que se comportam assim começam a levantar burburinhos, reclaminhos, protestos e indignação, e, uma vez na vida, essas pessoas percebem que são "macho" e ensaiam alguma ação de ser humano responsável. Mas, claro, até a página dois...
Pois sempre, no auge da indignação, quando todos aqueles que veem a situação de fora pensa que essas pessoas irão se levantar e, enfim, depois de um looooongo e tenebroso inverno irão empunhar ferramentas e colocar as mãos na massa, ei sque esse seres umbralinos dizem quase em coro: ALGUÉM TEM QUE FAZER ALGUMA COISA!
E continuam, dizas e dias, passam inclusive noites em claro, chamam a TV, rádio, internet, criam campanhas "caprichadinhas" e levam o lema "Alguém tem que fazer alguma coisa!" até os anais da história (anal mesmo, uma m$#@!).
Então vemos um tremenda mobilização, muita gente seguindo líderes de segunda linha empunhando a bandeira de liberdade, justiça e prosperidade. Movem céus e terras, mostram ao mundo um desfile de boas intenções e um suposto novo estilo de vida, até que aos poucos, cada um pela sua autopromoção arranjam grandes propostas de emprego, ou uma graninha legal para garantir que fiquem todos quietinhos, isso, quando no meio deles não aparece algum doido realmente sincero, que não irá aceitar desviar seu objetivo, mas que será facilmente tirado de circulação por alguma bala de chumbo ou alguma ruína financeira.
E, passado a tempestade, todos se realocam felizes e satisfeitos em seu quinhão de vida, de acordo com o mérito e sordidez ou renúncia de cada um e o que realmente muda?
NADA.
E porque tudo isso (supostamente) acontece dessa forma?
Porque ALGUÉM TEM QUE FAZER ALGUMA COISA, mas na verdade ninguém faz.
21.2.09
It's a long way...
De acordo com as coisas que eu andei lendo por aí, vendo acontecer, e ouvindo ultimamente eu resolvi redigir esse texto, procurando da melhor forma possível orientar de maneira segura as pessoas que estão procurando desde o ponto ZERO até quem está procurando melhorar a sua posição no mercado.
Tudo começou quando eu estava começando, fazia cerca de uma semana que eu estava trabalhando numa agência de propaganda, já entre na McCann Erickson, isso era o comecinho dos anos 90, quando os computadores estavam fazendo uma verdadeira revolução na publicidade.
Lógico que eles não me contrataram como ilustrador, eu comecei de baixo no estúdio, montando anúncio com dupla face e cola de benzina (que anos depois foi responsável por acabar de vez com o meu olfato).
Enquanto muita gente já naquela época ralava para, fazendo faculdade de propaganda, conseguir depois de uma fila de dois anos, uma estágio que durava apenas dois meses, eram dois meses que o caboclo teria para provar aos Bambambans da agência que tinha algum talento, e olha que até que não era uma coisa muito injusta, um amigo meu fez, na época estágio na DPZ e lá era de apenas 15, outro amigo meu fez estágio na DM9 e ele concorreu com mais de 2000 pessoas para ocupar míseras duas vagas de estágio.
Agora eu consegui, correndo por fora, ser já contratado como assistente de estúdio, sem faculdade, somente com curso de desenho e uma pastinha debaixo do braço.
Claro que não foi assim tão fácil, na primeira vez que eu havia mostrado minha pastinha sem vergonha, eu acordei as 5h00 da manhã tomei banho, me arrumei todo e sentei na porta de uma agência de propaganda até a hora de chegar o primeiro funcionário para abrir a agência e me dizer como eu teria que fazer para procurar um estágio. Era uma agência que ficava na Av. Rebouças, hoje em dia ela nem existe mais...
Foram uns três ou quatro meses ligando do orelhão para as agências, sempre ouvindo desculpas esfarrapadas, muitas vezes sem dinheiro para comprar ficha telefônica. Naquela época eu estava desempregado em São Paulo, com 18 anos, passando fome literalmente (não foi a primeira vez e aquela não seria a última), minha família em Sorocaba sem mínimas condições de me ajudar financeiramente e ainda por cima fazendo pressão para eu voltar para casa. Mas eu não voltaria por nada nesse mundo. Mesmo com toda fome, toda angústia e todo sofrimento, eu me sentia VIVO, vivo como nunca havia me sentido antes.
Um belo dia eu resolvi ligar na Talent, uma das grandes agências do país, já que era para levar fora, que fosse de alguma empresa grande.
Eu conversei com um Diretor de Arte chamado Marcelo Machado, a última vez que eu ouvi falar desse cara ele era Diretor de Criação de uma agência chamada QG. Ele marcou uma entrevista comigo para a semana seguinte.
Cheguei no horário, com uma camisa surrada, calça preta, cabeludo, 59 quilos, olhos fundos atrás de um par de óculos de aro grosso e lentes razoavelmente grossas.
Não sei o que o cara viu em mim ou no meu desenho, mas à partir daquele dia, a minha vida estava mudando. Até hoje eu não tive a oportunidade de encontrar esse cara para agradecer por tudo o que ele me fez. Uns meses depois eu estava marcando para mostrar a pastinha na McCann depois de inúmeras indicações de indicação de indicação.
Os caras gostaram do meu desenho na hora, pra mim parecia um milagre, que me dera eu, um Zé Mané sem ter um gato para puxar pelo rabo, com dois ilustradores profissionais meio que se acotovelando para ver o meu desenho.
Até que o Paulinho Bueno, grande ilustrador das antigas perguntou: O que você acha dele fazer estágio aqui com a gente?
Estavam abertas as portas que definiriam o meu futuro profissional, mas para essa vaga aparecer foi necessário quase um ano, sempre desenhando, indo lá e mostrando a minha evolução no desenho.
Pois bem, na primeira semana como contratado eu conheci um dos que para mim até hoje é o maior Ilustrador que eu já tive a oportunidade de conhecer, ter amizade, aprender e ver trabalhando que é o Pedro Mauro, ele estava trabalhando dentro da agência como freelancer e era o único que ficava depois das 18h00.
Uma hora eu me enchi de coragem e perguntei para ele?
O que eu preciso fazer para ser ilustrador?
Ele me disse:
"Você já tem tudo só precisa paciência..."
E eu vou te dizer uma coisa, quando se tem 18 anos tudo o que você não tem é paciência. Mas mesmo assim foram anos a fio montando anúncio, aprendendo a pintar, primeiro com ecoline, depois com guache, depois com tinta acrílica, depois aerógrafo, depois o computador, Painter. trabalhar com mesa de luz, Letratone, filetar letra, marcar letra, pintar em cima de xerox, usar papel Schoeller, Fabriano, aquarela, fazer mancha, criar personagens.
Que escola foi aquela!
Mesmo depois de cinco anos, mesmo ilustrado tudo o que visse e imaginasse, mesmo dominando as mais variadas técnicas e estilo, ainda assim eu não conseguia ser promovido a ilustrador.
Por causa da minha impaciência, eu fui demitido, e aí a coisa ferrou de vez. Não ter o que comer se transformou numa constante, que exceção era ter comida ou dinheiro para comer.
Foram muitos seis meses sem trabalho. Contratar ninguém queria. Mesmo com todo mundo falando que eu desenhava bem.
Então me apareceu uma oportunidade de trabalhar com internet, era uma coisa que a já existia a uns anos e poderia ser uma boa oportunidade de trabalho.
Eu ganhei muuito dinheiro na época, era elogiado, o único cara que desenhava para o mercado de internet que conseguia desenhar em vários estilos diferentes. Eu me fiz no mercado, até o momento que o mercado de internet foi afundando, afundando...
Uma vez eu percebi que já não desenhava a muuuito tempo, coordenava um projeto bastante ambicioso, ganhava relativamente bem, era famoso no meio, respeitado pelos maiores profissionais da época, e somente ficaria sem trabalho se eu quisesse.
Mas uma coisa me incomodava, um bichinho carpinteiro aqui dentro parecia que não me deixava em paz, eu, intimamente me sentia um excluído, um exilado. Eu já não dormia em paz, parecia que alguma coisa me faltava na vida.
Foi então que eu explodi de uma vez por todas, conhecia muuuuita mutreta no mercado de internet, estava envolvido em briga de gente grande e já não sentia nenhuma satisfação em viver daquela forma.
Eu joguei tudo pro alto. Fui embora e nunca mais voltei. Então eu me lembrei de ilustração.
Então eu resolvi arriscar tudo na vida para voltar como ilustrador, montei meu portfolio com ilustrações com mais de três anos de idade, ou de velhice, e seja lá o Deus quiser.
Em um mês eu estava de novo no mercado de propaganda, ilustrando na Carillo Pastore.
Mais de dez anos haviam se passado desde aquela noite em que o Pedro havia me dito que tudo o que eu precisava era "paciência".
Eu me lembrei então de todo o caminho feito, meio como que profeticamente não teve outro jeito, eu PRECISAVA ter paciência, eu precisava amadurecer, conhecer as coisas, apanhar, mudar, me melhorar como profissional e como pessoa e sempre tentar, jamais desistir.
Por isso, se tem um conselho que eu possa dar para vocês e que por sua vez foi o mais útil da minha vida e que por mais de dez anos eu reneguei, até a hora que eu me lembrei dele novamente e resolvi aceitar as coisas andaram é: tenham paciência.
Se por acaso vocês sentem que falta alguma coisa, falta melhorar o desenho, falta treinar mais, corram atrás se aprimorem, e tenham paciência. Os resultados não aparecerão de um dia para o outro, não vai ser do dia pra noite que iremos enxergas as coisas, que iremos ter as nossas sacadas, que amadureceremos.
A evolução não dá saltos, aprendam a fazer com que o tempo se transforme no seu maior amigo, seu maior aliado, não façam do tempo seu inimigo, de todos os inimigos que podemos ter o mais implacável, o mais cruel é o tempo.
Tenham paciência, aprendam, estudem, se esforcem, melhorem-se como pessoas e como profissionais, nos organizemos, estejamos em paz com as dificuldades do nosso tempo, sem haver conformação, mas sabendo que para todo problema existe uma solução, mas elas podem ser lentas.
Aliás sempre as melhores soluções são as lentas, não tenhamos pressa.
It's a long way...
Tudo começou quando eu estava começando, fazia cerca de uma semana que eu estava trabalhando numa agência de propaganda, já entre na McCann Erickson, isso era o comecinho dos anos 90, quando os computadores estavam fazendo uma verdadeira revolução na publicidade.
Lógico que eles não me contrataram como ilustrador, eu comecei de baixo no estúdio, montando anúncio com dupla face e cola de benzina (que anos depois foi responsável por acabar de vez com o meu olfato).
Enquanto muita gente já naquela época ralava para, fazendo faculdade de propaganda, conseguir depois de uma fila de dois anos, uma estágio que durava apenas dois meses, eram dois meses que o caboclo teria para provar aos Bambambans da agência que tinha algum talento, e olha que até que não era uma coisa muito injusta, um amigo meu fez, na época estágio na DPZ e lá era de apenas 15, outro amigo meu fez estágio na DM9 e ele concorreu com mais de 2000 pessoas para ocupar míseras duas vagas de estágio.
Agora eu consegui, correndo por fora, ser já contratado como assistente de estúdio, sem faculdade, somente com curso de desenho e uma pastinha debaixo do braço.
Claro que não foi assim tão fácil, na primeira vez que eu havia mostrado minha pastinha sem vergonha, eu acordei as 5h00 da manhã tomei banho, me arrumei todo e sentei na porta de uma agência de propaganda até a hora de chegar o primeiro funcionário para abrir a agência e me dizer como eu teria que fazer para procurar um estágio. Era uma agência que ficava na Av. Rebouças, hoje em dia ela nem existe mais...
Foram uns três ou quatro meses ligando do orelhão para as agências, sempre ouvindo desculpas esfarrapadas, muitas vezes sem dinheiro para comprar ficha telefônica. Naquela época eu estava desempregado em São Paulo, com 18 anos, passando fome literalmente (não foi a primeira vez e aquela não seria a última), minha família em Sorocaba sem mínimas condições de me ajudar financeiramente e ainda por cima fazendo pressão para eu voltar para casa. Mas eu não voltaria por nada nesse mundo. Mesmo com toda fome, toda angústia e todo sofrimento, eu me sentia VIVO, vivo como nunca havia me sentido antes.
Um belo dia eu resolvi ligar na Talent, uma das grandes agências do país, já que era para levar fora, que fosse de alguma empresa grande.
Eu conversei com um Diretor de Arte chamado Marcelo Machado, a última vez que eu ouvi falar desse cara ele era Diretor de Criação de uma agência chamada QG. Ele marcou uma entrevista comigo para a semana seguinte.
Cheguei no horário, com uma camisa surrada, calça preta, cabeludo, 59 quilos, olhos fundos atrás de um par de óculos de aro grosso e lentes razoavelmente grossas.
Não sei o que o cara viu em mim ou no meu desenho, mas à partir daquele dia, a minha vida estava mudando. Até hoje eu não tive a oportunidade de encontrar esse cara para agradecer por tudo o que ele me fez. Uns meses depois eu estava marcando para mostrar a pastinha na McCann depois de inúmeras indicações de indicação de indicação.
Os caras gostaram do meu desenho na hora, pra mim parecia um milagre, que me dera eu, um Zé Mané sem ter um gato para puxar pelo rabo, com dois ilustradores profissionais meio que se acotovelando para ver o meu desenho.
Até que o Paulinho Bueno, grande ilustrador das antigas perguntou: O que você acha dele fazer estágio aqui com a gente?
Estavam abertas as portas que definiriam o meu futuro profissional, mas para essa vaga aparecer foi necessário quase um ano, sempre desenhando, indo lá e mostrando a minha evolução no desenho.
Pois bem, na primeira semana como contratado eu conheci um dos que para mim até hoje é o maior Ilustrador que eu já tive a oportunidade de conhecer, ter amizade, aprender e ver trabalhando que é o Pedro Mauro, ele estava trabalhando dentro da agência como freelancer e era o único que ficava depois das 18h00.
Uma hora eu me enchi de coragem e perguntei para ele?
O que eu preciso fazer para ser ilustrador?
Ele me disse:
"Você já tem tudo só precisa paciência..."
E eu vou te dizer uma coisa, quando se tem 18 anos tudo o que você não tem é paciência. Mas mesmo assim foram anos a fio montando anúncio, aprendendo a pintar, primeiro com ecoline, depois com guache, depois com tinta acrílica, depois aerógrafo, depois o computador, Painter. trabalhar com mesa de luz, Letratone, filetar letra, marcar letra, pintar em cima de xerox, usar papel Schoeller, Fabriano, aquarela, fazer mancha, criar personagens.
Que escola foi aquela!
Mesmo depois de cinco anos, mesmo ilustrado tudo o que visse e imaginasse, mesmo dominando as mais variadas técnicas e estilo, ainda assim eu não conseguia ser promovido a ilustrador.
Por causa da minha impaciência, eu fui demitido, e aí a coisa ferrou de vez. Não ter o que comer se transformou numa constante, que exceção era ter comida ou dinheiro para comer.
Foram muitos seis meses sem trabalho. Contratar ninguém queria. Mesmo com todo mundo falando que eu desenhava bem.
Então me apareceu uma oportunidade de trabalhar com internet, era uma coisa que a já existia a uns anos e poderia ser uma boa oportunidade de trabalho.
Eu ganhei muuito dinheiro na época, era elogiado, o único cara que desenhava para o mercado de internet que conseguia desenhar em vários estilos diferentes. Eu me fiz no mercado, até o momento que o mercado de internet foi afundando, afundando...
Uma vez eu percebi que já não desenhava a muuuito tempo, coordenava um projeto bastante ambicioso, ganhava relativamente bem, era famoso no meio, respeitado pelos maiores profissionais da época, e somente ficaria sem trabalho se eu quisesse.
Mas uma coisa me incomodava, um bichinho carpinteiro aqui dentro parecia que não me deixava em paz, eu, intimamente me sentia um excluído, um exilado. Eu já não dormia em paz, parecia que alguma coisa me faltava na vida.
Foi então que eu explodi de uma vez por todas, conhecia muuuuita mutreta no mercado de internet, estava envolvido em briga de gente grande e já não sentia nenhuma satisfação em viver daquela forma.
Eu joguei tudo pro alto. Fui embora e nunca mais voltei. Então eu me lembrei de ilustração.
Então eu resolvi arriscar tudo na vida para voltar como ilustrador, montei meu portfolio com ilustrações com mais de três anos de idade, ou de velhice, e seja lá o Deus quiser.
Em um mês eu estava de novo no mercado de propaganda, ilustrando na Carillo Pastore.
Mais de dez anos haviam se passado desde aquela noite em que o Pedro havia me dito que tudo o que eu precisava era "paciência".
Eu me lembrei então de todo o caminho feito, meio como que profeticamente não teve outro jeito, eu PRECISAVA ter paciência, eu precisava amadurecer, conhecer as coisas, apanhar, mudar, me melhorar como profissional e como pessoa e sempre tentar, jamais desistir.
Por isso, se tem um conselho que eu possa dar para vocês e que por sua vez foi o mais útil da minha vida e que por mais de dez anos eu reneguei, até a hora que eu me lembrei dele novamente e resolvi aceitar as coisas andaram é: tenham paciência.
Se por acaso vocês sentem que falta alguma coisa, falta melhorar o desenho, falta treinar mais, corram atrás se aprimorem, e tenham paciência. Os resultados não aparecerão de um dia para o outro, não vai ser do dia pra noite que iremos enxergas as coisas, que iremos ter as nossas sacadas, que amadureceremos.
A evolução não dá saltos, aprendam a fazer com que o tempo se transforme no seu maior amigo, seu maior aliado, não façam do tempo seu inimigo, de todos os inimigos que podemos ter o mais implacável, o mais cruel é o tempo.
Tenham paciência, aprendam, estudem, se esforcem, melhorem-se como pessoas e como profissionais, nos organizemos, estejamos em paz com as dificuldades do nosso tempo, sem haver conformação, mas sabendo que para todo problema existe uma solução, mas elas podem ser lentas.
Aliás sempre as melhores soluções são as lentas, não tenhamos pressa.
It's a long way...
19.2.09
Avante, filhos da pátria!
Verás que o filho teu...
na hora do vamo vê, põe o rabo entre as pernas, sai ganindo assustado, se borrando todo...
Igual a um franguinho!
na hora do vamo vê, põe o rabo entre as pernas, sai ganindo assustado, se borrando todo...
Igual a um franguinho!
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