É muito comum vermos, lermos e ouvirmos pessoas reclamando de colegas de profissão que tiram o trabalho de outros por cobrarem menos, por pagar bola, cleinte que dá o cano, impõem claúsulas abusivas e exploram das mais variadas formas, mostrando o quanto o nosso mercado é mundo cão.
O problema é que a maioria das pessoas se manifesta sempre na surdina, e quando alguém quer escancarar a porcaria, dar nome aos bois livremente, sempre tem inúmeras pessoas que chegam com a filosofia do "deixa disso", argumentando que isso é imoral, ilegal, pode render processo.
O engraçado é que no Brasil, sacanear não dá processo...
Eu sempre fui a favor das pessoas denunciarem quem é quem.
Realmente não acho antiético denunciar pessoas mal intencionadas, mal pagadores, etc. Antiético é esconder para que o próximo trouxa caia nas mãos dos sem vergonhas.
Sem contar que a melhor forma de se evitar calotes, ações antiéticas, imorais, abusos é fazendo com que as pessoas que assim agem terão a certeza de que não serão acobertadas e terão que responder pelos seus atos.
Esse país atualmente sofre duma grande doença que é a idéia que qualquer pessoa tem o direito de ser mal caráter sem ser importunada e sem ser punida. Vivemos num império da impunidade. Todos procuram se acobertar e tapar o sol com a peneira.
No mundo todo comportamentos anti éticos e abusivos são combatidos por uma simples questão de que aquilo que é certo, é certo mas aqui as pessoas costumam se aproveitar dos "esquemas" para levarem vantagem sobre os demais.
Inúmeros são os ilustradores que sustentam grandes clientes na base da bola, ou que furam esquemas de valores, dizendo para as pessoas não aceitarem custos baixos e na surdina praticam esse valores, aceitam ceder TUDO e mais um pouco e, na maioria das vezes se revoltam porque perdem trabalho por alguém que aceita trabalhar por menos ou que cede mais do que você.
Muita gente vende personagem por R$ 800,00, muita gente faz Storyboard por R$ 50,00 o quadro, muita gente faz capa de livro por R$ 300,00, muita gente faz trabalho de dias a fio inteiramente no risco e perante a coletividade se vendem como profissionais de alto gabarito.
Os clientes somente oferecem essas condições subumanas de trabalho e pagamento porque existe gente que as aceita, e digo mais, não é uma ou duas pessoa, mas gente pra burro.
Cada um precisa antes de mais nada ter consciência de que não está levando vantagem sobre o seu concorrente, mas está deteriorando o seu próprio mercado, está matando a sua galinha dos ovos de ouro, está matando a si mesmo de fome e destruindo a sua própria profissão, não a profissão do outro.
Aí chega numa revista ou jornal e fala que a ilustração morreu, lógico com ilustradores assassinando o seu próprio mercado, morre mesmo.
O que precisamos é tratar bem o nosso mercado para que ele não morra, mas para que ele viva e com muita saúde.
E Não adianta vir dizer que essa é a tendência, que isso é mentira. Se fosse assim os ilustradores estariam se extinguindo de mercados maiores como EUA e Europa, e isso não acontece, somente no Brasil.
É preciso que cada um pergunte a si mesmo: será que não sou EU que estrago o mercado? Será que o problema são realmente as editoras? Será que o problema é realmente o outro?
Todo ilustrador pensa sistematicamente em diminuir a sua estrutura, montar estúdio do quartinho do fundo, botar a família para trabalhar para você, colocar moleque te ajudando, comprar o material mais barato possível, abrir empresa pensando em pagar o mínimo imposto possível, tudo isso pra quê? Para sobrar mais dinheiro?
Duvideo-dó!! É para cobrar mais barato pelo seu trabalho. Eu já vi muita gente com síndrome de cobrar mais barato. Acha que pega trabalho somente se cobrar mais barato e depois que pega o trabalho porque cobrou menos sai por aí falando que tem trabalho por que é bom profissional.
E sai dizendo por aí que está por cima da carne seca. Acreditando que ilustrador vara a noite porque tem alguma coisa no DNA do danado que faz ele virar notívago, dizendo por aí que ilustrador adora trabalhar nos dias e horários mais ex6entricos possíveis...
TUDO MENTIRA!!!
Qual de nós não se cobra porque não pode passar as noites com a família?
Qual de nós se sente realmente feliz em trocar feriados que poderia passar indo com a família no parque, assistindo um cinema, enfurnado no estúdio sem tomar sol e sem comer direito?
Eu respondo: NINGUÉM!
E como mudar isso?
Será que já não passou da hora de cada um de nós fazermos a NOSSA PARTE? Se não para benefício da categoria (pois ilustrador não pensa mesmo no coletivo), pelo menos para benefício PRÓPRIO.
Quantos de nós não estragam seus relacionamentos, colocam casamento, filhos e amigos a perder por causa das imposições de trabalho?
Quantos de nós somente tem relações com pessoas que trabalham igual a nós, sem dia e sem horário, porque os outros não NOS compreendem?
Vamos fazer uma análise real de consciência.
Por que será que as pessoas acham por aí que desenhista não trabalha?
Será que é realmente por preconceito?
O que fazemos para mudar a imagem que as pessoas tem de nós? E o que fazemos para mudar a realidade da nosso mercado?
Coletividades existem para tentar promover mudança, mas somente o indivíduo realizando o seu papel poderá mudar a sua vida.
Ninguém irá mudar o seu mercado por você, o que podemos fazer é acima de tudo proporcionar mecanismos para que a discussão exista, para que as pessoas possam fomentar a análise de mercado e propor alternativas, mas as atitudes precisam ser tomadas e adotadas individualmente.
11.2.09
10.2.09
Sobre cores
Uma vez, me pergutaram sobre como eu faço para estudar cores, se eu uso algum princípio de teoria de cores, etc.
De certa forma, eu não faço estudo de cores porque eu já acostumei a imaginar a arte colorida antes mesmo de começar a colorir, e geralmente o resultado final é aquele que eu planejei.
Mesmo assim, é importantíssimo que as pessoas pensem bem antes de colocarem cores a rodo sem ter uma noção de como a arte deve ter em mente algumas regras básicas, as que eu costumo utilizar são geralmente as abaixo:
1- Quando você quiser que haja um resultado em que as cores sejam bastante contrastante, o ideal é saber que objetos em ambiente com luz direta do sol deve prevalecer cores quentes e objetos em ambientes com sombra devem prevalecer cores frias.
2- Quanto mais próximo o objeto estiver mais carregadas devem ser as cores
3- Em artes com cores mais amenas e sem tanto, mesmo se você trabalhar digitalmente para mídia que utiliza RGB os ambientes dentro de áreas de sombra ficam melhor caracterizadas utilizando-se uma palheta CMYK, enquanto que os ambientes em contato direto com o sol ficam melhor utilizando-se uma palheta RGB.
4- Se você estiver colorindo objetos longe devemos nos lembrar que, quanto mais afastado o objeto, mais haverá nele a presença de azul e de branco, sendo que devemos acrescentar azul geralmente para transmitir uma idéia de clima de sol e branco para transmitir idéia de frio ou chuva, o motivo disso é científico: entre o nosso olho e um objeto muito afastado de nós existem dois elementos 1-ar e 2-água. O ar por causa da Oxigênio e do Nitrogênio tem coloração azulada e a água tem coloração branca mesmo. Em dias de calor o ar tem menos humidade, ficando mais azul e em dias mais frios e chuvosos aumenta consideravelmente a humidade relativa do ar, por isso os objetos de longe se aprecem esbranquiçados. Pela manhã isso também acontece, mas por causa da incidência dos raios solares os objetos podem ficar amarelados ou rosados.
5- Quando existir algum objeto, pessoa ou detalhe que você queira destacar em uma cena, você pode alterar as regras de cores para dar maior destaque à figura, por exemplo, numa ambiente frio a ação principal de cena conter cores quentes.
Essas regrinhas são bastante interessantes, mesmo se a gente pegar conceitos sobre técnicas de pintura, também existe muito recurso legal.
De certa forma, eu não faço estudo de cores porque eu já acostumei a imaginar a arte colorida antes mesmo de começar a colorir, e geralmente o resultado final é aquele que eu planejei.
Mesmo assim, é importantíssimo que as pessoas pensem bem antes de colocarem cores a rodo sem ter uma noção de como a arte deve ter em mente algumas regras básicas, as que eu costumo utilizar são geralmente as abaixo:
1- Quando você quiser que haja um resultado em que as cores sejam bastante contrastante, o ideal é saber que objetos em ambiente com luz direta do sol deve prevalecer cores quentes e objetos em ambientes com sombra devem prevalecer cores frias.
2- Quanto mais próximo o objeto estiver mais carregadas devem ser as cores
3- Em artes com cores mais amenas e sem tanto, mesmo se você trabalhar digitalmente para mídia que utiliza RGB os ambientes dentro de áreas de sombra ficam melhor caracterizadas utilizando-se uma palheta CMYK, enquanto que os ambientes em contato direto com o sol ficam melhor utilizando-se uma palheta RGB.
4- Se você estiver colorindo objetos longe devemos nos lembrar que, quanto mais afastado o objeto, mais haverá nele a presença de azul e de branco, sendo que devemos acrescentar azul geralmente para transmitir uma idéia de clima de sol e branco para transmitir idéia de frio ou chuva, o motivo disso é científico: entre o nosso olho e um objeto muito afastado de nós existem dois elementos 1-ar e 2-água. O ar por causa da Oxigênio e do Nitrogênio tem coloração azulada e a água tem coloração branca mesmo. Em dias de calor o ar tem menos humidade, ficando mais azul e em dias mais frios e chuvosos aumenta consideravelmente a humidade relativa do ar, por isso os objetos de longe se aprecem esbranquiçados. Pela manhã isso também acontece, mas por causa da incidência dos raios solares os objetos podem ficar amarelados ou rosados.
5- Quando existir algum objeto, pessoa ou detalhe que você queira destacar em uma cena, você pode alterar as regras de cores para dar maior destaque à figura, por exemplo, numa ambiente frio a ação principal de cena conter cores quentes.
Essas regrinhas são bastante interessantes, mesmo se a gente pegar conceitos sobre técnicas de pintura, também existe muito recurso legal.
7.2.09
Uma pequena fórmula para montar orçamentos
Eu um tempo atrás montei uma fórmula bastante interessante.
Eu estava aqui mechendo no meu material e criei uma fórmula para descobrir o valor para licenciar uma ilustração para propaganda, mas eu gostaria de passar para vocês, para que vocês fizessem alguns testes e ver se essa fórmula para propaganda pode ser viável.
Até o momento essa fórmula parece bastante rasoável, e seira interessante passa ela adiante para pessoas interessadas.
Segue a bagaça:
Tudo se baseia no cálculo do seu custo para realizar um trabalho.
Unidade de Ilustração = X = Custo/Hora
Tipo de Ilustração = Y:
Vinheta Y = 2X
Meia Página Y = 4X
arte A4 Y = 8X
arte A3 Y = 16X
Maior que A3 Y = 24X
Mídia de Licenciamento = ML:
Impressa Endomarketing = 10%Y
Impressa PDV = 25%Y
Internet = 50%Y
Impressa Geral = 100%Y
TV = 200%Y
Indeterminada = 500%Y
Área de Licenciamento = AL:
Regional = 0%Y
Estadual = 10%Y
Nacional = 25%Y
América do Sul = 50%Y
EUA = 100%Y
Continente Inteiro = 200%Y
Dois Continentes = 500%Y
Indeterminado = 1000%Y
Tempo de Licenciamento = T
Seis meses = 0%Y
Um ano = 5%Y
Dois anos = 10%Y
Cinco anos = 15%Y
Dez anos = 25%Y
Vinte anos = 40%Y
Indeterminado = 70%Y
Como Calcular:
Basta você realizar o seguinte cálculo:
Y+ML+AL+T
O resultado é o valor que você deve licenciar.
Eu estava aqui mechendo no meu material e criei uma fórmula para descobrir o valor para licenciar uma ilustração para propaganda, mas eu gostaria de passar para vocês, para que vocês fizessem alguns testes e ver se essa fórmula para propaganda pode ser viável.
Até o momento essa fórmula parece bastante rasoável, e seira interessante passa ela adiante para pessoas interessadas.
Segue a bagaça:
Tudo se baseia no cálculo do seu custo para realizar um trabalho.
Unidade de Ilustração = X = Custo/Hora
Tipo de Ilustração = Y:
Vinheta Y = 2X
Meia Página Y = 4X
arte A4 Y = 8X
arte A3 Y = 16X
Maior que A3 Y = 24X
Mídia de Licenciamento = ML:
Impressa Endomarketing = 10%Y
Impressa PDV = 25%Y
Internet = 50%Y
Impressa Geral = 100%Y
TV = 200%Y
Indeterminada = 500%Y
Área de Licenciamento = AL:
Regional = 0%Y
Estadual = 10%Y
Nacional = 25%Y
América do Sul = 50%Y
EUA = 100%Y
Continente Inteiro = 200%Y
Dois Continentes = 500%Y
Indeterminado = 1000%Y
Tempo de Licenciamento = T
Seis meses = 0%Y
Um ano = 5%Y
Dois anos = 10%Y
Cinco anos = 15%Y
Dez anos = 25%Y
Vinte anos = 40%Y
Indeterminado = 70%Y
Como Calcular:
Basta você realizar o seguinte cálculo:
Y+ML+AL+T
O resultado é o valor que você deve licenciar.
6.2.09
Mercado Editorial??
Eu vou procurar agora defender ilustradores, de acordo com as dificuldades que nós temos de enfrentar no mercado atualmente. É só um ponto de vista, provavelmente não é o verdadeiro, é apenas o meu ponto de vista. Acredito que em alguma coisa eu possa ajudar às pessoas que procuram uma orientação. Se isso não for possível, peço desculpas, antecipadamente.
Principalmente no mercado editorial a coisa anda feia a algum tempo e desde que eu ouvi as reclamações sobre o mercado editorial, a coisa está cada vez pior, esse meio tem trocentos mil pessoas se propondo a prestar serviços de ilustração, pessoas que não se conhecem, nsequer conhecem outro ilustrador, colga de trabalho de luta e concorrente direto. isso faz com que as Editoras tenham um trunfo e tanto nas mão, e não será uma editora quem irá promover o encontro e intercâmbio entre seus fornecedores, afinal de contas, se o ilustrador se unir muito poderá ficar forte e deixar de ser explorado.
Nós costumamos lutar mal e porcamente para, dentre outras coisas, implantar uma tabela para padronizar os valores dos trabalhos prestados, por editoras agências, etc. Acontece que muita gente, inclusive ilustradores, tem muito receio de entrarem nessa, pois com a quantidade de gente se propondo a trabalhar como ilustrador, espalhados pelo país, sem nenhuma organização, união e consciência, diante da organização e poderio das editoras, nós estaremos nas mãos delas. Basta imaginar que as Editoras escolhem quem eles querem que trabalhe com eles e se você cobrar mais caro, haverá pelo menos uns vinte que toparão trabalhar por qualquer merreca. Isso significa que, provavelmente os valores continuarão caindo e os ilustradores vão continuar se acotovelando pra pegar trabalho.
Bem, ao menos por essa lógica, nós estamos literalmente nas mão dos clientes, pois eles mandam, quem manda é o mercado.
Ok, quem manda é o mercado,sem mesmo levar em consideração de que a palavra mercado significa a união entre consumidor, cliente e fornecedor, vamos pelo menos pensar da seguinte forma: algum ilustrador sabe o valor do seu trabalho pelo mercado pura e simplesmente? Não, porque num sistema em que Editores de Arte ditam, mandam e desmandam qualquer coisa que eles propõe o cidadão aceita, então o mercado a muuuuuito tempo deixo de ter valores reais. A culpa disso são dos próprios ilustradores que abrem as pernas pra qualquer valor, no dia que os ilustradores se derem ao respeito de não aceitarem qualquer furada a coisa começa a mudar. É fácil, cômodo e completamente interessante para os nosso fornecedores termos a impressão de que estamos nas mão deles e não há nada que possamos fazer. Em outras palavras, somos todos LOOSERS. Perdedores! Então vamos nos recolher as nossas insignificâncias e dar graças a Deus que algum Editor de arte caridoso resolver me dar uma esmolinha disfarçada de trabalho.
Eu prefiro pensar diferente. Pensar dessa maneira dói muito. Sinceramente.
No dia em que bons profissionais resolverem trabalhar por um valor X, os caras vão ter que, no mínimo, sentar com os ilustradores e colocar as cartas na mesa, mostrando o quanto realmente podem pagar e porquê. Porque a Abril paga hoje em dia metade do que pagava anos atrás? Será que houve deflação e eu não tô sabendo? Será que o preço dos materiais utilizados em ilustração caíram pela metade, o aluguel também, o IPVA idem e a carga tributária no Brasil deixou de existir? Se os Editores não puderem contar com ilustradores que "façam a diferença" e ilustrem materiais que auxiliam a alavancar a venda de seus livros e revistas, eles não serão loucos de colocarem o seu ganha pão na mão de qualquer Zezinho que ilustra com Clipart e verem a venda de suas preciosas fontes de renda irem por água abaixo. Os caras são mal caráteres, mas não são loucos.
A gente também pode achar que um piso ou uma tabela só funcione em regime sindical, que precise de uma organização competente para que a coisa ande, que regulamente a profissão, a formação e os profissionais, além de fiscalizar os procedimentos éticos e profissionais. Muita gente acha que isso é perigoso, porque pode se transformar numa fonte de corrupção, como acontece em tantos meios, pode até virar uma espécie de "Máfia". É perigoso, por isso exige atenção e responsabilidade redobrada para que algo assim seja realizado. E digo mais: outros meios aonde ocorrem abusos e "máfia" isso somente acontece porque seus membros não são assim tão atuantes, fiscalizadores e competentes como deveriam ser. Agora, é muito fácil perceber que o modo mais seguro da coisa ocorrer em nosso benefício éregulamentando a nossa profissão, assim como acontece com os dentistas, engenheiros, etc. Eles têm uma "reserva de mercado". Mas São reconhecidos pelo poder público, são regulamentados e tem meios legais de se defenderem, basta ver como é a OAB. Aí todos seguiriam uma norma estabelecida e as editoras não teriam outra alternativa a não ser aceitar os preços e os modelos de contratos da categoria.
Isso é ilegal? Então os Advogados são ilegais, os médicos são ilegais, os dentistas também... Me parece que pensar dessa forma não corresponde exatamente com a realidade, embora nós admitamos que essas categorias citadas tem condições de crescerem, se organizarem e term um futuro próspero bem maior do que os ilustradores.
É engraçado que o óbvio ululante é tudo aquilo que nenhum profissional de ilustração bem sucedido ou bem relacionado atualmente quer, não é mesmo? E não quer porquê? Por que vai dar trabalho? Seria muito melhor que alguém que não somos nós lute pelos nosso direitos. Talvez o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa façam isso com sincero ensejo de fazer o bem, porque o resto vai querer nos engambelar e ganhar às nossas custas. Ou seja, ou nós pegamos os nosso interesses, lutamos por eles e fazemos a nossa realidade acontecer, ou ninguém irá fazer isso por nós. Todo mundo quer sempre um salvador da Pátria, me parece que até os ilustradores. Mas isso é um defeito dos brasileiros, eu acho que é um defeito de fábrica dos brasileiros...
Não tem saída, precisamos parar de brincar de ilustradores organizados e sermos organizados. Eu me esqueci que tem muita gente com medo de um suposto sindicato, porque sindicatos são antros de corruptos, aonde tudo rola na mão grande e no fundo no fundo ninguém luta pelo interesse do outro. Acontece que se houver um Sindicato de Ilustradores, quem vai fazer parte do Sindicato serão ilustradores, eu, você, os membros da Sib e outros ilustradores mais.
Não vai fazer parte o Vicentinho, nem o Marcos Valério e nenhum barbudo briguento que vai andar nas portas das Editoras e Agências fazendo piquete, a não ser que esse barbudo seja algum de nós. Se o Sindicato tiver corrupção é por que nós, Ilustradores somos corruptos. Eu parto do principio de que todo mundo é honesto. Então porque temer um Sindicato? O que precisa haver é trabalho de todos, cobrança por parte dos membros para que uma Instituição qualquer funcione, pressão de base para que os que decidem trabalhem pelo todo, coisa que brasileiro não faz e não gosta de fazer, mas repito, ou nós fazemos por nós, ou ninguém fará isso.
Eu sei que pela lei de oferta e procura, se analizarmos a grosso modo, temos no mercado, principalmente editorial, uma verdaderira enchurrada de ilustradores para pouco trabalho. Realmente por esse ponto de vista tem muuuuuuuuito ilustrador disponível no mercado hoje em dia. Bem mais do que as editoras precisam. Tem um poucos excelentes, muitos medianos e alguma porcaria (eu já acho que a porcaria é enorme!). Se nós pensarmos assim, iremos também acreditar que só pelo númeor de medianos, o mercado já está saturado. Aí essa história de tabela vai por água abaixo, já que existe uma pressão natural pra coisa não ir pra frente.
Mas, analizemos bem. Hoje em dia não se faz mais ilustradores como Benício, ou Shumann, ou o Pedro Mauro. Eles são ótimos realmente.
Outros que estão aí e são por muitos considerados ótimos, são na verdade medianos, tal é o grau de degeneração da qualidade e do valor que a ilustração tem no Brasil. Isso não é nenhuma desfeita a esse profissionais, mas eles não tem mercado suficiente para que possam evoluir e tem pouquíssimas oportunidades de uma formação mais sólida. Sem contar os inúmeros clientes que acham que qualquer porcaria serve como ilustração.
Agora, pensando por esse modo, como tem ilustrador? Então me diga, aonde um ilustrador se forma para ser ilustrador? A verdade que o nosso mercado está ao Deus dará! Qualquer pichador de muro pode ser considerado ilustrador, basta o cara ter cara de pau suficiente pra isso. Ou a coisa vai pros trilhos, ou é melhor todo mundo resolver mudar de profissão, porque não teremos futuro algum.
A coisa precisa ser regulamentada e regularizada, pra ser ilustrador, é preciso estudar, se formar, aí com formação pode se trabalhar como ilustrador. Um Zé Mané qualquer consegue expor seus trabalhos numa galeria, Um Zé mané qualquer consegue trabalhar como engenheiro num escritório de Engenharia? Um Zé Mané qualquer consegue trabalhar como Advogado num escritório de Advocacia? Então porque um Zé Mané qualquer pode trabalhar como ilustrador numa Editora?
O que nós vivemos, infelizmente, não é uma situação de mercado livre, é a casa da mãe Joana. Todo mundo quer convencer a gente de que Ilustrador não é uma profissão especializada, e tá todo mundo comprando essa idéia. Não especializado é ser balconista, oficce boy, carteiro, engraxate, manicure. Ilustrador precisa de uma tremenda formação e muita dedicação. Um ilustrador não se faz do dia pra noite, nem em um cursinho de seis meses. Por que a gente reluta tanto em reconhecer quem nós somos e trabalharmos para que possamos melhorar o nosso próprio mercado? O que tem disponível é moleque com jeito pra coisa que desenha bem e micreiro. Ilustrador é outro papo.
Muita gente também acha que não dá pra deixar um trabalho de lado porque o valor pago em editoras é baixo e existem inúmeras contas para pagar. Como se isso fosse um tipo de coisa que somente "mestres" e ilustradores excelentes podem fazer . Os "mestres" também pagam contas, se vestem, se alimentam, não são seres "alados", embora seus trabalhos nos façam acreditar que sejam seres de outro planeta. Sem contar que pode haver algum ilustrador melhor do que você mas que pense "menor" do que você, e que não acredite que vai conseguir se sustentar se somente topar trabalhos melhores remunerados. Aí vem o fantasma do cliente que pode chegar pra qualquer um de nós e falar:pra pagar o dobro então vou chamar o fulano, que é excelente, muito melhor do que você.
Bom, eu prefiro então que o fulano pegue e depois sofra pra se sustentar, e ao acontecer isso é uma pena, principalmente da parte dele que deixa de ser bem sucedido por medo. Agora se seu cliente te falar: "se você não quer, tem dez querendo", deixa o cliente pegar esse dez, depois você verá que dez porcarias são esses "profissionais topa tudo".
Me desculpa, mas me parece que esse negócio que somente um ilustrador excelente pode se dar ao luxo de recusar trabalho por causa de preço é uma mentalidade muito looser, pelo menos pra mim. Se você não é um ilustrador excelente, porque você não se esforça pra ser? Ninguém precisa ser um mestre, mas todos nós podemos e devemos trabalhar para sermos o melhor profissional que pudermos ser. Só assim um dia poderemos ser melhores, pelo menos melhores do que somos hoje.
Se eu tiver na minha cabeça a idéia de que eu sou mais ou menos, que eu nunca serei um bom profissional, que eu simplesmente não tenho capacidade pra isso, eu facilmente chegarei à conclusão de que eu estou na profissão errada. Eu não consigo acreditar que alguém entre numa luta acreditando que vai perder. Quem age assim já perdeu mesmo, porque perdeu pra si mesmo! Não adianta a gente querer vencer alguma coisa ou alguém se a gente não consegue vencer a si mesmo. Você pode até se achar um profissional mediano, mas você precisa acreditar que vai evoluir, pode se transformar num profissional de ponta, com um trabalho de encher os olhos e lutar pra que isso aconteça, agir dessa maneira não significa deixar de ser humilde, humildade é saber enxergar no outro um igual a você, não é recusar se a ser melhor.
Outra coisa, você pega uma capa de revista por 200,00 e fura o esquema que todo mundo quer cobrar 650,00 porque tem conta pra pagar, certo? Só que aí você jamais irá conseguir cobrar os 650,00 dos outros, porque você já provou pro mercado que o seu trabalho vale isso. Ou seja, pra atender uma necessidade imediata você acaba com a sua perspectiva de um futuro melhor, pra você e para os profissionais que estão junto de você.
Faltou ter visão de futuro, isso parece coisa de criança, sabe aquela criança que o pai compra uma bicicleta no meio do ano pra ter como pagar e fala pro filho que se ele for um bom menino vai ganhar uma bicicleta no natal? Aí o moleque descobre que o pai já comprou a bicicleta, fica torrando a paciência do pai porque quer a bicicleta, até que o pai dá a bicicleta logo de uma vez. Beleza, o moleque quis a bike e teve a dita cuja, aí o pai promete pra si mesmo que nunca mais na vida vai dar um presente caro pro moleque porque o menino não sabe esperar.
É por aí, sem contar que se você ganhar melhor, não vai precisar pegar tanto trabalho pra pagar suas contas. Dessa maneira vai sobrar mais trabalho pra mais ilustrador. Atualmente qualquer cara tem que fazer pelo menos vinte ilustras pra pagar as contas, se você puder pegar só cinco pra ganhar a mesma coisa, pelo menos terão mais quinze ilustrações que poderão servir pra ajudar outro profissional a pagar as contas dele. Mas se a coisa não for pra frente isso jamais acontecerá.
Sem contar outro detalhe, se um Editor de Arte realmente gosta do seu trabalho, ele quer o SEU trabalho, ele está atrás do SEU estilo, do SEU desenho e não do seu PREÇO! Quem quer que VOCÊ trabalhe, vai pagar o quanto for preciso para ter o SEU trabalho.
Se o Editor realmente quiser o SEU trabalho, não vai ter quinze neguinho pra fazer o mesmo trabalho. Isso não existe. Pelo amor de Deus, gente, acredite, você precisa acreditar em você, cara! Você precisa se amar e amar a sua arte! Essa neurose é tudo o que um cliente picareta sempre pediu à Deus!
O que eu escrevo não é pra esculachar ninguém, é pra tentar ver se dá pra compreender. É igual aquela história de criança, do menino que sempre apanha na escola. O menino apanha porque os outros são fortes. Mas o menino precisa aprender a se defender, só que o menino acredita que nunca vai conseguir bater no moleque mais forte. Só que o menino nunca tentou, até que um dia o menino de tanto sofrer nas mão dos fortões resolve dar um basta, perde o controle e acaba deixando o fortão no Hospital.
É por isso que a gente precisa se unir, a gente até pode ser fraco, pode ser indefeso, mas junto a gente se ajuda, se fortalece, se une, se organiza e consegue espantar o fortão que vem dar bordoada na gente. Eu entendo sua posição, cara. Mas não dá pra gente, como parte fraca da corda, se juntar pra ficar todo mundo encolhido no canto com medo do bicho papão. Se é pra gente se unir, que seja pra lutar pelo nosso espaço e pelo nosso respeito no mercado. Sem medo. Todos estamos no mesmo barco, e o barco não vai virar e nem afundar, só se a gente deixar.
Uma coisa que poderia acontecer seria a categoria "ilustrador" ser absorvida por outro, como pelos jornalistas. Tem gente que leva essa hipótese a sério.
Sinceramente, eu não sei se o Sindicato dos Jornalistas teria algum interesse em lutar pelos NOSSOS direitos. Me parece que nesse caso, serão duas lutas. A primeira, para que o Sindicato dos Jornalista se comova por nós e resolva nos defender (coisa que eu não acredito que aconteça, não com tanta facilidade). A segunda, depois de conquistar a simpatia do Sindicato dos Jornalistas, começar o trabalho para que a nossa situação junto das Editoras melhore. Se é pra ter tanto trabalho então que nós tomemos a dianteira dos nossos destinos. Quem já teve contato com outro meios sabe que ninguém tá muito interessado na nossa luta. O próprio Céu percebeu isso quando começou os contatos para uma Câmara Setorial.
Eu sinceramente quero que todos os ilustradores que estão nesse barco possam se aposentar fazendo ilustrações. Eu gostaria também que os novos conseguissem ser ilustradores e que se aposentassem como ilustradores. Eu gostaria que a nossa profissão tivesse futuro. Futuro que atualmente fica difícil de vislumbrar. Só que não dá pra ter medo. A gente precisa ter iniciativa.
Com certeza nós erraremos, mas se todos nós tivermos união e equilíbrio, nós saberemos aprender com os nossos erros e acabaremos conseguindo realizar o nosso intento, com seriedade, paciência e responsabilidade. Quem sabe um dia, quando olharmos pra trás, nós não percebamos que jamais poderíamos imaginar que fôssemos tão longe e conquistássemos tanto?
Impossível é somente aquilo que a nossa imaginação não consegue conceber, mas é por isso justamente que existem os desenhistas, não é?
Principalmente no mercado editorial a coisa anda feia a algum tempo e desde que eu ouvi as reclamações sobre o mercado editorial, a coisa está cada vez pior, esse meio tem trocentos mil pessoas se propondo a prestar serviços de ilustração, pessoas que não se conhecem, nsequer conhecem outro ilustrador, colga de trabalho de luta e concorrente direto. isso faz com que as Editoras tenham um trunfo e tanto nas mão, e não será uma editora quem irá promover o encontro e intercâmbio entre seus fornecedores, afinal de contas, se o ilustrador se unir muito poderá ficar forte e deixar de ser explorado.
Nós costumamos lutar mal e porcamente para, dentre outras coisas, implantar uma tabela para padronizar os valores dos trabalhos prestados, por editoras agências, etc. Acontece que muita gente, inclusive ilustradores, tem muito receio de entrarem nessa, pois com a quantidade de gente se propondo a trabalhar como ilustrador, espalhados pelo país, sem nenhuma organização, união e consciência, diante da organização e poderio das editoras, nós estaremos nas mãos delas. Basta imaginar que as Editoras escolhem quem eles querem que trabalhe com eles e se você cobrar mais caro, haverá pelo menos uns vinte que toparão trabalhar por qualquer merreca. Isso significa que, provavelmente os valores continuarão caindo e os ilustradores vão continuar se acotovelando pra pegar trabalho.
Bem, ao menos por essa lógica, nós estamos literalmente nas mão dos clientes, pois eles mandam, quem manda é o mercado.
Ok, quem manda é o mercado,sem mesmo levar em consideração de que a palavra mercado significa a união entre consumidor, cliente e fornecedor, vamos pelo menos pensar da seguinte forma: algum ilustrador sabe o valor do seu trabalho pelo mercado pura e simplesmente? Não, porque num sistema em que Editores de Arte ditam, mandam e desmandam qualquer coisa que eles propõe o cidadão aceita, então o mercado a muuuuuito tempo deixo de ter valores reais. A culpa disso são dos próprios ilustradores que abrem as pernas pra qualquer valor, no dia que os ilustradores se derem ao respeito de não aceitarem qualquer furada a coisa começa a mudar. É fácil, cômodo e completamente interessante para os nosso fornecedores termos a impressão de que estamos nas mão deles e não há nada que possamos fazer. Em outras palavras, somos todos LOOSERS. Perdedores! Então vamos nos recolher as nossas insignificâncias e dar graças a Deus que algum Editor de arte caridoso resolver me dar uma esmolinha disfarçada de trabalho.
Eu prefiro pensar diferente. Pensar dessa maneira dói muito. Sinceramente.
No dia em que bons profissionais resolverem trabalhar por um valor X, os caras vão ter que, no mínimo, sentar com os ilustradores e colocar as cartas na mesa, mostrando o quanto realmente podem pagar e porquê. Porque a Abril paga hoje em dia metade do que pagava anos atrás? Será que houve deflação e eu não tô sabendo? Será que o preço dos materiais utilizados em ilustração caíram pela metade, o aluguel também, o IPVA idem e a carga tributária no Brasil deixou de existir? Se os Editores não puderem contar com ilustradores que "façam a diferença" e ilustrem materiais que auxiliam a alavancar a venda de seus livros e revistas, eles não serão loucos de colocarem o seu ganha pão na mão de qualquer Zezinho que ilustra com Clipart e verem a venda de suas preciosas fontes de renda irem por água abaixo. Os caras são mal caráteres, mas não são loucos.
A gente também pode achar que um piso ou uma tabela só funcione em regime sindical, que precise de uma organização competente para que a coisa ande, que regulamente a profissão, a formação e os profissionais, além de fiscalizar os procedimentos éticos e profissionais. Muita gente acha que isso é perigoso, porque pode se transformar numa fonte de corrupção, como acontece em tantos meios, pode até virar uma espécie de "Máfia". É perigoso, por isso exige atenção e responsabilidade redobrada para que algo assim seja realizado. E digo mais: outros meios aonde ocorrem abusos e "máfia" isso somente acontece porque seus membros não são assim tão atuantes, fiscalizadores e competentes como deveriam ser. Agora, é muito fácil perceber que o modo mais seguro da coisa ocorrer em nosso benefício éregulamentando a nossa profissão, assim como acontece com os dentistas, engenheiros, etc. Eles têm uma "reserva de mercado". Mas São reconhecidos pelo poder público, são regulamentados e tem meios legais de se defenderem, basta ver como é a OAB. Aí todos seguiriam uma norma estabelecida e as editoras não teriam outra alternativa a não ser aceitar os preços e os modelos de contratos da categoria.
Isso é ilegal? Então os Advogados são ilegais, os médicos são ilegais, os dentistas também... Me parece que pensar dessa forma não corresponde exatamente com a realidade, embora nós admitamos que essas categorias citadas tem condições de crescerem, se organizarem e term um futuro próspero bem maior do que os ilustradores.
É engraçado que o óbvio ululante é tudo aquilo que nenhum profissional de ilustração bem sucedido ou bem relacionado atualmente quer, não é mesmo? E não quer porquê? Por que vai dar trabalho? Seria muito melhor que alguém que não somos nós lute pelos nosso direitos. Talvez o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa façam isso com sincero ensejo de fazer o bem, porque o resto vai querer nos engambelar e ganhar às nossas custas. Ou seja, ou nós pegamos os nosso interesses, lutamos por eles e fazemos a nossa realidade acontecer, ou ninguém irá fazer isso por nós. Todo mundo quer sempre um salvador da Pátria, me parece que até os ilustradores. Mas isso é um defeito dos brasileiros, eu acho que é um defeito de fábrica dos brasileiros...
Não tem saída, precisamos parar de brincar de ilustradores organizados e sermos organizados. Eu me esqueci que tem muita gente com medo de um suposto sindicato, porque sindicatos são antros de corruptos, aonde tudo rola na mão grande e no fundo no fundo ninguém luta pelo interesse do outro. Acontece que se houver um Sindicato de Ilustradores, quem vai fazer parte do Sindicato serão ilustradores, eu, você, os membros da Sib e outros ilustradores mais.
Não vai fazer parte o Vicentinho, nem o Marcos Valério e nenhum barbudo briguento que vai andar nas portas das Editoras e Agências fazendo piquete, a não ser que esse barbudo seja algum de nós. Se o Sindicato tiver corrupção é por que nós, Ilustradores somos corruptos. Eu parto do principio de que todo mundo é honesto. Então porque temer um Sindicato? O que precisa haver é trabalho de todos, cobrança por parte dos membros para que uma Instituição qualquer funcione, pressão de base para que os que decidem trabalhem pelo todo, coisa que brasileiro não faz e não gosta de fazer, mas repito, ou nós fazemos por nós, ou ninguém fará isso.
Eu sei que pela lei de oferta e procura, se analizarmos a grosso modo, temos no mercado, principalmente editorial, uma verdaderira enchurrada de ilustradores para pouco trabalho. Realmente por esse ponto de vista tem muuuuuuuuito ilustrador disponível no mercado hoje em dia. Bem mais do que as editoras precisam. Tem um poucos excelentes, muitos medianos e alguma porcaria (eu já acho que a porcaria é enorme!). Se nós pensarmos assim, iremos também acreditar que só pelo númeor de medianos, o mercado já está saturado. Aí essa história de tabela vai por água abaixo, já que existe uma pressão natural pra coisa não ir pra frente.
Mas, analizemos bem. Hoje em dia não se faz mais ilustradores como Benício, ou Shumann, ou o Pedro Mauro. Eles são ótimos realmente.
Outros que estão aí e são por muitos considerados ótimos, são na verdade medianos, tal é o grau de degeneração da qualidade e do valor que a ilustração tem no Brasil. Isso não é nenhuma desfeita a esse profissionais, mas eles não tem mercado suficiente para que possam evoluir e tem pouquíssimas oportunidades de uma formação mais sólida. Sem contar os inúmeros clientes que acham que qualquer porcaria serve como ilustração.
Agora, pensando por esse modo, como tem ilustrador? Então me diga, aonde um ilustrador se forma para ser ilustrador? A verdade que o nosso mercado está ao Deus dará! Qualquer pichador de muro pode ser considerado ilustrador, basta o cara ter cara de pau suficiente pra isso. Ou a coisa vai pros trilhos, ou é melhor todo mundo resolver mudar de profissão, porque não teremos futuro algum.
A coisa precisa ser regulamentada e regularizada, pra ser ilustrador, é preciso estudar, se formar, aí com formação pode se trabalhar como ilustrador. Um Zé Mané qualquer consegue expor seus trabalhos numa galeria, Um Zé mané qualquer consegue trabalhar como engenheiro num escritório de Engenharia? Um Zé Mané qualquer consegue trabalhar como Advogado num escritório de Advocacia? Então porque um Zé Mané qualquer pode trabalhar como ilustrador numa Editora?
O que nós vivemos, infelizmente, não é uma situação de mercado livre, é a casa da mãe Joana. Todo mundo quer convencer a gente de que Ilustrador não é uma profissão especializada, e tá todo mundo comprando essa idéia. Não especializado é ser balconista, oficce boy, carteiro, engraxate, manicure. Ilustrador precisa de uma tremenda formação e muita dedicação. Um ilustrador não se faz do dia pra noite, nem em um cursinho de seis meses. Por que a gente reluta tanto em reconhecer quem nós somos e trabalharmos para que possamos melhorar o nosso próprio mercado? O que tem disponível é moleque com jeito pra coisa que desenha bem e micreiro. Ilustrador é outro papo.
Muita gente também acha que não dá pra deixar um trabalho de lado porque o valor pago em editoras é baixo e existem inúmeras contas para pagar. Como se isso fosse um tipo de coisa que somente "mestres" e ilustradores excelentes podem fazer . Os "mestres" também pagam contas, se vestem, se alimentam, não são seres "alados", embora seus trabalhos nos façam acreditar que sejam seres de outro planeta. Sem contar que pode haver algum ilustrador melhor do que você mas que pense "menor" do que você, e que não acredite que vai conseguir se sustentar se somente topar trabalhos melhores remunerados. Aí vem o fantasma do cliente que pode chegar pra qualquer um de nós e falar:pra pagar o dobro então vou chamar o fulano, que é excelente, muito melhor do que você.
Bom, eu prefiro então que o fulano pegue e depois sofra pra se sustentar, e ao acontecer isso é uma pena, principalmente da parte dele que deixa de ser bem sucedido por medo. Agora se seu cliente te falar: "se você não quer, tem dez querendo", deixa o cliente pegar esse dez, depois você verá que dez porcarias são esses "profissionais topa tudo".
Me desculpa, mas me parece que esse negócio que somente um ilustrador excelente pode se dar ao luxo de recusar trabalho por causa de preço é uma mentalidade muito looser, pelo menos pra mim. Se você não é um ilustrador excelente, porque você não se esforça pra ser? Ninguém precisa ser um mestre, mas todos nós podemos e devemos trabalhar para sermos o melhor profissional que pudermos ser. Só assim um dia poderemos ser melhores, pelo menos melhores do que somos hoje.
Se eu tiver na minha cabeça a idéia de que eu sou mais ou menos, que eu nunca serei um bom profissional, que eu simplesmente não tenho capacidade pra isso, eu facilmente chegarei à conclusão de que eu estou na profissão errada. Eu não consigo acreditar que alguém entre numa luta acreditando que vai perder. Quem age assim já perdeu mesmo, porque perdeu pra si mesmo! Não adianta a gente querer vencer alguma coisa ou alguém se a gente não consegue vencer a si mesmo. Você pode até se achar um profissional mediano, mas você precisa acreditar que vai evoluir, pode se transformar num profissional de ponta, com um trabalho de encher os olhos e lutar pra que isso aconteça, agir dessa maneira não significa deixar de ser humilde, humildade é saber enxergar no outro um igual a você, não é recusar se a ser melhor.
Outra coisa, você pega uma capa de revista por 200,00 e fura o esquema que todo mundo quer cobrar 650,00 porque tem conta pra pagar, certo? Só que aí você jamais irá conseguir cobrar os 650,00 dos outros, porque você já provou pro mercado que o seu trabalho vale isso. Ou seja, pra atender uma necessidade imediata você acaba com a sua perspectiva de um futuro melhor, pra você e para os profissionais que estão junto de você.
Faltou ter visão de futuro, isso parece coisa de criança, sabe aquela criança que o pai compra uma bicicleta no meio do ano pra ter como pagar e fala pro filho que se ele for um bom menino vai ganhar uma bicicleta no natal? Aí o moleque descobre que o pai já comprou a bicicleta, fica torrando a paciência do pai porque quer a bicicleta, até que o pai dá a bicicleta logo de uma vez. Beleza, o moleque quis a bike e teve a dita cuja, aí o pai promete pra si mesmo que nunca mais na vida vai dar um presente caro pro moleque porque o menino não sabe esperar.
É por aí, sem contar que se você ganhar melhor, não vai precisar pegar tanto trabalho pra pagar suas contas. Dessa maneira vai sobrar mais trabalho pra mais ilustrador. Atualmente qualquer cara tem que fazer pelo menos vinte ilustras pra pagar as contas, se você puder pegar só cinco pra ganhar a mesma coisa, pelo menos terão mais quinze ilustrações que poderão servir pra ajudar outro profissional a pagar as contas dele. Mas se a coisa não for pra frente isso jamais acontecerá.
Sem contar outro detalhe, se um Editor de Arte realmente gosta do seu trabalho, ele quer o SEU trabalho, ele está atrás do SEU estilo, do SEU desenho e não do seu PREÇO! Quem quer que VOCÊ trabalhe, vai pagar o quanto for preciso para ter o SEU trabalho.
Se o Editor realmente quiser o SEU trabalho, não vai ter quinze neguinho pra fazer o mesmo trabalho. Isso não existe. Pelo amor de Deus, gente, acredite, você precisa acreditar em você, cara! Você precisa se amar e amar a sua arte! Essa neurose é tudo o que um cliente picareta sempre pediu à Deus!
O que eu escrevo não é pra esculachar ninguém, é pra tentar ver se dá pra compreender. É igual aquela história de criança, do menino que sempre apanha na escola. O menino apanha porque os outros são fortes. Mas o menino precisa aprender a se defender, só que o menino acredita que nunca vai conseguir bater no moleque mais forte. Só que o menino nunca tentou, até que um dia o menino de tanto sofrer nas mão dos fortões resolve dar um basta, perde o controle e acaba deixando o fortão no Hospital.
É por isso que a gente precisa se unir, a gente até pode ser fraco, pode ser indefeso, mas junto a gente se ajuda, se fortalece, se une, se organiza e consegue espantar o fortão que vem dar bordoada na gente. Eu entendo sua posição, cara. Mas não dá pra gente, como parte fraca da corda, se juntar pra ficar todo mundo encolhido no canto com medo do bicho papão. Se é pra gente se unir, que seja pra lutar pelo nosso espaço e pelo nosso respeito no mercado. Sem medo. Todos estamos no mesmo barco, e o barco não vai virar e nem afundar, só se a gente deixar.
Uma coisa que poderia acontecer seria a categoria "ilustrador" ser absorvida por outro, como pelos jornalistas. Tem gente que leva essa hipótese a sério.
Sinceramente, eu não sei se o Sindicato dos Jornalistas teria algum interesse em lutar pelos NOSSOS direitos. Me parece que nesse caso, serão duas lutas. A primeira, para que o Sindicato dos Jornalista se comova por nós e resolva nos defender (coisa que eu não acredito que aconteça, não com tanta facilidade). A segunda, depois de conquistar a simpatia do Sindicato dos Jornalistas, começar o trabalho para que a nossa situação junto das Editoras melhore. Se é pra ter tanto trabalho então que nós tomemos a dianteira dos nossos destinos. Quem já teve contato com outro meios sabe que ninguém tá muito interessado na nossa luta. O próprio Céu percebeu isso quando começou os contatos para uma Câmara Setorial.
Eu sinceramente quero que todos os ilustradores que estão nesse barco possam se aposentar fazendo ilustrações. Eu gostaria também que os novos conseguissem ser ilustradores e que se aposentassem como ilustradores. Eu gostaria que a nossa profissão tivesse futuro. Futuro que atualmente fica difícil de vislumbrar. Só que não dá pra ter medo. A gente precisa ter iniciativa.
Com certeza nós erraremos, mas se todos nós tivermos união e equilíbrio, nós saberemos aprender com os nossos erros e acabaremos conseguindo realizar o nosso intento, com seriedade, paciência e responsabilidade. Quem sabe um dia, quando olharmos pra trás, nós não percebamos que jamais poderíamos imaginar que fôssemos tão longe e conquistássemos tanto?
Impossível é somente aquilo que a nossa imaginação não consegue conceber, mas é por isso justamente que existem os desenhistas, não é?
5.2.09
Reflexões sobre iniciantes no mercado
Eu ultimamente ando me perguntando se realmente vale a pena lutar tanto para colocar na cabeça de pretensos profissionais da área de ilustração algum juízo, sendo que eu já cansei de ver muitos desses mesmos "pretensos profissionais" empacamentos e birras, do tipo batendo o pé, esperneando e tudo mais porque querem de qualquer jeito, a qualquer custo, ganhar o seu, defender o seu sustento, não querem estudar, não querem se desenvolver, não querem se preparar para atuar no mercado ne maneira mais completa, mais eficiente, com mais consciência do seu papel e da sua utilidade, com um trabalho mais consitente, mais forte e que dê mais retorno, e que dessa maneira faça de você um profissional com mais poder de negociação.
Qualquer um sabe que a nossa época é difícil, que é desumano passar por tantas privações e quanto precisamos ter paciência para chegarmos ao nível profissional ideal para que, somente depois disso tudo, se comece a atuar profissionalmente no mercado.
Acontece que quando o iniciante olha somente o seu lado e não vê o todo, não enxerga que aquilo que pode resolver uma necessidade imediata tem grande chance de se transformar numa ameaça para o seu próprio futuro profissional. E de quebra acaba com o futuro profissional dos seus colegas de profissão.
Um ilustrador tem uma carreira muito longa se comparado à um Diretor de Arte, por exemplo, com a vantagem de que quanto mais tempo de profissão o ilustrador tiver, maior aprimoramento técnico ele terá e melhor será o seu trabalho. Acontece que toda essa bagagem de primor técnico e conhecimento artístico tem um valor, que vai muito além da sua simples condição momentânea. Um trabalho de ilustração vale pelo estudo de anos e anos, pelo treinamento que o ilustrador teve durante muito tempo, chegando quase a exaustão para se conseguir chegar nesse graus de qualidade, pelos curso feitos, pelos materiais trabalhados e pelo domínio que o ilustrador tem desses mesmos materiais.
Quem compra uma ilustração, compra junto uma história, uma formação, um ideal, um universo que permitiu que essa mesma ilustração pudesse hoje ser feita e que a insere no contexto geral de todas as outras ilustrações que existem como algo único exclusivo e de valor técnico e artístico.
Quando o ilustrador opta por simplesmente cobrar aquele dinheirinho que no final do mês vai dar pra pagar as suas contas e acabou, ele rompe todo um processo que gera um círculo virtuoso no mercado de ilustração. O ilustrador não tem como bancar pra si mesmo mais estudo, mais pesquisa, melhores instrumentos de trabalhos e ferramentas de melhor qualidade e mais atualizadas, Esse mesmo ilustrador está acabando com a possibilidade de poder ter um estagiário ou assistente que possa aprender decentemente todos os caminhos das pedras e ter maior consciência do mercado e do universo de ilustração pela convivência de um profissional que no futuro será um colega de profissão pronto pra unir forças com você, e não mais um concorrente querendo derrubar o restante da concorrência.
Quando um ilustrador não consegue nem ter um assistente de tão pouco que cobra por seu trabalho, está deixando de orientar um aspirante a ilustrador. Esse aspirante, não vai ter como saber exatamente o que deve desenvolver no seu trabalho para ser um ilustrador melhor, não vai saber qual tipo de estilo e qual tipo de linguagem é melhor indicada para dar o melhor resultado para cada tipo de trabalho, não vai saber quanto vale o seu trabalho, não vai saber como negociar, como abordar um cliente e como agir mediante o mercado e como ser um profissional ético que saiba concorrer no mercado com os demais profissionais sem prejudicar o mercado e a si próprio.
Na verdade, esse aspirante a ilustrador vai ficar mais perdido do que cego em tiroteio. Vai ficar a mercê de qualquer "cliente bonzinho que adora dar uma chance pra que tá começado". Sem contar que esse mesmo aspirante pode, pelo fato de não ter recebido atenção do ilustrador profissional, se transformar em um inimigo de profissão, com vontade de derrubar o seu "desafeto" pelo seu comportamento pouco amistoso de início. Agora, imaginem esse mesmo novato inimigo, tendo em sua atitude profissional a condição de "castigar" o seu antigo desafeto. Qual poderia ser a sua atitude de desforra? Pode ser desvalorizar o estilo do tal sujeito perante os seus clientes mais próximos, prejudicando de quebra outro profissionais com o mesmo tipo de trabalho, ou cobrando mais barato pra passar por cima do seu desafeto atravéz do preço e contribuindo para que o mercado que já não está nem um pouco bom fique pior ainda.
Será que as pessoas não raciocinam? Será que as pessoas são incapazes de prever as conseqüências de seus atos? Toda a vez que eu argumento com outros profissionais a respeito desses problemas eu costumo ver colegas que simplesmente não conseguem compreender essas possíveis conseqüências, outros me ouvem com aquela expressão de quem simplesmente não acreditam em nada disso. Outros, por sua vez até percebem lógica, mas me respondem com a desculpa de que não são assim tão idealistas ou que não são assim tão preocupados com as conseqüências de seus atos.
Eu, sinceramente, começo a acreditar que a humanidade não tem jeito. E tudo isso porque muitos simplesmente preferem pensar em si próprios. Se esquecem que ao se pensar em todos você mesmo se inclui e se beneficia com seus atos, com o diferencial que também beneficia outras pessoas. Existem clientes igualmente irresponsáveis que querem por toda lei tirar o máximo de lucro com o mínimo de gasto para profissionais especializados, como é o caso dos ilustradores. Estão matando a sua galinha dos ovos de ouro. Isso já acontece atualmente no mercado editorial, e se não houver consciência, também irá acontecer no mercado publicitário.
Eu sei que que muita gente pode ler esse texto e me achar uma espécie de profeta catastrófico, agente do apocalipse do mercado de ilustração. Pode achar que na verdade eu sou exagerado, mesmo. A verdade não é nada disso, a verdade é que cada um de nós que fazemos parte do mercado que envolve ilustração é responsável pelo futuro da ilustração no mercado, como instrumento útil e artístico dos meios de comunicação, como ponte indispensável de comunicar um conceito, uma ideía ou um produto para o público geral. Todos temos responsabilidade no resultado geral.
Acontece que atualmente os próprios ilustradores tem em suas mãos a condição de regenerar o mercado com suas atitudes ou afundar o mercado de vez.
Um exemplo claro disso tudo é o que acontece no mercado editorial. Pagam mal? Pagam! Então o que a gente faz? Nada. Absolutamente nada. Não trabalha pra eles. No dia que alguma editora me chamar pra fazer um trabalho, ou paga o que o trabalho vale, ou vai ter um trabalho que valha o que eles pagam e pronto!
Eu já vi Editor de Arte com a cara de pau de pedir publicamente que se a gente quiser ganhar melhor, que a gente se esforce para fazer trabalhos cada vez com mais qualidade, com mais detalhes para vender mais livros e aí, quem sabe as editoras remunerem melhor os ilustradores.
No dia que só aceitar trabalhar pelo salário de miséria do mercado editorial ilustrador chumbrega que não é capaz de acrescentar nenhuma qualidade ao produto final porque os profissionais bons simplesmente não aceitam trabalhar pelos valores ridículos do mercado editorial, aí, as editoras vão começar a arranjar verba rapidinho. E do nada!
O importante é os ilustradores se esforçarem para que a profissão seja regulamentada, reconhecida, que tenha uma formação própria e direcionada, que haja uma ordem capaz de orientar os profissionais e os iniciantes, ter profissionais responsáveis com o mercado e com os profissionais. Dessa forma poderemos forçar o mercado a se adaptar a profissionais mais capacitados de maneira mais natural, poderemos com o tempo também transmitir ao público em geral uma consciência maior de quem somos, do que fazemos e da importância do que fazemos.
Vamos, todos nós, procuremos nos esforçar, procuremos fazer, tentar para conseguir. Só assim nós iremos virar o jogo, que atualmente não tem vencedores, só perdedores.
Qualquer um sabe que a nossa época é difícil, que é desumano passar por tantas privações e quanto precisamos ter paciência para chegarmos ao nível profissional ideal para que, somente depois disso tudo, se comece a atuar profissionalmente no mercado.
Acontece que quando o iniciante olha somente o seu lado e não vê o todo, não enxerga que aquilo que pode resolver uma necessidade imediata tem grande chance de se transformar numa ameaça para o seu próprio futuro profissional. E de quebra acaba com o futuro profissional dos seus colegas de profissão.
Um ilustrador tem uma carreira muito longa se comparado à um Diretor de Arte, por exemplo, com a vantagem de que quanto mais tempo de profissão o ilustrador tiver, maior aprimoramento técnico ele terá e melhor será o seu trabalho. Acontece que toda essa bagagem de primor técnico e conhecimento artístico tem um valor, que vai muito além da sua simples condição momentânea. Um trabalho de ilustração vale pelo estudo de anos e anos, pelo treinamento que o ilustrador teve durante muito tempo, chegando quase a exaustão para se conseguir chegar nesse graus de qualidade, pelos curso feitos, pelos materiais trabalhados e pelo domínio que o ilustrador tem desses mesmos materiais.
Quem compra uma ilustração, compra junto uma história, uma formação, um ideal, um universo que permitiu que essa mesma ilustração pudesse hoje ser feita e que a insere no contexto geral de todas as outras ilustrações que existem como algo único exclusivo e de valor técnico e artístico.
Quando o ilustrador opta por simplesmente cobrar aquele dinheirinho que no final do mês vai dar pra pagar as suas contas e acabou, ele rompe todo um processo que gera um círculo virtuoso no mercado de ilustração. O ilustrador não tem como bancar pra si mesmo mais estudo, mais pesquisa, melhores instrumentos de trabalhos e ferramentas de melhor qualidade e mais atualizadas, Esse mesmo ilustrador está acabando com a possibilidade de poder ter um estagiário ou assistente que possa aprender decentemente todos os caminhos das pedras e ter maior consciência do mercado e do universo de ilustração pela convivência de um profissional que no futuro será um colega de profissão pronto pra unir forças com você, e não mais um concorrente querendo derrubar o restante da concorrência.
Quando um ilustrador não consegue nem ter um assistente de tão pouco que cobra por seu trabalho, está deixando de orientar um aspirante a ilustrador. Esse aspirante, não vai ter como saber exatamente o que deve desenvolver no seu trabalho para ser um ilustrador melhor, não vai saber qual tipo de estilo e qual tipo de linguagem é melhor indicada para dar o melhor resultado para cada tipo de trabalho, não vai saber quanto vale o seu trabalho, não vai saber como negociar, como abordar um cliente e como agir mediante o mercado e como ser um profissional ético que saiba concorrer no mercado com os demais profissionais sem prejudicar o mercado e a si próprio.
Na verdade, esse aspirante a ilustrador vai ficar mais perdido do que cego em tiroteio. Vai ficar a mercê de qualquer "cliente bonzinho que adora dar uma chance pra que tá começado". Sem contar que esse mesmo aspirante pode, pelo fato de não ter recebido atenção do ilustrador profissional, se transformar em um inimigo de profissão, com vontade de derrubar o seu "desafeto" pelo seu comportamento pouco amistoso de início. Agora, imaginem esse mesmo novato inimigo, tendo em sua atitude profissional a condição de "castigar" o seu antigo desafeto. Qual poderia ser a sua atitude de desforra? Pode ser desvalorizar o estilo do tal sujeito perante os seus clientes mais próximos, prejudicando de quebra outro profissionais com o mesmo tipo de trabalho, ou cobrando mais barato pra passar por cima do seu desafeto atravéz do preço e contribuindo para que o mercado que já não está nem um pouco bom fique pior ainda.
Será que as pessoas não raciocinam? Será que as pessoas são incapazes de prever as conseqüências de seus atos? Toda a vez que eu argumento com outros profissionais a respeito desses problemas eu costumo ver colegas que simplesmente não conseguem compreender essas possíveis conseqüências, outros me ouvem com aquela expressão de quem simplesmente não acreditam em nada disso. Outros, por sua vez até percebem lógica, mas me respondem com a desculpa de que não são assim tão idealistas ou que não são assim tão preocupados com as conseqüências de seus atos.
Eu, sinceramente, começo a acreditar que a humanidade não tem jeito. E tudo isso porque muitos simplesmente preferem pensar em si próprios. Se esquecem que ao se pensar em todos você mesmo se inclui e se beneficia com seus atos, com o diferencial que também beneficia outras pessoas. Existem clientes igualmente irresponsáveis que querem por toda lei tirar o máximo de lucro com o mínimo de gasto para profissionais especializados, como é o caso dos ilustradores. Estão matando a sua galinha dos ovos de ouro. Isso já acontece atualmente no mercado editorial, e se não houver consciência, também irá acontecer no mercado publicitário.
Eu sei que que muita gente pode ler esse texto e me achar uma espécie de profeta catastrófico, agente do apocalipse do mercado de ilustração. Pode achar que na verdade eu sou exagerado, mesmo. A verdade não é nada disso, a verdade é que cada um de nós que fazemos parte do mercado que envolve ilustração é responsável pelo futuro da ilustração no mercado, como instrumento útil e artístico dos meios de comunicação, como ponte indispensável de comunicar um conceito, uma ideía ou um produto para o público geral. Todos temos responsabilidade no resultado geral.
Acontece que atualmente os próprios ilustradores tem em suas mãos a condição de regenerar o mercado com suas atitudes ou afundar o mercado de vez.
Um exemplo claro disso tudo é o que acontece no mercado editorial. Pagam mal? Pagam! Então o que a gente faz? Nada. Absolutamente nada. Não trabalha pra eles. No dia que alguma editora me chamar pra fazer um trabalho, ou paga o que o trabalho vale, ou vai ter um trabalho que valha o que eles pagam e pronto!
Eu já vi Editor de Arte com a cara de pau de pedir publicamente que se a gente quiser ganhar melhor, que a gente se esforce para fazer trabalhos cada vez com mais qualidade, com mais detalhes para vender mais livros e aí, quem sabe as editoras remunerem melhor os ilustradores.
No dia que só aceitar trabalhar pelo salário de miséria do mercado editorial ilustrador chumbrega que não é capaz de acrescentar nenhuma qualidade ao produto final porque os profissionais bons simplesmente não aceitam trabalhar pelos valores ridículos do mercado editorial, aí, as editoras vão começar a arranjar verba rapidinho. E do nada!
O importante é os ilustradores se esforçarem para que a profissão seja regulamentada, reconhecida, que tenha uma formação própria e direcionada, que haja uma ordem capaz de orientar os profissionais e os iniciantes, ter profissionais responsáveis com o mercado e com os profissionais. Dessa forma poderemos forçar o mercado a se adaptar a profissionais mais capacitados de maneira mais natural, poderemos com o tempo também transmitir ao público em geral uma consciência maior de quem somos, do que fazemos e da importância do que fazemos.
Vamos, todos nós, procuremos nos esforçar, procuremos fazer, tentar para conseguir. Só assim nós iremos virar o jogo, que atualmente não tem vencedores, só perdedores.
Cooperação
Uma vez eu vi uma palestra de um cara que desenvolve atividades recreativas com crianças carentes pela ótica da cooperação, que são os jogos cooperativos.
O que isso tem a ver com ilustração? Pra mim eu achei que muita coisa. Primeiro porque o principio da cooperação é trazer uma alternativa ao princípio da competição, que é o padrão que cada um de nós sempre aprendemos a lidar na nossa vida.
Quais seriam as desvantagens da competição? Competindo, existem sempre vencedores e perdedores, ou seja, para você vencer alguém tem que perder. E não adianta reclamar porque no mundo competitivo enquanto um fica com uma parte enorme do bolo, o resto se contenta com os farelos, quando os farelos aparecem.
Só que enquanto alguém estiver ganhando o jogo esse alguém nunca irá querer mudar as regras e somente quando esse alguém começar a perder o jogo é que terá interesse em mudar as regras, achando que tudo é muito cruel, etc... Só que o cara que no momento estiver por cima não terá o menor interesse em mudar as regras do jogo e assim a coisa vai ad eternum. Sem contar que muitas vezes o vencedor está com tanto mercado que nem consegue dar conta da demanda, e mesmo assim reprime a demanda, mas não abre mão do osso.
O que é isso tudo além de egoísmo? É por isso que entre os ilustrdores a coisa não vai pra frente. Ainda existe um padrão competitivo muito grande e com regras desiguais. Pra quê o ilustrador que está na crista da onda vai querer que o Zé Mané aumente sua participação no mercado? Pra comer a fatia que é dele? Nem a pau...
Só que nesse egoísmo cego ninguém percebe que a parcela que a ilustração participa no mercado brasileiro é ínfima, se houvesse um esforço real para aumentar a participação da ilustração dentro do mercado consumidor final no Brasil, qualquer ilustrador poderia ganhar bem, ter trabalho pra caramba sem que ninguém tire nada de ninguém. Esse país tem espaço pra todos, só não tem um mercado consumidor cativo. Não tem cultura de consumo de ilustração, mas neguinho ainda prefere impedir que o outro cresça para continuar por cima.
Falta COOPERAÇÃO!
Na hora que não tem freela aparecendo o cara se desespera, -Alguém tem que fazer alguma coisa, os ilustradores vão morrer de fome! Ele está falando de si próprio. Aí o caboclo se meche um pouquinho, começa a aparecer trabalho, começa a pagar suas contas, sobrar uma graninha, e quando ele escuta outro ilustrador falando a mesma coisa que ele próprio disse tempos atrás, ele pensa com seus botões – Que se dane, eu estou garantido. Quando tiver tempo eu penso se é legal fazer alguma coisa!
Isso quando o cara não pensa - Esses caras são tudo egoísta, quando eu estava por baixo ninguém deu bola pra mim, que morram de fome agora!
Isso é espírito de competição e não de cooperação.
Quando existe todo um espírito de cooperação as pessoas tem a consciência que não basta ganhar, não basta estar por cima. É necessário que ninguém esteja passando por dificuldades, principalmente se esse alguém é um cara com um tremendo talento e profissionalismo.
Quando existe cooperação, as pessoas dividem o que têm, passam para os demais aquilo que não dão conta de fazer, educa seus clientes para que conheçam outros trabalhos, assim os clientes de uma maneira geral vão poder perceber que existe espaço para muitos estilos diferentes.
Você promove a variedade.
Cooperar é também saber quando o estilo de arte que o cliente quer fazer não é o estilo que você sabe fazer e indicar um ilustrador melhor indicado para fazer o trabalho, ao invés de tentar com conversa mole e xaveco furado convencer que aquele estilo que o cara quer tá por fora, é coisa antiga, não é criativo (como se criatividade estivesse num traço) e convencer que bom mesmo é o estilo do que você faz.
Isso é tremendamente imoral.
Assim como é imoral usar os Imagebank e Ciparts da vida. Isso é pensar de modo competitivo, é querer passar o outro pra trás.
O que falta é um pouco mais de cooperação, e também é preciso acreditar que sendo honesto, ético e cooperador, ninguém nunca irá ficar sem um espaço ao sol.
O que isso tem a ver com ilustração? Pra mim eu achei que muita coisa. Primeiro porque o principio da cooperação é trazer uma alternativa ao princípio da competição, que é o padrão que cada um de nós sempre aprendemos a lidar na nossa vida.
Quais seriam as desvantagens da competição? Competindo, existem sempre vencedores e perdedores, ou seja, para você vencer alguém tem que perder. E não adianta reclamar porque no mundo competitivo enquanto um fica com uma parte enorme do bolo, o resto se contenta com os farelos, quando os farelos aparecem.
Só que enquanto alguém estiver ganhando o jogo esse alguém nunca irá querer mudar as regras e somente quando esse alguém começar a perder o jogo é que terá interesse em mudar as regras, achando que tudo é muito cruel, etc... Só que o cara que no momento estiver por cima não terá o menor interesse em mudar as regras do jogo e assim a coisa vai ad eternum. Sem contar que muitas vezes o vencedor está com tanto mercado que nem consegue dar conta da demanda, e mesmo assim reprime a demanda, mas não abre mão do osso.
O que é isso tudo além de egoísmo? É por isso que entre os ilustrdores a coisa não vai pra frente. Ainda existe um padrão competitivo muito grande e com regras desiguais. Pra quê o ilustrador que está na crista da onda vai querer que o Zé Mané aumente sua participação no mercado? Pra comer a fatia que é dele? Nem a pau...
Só que nesse egoísmo cego ninguém percebe que a parcela que a ilustração participa no mercado brasileiro é ínfima, se houvesse um esforço real para aumentar a participação da ilustração dentro do mercado consumidor final no Brasil, qualquer ilustrador poderia ganhar bem, ter trabalho pra caramba sem que ninguém tire nada de ninguém. Esse país tem espaço pra todos, só não tem um mercado consumidor cativo. Não tem cultura de consumo de ilustração, mas neguinho ainda prefere impedir que o outro cresça para continuar por cima.
Falta COOPERAÇÃO!
Na hora que não tem freela aparecendo o cara se desespera, -Alguém tem que fazer alguma coisa, os ilustradores vão morrer de fome! Ele está falando de si próprio. Aí o caboclo se meche um pouquinho, começa a aparecer trabalho, começa a pagar suas contas, sobrar uma graninha, e quando ele escuta outro ilustrador falando a mesma coisa que ele próprio disse tempos atrás, ele pensa com seus botões – Que se dane, eu estou garantido. Quando tiver tempo eu penso se é legal fazer alguma coisa!
Isso quando o cara não pensa - Esses caras são tudo egoísta, quando eu estava por baixo ninguém deu bola pra mim, que morram de fome agora!
Isso é espírito de competição e não de cooperação.
Quando existe todo um espírito de cooperação as pessoas tem a consciência que não basta ganhar, não basta estar por cima. É necessário que ninguém esteja passando por dificuldades, principalmente se esse alguém é um cara com um tremendo talento e profissionalismo.
Quando existe cooperação, as pessoas dividem o que têm, passam para os demais aquilo que não dão conta de fazer, educa seus clientes para que conheçam outros trabalhos, assim os clientes de uma maneira geral vão poder perceber que existe espaço para muitos estilos diferentes.
Você promove a variedade.
Cooperar é também saber quando o estilo de arte que o cliente quer fazer não é o estilo que você sabe fazer e indicar um ilustrador melhor indicado para fazer o trabalho, ao invés de tentar com conversa mole e xaveco furado convencer que aquele estilo que o cara quer tá por fora, é coisa antiga, não é criativo (como se criatividade estivesse num traço) e convencer que bom mesmo é o estilo do que você faz.
Isso é tremendamente imoral.
Assim como é imoral usar os Imagebank e Ciparts da vida. Isso é pensar de modo competitivo, é querer passar o outro pra trás.
O que falta é um pouco mais de cooperação, e também é preciso acreditar que sendo honesto, ético e cooperador, ninguém nunca irá ficar sem um espaço ao sol.
3.2.09
Crise: Época de Oportunidades
Eu tenho percebido que o início de ano (que já é uma época naturalmente de baixo volume de trabalho) aliado a uma crise internacional tem tirado o sono de muito ilustrador.
Muita gente está se sentindo sem chão, tendo uma impressão muito clara de que não tem norte e nem sul.
Na verdade nunca teve, a diferença é que antes havia demanda de trabalho por conta de uma economia aquecida.
Os ilustradores perderam os seus melhores anos com briguinhas internas, guerrinha de ego, tentando puxar a sardinha para a sua brasa, ao invés de aproveitar um mercado em crescimento para se organizar com seriedade, ter um foco profissional e um foco como coletividade.
Na verdade, quem pensa em coletivo? Somente dono de empresa de ônibus....
Perdemos uma oportunidade única na história deste país, justamente porque a cabeça dos "profissionais" é podre.
E quando a cabeça não pensa, o corpo padece.
A falta de noção de oportunidade (pensa-se muito e apenas em utilizar uma oportunidade para se ganhar muito dinheiro, o quanto mais dinheiro puder se ganhar, mas esquece-se de nas oportunidades semear coisas que frutifiquem com o tempo e sejam com o tempo instituições sólidas) fez com que a quase totalidade dos ilustradores nesse exato momento estejam em crise tanto quanto todo o resto da economia.
Agora, sejamos o que essa crise REALMENTE representa?
Eu, já tive algumas boas oportunidades de reflexão, mesmo antes dessa crise ter "aterrisado" no mundo por uma coincidência qualquer e percebo o quanto essa crise é o resultado de um sistema econômico falido.
E porque falido?
Porque o ser humano simplesmente não existe no sistema, somente o trabalho, a produção e o dinheiro.
O que importa é trabalhar, produzir e ganhar dinheiro. Na verdade, ganhar o máximo de dinheiro com o mínimo de esforço.
Eu, particularmente acredito que o dia de vacas gordas como fruto da distorção de valores e abusos estão com os dias contados.
Quem quiser moleza que tivesse nascido e vivido no século passado.
Vemos por exemplo um sistema aonde editoras ganahm rios de dinheiro pagando o mínimo possível aos seus ilustradores, todos contratados, sem nenhum benefício, cedendo de mãos beijadas todos os seus direitos.
Tudo isso porque existem milhares de ilustradores, semi ilustradores e pseudos ilustradores se acotovelando no mercado para pegar o mesmo trabalho, e segundo um dos princípios básicos de lei de mercado que é o princípio de oferta/procura quanto maior a oferta, menos é o valor do que é ofertado.
O curioso é que milhares de ilustradores acéfalos entraram de cabaça na porcaria sem sequer terem raciocinado, juntado lé com cré para perceber que estavam correndo para cair do alto de um despenhadeiro.
Vemos um sistema aonde as agências resolveram descartar o serviço de ilustrador (culpa dos ilustradores bêbados, viciados e desajuízados que sempre existiram) e procurar vender um produto e serviço que dependesse o menos possível de ilustração, transformando a ilustração numa espécie de lixo, ou coisa ultrapassada, coisa de velho.
Agora aonde estarão essas agências e editoras?
Todas na ponta do facão, igaul a todos nós.
No entanto, é numa hora como essa aonde esses sistemas montados para dar "certo" serão questionados e modificados.
O atual sistema baseado nas reformulações maledetas dos anos 90 aonde as empresas seguiam a lógica de ter o menor custo possível para ter um lucro maior, diminuindo assim seus quadros de funcionários e pagando cada vez menos aos seus empregados, está com os dias contados.
E o pior de tudo é que a mentalidade baseada no enxugamento radical (enxugar uma empresa não é ruim, o ruim é usar esse pricípio de maneira extremamente injusta como aconteceu sempre) existe e é ensinada largamente aos estudantes das escolas superiores de administração porque os acadêmicos de plantão pregam pelas classes que a criatividade "acabou", ou seja, nada de novo será criado, tudo que poderia ser inventado, já foi inventado. Isso significa que tudo o que está sendo inventado é MENTIRA!
Essa mentalidade horrorosa, que ensina os futuros administradores a serem covardes, bundões, imbecis e medíocres ao máximo, forma administradores com mentalidade de perdedor, sem nenhuma tnedência a serem empreendedores, está queira Deus com os dias contados.
Graças a Deus muita gente vai passar fome, graças a Deus dessa vez a porcaria não vai dar para ninguém, assim a elite também vai perceber que o sengue que corre me suas veias é igual ao nosso, que a barriga ronca no estômago deles da mesma maneira que ronca no nosso estômago.
Agora, quem quiser se destacar, sobreviver, nessa época terá obrigatoriamente que fazer sua lição de casa, vai ter que oferecer algo com valor real, acima do valor comercial, acima de ser algo que vai criar uma moda ou não, acima do óbvio, acima do normal.
Quem estiver na média vai sofrer o que a média sofrer, quem tiver talento, idéias, princípios, valores, qualidade vai sair na frente.
No monento nossos clientes em potencial precisam de pessoas que os auxiliem a ter soluções.
Veja bem, portanto, o que você oferece.
É ilustração? Sinto muito milhares de outros também fazem isso...
É oportunidade? Solução para problemas? Bem vindo.
Muita gente está se sentindo sem chão, tendo uma impressão muito clara de que não tem norte e nem sul.
Na verdade nunca teve, a diferença é que antes havia demanda de trabalho por conta de uma economia aquecida.
Os ilustradores perderam os seus melhores anos com briguinhas internas, guerrinha de ego, tentando puxar a sardinha para a sua brasa, ao invés de aproveitar um mercado em crescimento para se organizar com seriedade, ter um foco profissional e um foco como coletividade.
Na verdade, quem pensa em coletivo? Somente dono de empresa de ônibus....
Perdemos uma oportunidade única na história deste país, justamente porque a cabeça dos "profissionais" é podre.
E quando a cabeça não pensa, o corpo padece.
A falta de noção de oportunidade (pensa-se muito e apenas em utilizar uma oportunidade para se ganhar muito dinheiro, o quanto mais dinheiro puder se ganhar, mas esquece-se de nas oportunidades semear coisas que frutifiquem com o tempo e sejam com o tempo instituições sólidas) fez com que a quase totalidade dos ilustradores nesse exato momento estejam em crise tanto quanto todo o resto da economia.
Agora, sejamos o que essa crise REALMENTE representa?
Eu, já tive algumas boas oportunidades de reflexão, mesmo antes dessa crise ter "aterrisado" no mundo por uma coincidência qualquer e percebo o quanto essa crise é o resultado de um sistema econômico falido.
E porque falido?
Porque o ser humano simplesmente não existe no sistema, somente o trabalho, a produção e o dinheiro.
O que importa é trabalhar, produzir e ganhar dinheiro. Na verdade, ganhar o máximo de dinheiro com o mínimo de esforço.
Eu, particularmente acredito que o dia de vacas gordas como fruto da distorção de valores e abusos estão com os dias contados.
Quem quiser moleza que tivesse nascido e vivido no século passado.
Vemos por exemplo um sistema aonde editoras ganahm rios de dinheiro pagando o mínimo possível aos seus ilustradores, todos contratados, sem nenhum benefício, cedendo de mãos beijadas todos os seus direitos.
Tudo isso porque existem milhares de ilustradores, semi ilustradores e pseudos ilustradores se acotovelando no mercado para pegar o mesmo trabalho, e segundo um dos princípios básicos de lei de mercado que é o princípio de oferta/procura quanto maior a oferta, menos é o valor do que é ofertado.
O curioso é que milhares de ilustradores acéfalos entraram de cabaça na porcaria sem sequer terem raciocinado, juntado lé com cré para perceber que estavam correndo para cair do alto de um despenhadeiro.
Vemos um sistema aonde as agências resolveram descartar o serviço de ilustrador (culpa dos ilustradores bêbados, viciados e desajuízados que sempre existiram) e procurar vender um produto e serviço que dependesse o menos possível de ilustração, transformando a ilustração numa espécie de lixo, ou coisa ultrapassada, coisa de velho.
Agora aonde estarão essas agências e editoras?
Todas na ponta do facão, igaul a todos nós.
No entanto, é numa hora como essa aonde esses sistemas montados para dar "certo" serão questionados e modificados.
O atual sistema baseado nas reformulações maledetas dos anos 90 aonde as empresas seguiam a lógica de ter o menor custo possível para ter um lucro maior, diminuindo assim seus quadros de funcionários e pagando cada vez menos aos seus empregados, está com os dias contados.
E o pior de tudo é que a mentalidade baseada no enxugamento radical (enxugar uma empresa não é ruim, o ruim é usar esse pricípio de maneira extremamente injusta como aconteceu sempre) existe e é ensinada largamente aos estudantes das escolas superiores de administração porque os acadêmicos de plantão pregam pelas classes que a criatividade "acabou", ou seja, nada de novo será criado, tudo que poderia ser inventado, já foi inventado. Isso significa que tudo o que está sendo inventado é MENTIRA!
Essa mentalidade horrorosa, que ensina os futuros administradores a serem covardes, bundões, imbecis e medíocres ao máximo, forma administradores com mentalidade de perdedor, sem nenhuma tnedência a serem empreendedores, está queira Deus com os dias contados.
Graças a Deus muita gente vai passar fome, graças a Deus dessa vez a porcaria não vai dar para ninguém, assim a elite também vai perceber que o sengue que corre me suas veias é igual ao nosso, que a barriga ronca no estômago deles da mesma maneira que ronca no nosso estômago.
Agora, quem quiser se destacar, sobreviver, nessa época terá obrigatoriamente que fazer sua lição de casa, vai ter que oferecer algo com valor real, acima do valor comercial, acima de ser algo que vai criar uma moda ou não, acima do óbvio, acima do normal.
Quem estiver na média vai sofrer o que a média sofrer, quem tiver talento, idéias, princípios, valores, qualidade vai sair na frente.
No monento nossos clientes em potencial precisam de pessoas que os auxiliem a ter soluções.
Veja bem, portanto, o que você oferece.
É ilustração? Sinto muito milhares de outros também fazem isso...
É oportunidade? Solução para problemas? Bem vindo.
22.1.09
Sonhar é Possível?
Um dia eu tive um sonho.
Lindo de morrer, lindo de viver.
Resolvi viver o sonho.
Um belo dia eu acordei.
Descobri que vivia um pesadelo.
Lindo de morrer, lindo de viver.
Resolvi viver o sonho.
Um belo dia eu acordei.
Descobri que vivia um pesadelo.
19.11.08
Legado Bush
É curioso ver atualmente como em oito anos muita coisa pode mudar no mundo. A visão com que vemos os EUA é um belo exemplo disso.
Antes da besta do Bush assumir o poder e utilizar a presidência para dar um presentinho para o pai (isso é tão pouco profissional) como evidência de que ele utilizou um cargo como o da presidência dos Estados Unidos para mostrar ou provar alguma coisa para o papai; eu mesmo tinha uma visão geral dos Estados Unidos bastante positiva, embara não tanto amistoso pelo histórico que os EUA tem pelos anos de abusos em nível global.
Quando o cara entrou no governo, pela forma como a coisa aconteceu, a impressão que me dava era de que alguma coisa irá desandar...
Só não sabia que desandaria tanto.
De lá pra cá o que rolou no mundo?
- Um presidente chegando ao poder por meios pouco confíaveis
- Dois arranha céus a menos em Nova York
- Uma invasão injustificada, aonde somente os americados até agora não conseguiram colocar os seus neurônios para funcionar e perceber que a única coisa que foi procurada no Iraque era petróleo
- Motivos e mais motivos para terroristas detonarem o mundo
- A implosão do sistemafinaceiro mundial
- Muita miséria e desemprego
- A possibilidade de ter GM, Chrysler e Ford dentre as empresas falidas
- Dar a todos os habitantes no planeta a certeza de que Bush é realmente um imbecil
Esse é o legado de oito anos de governo Bush.
O curioso é que tanta gente chama o Lula de burro, mas vejam como o nosso burro é mais inteligente que o burro da américa do norte: enquanto a economia mundial afunda a nossa economia somente está se enfraquecendo por causa da grande cagada que aconteceu na economia americana, por que até então a economia estava bastante vigorosa, para desespero do pessoal que dizia que em menos de um ano com o Lula no poder o país estaria no caos.
Para um presidente sem preparo o desempenho dele é de causar inveja, e vejam que o Bush pelo menos tem ensino superior.
Eu sempre achei que no brasil um canudo de ensino superior não siginfica nada, mas com esse desempenho medonho do "home" eu começo achar que ter um canudo não é lá muita vantagem em nenhum lugar do mundo.
Mas como eu não ganho nenhum centavo para defender Lula ou quem quer que seja, voltemos ao assunto Bush, que pelo menos diverte.
É inegável como a imagem que temos do EUA de um modo geral atualmente é negativo. Eu particularmente vejo que até o começo dos anos 80 os EUA tinha uma imagem bastante positiva, influenciava a muitos não somente passando uma imagem de superioriade, mas de superioridade merecida.
Aos poucos essa imagem foi dando lugar a uma imagem de superioridade conquistada com sofrimento de muita gente, gente essa logicamente não americana.
Depois disso, a noção de superioridade começou a dar lugar a uma certa dúvida, será que eles são superiores mesmo?
Logo depois, a minha idéia sobre os EUA era de que trata- se de um país sem muito atrativo para mim.
Depois disso a imagem que eu tinha era que, embora os EUA não fosse uma Brastemp, pelo menos tinha uma economia forte.
Quando entrou o Bush no poder, a imagem que eu pessoalmente tinha dos EUA de repente minguou. O que os EUA são para mim hoje?
... talvez uma tristesa...
Pelo menos um legado positivo o governo Bush deixou:
De que pela primeira vez na história um negro irá governar o país mais poderoso do mundo e quem sabe depois disso a américa possa a vir aquilo tudo que ela sempre quis ser e dizia ser, mas que nunca foi.
Antes da besta do Bush assumir o poder e utilizar a presidência para dar um presentinho para o pai (isso é tão pouco profissional) como evidência de que ele utilizou um cargo como o da presidência dos Estados Unidos para mostrar ou provar alguma coisa para o papai; eu mesmo tinha uma visão geral dos Estados Unidos bastante positiva, embara não tanto amistoso pelo histórico que os EUA tem pelos anos de abusos em nível global.
Quando o cara entrou no governo, pela forma como a coisa aconteceu, a impressão que me dava era de que alguma coisa irá desandar...
Só não sabia que desandaria tanto.
De lá pra cá o que rolou no mundo?
- Um presidente chegando ao poder por meios pouco confíaveis
- Dois arranha céus a menos em Nova York
- Uma invasão injustificada, aonde somente os americados até agora não conseguiram colocar os seus neurônios para funcionar e perceber que a única coisa que foi procurada no Iraque era petróleo
- Motivos e mais motivos para terroristas detonarem o mundo
- A implosão do sistemafinaceiro mundial
- Muita miséria e desemprego
- A possibilidade de ter GM, Chrysler e Ford dentre as empresas falidas
- Dar a todos os habitantes no planeta a certeza de que Bush é realmente um imbecil
Esse é o legado de oito anos de governo Bush.
O curioso é que tanta gente chama o Lula de burro, mas vejam como o nosso burro é mais inteligente que o burro da américa do norte: enquanto a economia mundial afunda a nossa economia somente está se enfraquecendo por causa da grande cagada que aconteceu na economia americana, por que até então a economia estava bastante vigorosa, para desespero do pessoal que dizia que em menos de um ano com o Lula no poder o país estaria no caos.
Para um presidente sem preparo o desempenho dele é de causar inveja, e vejam que o Bush pelo menos tem ensino superior.
Eu sempre achei que no brasil um canudo de ensino superior não siginfica nada, mas com esse desempenho medonho do "home" eu começo achar que ter um canudo não é lá muita vantagem em nenhum lugar do mundo.
Mas como eu não ganho nenhum centavo para defender Lula ou quem quer que seja, voltemos ao assunto Bush, que pelo menos diverte.
É inegável como a imagem que temos do EUA de um modo geral atualmente é negativo. Eu particularmente vejo que até o começo dos anos 80 os EUA tinha uma imagem bastante positiva, influenciava a muitos não somente passando uma imagem de superioriade, mas de superioridade merecida.
Aos poucos essa imagem foi dando lugar a uma imagem de superioridade conquistada com sofrimento de muita gente, gente essa logicamente não americana.
Depois disso, a noção de superioridade começou a dar lugar a uma certa dúvida, será que eles são superiores mesmo?
Logo depois, a minha idéia sobre os EUA era de que trata- se de um país sem muito atrativo para mim.
Depois disso a imagem que eu tinha era que, embora os EUA não fosse uma Brastemp, pelo menos tinha uma economia forte.
Quando entrou o Bush no poder, a imagem que eu pessoalmente tinha dos EUA de repente minguou. O que os EUA são para mim hoje?
... talvez uma tristesa...
Pelo menos um legado positivo o governo Bush deixou:
De que pela primeira vez na história um negro irá governar o país mais poderoso do mundo e quem sabe depois disso a américa possa a vir aquilo tudo que ela sempre quis ser e dizia ser, mas que nunca foi.
29.6.07
Valores cobrados pelas principais revistas da Editora Abril
O maior desafio de um ilustrador é saber o quanto vale o seu trabalho, mesmo porque o valor do seu trabalho independe da sua necessidade de ganho, mas está atrelada a realidade comercial do mercado em que ele está inserido.
A maioria dos ilustradores, e principalmente os mais novos, no entanto, acabam por aceitar valores que para eles parecem até mesmo justo pelo trabalho que eles prestam, de acordo com padrões que se encaixam na realidade da classe assalariada brasileira, mas se distancia, e muito , do conceito profissionalizante que um ilustrador, que precisa manter estúdio, empresa aberta, contador, material de qualidade e softwares legalizados, que são essenciais para dar a ele um sistema mínimo que garanta a tranqüilidade quanto ao seu próprio procedimento profissional, e o permita atuar no mercado com reais possibilidade de prosperidade comercial.
Entendemos que um serviço com o peso de uma ilustração, deva ter uma participação economicamente falando que corresponda com a expectativa da sua participação no retorno financeiro ao qual ela está inserida, sendo que muitas vezes a participação de uma ilustração como fator preponderante para o sucesso de venda de um determinado produto pode ultrapassar os 30%, por outro lado o seu custo dificilmente chega a 1% do montante do investimento que uma empresa tem.
Com o objetivo de procurar orientar os ilustradores a terem uma melhor compreensão da disparidade que existe entre receita e despesa, estamos divulgando a tabela de preços cobrados pelas principais revistas da Editora Abril (que serve de referencial para todas as demais editoras), para que todos possam analisar com maior lucidez a injustiça que o atual esquema de valores que essa mesmas revistas agem para com seus fornecedores, em especial, os ilustradores.
Superinteressante
1 página indeterminada:
R$ 78.800,00
2/3 página vertical:
R$ 63.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 47.300,00
1/3 página vertical:
R$ 31.500,00
Veja
1 página indeterminada:
R$ 187.000,00
2/3 página vertical:
R$ 171.900,00
1/2 página horizontal:
R$ 133.500,00
1/3 página vertical:
R$ 91.600,00
Veja São Paulo
1 página indeterminada:
R$ 80.900,00
2/3 página vertical:
R$ 72.600,00
1/2 página horizontal:
R$ 56.500,00
1/3 página vertical:
R$ 39.300,00
Bizz
1 página indeterminada:
R$ 18.600,00
2/3 página vertical:
R$ 14.800,00
1/2 página horizontal:
R$ 11.200,00
1/3 página vertical:
R$ 7.400,00
Boa Forma
1 página indeterminada:
R$ 45.600,00
2/3 página vertical:
R$ 36.500,00
1/2 página horizontal:
R$ 27.400,00
1/3 página vertical:
R$ 18.200,00
Capricho
1 página indeterminada:
R$ 50.400,00
2/3 página vertical:
R$ 40.300,00
1/2 página horizontal:
R$ 30.200,00
1/3 página vertical:
R$ 20.200,00
Claudia
1 página indeterminada:
R$ 96.900,00
2/3 página vertical:
R$ 77.500,00
1/2 página horizontal:
R$ 58.100,00
1/3 página vertical:
R$ 38.800,00
Contigo!
1 página indeterminada:
R$ 47.500,00
2/3 página vertical:
R$ 38.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 28.500,00
1/3 página vertical:
R$ 19.000,00
Elle
1 página indeterminada:
R$ 41.800,00
2/3 página vertical:
R$ 33.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 25.100,00
1/3 página vertical:
R$ 16.700,00
Exame
1 página indeterminada:
R$ 102.000,00
2/3 página vertical:
R$ 81.670,00
1/2 página horizontal:
R$ 66.200,00
1/3 página vertical:
R$ 46.400,00
Guia 4Rodas
Guia Fim-de-semana SP
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 4.500,00
1/2 página horizontal 3.000,00
1/4 página vertical 1.800,00
2ª Capa 5.800,00
3ª Capa 4.800,00
4ª Capa 8.100,00
Guia Brasil
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 21.700,00
1/2 página horizontal 14.100,00
1/4 página vertical 9.100,00
2ª Capa 73.800,00
3ª Capa 63.100,00
4ª Capa 105.500,00
1 página na Retranca de Cidades 26.000,00
Guia Praias
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 13.300,00
1/2 página horizontal 10.000,00
1/4 página vertical 6.700,00
2ª Capa 16.500,00
3ª Capa 16.500,00
4ª Capa 23.700,00
Guia Viajar Bem Barato
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 14.000,00
2ª Capa 17.600,00
3ª Capa 15.800,00
4ª Capa 21.000,00
1/4 página vertical 5.300,00
1/2 página horizontal 9.900,00
Guia de Pesca
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 10.900,00
2ª Capa 13.600,00
3ª Capa 12.300,00
4ª Capa 16.400,00
2/3 página vertical 8.200,00
1/2 página horizontal 5.500,00
1/4 página vertical 2.700,00
1/8 página vertical 1.400,00
Guia de Ruas São Paulo - versão papel
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 21.200,00
2ª Capa 47.300,00
3ª Capa 38.800,00
4ª Capa 70.600,00
Marcador 47.700,00
1/4 pág. vertical 10.600,00
1/2 pág. Horizontal 15.900,00
Guia de Ruas Rio de Janeiro
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 12.600,00
2ª Capa 16.100,00
3ª Capa 14.200,00
4ª Capa 22.800,00
1/4 página vertical 5.400,00
1/2 página horizontal 8.200,00
Marcador 16.100,00
Mapas de Ruas
Formato 4º Capa Valores em R$
São Paulo 26.900,00
Rio de Janeiro 16.100,00
Guia Rodoviário
Formatos Valores em R$
2ª Capa 46.100,00
3ª Capa 36.400,00
4ª Capa 59.500,00
Atlas Rodoviário
Formatos Valores em R$
1 pág indet. 5.800,00
2ª Capa 7.000,00
3ª Capa 7.000,00
4ª Capa 9.300,00
Guia de Estradas
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 34.000,00
2ª Capa 75.800.00
3ª Capa 62.200.00
4ª Capa 113.200,00
Mapão Férias
Formatos Valores em R$
4ª Capa 34.000,00
Mapas Estaduais, Regionais e Mercosul
Regionais e Mercosul 4ª Capa/ Valores em R$
Mapão Brasil 35.400,00
Mapa Região Norte 4.100,00
Mapa Região Nordeste 9.500,00
Mapa Região Centro-Oeste 5.600.00
Mapa Região Sudeste 16.300,00
Mapa Região Sul 16.300,00
Mapa Mercosul 5.600,00
Estaduais 4ª Capa/ Valores em R$
Mapa Bahia 4.100,00
Mapa Minas Gerais 9.500,00
Mapa São Paulo 25.800,00
Mapa Região Rio de Janeiro 9.500,00
Mapa Região Santa Catarina 4.100,00
Mapa Rio Grande do Sul 4.100,00
Mapa Paraná 4.100,00
Guia Nordeste
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 13.500,00
2ª Capa 17.300,00
3ª Capa 15.300,00
4ª Capa 24.400,00
1/2 pág horizontal 8.800,00
1/4 pág vertical 5.800,00
Marcador 17.300,00
Guia de Ruas Campinas
Formatos 4ª Capa/ Valores em R$
1 página indeterminada 8.500,00
2ª Capa 10.900,00
3ª Capa 9.600,00
4ª Capa 15.400,00
1/2 pág horizontal 5.500,00
1/4 pág vertical 3.700,00
Marcador 10.900,00
Guia de Ruas Belo Horizonte
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 8.500,00
2ª Capa 10.900,00
3ª Capa 9.600,00
4ª Capa 15.400,00
1/2 pág horizontal 5.500,00
1/4 pág vertical 3.700,00
Marcador 10.900,00
Guia de Estradas Sudeste
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 8.500,00
2ª Capa 11.100,00
3ª Capa 9.400,00
4ª Capa 12.400,000
História
1 página indeterminada:
R$ 15.500,00
2/3 página vertical:
R$ 12.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 9.300,00
1/3 página vertical:
R$ 6.200,00
Info
1 página indeterminada:
R$ 60.240,00
2/3 página vertical:
R$ 48.150,00
1/2 página horizontal:
R$ 36.160,00
1/3 página vertical:
R$ 24.075,00
Info Corporate
1 página indeterminada:
R$ 39.670,00
2/3 página vertical:
R$ 31.780,00
1/2 página horizontal:
R$ 23.860,00
1/3 página vertical:
R$ 15.830,00
LoveTeen
1 página indeterminada:
R$ 20.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 12.000,00
1/3 página vertical:
R$ 8.000,00
Mundo Estranho
1 página indeterminada:
R$ 18.600,00
2/3 página vertical:
R$ 14.900,00
1/2 página horizontal:
R$ 11.200,00
1/3 página vertical:
R$ 7.400,00
Nova
1 página indeterminada:
R$ 64.200,00
2/3 página vertical:
R$ 51.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 38.500,00
1/3 página vertical:
R$ 25.700,00
Placar
1 página indeterminada:
R$ 19.800,00
2/3 página vertical:
R$ 15.800,00
1/2 página horizontal:
R$ 11.900,00
1/3 página vertical:
R$ 7.900,00
Playboy
1 página indeterminada:
R$ 91.300,00
2/3 página vertical:
R$ 73.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 54.800,00
1/3 página vertical:
R$ 36.500,00
Quatro Rodas
1 página indeterminada:
R$ 81.300,00
2/3 página vertical:
R$ 65.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 48.800,00
1/3 página vertical:
R$ 32.500,00
Recreio
1 página indeterminada:
R$ 20.600,00
1/2 página horizontal:
R$ 12.600,00
1/3 página vertical:
R$ 8.200,00
Tititi
1 página indeterminada:
R$ 25.000,00
2/3 página vertical:
R$ 20.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 15.000,00
1/3 página vertical:
R$ 10.000,00
Viagem e Turismo
1 página indeterminada:
R$ 56.800,00
2/3 página vertical:
R$ 45.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 34.100,00
1/3 página vertical:
R$ 22.700,00
Vida Simples
1 página indeterminada:
R$ 22.500,00
2/3 página vertical:
R$ 18.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 13.500,00
1/3 página vertical:
R$ 9.000,00
VIP
1 página indeterminada:
R$ 51.600,00
2/3 página vertical:
R$ 41.300,00
1/2 página horizontal:
R$ 31.000,00
1/3 página vertical:
R$ 20.600,00
Viva
1 página indeterminada:
R$ 37.600,00
2/3 página vertical:
R$ 30.100,00
1/2 página horizontal:
R$ 22.600,00
1/3 página vertical:
R$ 15.000,00
Você S/A
1 página indeterminada:
R$ 50.000,00
2/3 página vertical:
R$ 39.480,00
1/2 página horizontal:
R$ 32.520,00
1/3 página vertical:
R$ 22.900,00
MTV
Página Simples Indeterminada
R$ 18.000,00
Página Simples Determinada
R$ 22.000,00
2ª/3ª capa
R$ 25.000,00
4ª capa
R$ 26.000,00
Página Dupla Indeterminada
R$ 36.000,00
Página Dupla Determinada
R$ 44.000,00
Dupla de Abertura/Final
R$ 47.000,00
Caras
Página indeterminada
R$ 82.730,00
Página Determinada
R$ 99.150,00
½ Página Vertical/Horizontal
R$ 52.920,00
1/3 Página Vertical
R$ 36.450,00
Ilha
R$ 36.450,00
2ª Capa + Página 3 (dupla)
R$ 205.200,00
2ª Capa
R$ 105.200,00
3ª Capa
R$ 97.740,00
4ª Capa
R$129.930,00
A maioria dos ilustradores, e principalmente os mais novos, no entanto, acabam por aceitar valores que para eles parecem até mesmo justo pelo trabalho que eles prestam, de acordo com padrões que se encaixam na realidade da classe assalariada brasileira, mas se distancia, e muito , do conceito profissionalizante que um ilustrador, que precisa manter estúdio, empresa aberta, contador, material de qualidade e softwares legalizados, que são essenciais para dar a ele um sistema mínimo que garanta a tranqüilidade quanto ao seu próprio procedimento profissional, e o permita atuar no mercado com reais possibilidade de prosperidade comercial.
Entendemos que um serviço com o peso de uma ilustração, deva ter uma participação economicamente falando que corresponda com a expectativa da sua participação no retorno financeiro ao qual ela está inserida, sendo que muitas vezes a participação de uma ilustração como fator preponderante para o sucesso de venda de um determinado produto pode ultrapassar os 30%, por outro lado o seu custo dificilmente chega a 1% do montante do investimento que uma empresa tem.
Com o objetivo de procurar orientar os ilustradores a terem uma melhor compreensão da disparidade que existe entre receita e despesa, estamos divulgando a tabela de preços cobrados pelas principais revistas da Editora Abril (que serve de referencial para todas as demais editoras), para que todos possam analisar com maior lucidez a injustiça que o atual esquema de valores que essa mesmas revistas agem para com seus fornecedores, em especial, os ilustradores.
Superinteressante
1 página indeterminada:
R$ 78.800,00
2/3 página vertical:
R$ 63.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 47.300,00
1/3 página vertical:
R$ 31.500,00
Veja
1 página indeterminada:
R$ 187.000,00
2/3 página vertical:
R$ 171.900,00
1/2 página horizontal:
R$ 133.500,00
1/3 página vertical:
R$ 91.600,00
Veja São Paulo
1 página indeterminada:
R$ 80.900,00
2/3 página vertical:
R$ 72.600,00
1/2 página horizontal:
R$ 56.500,00
1/3 página vertical:
R$ 39.300,00
Bizz
1 página indeterminada:
R$ 18.600,00
2/3 página vertical:
R$ 14.800,00
1/2 página horizontal:
R$ 11.200,00
1/3 página vertical:
R$ 7.400,00
Boa Forma
1 página indeterminada:
R$ 45.600,00
2/3 página vertical:
R$ 36.500,00
1/2 página horizontal:
R$ 27.400,00
1/3 página vertical:
R$ 18.200,00
Capricho
1 página indeterminada:
R$ 50.400,00
2/3 página vertical:
R$ 40.300,00
1/2 página horizontal:
R$ 30.200,00
1/3 página vertical:
R$ 20.200,00
Claudia
1 página indeterminada:
R$ 96.900,00
2/3 página vertical:
R$ 77.500,00
1/2 página horizontal:
R$ 58.100,00
1/3 página vertical:
R$ 38.800,00
Contigo!
1 página indeterminada:
R$ 47.500,00
2/3 página vertical:
R$ 38.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 28.500,00
1/3 página vertical:
R$ 19.000,00
Elle
1 página indeterminada:
R$ 41.800,00
2/3 página vertical:
R$ 33.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 25.100,00
1/3 página vertical:
R$ 16.700,00
Exame
1 página indeterminada:
R$ 102.000,00
2/3 página vertical:
R$ 81.670,00
1/2 página horizontal:
R$ 66.200,00
1/3 página vertical:
R$ 46.400,00
Guia 4Rodas
Guia Fim-de-semana SP
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 4.500,00
1/2 página horizontal 3.000,00
1/4 página vertical 1.800,00
2ª Capa 5.800,00
3ª Capa 4.800,00
4ª Capa 8.100,00
Guia Brasil
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 21.700,00
1/2 página horizontal 14.100,00
1/4 página vertical 9.100,00
2ª Capa 73.800,00
3ª Capa 63.100,00
4ª Capa 105.500,00
1 página na Retranca de Cidades 26.000,00
Guia Praias
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 13.300,00
1/2 página horizontal 10.000,00
1/4 página vertical 6.700,00
2ª Capa 16.500,00
3ª Capa 16.500,00
4ª Capa 23.700,00
Guia Viajar Bem Barato
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 14.000,00
2ª Capa 17.600,00
3ª Capa 15.800,00
4ª Capa 21.000,00
1/4 página vertical 5.300,00
1/2 página horizontal 9.900,00
Guia de Pesca
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 10.900,00
2ª Capa 13.600,00
3ª Capa 12.300,00
4ª Capa 16.400,00
2/3 página vertical 8.200,00
1/2 página horizontal 5.500,00
1/4 página vertical 2.700,00
1/8 página vertical 1.400,00
Guia de Ruas São Paulo - versão papel
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 21.200,00
2ª Capa 47.300,00
3ª Capa 38.800,00
4ª Capa 70.600,00
Marcador 47.700,00
1/4 pág. vertical 10.600,00
1/2 pág. Horizontal 15.900,00
Guia de Ruas Rio de Janeiro
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 12.600,00
2ª Capa 16.100,00
3ª Capa 14.200,00
4ª Capa 22.800,00
1/4 página vertical 5.400,00
1/2 página horizontal 8.200,00
Marcador 16.100,00
Mapas de Ruas
Formato 4º Capa Valores em R$
São Paulo 26.900,00
Rio de Janeiro 16.100,00
Guia Rodoviário
Formatos Valores em R$
2ª Capa 46.100,00
3ª Capa 36.400,00
4ª Capa 59.500,00
Atlas Rodoviário
Formatos Valores em R$
1 pág indet. 5.800,00
2ª Capa 7.000,00
3ª Capa 7.000,00
4ª Capa 9.300,00
Guia de Estradas
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 34.000,00
2ª Capa 75.800.00
3ª Capa 62.200.00
4ª Capa 113.200,00
Mapão Férias
Formatos Valores em R$
4ª Capa 34.000,00
Mapas Estaduais, Regionais e Mercosul
Regionais e Mercosul 4ª Capa/ Valores em R$
Mapão Brasil 35.400,00
Mapa Região Norte 4.100,00
Mapa Região Nordeste 9.500,00
Mapa Região Centro-Oeste 5.600.00
Mapa Região Sudeste 16.300,00
Mapa Região Sul 16.300,00
Mapa Mercosul 5.600,00
Estaduais 4ª Capa/ Valores em R$
Mapa Bahia 4.100,00
Mapa Minas Gerais 9.500,00
Mapa São Paulo 25.800,00
Mapa Região Rio de Janeiro 9.500,00
Mapa Região Santa Catarina 4.100,00
Mapa Rio Grande do Sul 4.100,00
Mapa Paraná 4.100,00
Guia Nordeste
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 13.500,00
2ª Capa 17.300,00
3ª Capa 15.300,00
4ª Capa 24.400,00
1/2 pág horizontal 8.800,00
1/4 pág vertical 5.800,00
Marcador 17.300,00
Guia de Ruas Campinas
Formatos 4ª Capa/ Valores em R$
1 página indeterminada 8.500,00
2ª Capa 10.900,00
3ª Capa 9.600,00
4ª Capa 15.400,00
1/2 pág horizontal 5.500,00
1/4 pág vertical 3.700,00
Marcador 10.900,00
Guia de Ruas Belo Horizonte
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 8.500,00
2ª Capa 10.900,00
3ª Capa 9.600,00
4ª Capa 15.400,00
1/2 pág horizontal 5.500,00
1/4 pág vertical 3.700,00
Marcador 10.900,00
Guia de Estradas Sudeste
Formatos Valores em R$
1 página indeterminada 8.500,00
2ª Capa 11.100,00
3ª Capa 9.400,00
4ª Capa 12.400,000
História
1 página indeterminada:
R$ 15.500,00
2/3 página vertical:
R$ 12.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 9.300,00
1/3 página vertical:
R$ 6.200,00
Info
1 página indeterminada:
R$ 60.240,00
2/3 página vertical:
R$ 48.150,00
1/2 página horizontal:
R$ 36.160,00
1/3 página vertical:
R$ 24.075,00
Info Corporate
1 página indeterminada:
R$ 39.670,00
2/3 página vertical:
R$ 31.780,00
1/2 página horizontal:
R$ 23.860,00
1/3 página vertical:
R$ 15.830,00
LoveTeen
1 página indeterminada:
R$ 20.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 12.000,00
1/3 página vertical:
R$ 8.000,00
Mundo Estranho
1 página indeterminada:
R$ 18.600,00
2/3 página vertical:
R$ 14.900,00
1/2 página horizontal:
R$ 11.200,00
1/3 página vertical:
R$ 7.400,00
Nova
1 página indeterminada:
R$ 64.200,00
2/3 página vertical:
R$ 51.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 38.500,00
1/3 página vertical:
R$ 25.700,00
Placar
1 página indeterminada:
R$ 19.800,00
2/3 página vertical:
R$ 15.800,00
1/2 página horizontal:
R$ 11.900,00
1/3 página vertical:
R$ 7.900,00
Playboy
1 página indeterminada:
R$ 91.300,00
2/3 página vertical:
R$ 73.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 54.800,00
1/3 página vertical:
R$ 36.500,00
Quatro Rodas
1 página indeterminada:
R$ 81.300,00
2/3 página vertical:
R$ 65.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 48.800,00
1/3 página vertical:
R$ 32.500,00
Recreio
1 página indeterminada:
R$ 20.600,00
1/2 página horizontal:
R$ 12.600,00
1/3 página vertical:
R$ 8.200,00
Tititi
1 página indeterminada:
R$ 25.000,00
2/3 página vertical:
R$ 20.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 15.000,00
1/3 página vertical:
R$ 10.000,00
Viagem e Turismo
1 página indeterminada:
R$ 56.800,00
2/3 página vertical:
R$ 45.400,00
1/2 página horizontal:
R$ 34.100,00
1/3 página vertical:
R$ 22.700,00
Vida Simples
1 página indeterminada:
R$ 22.500,00
2/3 página vertical:
R$ 18.000,00
1/2 página horizontal:
R$ 13.500,00
1/3 página vertical:
R$ 9.000,00
VIP
1 página indeterminada:
R$ 51.600,00
2/3 página vertical:
R$ 41.300,00
1/2 página horizontal:
R$ 31.000,00
1/3 página vertical:
R$ 20.600,00
Viva
1 página indeterminada:
R$ 37.600,00
2/3 página vertical:
R$ 30.100,00
1/2 página horizontal:
R$ 22.600,00
1/3 página vertical:
R$ 15.000,00
Você S/A
1 página indeterminada:
R$ 50.000,00
2/3 página vertical:
R$ 39.480,00
1/2 página horizontal:
R$ 32.520,00
1/3 página vertical:
R$ 22.900,00
MTV
Página Simples Indeterminada
R$ 18.000,00
Página Simples Determinada
R$ 22.000,00
2ª/3ª capa
R$ 25.000,00
4ª capa
R$ 26.000,00
Página Dupla Indeterminada
R$ 36.000,00
Página Dupla Determinada
R$ 44.000,00
Dupla de Abertura/Final
R$ 47.000,00
Caras
Página indeterminada
R$ 82.730,00
Página Determinada
R$ 99.150,00
½ Página Vertical/Horizontal
R$ 52.920,00
1/3 Página Vertical
R$ 36.450,00
Ilha
R$ 36.450,00
2ª Capa + Página 3 (dupla)
R$ 205.200,00
2ª Capa
R$ 105.200,00
3ª Capa
R$ 97.740,00
4ª Capa
R$129.930,00
28.6.07
Procurando um novo jeito de postar
Atualmente eu ando tendo tantos problemas para postar novos textos no meu Blog que eu estou a mais de três meses sem mensagem nova.
Para não acabar abandonnado o Blog de vez (coisa que ao meu ver é mais do que um desperdício), eu estou testando um novo mecanismo de postagem, pois ter que toda vez entrar no site, se logar e postar, principalmente quando a gente está cheio de coisa para fazer é um pé no saco.
Vamos ver se o esquema dá certo, assim o Blog irá voltar com força total.
[]'s
Para não acabar abandonnado o Blog de vez (coisa que ao meu ver é mais do que um desperdício), eu estou testando um novo mecanismo de postagem, pois ter que toda vez entrar no site, se logar e postar, principalmente quando a gente está cheio de coisa para fazer é um pé no saco.
Vamos ver se o esquema dá certo, assim o Blog irá voltar com força total.
[]'s
13.3.07
Como lucrar da mesma forma que os nossos clietes lucram
NA CONCESSIONÁRIA:
- Olá, eu gostei desse carro o tal C4 VTR, estou disposto a te pagar até R$10.000,00 por essa maravilha!
- Mas senhor o preço mínimo do carro é R$ 70.270,00.
- Ah, mas que isso você não pode inviabilizar o projeto desse jeito...
- Senhor esse preço é tabelado para todo Brasil.
- Veja bem, se eu fosse um cara rico ainda vá, mas você tem que levar em conta que eu não sou um cliente assim tão grande, mas se você me vender esse carro por R$ 10.000,00 a gente ainda pode fazer muuuito trabalho aí pela frente, eu posso te indicar, veja só as vantagens...
- Senhor, mesmo com desconto esse carro não sairia por esse preço.
- Você está querendo me explorar??? Eu vou na Audi, lá sim eles valorizam o cliente!
NO SUPERMERCADO:
- Senhor o valor total da compra é de R$375,60.
- Vocês faturam pra trinta dias, não é?
- Só no cartão de crédito...
- E desconto, pelo menos uns 20% de desconto...
- Senhor, esse é o valor, já com as ofertas.
-Tá bom então eu preciso de uma cópia do contrato social da empresa, CNPJ, cartão de inscrição do CNPJ, cartão da Inscrição Estadual, até o dia do pagamento, senão vocês não recebem
- Mas senhor, é só uma compra...
- Ah, outra coisa: o BV de 10% já tá incluído né?
NA LOJA DE DEPARTAMENTOS
- Bom, gostei dessa TV de Plasma de 42 polegadas, quanto custa?
- Estamos numa promoção que de R$5.999,00 estamos vendendo por R$4.999,00
- Bom, então vamos fazer assim, eu levo, experimento, depois de um mês, se eu gostar mesmo a gente senta e vê essas coisas de pagamento, ok.
- Senhor, o senhor só poderá levar a TV pra casa se comprá-la antes.
- E o Direito do Consumidor? O Senhor sabia que isso é uma injustiça comigo, eu estou começando a desconfiar que o senhor quer só saber de ver o meu dinheiro e não está nenhum pouco interessado no meu bem estar como cliente.
NA LOJA DE MÓVEIS
- Muito bom esse seu conjunto de sofás..
- O senhor gostou, estamos em promoção.
- Ainda bem que o senhor citou isso, pois poderíamos fazer uma parceria.
- Parceira?
- Sim, parceria, o senhor me dá seu conjunto de sofás e em troca terá a oportunidade de ter totalmente de graça de divulgar os sue trabalho.
- Como?
- Sim, todas as pessoas que forem em casa irão saber de onde vieram o jogo de sofás, é um tremendo negócio, imperdível mesmo!
- Mas, senhor...
- Pensa direito, atualmente está difícil com a concorrência! Esse é uma oportunidade única do senhor poder divulgar a sua loja sem nenhum custo adicional. Vou dizer mais par ao senhor: se o senhor quiser podemos fazer o esquema de periodicamente o senhor me envia um jogo de sofá, assim todo mundo que for lá em casa vais saber nas novidades da sua loja, o que o senhor acha?
------------------------x-x-X-x-x----------------------------
Pensando bem, os nossos "clientes" todos os dias nos ensinam como enriquecer se adaptando aos "novos tempos".
Basta a gente ser mais "espertos".
Viva o "Efeito China"
Viva a Sociedade Alternativa.
Morte ao Capitalismo!
Eu esqueci de tomar aquele remédio amarelinho...
- Olá, eu gostei desse carro o tal C4 VTR, estou disposto a te pagar até R$10.000,00 por essa maravilha!
- Mas senhor o preço mínimo do carro é R$ 70.270,00.
- Ah, mas que isso você não pode inviabilizar o projeto desse jeito...
- Senhor esse preço é tabelado para todo Brasil.
- Veja bem, se eu fosse um cara rico ainda vá, mas você tem que levar em conta que eu não sou um cliente assim tão grande, mas se você me vender esse carro por R$ 10.000,00 a gente ainda pode fazer muuuito trabalho aí pela frente, eu posso te indicar, veja só as vantagens...
- Senhor, mesmo com desconto esse carro não sairia por esse preço.
- Você está querendo me explorar??? Eu vou na Audi, lá sim eles valorizam o cliente!
NO SUPERMERCADO:
- Senhor o valor total da compra é de R$375,60.
- Vocês faturam pra trinta dias, não é?
- Só no cartão de crédito...
- E desconto, pelo menos uns 20% de desconto...
- Senhor, esse é o valor, já com as ofertas.
-Tá bom então eu preciso de uma cópia do contrato social da empresa, CNPJ, cartão de inscrição do CNPJ, cartão da Inscrição Estadual, até o dia do pagamento, senão vocês não recebem
- Mas senhor, é só uma compra...
- Ah, outra coisa: o BV de 10% já tá incluído né?
NA LOJA DE DEPARTAMENTOS
- Bom, gostei dessa TV de Plasma de 42 polegadas, quanto custa?
- Estamos numa promoção que de R$5.999,00 estamos vendendo por R$4.999,00
- Bom, então vamos fazer assim, eu levo, experimento, depois de um mês, se eu gostar mesmo a gente senta e vê essas coisas de pagamento, ok.
- Senhor, o senhor só poderá levar a TV pra casa se comprá-la antes.
- E o Direito do Consumidor? O Senhor sabia que isso é uma injustiça comigo, eu estou começando a desconfiar que o senhor quer só saber de ver o meu dinheiro e não está nenhum pouco interessado no meu bem estar como cliente.
NA LOJA DE MÓVEIS
- Muito bom esse seu conjunto de sofás..
- O senhor gostou, estamos em promoção.
- Ainda bem que o senhor citou isso, pois poderíamos fazer uma parceria.
- Parceira?
- Sim, parceria, o senhor me dá seu conjunto de sofás e em troca terá a oportunidade de ter totalmente de graça de divulgar os sue trabalho.
- Como?
- Sim, todas as pessoas que forem em casa irão saber de onde vieram o jogo de sofás, é um tremendo negócio, imperdível mesmo!
- Mas, senhor...
- Pensa direito, atualmente está difícil com a concorrência! Esse é uma oportunidade única do senhor poder divulgar a sua loja sem nenhum custo adicional. Vou dizer mais par ao senhor: se o senhor quiser podemos fazer o esquema de periodicamente o senhor me envia um jogo de sofá, assim todo mundo que for lá em casa vais saber nas novidades da sua loja, o que o senhor acha?
------------------------x-x-X-x-x----------------------------
Pensando bem, os nossos "clientes" todos os dias nos ensinam como enriquecer se adaptando aos "novos tempos".
Basta a gente ser mais "espertos".
Viva o "Efeito China"
Viva a Sociedade Alternativa.
Morte ao Capitalismo!
Eu esqueci de tomar aquele remédio amarelinho...
1.2.07
As Invasoes barbaras - Efeito China - baratinhos e outras tranqueiras
Por conta dos inúmeros problemas existentes em nosso mercado, muita confusão acontece, invariavelmente reflexo direto dos anos a fio me que os ilustradores passaram no mais completo isolamento, sem consciência de conjunto (algo ainda bem recente) e sem haver um caminho seguro para que os novatos pudessem se transformar em profissionais, seguindo os passos dos profissionais.
Atualmente fica difícil, por exemplo citar valores justos com exatidão, pois a discrepância entre valores praticados de profissional a profissional, de mercado a mercado e de uma região a outra do país faz com que um mesmo valor para um ilustrador, em uma determinada região que trabalhe em um determinado segmento ache esse valor extremamente alto ou extrememente baixo.
As pessoas não acostumadas com a verdadeira demanda do mercado, com os volumes de dinheiro que pode circular por conta de uma veiculação de imagem em uma determinada mídia vai achar, com toda certeza, que uma ilustração que custa R$2000,00 é um ótimo valor, podendo até mesmo ser mais barato do que isso, já que na família ninguém ganha tanto por um único trabalho e coisa e tal, mas não vê o outro lado, o lado empresarial, que aponta no mercado o valor de R$2000,00 como um décimo da ponta do iceberg, pois no montante da produção que será veiculada aquela imagem o custo total sai, no mínimo, por R$300.000,00.
Por esse exemplo, você percebe que o custo total dá pra pagar 150 ilustrações iguais a essa de R$2000,00, e ainda por cima tem gente que acha que ganahr tanto é até imoral.
O problema também reside na idéia ainda muito comum de que a ilustração se vende para o cliente, o que não é verdade. A ilustração é licenciada para utilização comercial. Não importa se você sabe disso ou não, o fato é sempre esse, o que não temos é a consciência disso.
O conceito do licenciamento está fortemente baseado no potencial de retorno financeiro que a sua imagem dá ou seu cliente.
Imagens de menor impacto comercial são mais baratas do que as imagens com maior impacto. Daí resulta que desenhos mal feitos são obviamnete mais baratos do que desenhos bem feitos. Se forem, além de bem feitos, feitos no estilo e na técnica capaz de atender a aquele mercado ou a aquela demanda, então o desenho será muito mais valioso ainda.
Por outo lado existe a questão da queda brusca no preço de produção de uma arte, coisa que é puxada pro fundo do buraco, principalmente se o ilustrador usar PC montado, com software pirata e só usa material de desenho nacional, que é geralmente bem mais barato e de pior qualidade.
O custo dele será infinitamente menor do que o de um ilustrador que tem um PC de marca ou um Mac, compra programas originais e utiliza o melhor material disponível para se trabalhar.
É um repeteco em menor escala do tal "Efeito China", que para mim é um reflexo da mentalidade contida no livro "Pai rico, pai pobre".
Esse efeito China me parece que é baseado numa certa falha de formação das pessoas.
Meio parecido com o ditado "eu to feio, mas eu to na moda".
Existem tantas frases manjadas e horrorosas do ponto de vista ético, como "o trabalho é uma b$* mas o cara tá ficando rico", ou "tá trabalhando de graça, mas conseguiu um p@#&$ espaço para divulgação".
Santa inocência, Batman!
Os Chineses estão devastando o mercado produtivo com o recurso que todo bárbaro usa para invadir uma potência: invadir, destruir, pilhar, saquear e ir embora.
Até que alguém resolva acabar com baixaria e ponha um ponto final, senão nós iremos viver uma verdadeira idade média nas artes aplicadas. Literalmente.
Serão designers, ilustradores, animadores, etc. todos protegidos por grande empresas "feudais" que oferecerão em troca da sua "fidelidade" proteção e um prato de comida.
Até que um dia, apareça uma geração notável capaz de realizar um verdadeiro "Renascimento" nas artes aplicadas.
Se é que um dia isso irá acontecer, porque os bárbaros todos os dias batem a nossa porta.
Porque os bárbaros invadiram o Império?
Porque o império não os colonizou e os deixou a mercê de sua própria sorte.
É por isso que a história se repete.
Por isso não dá pra se isolar.
Por isso não dá pra simplesmente criar um clube do bolinha aonde somente os bons se isolam.
É preciso orientar que está embaixo para que eles não destruam o mercado porque eles não conseguem se inserir de uma maneira justa.
E a tecnologia acaba sendo arma no lugar de ferramenta, eu tenho e mecho com o Software tal, como sou bárbaro, peguei piratão algo que custa uns R$ 15000,00 e cobro R$150,00 algo que o profissional que pagou R$15000,00 pelo mesmo software precisa cobrar pelo menos dez vezes mais do que isso para não ter prejuízo, e por aí a coisa é bem conhecida de todos...
Preço baixo não é garantia de sobrevivência no mercado, mas garantia que o mercado não sobreviva, porque dinheiro é ESSENCIAL para que um mercado exista, senão vira feira da barganha, voltaremos a idade das cavernas.
Garantia de sobrevivência no mercado é profissionalismo, seriedade e qualidade do trabalho realizado.
Não existe por onde achar outro caminho.
Agora, eu somente acho que todos devemos nos encarar no mesmo barco.
Uma pessoa pode cobrar R$250,00 por um trabalho que antes saia na faixa e achar que está sendo legal com o mercado até que essa pessoa perceba que a maioria dos profissionais cobram na verdade R$ 3000,00 pelo mesmo trabalho.
Se depois disso o cara ainda achar que deve cobrar R$ 250,00, então o cara não vale nada mesmo, pois tem a consciência e é egoísta no último. Mas as pessoas precisam trocar experiências sobre trabalhos, técnicas e valores, para que todos possam nivelar o mercado "por cima", que é muito mais saudável do que simplesmente isolar quem tá embaixo.
Pelo menos é isso que eu acredito e é em cima disso que algumas pessoas se esforçam para modificar alguma coisa do nosso panorama profissional.
Eu acho que já passou do tempo de algo ser feito, mas precisamos ter a cabeça no lugar, ninguém deve encarar o outro como "inimigo" ou algo parecido. Se um profissional perde, o mercado todo perde. Todos precisamos nos esclarecer, nos unir e nos fortalecer.
Espero encontrar um terreno mais propício para semear bons hábitos comerciais. Que as pessoas não pensem que tudo é obra de puro egoísmo, não dá pra achar que somente iremos ter mercado se o nosso preço for mais baixo do que o preço do concorrente. Isso é derrotismo puro, atestado de incompetência profissional.
Quando cada um perceber que para o mercado ser melhor cada um tem que ser um profissional melhor, e acreditar nisso ao invés de tentar "burlar" o sistema, entrando pelas portas dos fundos da profissão. então poderemos sentir, no ambinete de trabalho, no mercado e no bolso o reflexo dessa mudança.
Atualmente fica difícil, por exemplo citar valores justos com exatidão, pois a discrepância entre valores praticados de profissional a profissional, de mercado a mercado e de uma região a outra do país faz com que um mesmo valor para um ilustrador, em uma determinada região que trabalhe em um determinado segmento ache esse valor extremamente alto ou extrememente baixo.
As pessoas não acostumadas com a verdadeira demanda do mercado, com os volumes de dinheiro que pode circular por conta de uma veiculação de imagem em uma determinada mídia vai achar, com toda certeza, que uma ilustração que custa R$2000,00 é um ótimo valor, podendo até mesmo ser mais barato do que isso, já que na família ninguém ganha tanto por um único trabalho e coisa e tal, mas não vê o outro lado, o lado empresarial, que aponta no mercado o valor de R$2000,00 como um décimo da ponta do iceberg, pois no montante da produção que será veiculada aquela imagem o custo total sai, no mínimo, por R$300.000,00.
Por esse exemplo, você percebe que o custo total dá pra pagar 150 ilustrações iguais a essa de R$2000,00, e ainda por cima tem gente que acha que ganahr tanto é até imoral.
O problema também reside na idéia ainda muito comum de que a ilustração se vende para o cliente, o que não é verdade. A ilustração é licenciada para utilização comercial. Não importa se você sabe disso ou não, o fato é sempre esse, o que não temos é a consciência disso.
O conceito do licenciamento está fortemente baseado no potencial de retorno financeiro que a sua imagem dá ou seu cliente.
Imagens de menor impacto comercial são mais baratas do que as imagens com maior impacto. Daí resulta que desenhos mal feitos são obviamnete mais baratos do que desenhos bem feitos. Se forem, além de bem feitos, feitos no estilo e na técnica capaz de atender a aquele mercado ou a aquela demanda, então o desenho será muito mais valioso ainda.
Por outo lado existe a questão da queda brusca no preço de produção de uma arte, coisa que é puxada pro fundo do buraco, principalmente se o ilustrador usar PC montado, com software pirata e só usa material de desenho nacional, que é geralmente bem mais barato e de pior qualidade.
O custo dele será infinitamente menor do que o de um ilustrador que tem um PC de marca ou um Mac, compra programas originais e utiliza o melhor material disponível para se trabalhar.
É um repeteco em menor escala do tal "Efeito China", que para mim é um reflexo da mentalidade contida no livro "Pai rico, pai pobre".
Esse efeito China me parece que é baseado numa certa falha de formação das pessoas.
Meio parecido com o ditado "eu to feio, mas eu to na moda".
Existem tantas frases manjadas e horrorosas do ponto de vista ético, como "o trabalho é uma b$* mas o cara tá ficando rico", ou "tá trabalhando de graça, mas conseguiu um p@#&$ espaço para divulgação".
Santa inocência, Batman!
Os Chineses estão devastando o mercado produtivo com o recurso que todo bárbaro usa para invadir uma potência: invadir, destruir, pilhar, saquear e ir embora.
Até que alguém resolva acabar com baixaria e ponha um ponto final, senão nós iremos viver uma verdadeira idade média nas artes aplicadas. Literalmente.
Serão designers, ilustradores, animadores, etc. todos protegidos por grande empresas "feudais" que oferecerão em troca da sua "fidelidade" proteção e um prato de comida.
Até que um dia, apareça uma geração notável capaz de realizar um verdadeiro "Renascimento" nas artes aplicadas.
Se é que um dia isso irá acontecer, porque os bárbaros todos os dias batem a nossa porta.
Porque os bárbaros invadiram o Império?
Porque o império não os colonizou e os deixou a mercê de sua própria sorte.
É por isso que a história se repete.
Por isso não dá pra se isolar.
Por isso não dá pra simplesmente criar um clube do bolinha aonde somente os bons se isolam.
É preciso orientar que está embaixo para que eles não destruam o mercado porque eles não conseguem se inserir de uma maneira justa.
E a tecnologia acaba sendo arma no lugar de ferramenta, eu tenho e mecho com o Software tal, como sou bárbaro, peguei piratão algo que custa uns R$ 15000,00 e cobro R$150,00 algo que o profissional que pagou R$15000,00 pelo mesmo software precisa cobrar pelo menos dez vezes mais do que isso para não ter prejuízo, e por aí a coisa é bem conhecida de todos...
Preço baixo não é garantia de sobrevivência no mercado, mas garantia que o mercado não sobreviva, porque dinheiro é ESSENCIAL para que um mercado exista, senão vira feira da barganha, voltaremos a idade das cavernas.
Garantia de sobrevivência no mercado é profissionalismo, seriedade e qualidade do trabalho realizado.
Não existe por onde achar outro caminho.
Agora, eu somente acho que todos devemos nos encarar no mesmo barco.
Uma pessoa pode cobrar R$250,00 por um trabalho que antes saia na faixa e achar que está sendo legal com o mercado até que essa pessoa perceba que a maioria dos profissionais cobram na verdade R$ 3000,00 pelo mesmo trabalho.
Se depois disso o cara ainda achar que deve cobrar R$ 250,00, então o cara não vale nada mesmo, pois tem a consciência e é egoísta no último. Mas as pessoas precisam trocar experiências sobre trabalhos, técnicas e valores, para que todos possam nivelar o mercado "por cima", que é muito mais saudável do que simplesmente isolar quem tá embaixo.
Pelo menos é isso que eu acredito e é em cima disso que algumas pessoas se esforçam para modificar alguma coisa do nosso panorama profissional.
Eu acho que já passou do tempo de algo ser feito, mas precisamos ter a cabeça no lugar, ninguém deve encarar o outro como "inimigo" ou algo parecido. Se um profissional perde, o mercado todo perde. Todos precisamos nos esclarecer, nos unir e nos fortalecer.
Espero encontrar um terreno mais propício para semear bons hábitos comerciais. Que as pessoas não pensem que tudo é obra de puro egoísmo, não dá pra achar que somente iremos ter mercado se o nosso preço for mais baixo do que o preço do concorrente. Isso é derrotismo puro, atestado de incompetência profissional.
Quando cada um perceber que para o mercado ser melhor cada um tem que ser um profissional melhor, e acreditar nisso ao invés de tentar "burlar" o sistema, entrando pelas portas dos fundos da profissão. então poderemos sentir, no ambinete de trabalho, no mercado e no bolso o reflexo dessa mudança.
24.11.06
Mitificação do Ilustrador
Outro dia, foi levantada a questão de que se os ilustradores se esforçassem para criar todo um clima de mitificação em torno da profissão, haveria uma chance dos problemas acabarem, pois assim os ilustradores não seriam tão desvalorizados.
Segue abaixo a resposta que eu dei a esse ponto de vista:
Eu sinceramente acho que somente a situação de quem desenha hoje é essa porcaria porque um dia, alguém a mitificou.
Um dia, uma turma de desenhistas, ilustradores e sei lá mais o que resolveram tratar desenho como uma coisa feita por seres iluminados, escolhidos por Deus para uma nobre missão na Terra.
Missão essa que conferia ao desenhista toda uma aura de divindade encarnada.
Muito se pagava a quem desenhava e muito se dependia desses seres "maravilhosos".
Acontece que desenhista é feito de carne e osso, como qualquer um, e assim como qualquer pessoa, tem seus defeitos.
Ao se ver um tipo de ser "Privilegiado", quase que uma criatura protegida pela necessidade básica que sem desenho não acontece no mundo, muitos desses "semideuses" utilizaram sua fama, fortuna, e grau enorme de dependência que as empresas de comunicação tinham por eles para deitar e rolar.
E faziam isso mesmo. Quem nunca ouviu histórias da época de ouro dos ilustradores regadas a muita bebida, dinheiro e mulheres? Quem nunca ouviu as famosas histórias das surubas homéricas, orgias sem fim, casos de irresponsabilidade explícita de desenhistas para com seus clientes e suas famílias também?
Eu já ouvi histórias de arrepiar os cabelos do Tuco e do Grego ao mesmo tempo.
Agências com seus clientes cheios da nota dependo seus trabalhos nas mão de irresponsáveis que saíam para tomar um "lanche" à noite e voltavam seis horas da manhã acompanhados de prostitutas nos estúdios, isso quando voltavam, e geralmente deixavam os clientes literalmente na mão.
Isso criou uma grande mágoa pro parte daqueles que dependiam dos desenhos para que seu negócio fosse pra frente. Muitos deles não viam a hora de um dia poder se livrar dessa "corja" para o resto da vida.
Um dia isso aconteceu.
Primeiro foi o computador que, quando apareceu foi uma real ameaça ao reinado desses seres imortais. Eu nessa época estava começando no mercado, vi muito Diretor de Arte dizer com olhos injetados de ódio que, se Deus quisesse, essa "corja" iria morrer de fome em menos de dez anos. Eu vi muita mágoa, muita raiva represada por anos a fio serem descontadas em qualquer pessoa que quisesse viver de desenho.
Eu vi muita gente partir para outras profissões, muita gente, a contragosto, mudar radicalmente o seu modo de vida, pois o mercado já não permitia mais certas excentricidades, e vi muita gente passar fome.
Inclusive eu.
Mas, por essas coisas curiosas que a gente não sabe ao certo, Deus não quis que nós morrêssemos de fome, e praticamente uma década depois foi ressurgindo os desenhistas e ilustradores de suas próprias cinzas, renovados por um enorme furacão que lavou o mercado, encontrando um mercado que não é, de maneira alguma, dependente dos ilustradores, tendo que provar que ilustração é algo útil para a lucratividade de um produto.
Coisa que até agora, nenhum ilustrador conseguiu provar, e a missão continua....
Muita gente, por conta dessa aridez encontrada no nosso campo de trabalho resolveu cair mais na real, admitir que desenhar não é assim uma coisa do outro mundo, resolver ter um pouco mais de pé no chão, mas não soube, ser mais humilde sem ser completamente subserviente.
O desenhista é um bicho complicado, não consegue se encaixar no mundo real, ou vira divindade, ou vira porcaria.
Voltar a cultuar a divindade desenhística (olha um neologismo aí) é, ao meu ver, voltar a uma realidade que ninguém mais engole. Todo mundo sabe que desenhar não é nenhuma credencial para regiões celestiais.
Quem quiser voltar com esse tipo de mentalidade corre o risco de se distanciar do mundo em que vivemos, vai ser uma espécie de fanático alienado, que pensa coisas que o mundo ao seu redor prova que não é assim.
Sinceramente, a única solução que eu encontro é de consciência, trabalho sério, estudo lento e gradativo para mudar a mentalidade do mercado, dos clientes, fornecedores, e ilustradores para que conheçam a verdade sem mitos e sem preconceitos, mas enxergando todas as partes no processo produtivo e criativo como essenciais para que o produto final seja bem sucedido.
Bom, esse é meu ponto de vista.
[]'s
Flavio Roberto Mota
Ilustrador
11 3276 2956
11 8357 6856
http://www.flaviomota.com.br
http://ph0bia.blogspot.com
ICQ 61641833
AIM flaviormota
MSN flaviormota@hotmail.com
Segue abaixo a resposta que eu dei a esse ponto de vista:
Eu sinceramente acho que somente a situação de quem desenha hoje é essa porcaria porque um dia, alguém a mitificou.
Um dia, uma turma de desenhistas, ilustradores e sei lá mais o que resolveram tratar desenho como uma coisa feita por seres iluminados, escolhidos por Deus para uma nobre missão na Terra.
Missão essa que conferia ao desenhista toda uma aura de divindade encarnada.
Muito se pagava a quem desenhava e muito se dependia desses seres "maravilhosos".
Acontece que desenhista é feito de carne e osso, como qualquer um, e assim como qualquer pessoa, tem seus defeitos.
Ao se ver um tipo de ser "Privilegiado", quase que uma criatura protegida pela necessidade básica que sem desenho não acontece no mundo, muitos desses "semideuses" utilizaram sua fama, fortuna, e grau enorme de dependência que as empresas de comunicação tinham por eles para deitar e rolar.
E faziam isso mesmo. Quem nunca ouviu histórias da época de ouro dos ilustradores regadas a muita bebida, dinheiro e mulheres? Quem nunca ouviu as famosas histórias das surubas homéricas, orgias sem fim, casos de irresponsabilidade explícita de desenhistas para com seus clientes e suas famílias também?
Eu já ouvi histórias de arrepiar os cabelos do Tuco e do Grego ao mesmo tempo.
Agências com seus clientes cheios da nota dependo seus trabalhos nas mão de irresponsáveis que saíam para tomar um "lanche" à noite e voltavam seis horas da manhã acompanhados de prostitutas nos estúdios, isso quando voltavam, e geralmente deixavam os clientes literalmente na mão.
Isso criou uma grande mágoa pro parte daqueles que dependiam dos desenhos para que seu negócio fosse pra frente. Muitos deles não viam a hora de um dia poder se livrar dessa "corja" para o resto da vida.
Um dia isso aconteceu.
Primeiro foi o computador que, quando apareceu foi uma real ameaça ao reinado desses seres imortais. Eu nessa época estava começando no mercado, vi muito Diretor de Arte dizer com olhos injetados de ódio que, se Deus quisesse, essa "corja" iria morrer de fome em menos de dez anos. Eu vi muita mágoa, muita raiva represada por anos a fio serem descontadas em qualquer pessoa que quisesse viver de desenho.
Eu vi muita gente partir para outras profissões, muita gente, a contragosto, mudar radicalmente o seu modo de vida, pois o mercado já não permitia mais certas excentricidades, e vi muita gente passar fome.
Inclusive eu.
Mas, por essas coisas curiosas que a gente não sabe ao certo, Deus não quis que nós morrêssemos de fome, e praticamente uma década depois foi ressurgindo os desenhistas e ilustradores de suas próprias cinzas, renovados por um enorme furacão que lavou o mercado, encontrando um mercado que não é, de maneira alguma, dependente dos ilustradores, tendo que provar que ilustração é algo útil para a lucratividade de um produto.
Coisa que até agora, nenhum ilustrador conseguiu provar, e a missão continua....
Muita gente, por conta dessa aridez encontrada no nosso campo de trabalho resolveu cair mais na real, admitir que desenhar não é assim uma coisa do outro mundo, resolver ter um pouco mais de pé no chão, mas não soube, ser mais humilde sem ser completamente subserviente.
O desenhista é um bicho complicado, não consegue se encaixar no mundo real, ou vira divindade, ou vira porcaria.
Voltar a cultuar a divindade desenhística (olha um neologismo aí) é, ao meu ver, voltar a uma realidade que ninguém mais engole. Todo mundo sabe que desenhar não é nenhuma credencial para regiões celestiais.
Quem quiser voltar com esse tipo de mentalidade corre o risco de se distanciar do mundo em que vivemos, vai ser uma espécie de fanático alienado, que pensa coisas que o mundo ao seu redor prova que não é assim.
Sinceramente, a única solução que eu encontro é de consciência, trabalho sério, estudo lento e gradativo para mudar a mentalidade do mercado, dos clientes, fornecedores, e ilustradores para que conheçam a verdade sem mitos e sem preconceitos, mas enxergando todas as partes no processo produtivo e criativo como essenciais para que o produto final seja bem sucedido.
Bom, esse é meu ponto de vista.
[]'s
Flavio Roberto Mota
Ilustrador
11 3276 2956
11 8357 6856
http://www.flaviomota.com.br
http://ph0bia.blogspot.com
ICQ 61641833
AIM flaviormota
MSN flaviormota@hotmail.com
12.8.06
Pão de Pobre
Hoje, meu pão com manteiga caiu no chão.
Só, que por incrível que pareça, caiu com a manteiga para cima.
...
...
...
...
Será que eu vou ficar rico?
Só, que por incrível que pareça, caiu com a manteiga para cima.
...
...
...
...
Será que eu vou ficar rico?
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