Tem gente que acha que pra se dar bem no mercado é preciso, antes de mais nada e acima de tudo ser um tremendo vendedor. Acreditando que somente tendo lábia, esperteza, marcando território e COMPRANDO o seu cliente você vai fazer com que você não precise fazer trabalhos à dez reau a baciada.
Eu já não concordo exatamente com essa idéia.
Eu me considero um péssimo vendedor, embora seja extrovertido. Vai de malícia, muitas vezes, o fato do carinha vender qualquer porcaria. Isso não só relacionado à ilustração, tem gente que percebe o que uma pessoa precisa e vende pelo preço que quiser. Tem gente que tem uma lábia incrível, é capaz de fazer com que um cliente acabe acreditando que precisa de uma coisa que não precisa. Uma vez eu vi um ilustrador que com sua lábia estava conseguindo convencer um editor a fazer uma revista para poder vender suas ilustras, só porque o seu estilo não se encaixava com a linha editorial da revista que o cara editava.
Também tem o lance do cara fazer um meio de campo bom, participando de festinha e oba-oba adoidado, dando presentinho, mandando email toda hora, ligando sempre pra querer saber se o cliente tá bem e por aí vai. Acontece que pra fazer isso é preciso ter uma boa dose de cara de pau, mesmo porque pode ser que essa tática dê resultado contrário ao esperado.
Se você quiser agir assim, vai precisar saber COMO agir assim, não basta simplesmente sair ligando pra contato, mandando espelhinho e cercando os caras. Se você não tiver simancol vai acabar passando por mala sem alça e adeus contato...
E aqueles que pagam bola, oferecem bola; um gorda porcentagem do valor a ser cobrado pelo trabalho para que consiga manter e conquistar o cliente? Esse conseguem geralmente fechar contratos maravilhosos, cobrar beeem. Dizem que argumentam e fazem com que o cliente se conscientize da sua argumentação. Tudo mentira! A única argumentação que vale é a da grana fácil e farta! Quem pega um cliente só porque o suborna, corre o risco de jamais pegar algum trabalho no dia que não puder pagar bola. Já quem não faz isso, pega um trabalho no mérito, único e verdadeiro. Esse é o verdadeiro profissional, esse é o cara que ensina o mercado a ter valor, e é esse o cara que eu espero um dia ser.
Pra mim, garantido mesmo é fazer um trabalho bom, negociar de maneira responsável, cumprir prazos, trabalhar com qualidade, procurar compreender as necessidades do cliente, não discutir, demonstrar profissionalismo, colocar limitas e regras, argumentando o porquê delas existirem; demonstrar que você quer é resolver o problema do cliente e não vender sua ilustração nem o seu estilo a qualquer custo, não fazer rolo com o cliente, entregar as artefinais com asseio, emitir nota fiscal própria com depósito em conta corrente no nome da empresa, demonstrando seriedade, praticidade e profissionalismo.
Se mesmo assim, o cliente preferir o sobrinho que faz um desenhinho no guardanapo de papel assoado, que só faz cacareco rabiscado de qualquer jeito sem nenhum profissionalismo, mas que cobra déz reau, então eles se merecem. Ninguém precisa perder tempo querendo reter cliente ruim.
9.6.05
2.6.05
Meu modo de criar
Depois de muito refletir à respeito do método de criação e execução de um trabalho, eu cheguei à uma conclusão.
Quando um trabalho é idealizado na mente do artista, ele simplesmente simplesmente capta a idéia, só que eu não sei de onde. Basta ver a qualidade e elevação da idéia, do trabalho e dá pra se ter uma idéia deonde ele vem. A idéia vem em sua cabeça já acabada, da forma como deve ser feita. Se você ainda tiver dificuldades de concentração, não poderá visualizar 100% como a obra deve ser feita, se você treinar sua concentração, poderá captar cada vez mais como o trabalho deve ser.
Daí por diante, basta você desenhar e finalizar o trabalho de acordo com o que foi idealizado na sua mente. Esse processo pode ser mais ou menos lento ou rápido conforme você tiver condições técnicas de finalizar o trabalho. Quando o trabalho está exatamente da maneira em que foi idealizado, o trabalho está terminado. Se você não tiver noção, vai passar do ponto e poderá estragar o trabalho, assim como se você ainda não chegou no ponto idealizado, o trabalho ainda não terminou. É simples. Ninguém vai saber se você terminou o trabalho ou não, só você, porque você é quem o idealizou. O que costumeiramente acontece é que a maioria das pessoas já tem idéias pré-concebidas de como um trabalho aparenta estar finalizado ou não. O mais curioso é que mesmo quando um trabalho é encomendado existe esse tipo de coisa. É como se o seu cliente houvesse captado a idéia de um lugar, e quando ele te passa a idéia, você entrasse em sintonia com essa "fonte" de onde a idéia se originou e pudesse transmití-la com fidelidade ao seu cliente.
Em alguns trabalhos esse processo poderá ser mais fácil do que em outros, mas sempre é de maneira próxima ao que eu descrevi, pelo menos pra mim. Aliás, é justamente por causa desse lance que eu percebo do ilustrador precisar saber se concentrar na idéia a ser feita que eu acredito que um ilustrador também deveria aprender a meditar.
A gente acaba se transformando numa espécie de antena que capata os mais variados pontos do Universo, essses pontgos podem ser bons ou ruins, com essa nossa "antena" nós podemos trasmitir idéias que construam ou que destruam. Por isso é também acredito que é muito importante haver responsabilidade com cada coisa que sai de nosso lápis, tudo o que fizermos é uma semente plantada, e se der maus fruto, seremos nós mesmos que o colheremos.
Quando um trabalho é idealizado na mente do artista, ele simplesmente simplesmente capta a idéia, só que eu não sei de onde. Basta ver a qualidade e elevação da idéia, do trabalho e dá pra se ter uma idéia deonde ele vem. A idéia vem em sua cabeça já acabada, da forma como deve ser feita. Se você ainda tiver dificuldades de concentração, não poderá visualizar 100% como a obra deve ser feita, se você treinar sua concentração, poderá captar cada vez mais como o trabalho deve ser.
Daí por diante, basta você desenhar e finalizar o trabalho de acordo com o que foi idealizado na sua mente. Esse processo pode ser mais ou menos lento ou rápido conforme você tiver condições técnicas de finalizar o trabalho. Quando o trabalho está exatamente da maneira em que foi idealizado, o trabalho está terminado. Se você não tiver noção, vai passar do ponto e poderá estragar o trabalho, assim como se você ainda não chegou no ponto idealizado, o trabalho ainda não terminou. É simples. Ninguém vai saber se você terminou o trabalho ou não, só você, porque você é quem o idealizou. O que costumeiramente acontece é que a maioria das pessoas já tem idéias pré-concebidas de como um trabalho aparenta estar finalizado ou não. O mais curioso é que mesmo quando um trabalho é encomendado existe esse tipo de coisa. É como se o seu cliente houvesse captado a idéia de um lugar, e quando ele te passa a idéia, você entrasse em sintonia com essa "fonte" de onde a idéia se originou e pudesse transmití-la com fidelidade ao seu cliente.
Em alguns trabalhos esse processo poderá ser mais fácil do que em outros, mas sempre é de maneira próxima ao que eu descrevi, pelo menos pra mim. Aliás, é justamente por causa desse lance que eu percebo do ilustrador precisar saber se concentrar na idéia a ser feita que eu acredito que um ilustrador também deveria aprender a meditar.
A gente acaba se transformando numa espécie de antena que capata os mais variados pontos do Universo, essses pontgos podem ser bons ou ruins, com essa nossa "antena" nós podemos trasmitir idéias que construam ou que destruam. Por isso é também acredito que é muito importante haver responsabilidade com cada coisa que sai de nosso lápis, tudo o que fizermos é uma semente plantada, e se der maus fruto, seremos nós mesmos que o colheremos.
10.5.05
Atualmente
Me assusta o que o egoísmo é capaz de fazer. Tem gente capaz de destruir qualquer coisa que outra pessoa tenha simplesmente porque não tem aquilo.
Tem gente que é tão cego, que dentro da sua cegueira se acha no legítimo direito de explorar qualquer um. Tem gente capaz de brigar porque você simplesmente não permite que o cidadão te explore. Essa humanidadezinha terrestre de merda me decepciona...
Tem gente que é tão cego, que dentro da sua cegueira se acha no legítimo direito de explorar qualquer um. Tem gente capaz de brigar porque você simplesmente não permite que o cidadão te explore. Essa humanidadezinha terrestre de merda me decepciona...
27.4.05
Sobre o mercado de ilustracao
O mercado de ilustração está sofrendo um problema básico de excesso de oferta de profissionais.Isso pelo menos se levarmos em conta o mercado editorial, que aliás estásaturado de fornacedores, sendo que a maioria é de moleques sem formação. Se levarmos em conta a simples relação oferta-procura, vamos chegar à conclusão de que atualmente é impossível trabalhar por um valor decente simplesmente porque a oferta de profissionais é tão grande que os clientes se sentem confortáveis na posição de escolher quem cobra menos. E o resultado disso é que o ilustrador acaba precisando cada vez trabalhar mais para se sustentar e dessa maneira se oferece mais ao mercado....
Vamos supor que existam 600 ilustradores no mercado editorial, se o mercado lançar 600 livros por mês vai dar uma média de 1 livro para cada ilustrador fazer, isso sem levar em conta que o profissional precise fazer mais de um livro por mês pra se sustentar. Se a oferta de trabalho for condizente com a oferta de trabalhadores, pode-se no mínimo lutar para manter os valores. Se os ilustradores conseguissem fazer com que a oferta de profissionais fosse menor do que a de trabalho seria ótimo, pois obrigaria aos editores oferecerem vantagens para garantir o profissional no seu projeto.
Agora esse é um tipo de estratégia que precisa ser muito bem planejada, para não haver furos, porque se um profissional furar o sistema, vai tudo dar errado. Só que para isso seria preciso um órgão regulador da profissão que fosse sério e atuante. Será que ninguém lá pensa nesse tipo de coisa? Se pensa, porque não fazem nada? Porque será trabalhoso? Pra mim trabalhoso é ver os ilustradores se matando para pegar uma ilustração pra fazer e quando pegam o valor pago não dá nem pro cheiro.
Alguém precisa se organizar e trabalhar com estatísticas de quanto é a demanda de trabalho em ilustração, ter noção estatística de quantos ilustradores existem brigando pelo mercado, se não conseguir filiá-los todos, pelo menos poder acompanhar seus passos para que sempre que algum deles se comporte profissionalmente de maneira a ameaçar o equilíbrio oferta-procura possa ser advertido e esclarescido e acima de tudo orientar aos seus associados algo que fosse pareciado à uma cota, ou seja um número tal de profissionais se oferecem a um numero tal de clientes durante um certo tempo, enquanto outros grupos de profissionais focam seus trabalhos em outros clientes, sendo que eles durante esse período não contatem os clientes reservados aos profissionais de outro grupo.
Depois desse período de tempo um grupo de profissionais passaría a contatar o grupo seguinte de clientes formando uma espécie de rodízio. Dessa maneira poderia haver um equilíbrio entre oferta e procura, conseqüentemente seria mais fácil negociar melhores condições de trabalho e valores mais justos, ainda garantiria a todos os profissionais que consigam contatar todos os possíveis clientes de maneira mais segura e eficaz.
Agora, o que não dá pra agüentar é essa bagunça de todo mundo querendo oferecer trabalho pra todos os clientes fazendo com que os clientes se sintam com poder para leiloar seus trabalhos pra quem der menos e fazendo com que cada vez mais os ilustradores se descabelem ao ver o valor do seu trabalho indo pro ralo...
Vamos supor que existam 600 ilustradores no mercado editorial, se o mercado lançar 600 livros por mês vai dar uma média de 1 livro para cada ilustrador fazer, isso sem levar em conta que o profissional precise fazer mais de um livro por mês pra se sustentar. Se a oferta de trabalho for condizente com a oferta de trabalhadores, pode-se no mínimo lutar para manter os valores. Se os ilustradores conseguissem fazer com que a oferta de profissionais fosse menor do que a de trabalho seria ótimo, pois obrigaria aos editores oferecerem vantagens para garantir o profissional no seu projeto.
Agora esse é um tipo de estratégia que precisa ser muito bem planejada, para não haver furos, porque se um profissional furar o sistema, vai tudo dar errado. Só que para isso seria preciso um órgão regulador da profissão que fosse sério e atuante. Será que ninguém lá pensa nesse tipo de coisa? Se pensa, porque não fazem nada? Porque será trabalhoso? Pra mim trabalhoso é ver os ilustradores se matando para pegar uma ilustração pra fazer e quando pegam o valor pago não dá nem pro cheiro.
Alguém precisa se organizar e trabalhar com estatísticas de quanto é a demanda de trabalho em ilustração, ter noção estatística de quantos ilustradores existem brigando pelo mercado, se não conseguir filiá-los todos, pelo menos poder acompanhar seus passos para que sempre que algum deles se comporte profissionalmente de maneira a ameaçar o equilíbrio oferta-procura possa ser advertido e esclarescido e acima de tudo orientar aos seus associados algo que fosse pareciado à uma cota, ou seja um número tal de profissionais se oferecem a um numero tal de clientes durante um certo tempo, enquanto outros grupos de profissionais focam seus trabalhos em outros clientes, sendo que eles durante esse período não contatem os clientes reservados aos profissionais de outro grupo.
Depois desse período de tempo um grupo de profissionais passaría a contatar o grupo seguinte de clientes formando uma espécie de rodízio. Dessa maneira poderia haver um equilíbrio entre oferta e procura, conseqüentemente seria mais fácil negociar melhores condições de trabalho e valores mais justos, ainda garantiria a todos os profissionais que consigam contatar todos os possíveis clientes de maneira mais segura e eficaz.
Agora, o que não dá pra agüentar é essa bagunça de todo mundo querendo oferecer trabalho pra todos os clientes fazendo com que os clientes se sintam com poder para leiloar seus trabalhos pra quem der menos e fazendo com que cada vez mais os ilustradores se descabelem ao ver o valor do seu trabalho indo pro ralo...
Vejam Voces!
Uma vez eu e a minha esposa fizemos uma simulação de uma loja, que se tivesse uma margem de lucro de 30% e vendesse cerca de R$100.000,00 em um mês teria um lucro líquido médio de R$10.000,00 já descontando todos os gastos. Só que uma loja pra vender R$100.000,00 precisa ter um estoque de pelo menos três vezes esse valor. Se fosse um comércio com margem de lucro de 10% e movimentasse R$100.000,00, se pagasse tudo o que deve teria um prejuízo de R$10.000,00 no mês.
Será que alguém ainda tem a ilusão de que nesse país o que se paga de imposto não é um absurdo?
Será que alguém ainda tem a ilusão de que nesse país o que se paga de imposto não é um absurdo?
23.4.05
Como dizia Osama Bin Laden
Errar é humano.
Acertar é muçulmano...
Acertar é muçulmano...
20.4.05
Falando a Respeito do Novo Papa
O pessoal da lista Maçãs Selecionadas hoje começo um quiprocó em torno do novo Papa.
Uns analizaram o fato de Ratzinger ser conservador, alguns até colocaram links contendo informações sobre seus atos e pensamentos.
Teve de tudo um pouco, até falaram mal de João Paulo II. Outros defenderam.
O que me chama a atenção nesses assunto é o fato de colocarem como textos oficiais da igreja como expressão máxima de uma religião inteira, com se o que uma pessoa pensasse fosse automaticamente adotada como pensamento por parte de todos os seus fiéis.
Uma coisa somente não me entra na cabeça: A forma como um líder religioso pensa o prega suas convicções não são motivos para eu aceitar e obedecer seus preceitos e ordens. Pelo menos, pra mim é preciso haver motivo, justificação, bom senso e respeito. Quando uma determinada linha de pensamento religioso defende um ponto de vista, eu não o aceito simplesmente. Acredito que assim seja com a maioria das pessoas. Pelo menos eu espero.
Cada um tem cérebro, massa encefálica para pensar, raciocinar e refletir, e também tem sensibilidade para sentir. Só precisa aprender a combinar essas duas coisas. Se conseguir harmonia entre sentimento e razão, está chegando lá. Eu acho que as religiões deveriam ensinar isso, deveriam ensinar as pessoas a serem livres, sentirem e pensarem. Aprenderem e observarem o Universo. Sentir Deus e todas as coisa que regem o Universo. As pessoas se pegam muito em vírgulas, teimam em acreditar que a tal vírgula foi obra de Deus ou do Espírito Santo, então é verdade. Deveriam sentir o todo das mensagens, refletirem se conseguem compreender algo e se conseguem sentir que nesse algo há algo bom. Isso seria mais leve, mais livre, tem mais paz, e de certa forma tem mais cara de coisa de Deus.
Eu sempre achei João Paulo II um cara meio diferente, tinha opiniões fortes, nem todas eu concordava, mas era inegável que o seu maior recurso era o olhar meigo e sereno. O cara passava sentimento. O olhar do velhinho vibrava! havia algo de bom naquele homem. Não só eu sentia isso, talvez o mundo todo, tanto é que Roma foi visitada por mais de quatro milhões de peregrinos que quiseram dar o seu último adeus ao Papa.
A coisa que me tras uma certa decepção é não ver esse mesmo semblante no olhar do Ratzinger. Ele é meio esquisito, tem um olhar meio siderado, abobado, um olhar de cisma. Não passa uma emoção boa! Talvez o cara não seja exatamente ruim, talvez ele deva ser esforçado em fazer o que ele dentro das suas limitações de razão e sentimento acha ser o melhor. Mas ele não me parece uma figura assim tão iluminada quanto João Paulo II.
Eu tenho esperança, no fundo do meu coração que essa seja somente uma primeira impressão, que o novo Papa possa ser muito melhor do que ele mesmo imagina, que possa ser inspirado e guie bem o seu rebanho. Porque se existem pessoas que o houvem e o seguem, então essas pessoas vão precisar e muito serem bem guiadas.
Uns analizaram o fato de Ratzinger ser conservador, alguns até colocaram links contendo informações sobre seus atos e pensamentos.
Teve de tudo um pouco, até falaram mal de João Paulo II. Outros defenderam.
O que me chama a atenção nesses assunto é o fato de colocarem como textos oficiais da igreja como expressão máxima de uma religião inteira, com se o que uma pessoa pensasse fosse automaticamente adotada como pensamento por parte de todos os seus fiéis.
Uma coisa somente não me entra na cabeça: A forma como um líder religioso pensa o prega suas convicções não são motivos para eu aceitar e obedecer seus preceitos e ordens. Pelo menos, pra mim é preciso haver motivo, justificação, bom senso e respeito. Quando uma determinada linha de pensamento religioso defende um ponto de vista, eu não o aceito simplesmente. Acredito que assim seja com a maioria das pessoas. Pelo menos eu espero.
Cada um tem cérebro, massa encefálica para pensar, raciocinar e refletir, e também tem sensibilidade para sentir. Só precisa aprender a combinar essas duas coisas. Se conseguir harmonia entre sentimento e razão, está chegando lá. Eu acho que as religiões deveriam ensinar isso, deveriam ensinar as pessoas a serem livres, sentirem e pensarem. Aprenderem e observarem o Universo. Sentir Deus e todas as coisa que regem o Universo. As pessoas se pegam muito em vírgulas, teimam em acreditar que a tal vírgula foi obra de Deus ou do Espírito Santo, então é verdade. Deveriam sentir o todo das mensagens, refletirem se conseguem compreender algo e se conseguem sentir que nesse algo há algo bom. Isso seria mais leve, mais livre, tem mais paz, e de certa forma tem mais cara de coisa de Deus.
Eu sempre achei João Paulo II um cara meio diferente, tinha opiniões fortes, nem todas eu concordava, mas era inegável que o seu maior recurso era o olhar meigo e sereno. O cara passava sentimento. O olhar do velhinho vibrava! havia algo de bom naquele homem. Não só eu sentia isso, talvez o mundo todo, tanto é que Roma foi visitada por mais de quatro milhões de peregrinos que quiseram dar o seu último adeus ao Papa.
A coisa que me tras uma certa decepção é não ver esse mesmo semblante no olhar do Ratzinger. Ele é meio esquisito, tem um olhar meio siderado, abobado, um olhar de cisma. Não passa uma emoção boa! Talvez o cara não seja exatamente ruim, talvez ele deva ser esforçado em fazer o que ele dentro das suas limitações de razão e sentimento acha ser o melhor. Mas ele não me parece uma figura assim tão iluminada quanto João Paulo II.
Eu tenho esperança, no fundo do meu coração que essa seja somente uma primeira impressão, que o novo Papa possa ser muito melhor do que ele mesmo imagina, que possa ser inspirado e guie bem o seu rebanho. Porque se existem pessoas que o houvem e o seguem, então essas pessoas vão precisar e muito serem bem guiadas.
19.4.05
Abemus Papa
Não é Chico, mas é Bento!
A respeito da criacao e execucao das ilustras
Embora eu não me considere um mestre em ilustração, eu vejo que existem alguns detalhes que eu já observei no meu modo de trabalhar que seria bom compartilhar com as pessoas. Principalmente para que os mais novos possam ter um referencial maior e uma orientação mais exata.
Eu geralmente faço trabalhos muito variados, algumas vezes tenho que fazer algum trabalho cômico, outras vezes realista e algumas vezes eu preciso estilizar algo realista e pra cada um desses trabalhos me parece que eu preciso fazer um exercício mental diferente.
O trabalho que mais me facilita a vida são os mais cômicos, que de certa forma exigem que eu imagine a ilustração na minha mente mas o esforço é relativemente pequeno para se imaginar o trabalho já feito, embora nem sempre essa facilidade se reflita da hora de colocar a mão na massa.
Quando eu parto pra um trabalho mais realista, o esforço que eu preciso fazer para conceber mentalmente a ilustração é maior, como se a minha mente fosse um dial de rádio ajustado em uma determinada faixa que é bem regulada para captar sinais de idéias mais cômicas e na hora de "mudar de estação" eu precisasse me esforçar para mudar a faixa de freqüência em que o dial está ajustado. Eu não sei se vocês me compreendem.
Dependendo do tipo realista ou realista com estilização, eu percebo que essse esforço é maior para que eu consiga visualizar na minha mente o desenho pronto, porque se eu não conseguir visualizar, eu com certeza terei de refazer o trabalho muitas vezes até chegar no ponto ideal. O engraçado é que quando eu trabalho com algo bastante difícil de se imaginar e termino esse trabalho, geralmente sinto uma espécie de euforia, de alívio que é quase viciante. Mas isso somente acontece quando o trabalho é realmente feito igual ao que foi imaginado.
O trabalho que dá ao se finalizar esse tipo de ilustração geralmente é muito parecido com o trabalho que dá finalizar uma ilustra mais cômica, só que exige uma concentração maior para que eu não perca o fio da meada.
Dito tudo isso eu posso chegar ao ponto que, quando você está ilustrando, você precisa abstrair se a ponto de esquecer conta pra pagar, hora de almoço, neguinho que você precisa ligar e por aí afora porque você precisa ocupar a sua cabeça somente "com a ilustração". Por isso quando alguém tá cheio da problemas e fica o tempo todo somente pensando nos problemas não consegue trabalhar direito, a cabeça está lá no problema e não no trabalho que é o que em muitos casos pode resolver o problema.
Eu geralmente faço trabalhos muito variados, algumas vezes tenho que fazer algum trabalho cômico, outras vezes realista e algumas vezes eu preciso estilizar algo realista e pra cada um desses trabalhos me parece que eu preciso fazer um exercício mental diferente.
O trabalho que mais me facilita a vida são os mais cômicos, que de certa forma exigem que eu imagine a ilustração na minha mente mas o esforço é relativemente pequeno para se imaginar o trabalho já feito, embora nem sempre essa facilidade se reflita da hora de colocar a mão na massa.
Quando eu parto pra um trabalho mais realista, o esforço que eu preciso fazer para conceber mentalmente a ilustração é maior, como se a minha mente fosse um dial de rádio ajustado em uma determinada faixa que é bem regulada para captar sinais de idéias mais cômicas e na hora de "mudar de estação" eu precisasse me esforçar para mudar a faixa de freqüência em que o dial está ajustado. Eu não sei se vocês me compreendem.
Dependendo do tipo realista ou realista com estilização, eu percebo que essse esforço é maior para que eu consiga visualizar na minha mente o desenho pronto, porque se eu não conseguir visualizar, eu com certeza terei de refazer o trabalho muitas vezes até chegar no ponto ideal. O engraçado é que quando eu trabalho com algo bastante difícil de se imaginar e termino esse trabalho, geralmente sinto uma espécie de euforia, de alívio que é quase viciante. Mas isso somente acontece quando o trabalho é realmente feito igual ao que foi imaginado.
O trabalho que dá ao se finalizar esse tipo de ilustração geralmente é muito parecido com o trabalho que dá finalizar uma ilustra mais cômica, só que exige uma concentração maior para que eu não perca o fio da meada.
Dito tudo isso eu posso chegar ao ponto que, quando você está ilustrando, você precisa abstrair se a ponto de esquecer conta pra pagar, hora de almoço, neguinho que você precisa ligar e por aí afora porque você precisa ocupar a sua cabeça somente "com a ilustração". Por isso quando alguém tá cheio da problemas e fica o tempo todo somente pensando nos problemas não consegue trabalhar direito, a cabeça está lá no problema e não no trabalho que é o que em muitos casos pode resolver o problema.
18.4.05
Foi Comprovado!
Micheal Jackson é o Macunaíma Americano!
Completando o Post Anterior...
Só pra não ficar uma coisa assim no ar sem nada a ver e sem completar...
O que existe de bom em meio aos grafites nas ruas de São Paulo são como procurar agulha num palheiro.
Eu já vi um trabalho que um grafiterio fez perto de casa que é maravilhoso, só que em compensação eu estou cansado de ver grafite em porta de loja com televisão com perspectiva mal feita, carro feito em três quartos que parece uma coisa horrorosa, a gente tem que se esforçar pra ver o que é.
Dê uma volta pela Lins de Vasconcelos que você vai ver muito exemplo do que eu falo. De uma voltinha pela Rangel Pestana que você vai ver mais coisa ruim. Na Rangel Pestana você não vê um único grafite que preste.
Outro dia eu passei por uma Avenida na Zona Leste que é enorme que agora não me lembro o nome. Lá, todas as lojas eram grafitadas, e eu não vi um único grafite digno de apreciação, somente quando essa avenida acabou e entrou em uma avenida menor que eu vi alguns grafites bons.
Agora, pela abrangência de desenhos ruins você acha que quando uma pessoa fala em desenho vai pensar em que tipo de desenho? E um cara que pensa em desenhos de Pato Donaldes com cabeça oval e carro que parece quebrado jamais vai querer pagar por uma ilustração de verdade o valor que uma ilustração de verdade deve ter.
Não adianta somente cuidar do topo da cadeia de produção artística, mas também é preciso cuidar da base, fazer com que a base tenha um nível técnico no mínimo aceitável.
Bem, esse é o meu ponto de vista. Se alguém discorda ou achou que eu estou pegando pesado, me desculpem, mas eu realmente estou sendo sincero com o que eu penso e só torno público meu modo de pensar no intuito de contribuir, porque se fosse pra atrapalhar, bastava eu ficar quieto que nada mudaria.
O que existe de bom em meio aos grafites nas ruas de São Paulo são como procurar agulha num palheiro.
Eu já vi um trabalho que um grafiterio fez perto de casa que é maravilhoso, só que em compensação eu estou cansado de ver grafite em porta de loja com televisão com perspectiva mal feita, carro feito em três quartos que parece uma coisa horrorosa, a gente tem que se esforçar pra ver o que é.
Dê uma volta pela Lins de Vasconcelos que você vai ver muito exemplo do que eu falo. De uma voltinha pela Rangel Pestana que você vai ver mais coisa ruim. Na Rangel Pestana você não vê um único grafite que preste.
Outro dia eu passei por uma Avenida na Zona Leste que é enorme que agora não me lembro o nome. Lá, todas as lojas eram grafitadas, e eu não vi um único grafite digno de apreciação, somente quando essa avenida acabou e entrou em uma avenida menor que eu vi alguns grafites bons.
Agora, pela abrangência de desenhos ruins você acha que quando uma pessoa fala em desenho vai pensar em que tipo de desenho? E um cara que pensa em desenhos de Pato Donaldes com cabeça oval e carro que parece quebrado jamais vai querer pagar por uma ilustração de verdade o valor que uma ilustração de verdade deve ter.
Não adianta somente cuidar do topo da cadeia de produção artística, mas também é preciso cuidar da base, fazer com que a base tenha um nível técnico no mínimo aceitável.
Bem, esse é o meu ponto de vista. Se alguém discorda ou achou que eu estou pegando pesado, me desculpem, mas eu realmente estou sendo sincero com o que eu penso e só torno público meu modo de pensar no intuito de contribuir, porque se fosse pra atrapalhar, bastava eu ficar quieto que nada mudaria.
21.3.05
Voces ja viram?
Uma vez me mandaram um email contendo imagens de grafitis que foram feitos na França, Eram maravilhosos!
Enquanto isso, nas ruas de São Paulo, a gente vê esses grafitis que são verdaderiros garranchos. Basta andar um pouco pelas ruas do Brás que vocês vão saber do que eu me refiro. Muitas vezes eu acho que é a ?base? da arte popular que transmite ao povo a importância que ela deve ter e é justamente por isso que no Brasil desenho é considerado em termo gerais como algo sem importância e sem beleza.
Enquanto isso, nas ruas de São Paulo, a gente vê esses grafitis que são verdaderiros garranchos. Basta andar um pouco pelas ruas do Brás que vocês vão saber do que eu me refiro. Muitas vezes eu acho que é a ?base? da arte popular que transmite ao povo a importância que ela deve ter e é justamente por isso que no Brasil desenho é considerado em termo gerais como algo sem importância e sem beleza.
Historias em Quadrinhos no Brasil
Eu não conheço ninguém no Brasil que faça quadrinhos para o mercado nacional e sobreviva disso. Se não se sustenta, então quadrinho no Brasil é algo mal sucedido. Pra mim, ser bem sucedido é ter condições de colocar comida na mesa. Eu, sinceramente não sei se a revista Chiclete com Banana dava algum lucro ou se a Piratas do Tietê também dava, mas com certeza a única que teve condições reais de dar algum lucro foi a Chiclete com Banana e ainda assim porque era somente um cara que fazia tudo.
Até aonde eu sei o Front deve-se mais à coragem dos que a fazem do que pelo lucro que a revista gera. História em Quadrinhos no Brasil sofre do que eu chamo de "Mal do Gibi", que é aquela idéia que esse tipo de arte é voltada para crianças e adolecentes babacas que não tem o que fazer. Um garoto que lê HQ no Brasil é tido como um ser estranho, enquanto que alguém que assiste novela é considerado uma pessoa normal. Vejam a que ponto chegamos!
Porque isso é assim no Brasil?
Porque a única coisa que foi pra frente em HQ no Brasil foi Turma da Mônica e Superherói importado dos EUA, e, cá pra nós, fica difícil alguém com bom senso acreditar que um bando de marombados usando cueca por cima da calça seja sério...
Quem ta fora desse círculo consegue ver o quanto é ridículo, assim como quem tá fora do círculo de novela vê o quanto é ridículo uma histórinha que a única coisa que interessa no fim é saber quem fica com quem. Só que nessas últimas décadas a novelinha viciou muito mais gente e hoje dá lucro. Nesse meio tempo a HQ brasileira ficou pra trás e não adianta chorar pelo leite derramado, agora, quem quiser fazer HQ no Brasil e ser respeitado deve trabalhar sério, trabalhar muito e como se isso não bastasse tem que lutar contra tudo e todos.
Tem que mostrar seriedade nas histórias, um bom desenho, tem que saber transmitir a sensação de uma cena e seu desenrolar, tem que saber envolver o leitor, ter um tema que seja de interesse das pessoas e não que seja somente de interesse do próprio quadrinhista, e tem que esperar que a população consiga ter uma boa imagem com relação ao quadrinho nacional, meio como o cinema nacional teve que fazer desde o final da ditadura.
Pena que para isso, é preciso que tenha gente disposta a tomar muito prejuízo ou até passar fome para chegar lá e, particularmente, eu não estou disposto e comprar essa briga. O máximo de briga que eu compro é com ilustração, isso porque eu já tive a minha formação e já consegui um cantinho ao sol. Eu luto para ajudar a melhorar as condições e a situação da Ilustração no país já que isso mantém algo que já existe.
Infelismente quanto aos Quadrinhos, isso é uma tarefa para quem não tem problemas finaceiros, pelo menos atualmente, precisa ser feito por quem ainda dependa dos pais ou então quem tem muito dinheiro e não precise de lucro imediato para garantir o seu sustento, já que a situação da HQ nacional é quase nula.
Eu torço para os corajosos e desejo toda a sorte do mundo para os que lutam para melhorar essa situaçãoe gostaria sinceramente um dia chegar a este blog e escrever um texto reconhecendo que eu estava enganado quanto a
situação da HQ no Brasil.
Até aonde eu sei o Front deve-se mais à coragem dos que a fazem do que pelo lucro que a revista gera. História em Quadrinhos no Brasil sofre do que eu chamo de "Mal do Gibi", que é aquela idéia que esse tipo de arte é voltada para crianças e adolecentes babacas que não tem o que fazer. Um garoto que lê HQ no Brasil é tido como um ser estranho, enquanto que alguém que assiste novela é considerado uma pessoa normal. Vejam a que ponto chegamos!
Porque isso é assim no Brasil?
Porque a única coisa que foi pra frente em HQ no Brasil foi Turma da Mônica e Superherói importado dos EUA, e, cá pra nós, fica difícil alguém com bom senso acreditar que um bando de marombados usando cueca por cima da calça seja sério...
Quem ta fora desse círculo consegue ver o quanto é ridículo, assim como quem tá fora do círculo de novela vê o quanto é ridículo uma histórinha que a única coisa que interessa no fim é saber quem fica com quem. Só que nessas últimas décadas a novelinha viciou muito mais gente e hoje dá lucro. Nesse meio tempo a HQ brasileira ficou pra trás e não adianta chorar pelo leite derramado, agora, quem quiser fazer HQ no Brasil e ser respeitado deve trabalhar sério, trabalhar muito e como se isso não bastasse tem que lutar contra tudo e todos.
Tem que mostrar seriedade nas histórias, um bom desenho, tem que saber transmitir a sensação de uma cena e seu desenrolar, tem que saber envolver o leitor, ter um tema que seja de interesse das pessoas e não que seja somente de interesse do próprio quadrinhista, e tem que esperar que a população consiga ter uma boa imagem com relação ao quadrinho nacional, meio como o cinema nacional teve que fazer desde o final da ditadura.
Pena que para isso, é preciso que tenha gente disposta a tomar muito prejuízo ou até passar fome para chegar lá e, particularmente, eu não estou disposto e comprar essa briga. O máximo de briga que eu compro é com ilustração, isso porque eu já tive a minha formação e já consegui um cantinho ao sol. Eu luto para ajudar a melhorar as condições e a situação da Ilustração no país já que isso mantém algo que já existe.
Infelismente quanto aos Quadrinhos, isso é uma tarefa para quem não tem problemas finaceiros, pelo menos atualmente, precisa ser feito por quem ainda dependa dos pais ou então quem tem muito dinheiro e não precise de lucro imediato para garantir o seu sustento, já que a situação da HQ nacional é quase nula.
Eu torço para os corajosos e desejo toda a sorte do mundo para os que lutam para melhorar essa situaçãoe gostaria sinceramente um dia chegar a este blog e escrever um texto reconhecendo que eu estava enganado quanto a
situação da HQ no Brasil.
Um pequeno (longo) comentario
Temos no Brasil uma população absolutamente perdida, ignorante, sem acesso à nada, que mal sabe escrever seu próprio nome, com uma sociedade sem nenhum valor agregado, onde o cara que tira vantagem sobre os outros é valorizado. Um sistema de educação que não educa ninguém. Um grau insupotável de corrupção em todos os níveis. Com os meios de comunicação mais interessados em viciar as pessoas do que em esclarescer, porque segundo os que estão "por cima" o povo burro é como uma manada que obedece e é beem mansinha.
Agora imaginem se a situação no campo das artes são melhores do que tudo isso? Infelismente não, esse grau caótico de supervalorização do que não tem tanto valor e de subvalorização do que tem valor é apenas um reflexo do resto.
Frazetta é um mestre, assim como tantos, só que alguém o imitou e alguém viu esse cara e achou que ele era o mestre, e o imitou e esse fato se repetiu inúmeras vezes até que a coisa virou uma bagunça. Seria a mesma coisa que tirar uma xerox de uma xerox de uma xerox, na última mal dá pra saber do que se trata o desenho.
No Brasil o que se entende por desenho é o que se vê em televisão e nas bancas de jornais, e o que se vê nesse lugares?? Na televisão, quase nada,
Às vezes até tem algo interessante, mas a quantidade de Dragonball, Superherói e o escambau é esmagadora, hoje em dia nem mesmo um Pato Donald é possível se ver na TV, e olha que se trata de um mísero e simpático Pato Donald. Nas bancas é a mesma coisa, uma enchurrada de mangá, de superheróis marombados e quase nada de resto. Resto é resto. Até que saem algumas coisas legais em algumas revista e principalmente em livros, mas que lê essas coisas? O povão não lê! Afinal, o povão mal sabe assinar o próprio nome.
Então vocês podem pensar: Ah, então vamo fazê merda pro povo comprááá!!!
O povo na verdade é ignorante e não burro. A diferença entre um e outro é que o ignorante não teve oportunidade de aprender e o burro não quer aprender.
Mas mesmo entre os mais toscos e humildes existe uma fascinação pela beleza da arte. Um carinha de favela sabe quando está num lugar bonito e quando está num lugar feio. Sabe quando vê um rabisco e quando vê uma obra de arte.
Sabe quando ouve uma músiquinha do Zezé di Camargo e Luciano e quando ouve Beethoven. A diferença é que esses pobres coitados engolem porcaria todo santo dia e chega uma hora que eles nem sem importam mais com o gosto ruim
da porcaria. No dia que aparecer um prato refinado eles terão problemas de digestão. Eu já tive a oportunidade de ver a magia que uma pessoa humilde vivencia quando ouve uma boa música ou quando se depara com uma obra de arte. É como se estivessem saindo do inferno e indo parar no céu. Faz bem pra eles, eles se sentem leves. É pena que muitos, pelo tanto de inferno que já vivenciaram acreditam que não são merecedores disso tudo.
Ninguém merece! Literalmente.
E é justamente o fato de eu perceber esse "reflexo" que muitas vezes eu me irrito com mulheres peitudas e mangás. É porque entre quem faz algo de bom e as pessoas comuns existem os verdadeiros burros, que decidem o que é bom sem nunca saberem o que é bom, decidem quem vai ser a bola da vez e o resto que morra de fome. É o cara que quer explorar, que quer gastar pouco para ter o máximo de retorno, mas é incapaz de ver qualidade de vida, melhora no padrão de vida das pessoas,é incapaz de ver uma sociedade mais organizada e mais produtiva, pessoas que sabem mais e participam mais, pessoas com ganho maior e com capacidade maior de movimentação da economia e que aonde todos ganham ninguém perde, só que aonde somente alguns ganham, pode ser que ninguém ganhe nada.
Enquanto isso, os garotos e garotas que sonham em um dia desenharem se matam de tanto desenharem heróis marombados e mangás, mas se você analizar a fundo isso foi tudo o que eles puderam conhecer na vida. Nem adianta descer a lenha nos coitados que a parcela de culpa deles são ínfimas. O que nós fazemos e que devemos sempre fazer é: trabalhar, esclarescer, divulgar, nos unir e não desanimar. É um trabalho de formiguinha, eu sei, mas se a gente trabalhar como as formigas trabalham, vocês podem imaginar o tamanho que o nosso trabalho poderá tomar.
[]'s
Flavio Roberto Mota
Ilustrador
11 3276 2956
11 9634 6856
http://www.flaviormota.kit.net
ICQ 61641833
AIM flaviormota
Agora imaginem se a situação no campo das artes são melhores do que tudo isso? Infelismente não, esse grau caótico de supervalorização do que não tem tanto valor e de subvalorização do que tem valor é apenas um reflexo do resto.
Frazetta é um mestre, assim como tantos, só que alguém o imitou e alguém viu esse cara e achou que ele era o mestre, e o imitou e esse fato se repetiu inúmeras vezes até que a coisa virou uma bagunça. Seria a mesma coisa que tirar uma xerox de uma xerox de uma xerox, na última mal dá pra saber do que se trata o desenho.
No Brasil o que se entende por desenho é o que se vê em televisão e nas bancas de jornais, e o que se vê nesse lugares?? Na televisão, quase nada,
Às vezes até tem algo interessante, mas a quantidade de Dragonball, Superherói e o escambau é esmagadora, hoje em dia nem mesmo um Pato Donald é possível se ver na TV, e olha que se trata de um mísero e simpático Pato Donald. Nas bancas é a mesma coisa, uma enchurrada de mangá, de superheróis marombados e quase nada de resto. Resto é resto. Até que saem algumas coisas legais em algumas revista e principalmente em livros, mas que lê essas coisas? O povão não lê! Afinal, o povão mal sabe assinar o próprio nome.
Então vocês podem pensar: Ah, então vamo fazê merda pro povo comprááá!!!
O povo na verdade é ignorante e não burro. A diferença entre um e outro é que o ignorante não teve oportunidade de aprender e o burro não quer aprender.
Mas mesmo entre os mais toscos e humildes existe uma fascinação pela beleza da arte. Um carinha de favela sabe quando está num lugar bonito e quando está num lugar feio. Sabe quando vê um rabisco e quando vê uma obra de arte.
Sabe quando ouve uma músiquinha do Zezé di Camargo e Luciano e quando ouve Beethoven. A diferença é que esses pobres coitados engolem porcaria todo santo dia e chega uma hora que eles nem sem importam mais com o gosto ruim
da porcaria. No dia que aparecer um prato refinado eles terão problemas de digestão. Eu já tive a oportunidade de ver a magia que uma pessoa humilde vivencia quando ouve uma boa música ou quando se depara com uma obra de arte. É como se estivessem saindo do inferno e indo parar no céu. Faz bem pra eles, eles se sentem leves. É pena que muitos, pelo tanto de inferno que já vivenciaram acreditam que não são merecedores disso tudo.
Ninguém merece! Literalmente.
E é justamente o fato de eu perceber esse "reflexo" que muitas vezes eu me irrito com mulheres peitudas e mangás. É porque entre quem faz algo de bom e as pessoas comuns existem os verdadeiros burros, que decidem o que é bom sem nunca saberem o que é bom, decidem quem vai ser a bola da vez e o resto que morra de fome. É o cara que quer explorar, que quer gastar pouco para ter o máximo de retorno, mas é incapaz de ver qualidade de vida, melhora no padrão de vida das pessoas,é incapaz de ver uma sociedade mais organizada e mais produtiva, pessoas que sabem mais e participam mais, pessoas com ganho maior e com capacidade maior de movimentação da economia e que aonde todos ganham ninguém perde, só que aonde somente alguns ganham, pode ser que ninguém ganhe nada.
Enquanto isso, os garotos e garotas que sonham em um dia desenharem se matam de tanto desenharem heróis marombados e mangás, mas se você analizar a fundo isso foi tudo o que eles puderam conhecer na vida. Nem adianta descer a lenha nos coitados que a parcela de culpa deles são ínfimas. O que nós fazemos e que devemos sempre fazer é: trabalhar, esclarescer, divulgar, nos unir e não desanimar. É um trabalho de formiguinha, eu sei, mas se a gente trabalhar como as formigas trabalham, vocês podem imaginar o tamanho que o nosso trabalho poderá tomar.
[]'s
Flavio Roberto Mota
Ilustrador
11 3276 2956
11 9634 6856
http://www.flaviormota.kit.net
ICQ 61641833
AIM flaviormota
19.3.05
Verdade X Paz
Nem sempre podemos conciliar a paz que tanto desejamos com a verdade. Isso acontece porque o ser humano é acomodado por natureza. Geralmente só se meche se for importunado, só procura evoluir se estiver sofrendo.
A gente precisa aprender a desejar crescer, evoluir, ensinar e a trabalhar, contruindo um mundo melhor para todos sem que a gente precise sentir na pele essa necessidade.
A vida pode estar muito boa para nós mas ainda assim tem gente que precisa de uma mãozinha para conquistar um lugar ao sol. Se a gente se isolar, só pensar no que é melhor pra nós e ignorarmos os outros, pode ser que um dia sejamos nós que estaremos precisando de ajuda. Então não vai adiantar nada a gente reclamar que ninguém nos estende a mão.
Quando a gente sai em busca de algo que satisfaça as nossas necessidades, aprendemos mais e adquirimos um pouco mais de conhecimento à respeito da verdade. A verdade existe, só que a gente vai conhecendo ela aos poucos, conforme a gente se esforçar.
É por isso que a gente dificilmente vai conseguir viver em paz, porque o que nós consideramos "paz" é, na maioria das vezes "preguiça".
Até mesmo Jesus disse que não veio trazer a paz, mas a espada. Talvez isso já seja uma dica que o nosso conceito de paz é meio furado.
A gente precisa aprender a desejar crescer, evoluir, ensinar e a trabalhar, contruindo um mundo melhor para todos sem que a gente precise sentir na pele essa necessidade.
A vida pode estar muito boa para nós mas ainda assim tem gente que precisa de uma mãozinha para conquistar um lugar ao sol. Se a gente se isolar, só pensar no que é melhor pra nós e ignorarmos os outros, pode ser que um dia sejamos nós que estaremos precisando de ajuda. Então não vai adiantar nada a gente reclamar que ninguém nos estende a mão.
Quando a gente sai em busca de algo que satisfaça as nossas necessidades, aprendemos mais e adquirimos um pouco mais de conhecimento à respeito da verdade. A verdade existe, só que a gente vai conhecendo ela aos poucos, conforme a gente se esforçar.
É por isso que a gente dificilmente vai conseguir viver em paz, porque o que nós consideramos "paz" é, na maioria das vezes "preguiça".
Até mesmo Jesus disse que não veio trazer a paz, mas a espada. Talvez isso já seja uma dica que o nosso conceito de paz é meio furado.
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